2010 agosto | Jorge da Cunha Lima
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Arquivo de agosto, 2010

31/08/2010 - 11:32

RODA VIVA – O MONSTRO SAGRADO

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Difícil mexer em monumentos mediáticos. Como as pessoas idosas, eles tem orgulho até dos seus defeitos. Mas quem não se renova não desova. Assim, uma televisão deve mudar ciclicamente seu ritmo, suas cores, sua dinâmica. Os programas devem refletir essas mudanças.

Roda Viva não precisa mais ser um programa heróico. Não precisamos derrubar nenhuma ditadura nem implantar uma democracia estável.

Precisamos consolidar uma nação e a consciência de sua grandeza. Roda Viva deve, então, ser um programa dialético. Buscar no embate de idéias de jornalistas experimentados com um entrevistado relevante uma síntese de conhecimentos necessários à compreensão dos temas e da conjuntura nacional.

Marília Gabriela, que estreou nesta segunda feira trouxe ao Roda Viva 40 anos de experiência televisiva e a humildade de se sentir honrada com o convite feito por João Sayad.

O programa está bem produzido. Maria Helena Amaral conhece televisão e conhece as potencialidades da entrevistadora.

O colorido está um pouco sombrio, não sei se por problemas de iluminação ou pelo verde garrafa do cenario.

A entrevista com Eike Batista mostrou dinâmica, ás vezes até demais. Ele estava no meio de uma resposta e já havia a ansiedade por outras revelações. Mas a bagagem do entrevistado leva necessariamente a essa curiosidade jornalística e política.

O expediente de dois entrevistadores permanentes ao lado de Marília deve dar maior profundidade aos debates, sobretudo pela natureza dos dois. Augusto, tranqüilo como um repórter da BBC e

Paulinho Moreira Leite, atilado e atirado, como um adolescente fora de série. Marília controlou o espetáculo sem se exibir, o que é uma sabedoria. Necessário dar mais oportunidades aos entrevistadores convidados que podem ficar inibidos ao lado de 3 feras jornalísticas.  

A colocação dos interlocutores num mesmo patamar não tirou a graça de uma roda viva e deixou os entrevistadores no mesmo nível de responsabilidade, sem a proteção de um degrau superior.

O primeiro round está vencido. Televisão é qualidade e continuidade. É dessas virtudes que o controle remoto se aproxima.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/08/2010 - 10:20

DORINA NOWILL E O DIREITO DE LER

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Conheci a Dorina Nowill desde pequeno. E ficava espantado. Como uma moça cega podia ir à escola, estudar e fazer tanta coisa? Depois casou, como qualquer um, com um advogado e tinha uma vida normal. Teve mais filhos do que os meus pais.

Mais tarde reencontrei Dorina. Já era uma líder. Queria dar aos cegos o maior instrumento de sua identidade e de sua cidadania. LER.

Ler. Fez a Fundação do Livro do Cego. Era incansável. Buscou recursos de todos os lados e depois dela o cego começou a ler no Brasil. Lutou ainda pela inserção do cego em todas as categorias da vida. Nunca fez disso política pessoal. Pensava nos outros e na sociedade.

 Em toda minha vida nunca encontrei a Dorina sem que ela me reconhecesse e perguntasse dos meus pais. Nunca vi a Dorina sem um sorriso nos lábios. Por isso mesmo quase não reparava nos seus olhos. O sorriso era dominante naquele rosto cheio de esperança. Naquela vida cheia de esperança.

Foi a pessoa mais relevante que conheci. Depois dela fiquei sabendo de outras, Madre Tereza de Calcutá, Mandela etc., mas de perto foi ela mesmo.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/08/2010 - 10:58

SAO PAULO DA GAROA VIRA DESERTO DE SAARA

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O motorista de praça estava impressionado. O ar em São Paulo estava mais seco do o do deserto de Saara. Pra quem ouviu falar em São Paulo como terra da garoa, os índices de ontem divulgados com preocupação, são aterradores. A umidade começou com 50, baixou para 25 ao meio dia e às quatro horas estava em 12%. Essa queda em um só dia deverá acarretar medidas públicas como a suspensão das aulas, dos aglomerados em espaços públicos e da suspensão de inúmeras atividades.

Os hospitais estão lotados de crianças e as doenças respiratórias cresceram 300%.

