2011 janeiro | Jorge da Cunha Lima
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Arquivo de janeiro, 2011

31/01/2011 - 17:44

O QUE FAZER COM O CALOR?

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O que fazer com o calor? Comprar um ventilador é prático e barato. Comprar um ar condicionado é caro e complicado. Abrir as janelas não resolve, porque há um grande momento em que o ar para, para como se nunca mais pudesse recomeçar, até que uma chuva despenque. Então temos que fechar a janela.

Ficar em casa não é uma boa solução. O calor revela todas as nossas carências tecnológicas e, pior, nosso vazio interior. Acima de 28 graus não há reflexão possível, nem roupa que conforte. Já tenho dito que o frio civiliza, mas me acham esnobe, ao tecer essa consideração.

Só mesmo os ingleses, civilizados pelo frio, conseguiram conviver com o calor em suas investidas imperialistas de colonizadores. Inventaram a bermudas, o pijânio (adotado por nosso ex-presidente) e o gim-tônica, a melhor bebida criada pelo homem para situações extremas.

Mas a solução brasileira é muito mais ampla. Está em todas as esquinas, em todos os botequins. Onde os homens ficam sentados ou em pé. A solução brasileira é democrática e irresistível. Tem um porém. Não se pode parar. Uma cerveja é apenas o primeiro copo da outra cerveja. No Bar do Leo, a mais consagrada liturgia da cerveja urbana de São Paulo, o garçom deixa você dar dois goles e logo substitui o copo. A conta fica enorme, mas você nunca toma cerveja quente. Gim-tônica você encontra em muitos bares, mas de excelência, no SPOT, quando você pede um gim Bombay, importado.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/01/2011 - 00:34

UM LUGAR QUALQUER – UM FILME CHATO MAS IMPORTANTE

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Ser filha de Coppola, já não é fácil. Fazer cinema como filha do Poderoso Chefão é muito mais difícil. Pois agora, em Um Lugar Qualquer, Sofia se superou: fez um filme quase mudo.

Numa fase em que o cinema é espetáculo, movimento, som estridente, emoção em cada tomada, Sofia, como Goddard, Antonioni e os introspectivos que dominaram os anos 70, produz um filme em “slow motion”, cada cena dura quase o tempo real do seu desenvolvimento.

Os comedores de pipoca e champagne do luxuoso Cine Mark do Shopping Cidade Jardim, se desesperaram. Nada acontecia além do vazio e da angústia de personagem destinado a ser a própria fruição do sucesso. Sua vida e sua filha, contudo, lhe dão a consciência do nada em que vivia, um “focking nothing”, como ele próprio percebeu. Mas tudo parece não andar. Até a Ferrari preta pifou numa esquina da Sunset Boulevard. A extraordinária cena em que se produz a máscara do ator famoso, Johnny Marco, dura o tempo de sua elaboração.

O filme é muito chato mas interessante. Mereceu as ressalvas e as duas estrelas que os críticos paulistanos lhe destinaram. Mas ele é um pouco mais que chato e, talvez, pudesse merecer mais estrelas. Por uma razão. O filme mostra como será difícil nós sairmos da cilada do cinema empolgante, frenético e feérico. A paz metafísica de um John Ford, de um Ingmar Bergman , de um Antonioni e mesmo a paz trágica de Dreyer, em A Paixão de Joana D`Arc, que morreu para nossos olhos modernos e digitais, será difícil de reocupar os patamares de audiência, mas continuarão sempre a ser o grande cinema.

Sofia Coppola nos deu um puxão de orelhas, mas ainda é artisticamente muito jovem para os dar lições de moral.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/01/2011 - 14:56

O EGITO RESSURGE “FACEBOOKMENTE”.

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 O EGITO DAS GUERRILHAS DIGITAIS

 Quando te disserem que alguém está no poder a mais de 10 anos, pode ter a certeza de que o país que ele governa está uma merda. 30 anos então, nem se fala. O Egito de Murabak é uma nação de terno e gravata. Parece parte da União Européia, mas é mesmo um aliado tático dos Estados Unidos, de quem recebe boa mesada anual para resolver suas debilidades financeiras. O país de Murabak não tem hábitos árabes, nem pratica a vizinhança fraterna. Parece alheio ao mundo que tenta equilibrar. Para exercer tal papel tornou-se aliado dos Estados Unidos, que não têm a menor vergonha de serem aliados de uma ditadura, quando esta lhes convém.

Nem mesmo Obama consegue disfarçar esse paradoxo. Discursar democracia e apoiar ditaduras.

