2010 abril | Jorge da Cunha Lima
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Arquivo de abril, 2010

29/04/2010 - 20:15

ELEIÇÒES EM TELEVISOES PUBLICAS

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ELEIÇOES EM TELEVISÓES PUBLICAS

As televisões públicas brasileiras lutam há anos para conquistar ou manter suas autonomias. Autonomia administrativa, financeira e intelectual. Contudo, como são instituições dependentes do poder público tem uma convivência complicada com os governos no capítulo autonomia. O velho Frias sempre me dizia: -Jorginho, quem paga a conta manda. O governador Covas dizia: -Pô, eu pago a conta e não mando. Outros, acham tão natural mandar, que nem precisam utilizar frases emblemáticas para mandar.
Nós, dirigentes da televisão pública, defendemos historicamente a autonomia dessas instituições, eqüidistantes dos poderes, tanto político quanto mercadológico. Quem deve sustentar a televisão pública, educativa e cultural, é a sociedade: a sociedade civil, a sociedade econômica e o estado. Isso porque a televisão pública faz uma programação de interesse de toda a sociedade e não apenas do Ibope. Busca a formação crítica do telespectador para o exercício da cidadania. Assim, a televisão pública deve ser comandada por conselhos representativos da sociedade. Isso quer dizer, representantes de todos os espectros da sociedade, inclusive os governos, o que não é fácil. Mas, definida a representação, há que obedecê-la. Todas as vezes que há uma eleição na EBC (TV Brasil) ou na Padre Anchieta (TV Cultura) o problema explode no noticiários. Os candidatos aparecem,m como se impostos. Quem escolheu? Quem indicou? No caso da TV Cultura quem escolhe é sempre o conselho, mas que indica formalmente são os conselheiros. Os representantes do governo no conselho indicam, os de sua preferência. O problema é que às vezes os que indicam diretamente para as colunas de televisão ou para as colunistas sociais, como uma imposição ao conselho. As indicações deveriam ser feitas entre os membros do mesmo e, então, nos prazos regulamentares, submetidas à votação. Creio que com o tempo será assim. Há um grande consenso no campo público de televisão que deve ser assim. Há uma abertura nos governos para que seja assim. Para isso há necessidade de uma governança transparente e eficaz nas instituições financiadas ou não pelos governos e um protocolo ético de autonomia entre o governo e as mesmas, para que as regras sejam cumpridas e não haja pressão indevida ás vésperas das eleições. Na última semana, agradável surpresa, fui convidado pelo governador Goldman, para ir ao palácio. Lá me afirmou que a escolha do presidente do conselho deveria provir de uma exclusiva indicação dos conselheiros, um ou mais, como sugerido ao secretario Sayad. Depois de alguns anos de silêncio, a respeito, essa foi uma enorme vitória das instituições, sobretudo das televisões
públicas.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/04/2010 - 11:01

CADA CANDIDATO COM A SUA CARA

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Muitos jornalistas têm o seu guru aos quais atribuem pensamentos que vão além dos seus. Elio Gaspari tem uma tia implacável. Eu tenho Frei Reginaldo, velho dominicano, já morto, que falava todas as línguas existentes e aprendia em trinta dias qualquer dialeto que aparecesse na frente. Grande psicólogo era consultado por alguns médicos importantes quando a loucura dos clientes chegava a níveis insuportáveis. Costumava dizer que tudo o que aprendeu em psicologia, aprendeu com os Irmãos Karamazov de Dostoievski.
Avaliando nossa geração quando adolescentes, (ou queríamos ser santos ou queríamos salvar o mundo na esquerda festiva),costumava afirmar: “Adolescentes tão admiráveis que não superaram a própria grandeza”.
Outra coisa impressionante é que, como caractereologista, afirmava: “O homem depois dos trinta tem a cara que construiu e a melhor cara ainda é a que Deus lhe deu”. Hoje teria horror às operações plásticas.
Falo isso a respeito da necessidade dos políticos de mudarem a própria cara. Querem produzir uma cara segundo as indicações dos marquetólogos, das pesquisas e outros instrumentos de construção de candidatos imbatíveis nas urnas. Serra fez uma pequena operação nas pálpebras, afirma ele que por razões médicas, mas o seu forte são os olhos de uma curiosidade infantil, que o credenciam à sinceridade. Dilma já seguiu inutilmente algumas orientações estéticas da Marta, agora aparece querendo confundir a própria imagem com a da Norma Benguel. Bobagem. Com o passado que tem e se quer alguma consideração a ele, tem que manter a cara de guerrilheira, não adianta colocar a máscara de Alice, na Brasília das Maravilhas. Sua cara é melhor.
O que nos leva à consideração ou ao descrédito é a fidelidade a nós mesmos.
Só merecemos ganhar uma eleição se a ganhamos com nossa bagagem. Não adianta trazer, carregadas nas mulas, a bagagem da rainha de Sabá, nem os presentes dos Reis Magos.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/04/2010 - 11:11