Só no Estado de São Paulo foram detectados 400 focos de incêndios rurais. Fui uma das vítimas. Meu sitio em Itu torrou, em todas as áreas vegetais. Uma pena, pois estava realizando com a SOS Mata Atlântica uma experiência de plantio de 40% da área, com espécimes da mata Atlântica. A cinza e o cinza deixados pela queimada dão uma idéia de desolação.

Não há culpados imediatos, a não ser um cachaceiro desavisado que jogou o toco de cigarro na cerca seca.

Há culpados mediatos. O regime de chuvas mudou completamente com o desmatamento da Amazônia e outras  áreas do cerrado. A garoa de São Paulo acabou devido ao desmatamento da Mata Atlântica em toda a área que vem da Serra do Mar, passa pelo ABC e chega a São Paulo. A impermeabilização imobiliária do solo diminuiu a umidade urbana   e a quantidade de árvores e gramados necessários à rearborização da cidade.

Enfim, tempos novos , na história e na atmosfera.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/08/2010 - 16:13

ARTE NA DIMENSÃO DA CIDADE

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A arte contemporânea quer pular dos quadros e encontrar novas molduras para conter a perplexidade em que anda a criatividade.

Creio que a solução encontrada de se criar instalações dos mais variáveis conteúdos, dos mais diversos materiais e de todos os tamanhos, já se esgotou e está em colapso.

A Bienal, a ser inaugurada, apesar das limitações de espaço e mesmo de conceitos, vai nos mostrar os novos caminhos da arte, já que a Bienal do Vazio nos mostrou o vazio. É verdade que muitas vezes um vazio de Niemayer vale mais do que um oxigênio de mediocridades.

Acredito que a nova dimensão das artes plásticas vai se confundir com a dimensão das cidades. Não apenas a dimensão métrica, mas a dimensão trágica, incluindo vida, movimento, metáforas e empenas.

Por isso mesmo achei interessante a proposta que o Mozart Mesquita, da BRASIMAGE, nos mostrou ontem na Associação Viva o Centro.

O projeto pretende colocar em diversos suportes de edifícios, viadutos, pisos, chão, empenas, transparências, colagens de fotografias de grandes fotógrafos internacionais, para dialogar, durante um mês, com a lei da cidade limpa, que livrou São Paulo da poluição visual. Essas colagens serão retiradas sem nenhum dano à superfície utilizada durante um mês, mas durante a exposição transformará o centro de São Paulo na moldura de sua própria compreensão.

Considerando a qualidade dos fotógrafos propostos e do curador escolhido, que já fez projetos análogos em paris e outras cidades importantes, a expo vai fazer muito bem ao centro. Vai levar gente que tem medo de andar pela cidade. Vai desafiar o olhar de pessoas que não agüentam mais exposições convencionais de quadros. Vai abrir um novo horizonte para fazedores de instalações, pichadores e marronzinhos, que só olham para multar.

Maiores informações, só vendo, a partir de 15 de outubro, no centro de São Paulo.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/08/2010 - 12:49

A ELEIÇÃO E A TEORIA DO PÊNDULO

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Há em todos os governos um pêndulo, como se fosse o mastro de um veleiro. Esse mastro predispõe os barcos a aproveitar ou rejeitar a ajuda dos ventos. Na política e nas instituições é a mesma coisa. Mesmo que um barco tenha desenho falho, rotas equivocadas, contra pesos errados, o bom mastro ajuda a navegar. O pêndulo torna a viagem segura. Resiste às malícias de Eólo e de Júpiter.

O Real imprimiu à navegação de Fernando Henrique, um rumo seguro que o levou a vencer duas eleições no primeiro turno, mas não foi suficiente para realizar os desejos de Sergio Mota, da permanência no poder.

O pêndulo social de Lula, também o levou à reeleição e aos 88% de aprovação.

Pela primeira vez, contudo, a teoria do pêndulo atesta eficiência na difícil transferência de votos. A Arca de Lula navega a toda força nas águas sociais democráticas e na maré eleitoral, com uma candidatura inventada, com o contra peso do PMDB, com fundos e estatais fazendo água, não importa, navega para chegar ao porto dos 18 anos. Assim, o PT realiza o sonho do PSDB.

Quem é autor do pêndulo? O marketing ou o governante? Creio que, remotamente, é Machiavel, que tinha como objetivo do poder a manutenção no poder. No Brasil de hoje o governante é o criador do pêndulo.

Muito além das proezas do marketing, o postulante político deve ser aglutinador e tolerante, como ensina o sociólogo presidente, nas dissertações que gosta de fazer sobre o mesmo Machiavel.