Agora o caldo entornou. A guerrilha digital se organizou durante uns dois anos, facebookmente. Explodiu de surpresa. Agora, não adianta mais o governo interromper as comunicações, o curto circuito está ativado. Saiu dos e-mails para as avenidas.  Superou o medo clássico que as ditaduras despertam, para afrontar a ordem de recolher. A simpatia dos jovens contagiou uma parte das forças armadas. Murabak promete reformas, medidas e outras coisas que já devia ter feito.

Os Estados Unidos pedem bom comportamento a ambas as partes, para ver se conservam o ditador remaquiado, por mais algum tempo. Não sei o que vai dar. Quando o vaso trinca não dá mais som. A ditadura do Egito não dá mais som. Ditaduras não sobrevivem quando há alguma erosão, e esta erosão parece profunda.

Não sabemos o que vai ser do Egito. Sabemos, com muita convicção, de que o que ele é há trinta anos não serve mais.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/01/2011 - 11:46

O CENTRO DE SAO PAULO É UMA QUESTAO URBANA

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 Os problemas sociais do Centro de São Paulo não podem ser resolvidos com assistencialismo mas com soluções de caráter urbano. A requalificação do centro deve possibilitar o pleno emprego para todas as categorias sociais que o freqüentam. Deve criar habitações para todas as classes sociais que desejem desfrutar a imensa infra-estrutura que a região dispõe, além das oportunidades culturais e educacionais. Um centro absolutamente limpo e bem iluminado, como um shopping a céu aberto, que o centro já é, criaria maior segurança para todos os usuários do pedaço. Há, como em toda parte do mundo, moradores de rua. Há moradores pacíficos que não incomodam ninguém e há moradores doentes que precisam de tratamento médico. É o caso dos viciados em crack. É sabido que essa droga deforma o cérebro em tempo muito curto, criando legiões urbanas de desajustados patológicos. Isso não é caso de política, é caso de saúde pública. Só a dignificação do espaço público ajuda a resolver os problemas sociais. Uma boa circulação de pedestres nas condições acima, acrescidas de sombras e canteiros, estimula o amor próprio e o amor pela cidade. Uma boa circulação de veículos, com garagens para estacionar, tornaria o centro um espaço de encontro humano, como já existe em Barcelona, Paris, nova York e tantas outras metrópoles.

Como o Centro de São Paulo, para desenvolver projetos urbanos relevantes, tem o empecilho da questão fundiária, o  seu desenvolvimento só pode ser resolvido com a desapropriação de áreas e imóveis degradados. Isso já é legalmente possível, mas deve ser feito pedaço a pedaço. Às vezes é mais fácil reestruturar uma avenida do que um quarteirão inteiro. Então, comecemos pela avenida.  Em outros casos, como o da “Cracolândia” há uma vitalidade comercial enorme, que deve ser mantida, pela construção por etapas dos novos equipamentos. A edificação de pólos culturais indutores também é bem-vinda, mas com o cuidado de se preverem orçamentos de manutenção.

Eugene Haussmann transformou Paris na cidade mais bela do mundo sem destruir a vida dos “quartiers”. E não me venham dizer que isso é higienização social.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/01/2011 - 15:36

25 ANOS DO TOMBAMENTO DOS JARDINS

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Dos bairros projetados pela City, no começo do século passado, o Jardim América serviu de modelo para todos os demais. Os terrenos eram grandes, com volumetria das construções limitadas e com obrigação do plantio de árvores ornamentais de porte. A área permeável dos jardins ocupava mais de 50% do total. O desenho viário tinha modulações, geralmente em curvas, com reservas de espaço para

canteiros nas calçadas, nas esquinas e nas praças.

O tombamento foi feito no Governo Montoro pela Secretaria da Cultura de que eu era titular. Os grandes companheiros do tombamento foram os membros do Condephaat, presidido por Modesto Carvalhosa e José Pedro Oliveira Costa, relator do processo no conselho.

Este ano comemoramos o 25º aniversário daquele tombamento. Valeu a pena. A mata entrópica constituida pela soma dos jardins e do sistema viário, garante uma temperatura regular 30 abaixo do resto da cidade, a humidificação do ar é beneficiada, assim como a troca de gás carbono.  Nunca houve enchentes nos jardins, devido à grande permeabilidade do solo, a não ser em uma esquina densamente pavimentada no encontro da Avenida Brasil com a Rua Canadá.