OS NOVOS CHEFES DE COZINHA EM SAO PAULO

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Cozinheira na minha infância era uma negrona gorda e carinhosa que fritava bife como ninguém e tinha algumas especialidades: frango assado, macarrão, mayonaise, risoto de camarão e sopa de ervilha com torradinhas pequenas (quando aparecia algum tio importante para o jantar).
Havia também a figura dos grandes chefes, que apareciam na mesa dos restaurantes catalogados para cumprimentar o meu pai, com aventais brancos e, algumas vezes, com chapéus altos e redondos.
Mesmo nas pizzarias os fregueses eram conhecidos e os cozinheiros exuberantes.
Em restaurantes franceses, muito poucos, a gente não conhecia os chefes, mas os donos, figuras inesquecíveis, no Casserolle, no La Popote, na Fredy.
Mais tarde, as figuras que me impressionaram estavam no Giovanni Bruno, no Sonho de Anarello e no Massimo.
Hoje São Paulo tem 12.500 restaurantes e 13 mil bares, felizmente abertos até altas horas da noite. Japoneses são 250 e churrascarias 550. No japoneses os sushi-men nos cumprimentam mas todos têm a mesma cara, apesar de alguns jovens brasileiros se meterem a tanto. Contudo, a fauna de novos chefes é imensa, os jornais vivem a publicar suas caras e qualidades. Como as cozinhas modernas são abertas, sempre vemos belos meninos ou belas meninas, comandando a produção das iguarias: cordeiros de toda espécie, steak tartare e todo tipo de steak desde que Rossini inventou o seu. Frutos do mar afogados em diversos temperos da cozinha nova tropical: cupuaçu, maracujá, pitanga e até jabuticabas. Creio que já inventaram uma dezena de risotos. Carpaccio, já comi até um de palmito. Mas são ótimos os cozinheiros e cozinheiras (chefs): no Jazz, no Lola, no Frontera, no Vito, no Petit Bistraux, no Chef Rouge, no Spot, nas Lusitânias da Mônica, na esquina do Ameriquinho, cujo primo chegou de Londres para arrasar com bolinhos de bacalhau. Enfim, uma constelação de jovens burgueses que no meu tempo seriam advogados, médicos ou engenheiros. Felizmente são chefes de cozinha. Todos inspirados pelo Atala, cujo restaurante D.O,M. agora é o 18º melhor do mundo.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/04/2010 - 13:27

OS JOVENS “CHEFS” DE COZINHA

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Cozinheira na minha infância era uma negrona gorda e carinhosa que fritava bife como ninguém e tinha algumas especialidades: frango assado, macarrão, mayonaise, risoto de camarão e sopa de ervilha com torradinhas pequenas (quando aparecia algum tio importante para o jantar).
Havia também a figura dos grandes chefes, que apareciam na mesa dos restaurantes catalogados para cumprimentar o meu pai, com aventais brancos e, algumas vezes, com chapéus altos e redondos.
Mesmo nas pizzarias os fregueses eram conhecidos e os cozinheiros exuberantes.
Em restaurantes franceses, muito poucos, a gente não conhecia os chefes, mas os donos, figuras inesquecíveis, no Casserolle, no La Popote, na Fredy.
Mais tarde, as figuras que me impressionaram estavam no Giovanni Bruno, no Sonho de Anarello e no Massimo.
Hoje São Paulo tem 12.500 restaurantes e 13 mil bares, felizmente abertos até altas horas da noite. Japoneses são 250 e churrascarias 550. No japoneses os sushi-men nos cumprimentam mas todos têm a mesma cara, apesar de alguns jovens brasileiros se meterem a tanto. Contudo, a fauna de novos chefes é imensa, os jornais vivem a publicar suas caras e qualidades. Como as cozinhas modernas são abertas, sempre vemos belos meninos ou belas meninas, comandando a produção das iguarias: cordeiros de toda espécie, steak tartare e todo tipo de steak desde que Rossini inventou o seu. Frutos do mar afogados em diversos temperos da cozinha nova tropical: cupuaçu, maracujá, pitanga e até jabuticabas. Creio que já inventaram uma dezena de risotos. Carpaccio, já comi até um de palmito. Mas são ótimos os cozinheiros e cozinheiras (chefs): no Jazz, no Lola, no Frontera, no Vito, no Petit Bistraux, no Chef Rouge, no Spot, nas Lusitânias da Mônica, na esquina do Ameriquinho, cujo primo chegou de Londres para arrasar com bolinhos de bacalhau. Enfim, uma constelação de jovens burgueses que no meu tempo seriam advogados, médicos ou engenheiros. Felizmente são chefes de cozinha