Qual o pêndulo que vai prevalecer depois das eleições?

Essa é a grande questão para um Brasil que vai ter FHC na cátedra e Lula no banco de reserva.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/08/2010 - 18:52

QUAL A PRIMEIRA MEDIDA NA ÁREA DA CULTURA?

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Qual deveria ser a primeira medida do presidente na área cultural?

 Essa pergunta foi dirigida aos artistas presentes ao Festival de Cinema de Miami pela repórter do IG. É tão oportuna a questão que deveria ser estendida a todo o meio cultural.

A resposta é só uma, entre as mais necessárias: Elaborar e implantar uma política nacional de cultura.

A cultura envolve pelo menos a questão da identidade nacional; da preservação de nosso patrimônio artístico e cultural, material e imaterial; da criação nacional; da produção artística artesanal e industrial e do consumo cultural por todas as classes da sociedade. Envolve ainda a conexão e absorção dos valores culturais produzidos por identidades nacionais de outras nações.

Envolve necessariamente o sistema público de comunicação de massa.

Refere-se assim a um amplo complexo de problemas, valores e ações que exigem mobilização e recursos. Mobilização de profissionais, de administradores, de produtores culturais, de criadores e de consumidores. Esses recursos devem ser originalmente públicos e fornecidos por instituições do estado brasileiro em ampla colaboração com as instituições privadas e geridos pela sociedade e pelos artistas, na maioria dos casos.

Interessante é que os candidatos são tímidos em suas propostas culturais. Acreditam que cultura não dá voto e então se comprometem com outros segmentos da vida humana.

Sem qualquer demérito a prioridades políticas como educação, saúde e segurança, temos a certeza de que sem cultura não haverá educação , nem saúde, nem segurança.

Felizmente os valores e os eventos culturais atingem milhares de pessoas, assim como a freqüência aos ambulatórios. A Bienal do Livro foi mais visitada do que o Salão do Automóvel do ano passado.

Sessenta por cento dos telespectadores do Café Filosófico, da TV Cultura, pertencem à classe C.

Há uma nova nação se formatando que exige um forte desenvolvimento econômico, uma forte consciência nacional e cultura para todos.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/08/2010 - 15:57

O EXEMPLO DE NEYMAR

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Não sei se Neymar vai ficar um mês ou cinco anos a mais no Santos. Não sei como se comportam seus procuradores, pai e profissional. Mas percebo que o menino entendeu tudo.

Esta Copa foi perdida porque o Brasil não estava em campo, em nenhum momento. Havia um punhado de craques internacionais, bem pagos, frutos de uma diáspora financeira, que os transplantou para outros times, outros países e outras culturas e também para outras torcidas.

Seus companheiros eram outros, seus reflexos eram outros. Talvez tenha permanecido o Hino Nacional, único momento de reencontro com a pátria. 

Enquanto a FIFA não proibir a convocação de jogadores que não tenham jogado pelo menos no último ano anterior à copa em seu país, os jogos serão marcados pela falta de gols e de patriotismo.

Mas desde que o futebol virou um grande negócio, essas medidas se tronam quase impossíveis. O que interessa é a macro economia do futebol, semelhante ao consenso de Washington. Um futebol globalizado, racional, eficiente, mas sem paixão.

Neymar, um jovem, quase criança, optou pelo Santos. Não torço para aquele time. Isso é coisa de outra geração, da geração Pelé, mas se for preciso vou aplaudir Neymar a primeira vez que ele entrar em campo. É um bom exemplo de que há coisas mais importantes do que o dinheiro. Por exemplo. A fidelidade.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/08/2010 - 17:43

A 21a BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO

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Quando fui Secretário da Cultura do Montoro, mais precisamente em 84, a Câmara Brasileira do Livro se esforçava para fazer bienais ou mesmo feiras de livro. Era um trabalho danado, mas valia a pena. Quando os números chegavam à casa dos mil era uma euforia. No interior as feiras tinham uma repercussão enorme.

Hoje, sábado, la pelas 14hs, enfrentei e preguiça fui ao Anhembi.