Todos nós fomos beneficiados com isso. Pena que as administrações municipais não tenham adotado, com as devidas adaptações às realidades, esse modelo de implantação de novos bairros. A única coisa que presidiu esse processo, sobretudo nas periferias, foi a ganância imobiliária consentida pelo poder público, com a conseqüência do desconforto permanente e das tragédias cíclicas.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/01/2011 - 17:31

COMO SERÁ O GOVERNO DILMA ?

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Dilma está quieta, como um bom passarinho mineiro, na muda. Creio que não mudará muito esse estilo e nem fará da presidência um púlpito de exposição do ego. Tem um perfil técnico e exigente em busca de resultados.

Isso não a dispensa de uma estratégia de marketing para enfrentar o mandato, e todo mandato é um desafio, em tempos favoráveis ou desfavoráveis.

Todo mundo se pergunta, pergunta e me pergunta: – Como será o governo da Dilma?

Depende.

Depende de uma estratégia de marketing, pois conforme o sábio da comunicação brasileira, Chacrinha, dizia: -Quem não se comunica se estrumbica.

Depende ainda de como enfrentar os problemas, que não parecem poucos:

- Um congresso habituado a funcionar com a boa gasolina fisiológica. -Dois partidos aliados, PT e PMDB, pressionando mais do que os partidos de oposição. – Inflação despontando, por razões difíceis de conter: consumo exagerado, aquecimento econômico, aumentos cíclicos de transporte e energia, entressafras agrícolas, gastos públicos exagerados, aquecimento imobiliário etc.etc. – Crise econômica internacional não debelada. – Câmbio em maré alta. -Comercio exterior predatório. -Corrupção.

Com relação a esse item Dilma criou um conceito muito inteligente: Ética e eficiência são os dois lados da mesma moeda.

Todas essas questões, segundo parece, Dilma pretende resolver com trabalho. Trabalho e cobrança. Dilma dividiu a administração e os ministérios em áreas de trabalho, como já havia feito Montoro. Lembro-me que no Governo Montoro quase não havia audiências com secretários, mas com as áreas de economia e finanças; infra-estrutura; área social e área de  segurança e justiça.

Os ministros que já tiveram audiência com Dilma já perceberam o estilo, se chegam com as mãos abanando, recebem tarefas mediatas e imediatas.

Tudo indica que não será um período fácil, mas que haverá gestão em qualquer circunstância. Mais depressa do que eu esperava Lula já virou personagem da história enquanto Dilma virou a nova história discreta, do poder.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/01/2011 - 12:47

GOVERNAR É ABRIR FERROVIAS

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No fim do Século XIX, quase ao despertar do XX, o governo suíço resolveu retomar o controle das ferrovias, então , inteiramente em mãos privadas. A Confederação Suíça considerava que ferrovia era uma questão estratégica, do ponto de vista social, militar e econômico. Fundamental para o desenvolvimento da industria em plena expansão e para a circulação das gentes num país de locomoção necessária pela quantidade de cidades e cantões que formavam a Confederação. Como tudo na Suíça houve consultas populares, plebiscitos e a reversão das estradas de ferro foi consagrada. O interesse pelo desenvolvimento ferroviário foi um dos fatores fundamentais do desenvolvimento do país. E note-se que houve um equilíbrio muito grande entre o transporte de carga e de passageiros. O trem, entre as cidades próximas, funciona quase como um metro de superfície.

Quando o governo estadual manifesta a intenção de reativar as estradas de ferro, por enquanto, com as cidades próximas de São Paulo, criando um novo patamar para transporte de passageiros, temos boas razões para no alegrar. Importante é que a idéia vá mais longe e que o Estado todo seja coberto de novo com ferrovias. Claro que isso não exclui a prioridade do metro, no plano metropolitano de São Paulo. Washington Luiz dizia: “Governar é abrir estradas”; Alckmin poderia dizer: “Governar é abrir ferrovias”.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/01/2011 - 18:56

REABERTA A BIBLIOTECA MARIO DE ANDRADE

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Depois de reformas amplas e indispensáveis, a Biblioteca Mario de Andrade, da cidade de São Paulo, foi reaberta ao público de todo o Brasil.

A reforma amplia e qualifica os espaços de guardar, ver e consultar uma das mais importantes coleções de livros deste país. A reforma facilita a interação do público com aquele espaço público e dos pesquisadores com as informações guardadas naquelas preciosidades. As publicações de caráter jornalístico ganharão uma torre própria em edifício vizinho. A fachada térrea foi embelezada criando maior permeabilidade com o público das calçadas. Os jardins do entorno foram cuidados para honrar os cidadãos e o busto de Mario.

Serra tinha empenho nesse projeto, continuado por Kassab e realizado no contexto da Secretaria Municipal de Cultura, sob o cuidado do José Carlos Calil e da Maria Barbosa, sua diretora.