A 9 de julho já estava congestionada desde a Pça 14 Bis. Depois foi apertando. Além da da Ponte das Bandeiras, quase em Santana do Sambódromo. Virei a esquerda e fui até o estacionamento do Sambódromo. Assustei-me com o preço: 25 paus. Mas tive a compensação que havia lugar para o carro dos idosos, mais perto do Anhembi. Andei a pé até o pavilhão, atravessando o Holliday Inn, o Grande Auditório e cheguei, com uma verdadeira multidão a um aperto de festival de rock. Por sorte, com carteira de jornalista, entrei pela ala de imprensa. Afinal estava dentro da Bienal. Alas e alas de estandes, milhares de pessoas se apertando: mães, ás vezes com três filhos menores, gente de toda a idade, um triunfo demográfico, mas sobretudo um triunfo da classe C. Esse povo todo quer ler livros, quer subir na vida, quer manter o emprego, quer status. É uma feira sem precedentes de consumo de massa, mas felizmente consumo de livro, felizmente status conquistado com leitura. Não dá para entender completamente aquele Blade Runner literário, com gente correndo de um lado para o outro, entrando nas livrarias, comprando muitos “Best Seller”, mas comprando. Gente pegando senha para as palestras, gente se acotovelando para ganhar um autógrafo famoso.

Ali dentro do pavilhão da Bienal do Livro estava uma sociedade urbana desconhecida e nova, provavelmente com o novo perfil do Brasil. Não  ouvi nenhuma percussão, mais havia a repercussão de autores vitoriosos, com ou sem justa causa. Havia um interesse inédito, fora dos interesses caricatos que nos atribuem. Preciso ainda algum tempo para entender completamente o que estava acontecendo no pavilhão do Anhembi.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/08/2010 - 17:46

VOU-ME EMBORA PARA O RECIFE

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Hoje, um motorista de praça, que trabalha a trinta anos em São Paulo, disse-me que vai voltar para Pernambuco. Porque? Perguntei.

A gente não é mais ninguém em São Paulo. Vivemos aqui para sermos ameaçados, explorados e xingados. Prosseguiu:

Cada passageiro que entra no carro é um sobressalto. Não sabemos quando vamos ser assaltados. Cada marronzinho é um inimigo mortal. Não estão ali para orientar ninguém. Só querem multar e arrecadar para o governo. Se paro meio minuto num sinal, o carro detrás começa a buzinar e depois a xingar.

Esta cidade perdeu o afeto e a delicadeza. Aqui no carro eu procuro conversar. Ser agradável com os passageiros, mas todo mundo parece doente. E continuou:

Quando eu vim para São Paulo, as pessoas eram gentis. Cumprimentavam a gente, proseavam no carro. Hoje há um ódio generalizado. E concluiu:

Vou vender meu carro. Comprar outro e volto para o Recife e vou recomeçar a vida. Vou levar minha mulher. Ver os filhos que ficaram lá, com a primeira. Só de pensar já estou feliz.

O que é que aconteceu com São Paulo, me perguntei, quando desci do carro em frente à Prefeitura Municipal?

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/08/2010 - 18:18

OS PRIMEIROS PROGRAMAS DO PT E DO PSDB

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Opino sobre os dois primeiros programas dos dois partidos com maior tempo no horário eleitoral. Quero fazê-lo inteiramente do ponto de vista de técnica de comunicação, o quanto a isenção seja possível no coração humano.

O programa do PT adotou uma linguagem de cinema. Um colorido quente e humanizado dos bons filmes de Zefirelli. Num extremo da nação Wilma, no outro Lula. Um dueto entre os dois sobre a geografia pátria passa  nos rios caudalosos uma retórica visível de votos. Depois as obras e os feitos, dirigidos ao superior interesse dos pobres. E ainda, onde Dilma é avaliada com modéstia, uma biografia que de Porto alegre ao Planalto, só mostra desempenhos em cargos públicos e funções administrativas. No fim, Lula de novo, abençoando o futuro, com Dilma.

O programa do PSDB se utiliza das cores fundamentais, como faz a publicidade. A linguagem é de vídeo não de cinema. O ritmo e a linguagem substituem a retórica pelo slogan.

Não transparece o realizador e seus feitos. Há um reducionismo pragmático para o tema da saúde, apontado como a maior preocupação do povo. Assim, desaparece o grande realizador em favor de um tema único, como se o candidato fosse Diretor de um Hospital. A inequívoca e decantada capacidade administrativa do candidato também desaparece atrás dessa vacina tríplice. E, cada vez que se fala mal de Lula, há um desperdício de horário gratuito.

Esses comentários referem-se a um único programa, o noturno. Do lado do PSDB há tempo para mudanças, mas devem ser radicais. Do lado do PT, do ponto de vista técnico, basta manter o estilo, sem tornar-se repetitivo demais.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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