Calil é o bom exemplo de que se podem fazer coisas sérias no campo da cultura, beneficiando a população e o conhecimento, sem ruídos e sem maroteira, dentro das previsões orçamentárias e morais.

A parte circulante da Biblioteca Mario de Andrade já conta com 700 usuários por dia. Com as portas abertas será pólo mais irradiante da cultura de São Paulo.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/01/2011 - 16:13

DAS CONDIÇÕES DA CRIAÇÃO ARTÍSTICA

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O grande espaço que se cria para a criação artística não está nem na plena democracia nem nos períodos de controle absoluto do poder. No diálogo que produziu com Umberto Eco, Jean Claude Carrière nos passa uma informação interessante; “Durante a época em que Napoleão exerce um poder absoluto, isto é, entre 1800 e 1814, não há um único livro publicado na França ainda lido nos dias de hoje”.

Hoje, no período democrático que o Brasil está vivendo, pode-se afirmar que a produção artística é baixíssima, inclusive na MPB que sempre foi o nosso forte.

Quais então os períodos que favorecem a criação artística?

Creio que são dois. Os períodos de transição radical da sociedade e os períodos de luta revolucionária contra os regimes totalitários.

Quando os brasileiros se insurgiram fortemente contra o regime militar recém instalado e tinham esperança de abatê-lo, a música popular brasileira foi insuperável. No plano internacional, na década que sucedeu à primeira guerra mundial, antes da explosão da segunda, o mundo viveu um momento riquíssimo de criatividade artística. Na Inglaterra, em Portugal, na Espanha, na França, nos Estados Unidos, na Russia e inclusive no Brasil os movimentos artísticos explodiram em criatividade. O surrealismo na França, com Aragon, Eluard, Jean Cocteau; a pensão de Madrid que reuniu Picasso, Dali, Garcia Lorca; a Semana de Arte Moderna em São Paulo; o sítio de Virginia Woolf, na Inglaterra, com Joyce e Elliot; as tabacarias dos poetas portugueses, com Sá Carneiro, Fernando Pessoa, Florbela Spanca, os poetas suicidas russos, Maiakovski e Iessenin. A segunda década do Século XX foi mesmo esplendorosa.

Além desses dois fatores, houve um terceiro. Criatividade se estimula quando grupos de artistas se reúnem e vivem um momento comum dentro da cultura. A criação solitária, com raras exceções, se perde sempre na filtragem, mais difícil de acontecer em artistas canonizados por grupos de artistas, críticos e jornalistas  que os sustentam em andores de posteridade.

Assim, a entressafra histórica, o  vigor revolucionário e o grupo são fatores fundamentais para a consagração de artistas que, em outras circunstâncias poderiam se perder da memória crítica ou até mesmo castrar as suas potencialidades.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/01/2011 - 17:31

quem entende a aposentadoria dos ex-governadores?

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 Aposentadoria não é coisa para amador. Os disparates são tantos que nem o mais dedicado presidente do INPS irá entender a lógica e a moral da questão.

Todo mundo tenta entender a própria aposentadoria, pois é coisa importante num momento muito importante, a velhice.

Comecei a trabalhar muito cedo no Correio Paulistano, do João de Scantimburgo onde fazia uma coluna chamada janela indiscreta. Pagava impostos e recolhimento social. Depois trabalhei na Ultima Hora, onde fiz a coluna Paulicéia Desvairada e, mais tarde fui diretor. De lá para cá trabalhei em muitos lugares até chegar à presidência da TV Cultura. Em todos os lugares paguei a contribuição social pelo seu máximo. Sempre tive salários realtivamente elevados e fui descontado pelo máximo. Ganho pela aposentadoria, um pouco mais de 900 reais. Já gritei, já reclamei, já mandei uma carta para D. João VI. Nada.

Agora, leio que ex-governadores, mesmo alguns que estiveram no cargo menos de seis meses, estão levando 24 mil reais por mês. Sei que esse tipo de remuneração é proibido pela Constituição de 88, mas leis em alguns estados, criaram por leis ordinárias, a vultosa aposentadoria.

D. João VI concedeu alguns títulos de nobrezas a alguns amigos e adeptos de sua monarquia no Brasil, mas nunca soube que tivesse dado um mensalão desse porte a ninguém. E ele era rei.

Entre a minha aposentadoria e a dos ex-governadores, há milhões de brasileiros, com aposentadorias injustas e, assim mesmo, a previdência está falida.

Não disse que isso não era coisa para amador?

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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