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/04/2010 - 11:41

CIRO GOMES – MUITA FALA E POUCO DISCURSO

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As grandes metrópoles domam os políticos pela força da opinião pública e dos fazedores de opinião. Isso é antigo. Vem do conceito de cidade e de cidadania. No espaço político da cidade se processa a retórica das propostas e da rejeição às mesmas. Os políticos das pequenas cidades e das regiões periféricas, falam de suas pequenas cátedras ou púlpitos, como pregadores incontestados. Às vezes até adquirem graça pelos impulsos oratórios desarvorados e arrogantes. Ciro Gomes, um grande político de província, carrega os dissabores e alguns méritos desse falar solto, mais fruto da emoção do que da reflexão estratégica. No bojo do discurso lançou-se candidato à presidência, sem combinar antes com o partido e os aliados. Acertou com o Lula, que já tinha um candidato e que não era ele. Mudou de domicílio eleitoral sem a convicção de que seria candidato do novo domicílio. Estigmatizou a candidatura Serra para depois se contradizer. Nunca apoiou a Dilma porque de fato apoiava a si mesmo. Seu partido hoje quer reeleger alguns governadores com possibilidades, deputados e senadores onde puder. Prefere o apoio logístico do Lula do que a candidatura incerta de seu líder, Ciro Gomes. Ciro continua falando alto, mas sozinho. Suas últimas declarações ao IG deixaram o PT mudo e o Lula furioso. A ira do Ciro é tal que qualificou seu adversário José Serra, colocando-o bem acima de Dilma na capacidade de controlar as crises de câmbio. Ciro é, assim, mais uma novidade política que se perde antes da estréia.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/04/2010 - 12:52

AS MELHORES COISAS DO MUNDO

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LAIS BODANSKI REVELA A PRIMEIRA DIDADE

O período mais difícil da vida é a adolescência. Tristão de Athayde, que escreveu muito sobre a adolescência dizia que todos os problemas filosóficos se processam nesse período da vida. Inclusive o do suicídio que é, segundo Nietzsche, o único problema filosófico.
Pudera. Na adolescência crescem todos os sonhos e todos os receios.
Laís Bodansky, diretora de “As melhores coisas do mundo” sabe mexer com isso. Sabe colocar jovens atores na máscara adequada, tirando-lhes a máscara. Já fez isso antes com o jovem Rodrigo Santoro, que se tornou um dos melhores atores brasileiros. Não tenho dúvidas que o mesmo acontecerá com Francisco Miguez, o Mano e com Fiuk, o irmão poeta do Mano. O roteiro de Luis Bolognesi, sobre texto de Gilberto Dimenstein, é primoroso. Conduz com leveza, emoção, realismo e até mesmo alguma dor, sem perder a ternura. O clima da escola é primoroso, e o comportamento daqueles jovens, bem revelador das grandezas e da fragilidade do ser humano. O irmão forte, bom tocador de violão, com namorada garantida, não resiste ao primeiro embate de uma rejeição. O irmão frágil, que brochou na primeira experiência, um conquistador ridículo, revela-se um ser generoso, com coragem e capacidade de amar. Mas todos os personagens são interessantes, até os maduros, o professor de violão, o pai, o amante, a mãe e o professor da escola, expulso por levar um beijo de aluna apaixonada. Bodanski faz os preconceitos se diluírem na delicadeza das realidades. O professor volta a dar aulas, o amante do pai salva o “enteado” que o detesta, Mano conquista a figurinha difícil desse álbum com “as melhores coisas do mundo”.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/04/2010 - 10:02

GRANDES EMPEENDIMENTOS E SEUS MALEFÍCIOS

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Uma vez, em Jacksonville, nos Estados Unidos, deparei com um imenso terreno ainda vazio, cercado por avenidas de seis pistas. Perguntei à minha filha sobre o absurdo de tantas avenidas em torno de um deserto. Ela me explicou. Aqui, pai, vai ser construído um imenso condomínio habitacional, o maior da cidade. Então, a prefeitura exigiu que os investidores fizessem, a sua custa, toda uma infra-estrutura viária, para escoamento do novo fluxo de automóveis particulares e caminhões de entrega que o condomínio vai gerar. E isso deve ser feito antes mesmo de começar o desenvolvimento das obras do empreendimento.
Lembrei-me desse fato a propósito da taxa que a prefeitura está impondo aos construtores de shoppings e outros gigantes urbanos, para melhorar o tráfego circundante e as condições de permeabilização do solo.
Isso é muito pouco e os empresários estão reclamando na justiça. Toda a região da Berrini foi edificada sem esses cuidados. Todo o Itaim foi edificado em ruas estreitas de pequenas residências de classe média pobre. A Avenida Francisco Matarazzo parou depois que a Mega Universidade UNINOVE construiu sua sede numa ponta e o Shopping BOURBON na outra. Os exemplos são tantos e suas conseqüências tão visíveis, que não preciso nominá-los todos.
Não sei quem resolve isso. Se o plano diretor, se leis específicas para a aprovação de grandes empreendimentos urbanos? A simples cobrança de taxas novas irrita o contribuinte e a gente não sabe onde o dinheiro vai parar.
Alguma coisa deve ser feita. Para isso temos prefeito e vereadores.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/04/2010 - 12:25

OS EUA x JOHN LENNON

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JOHN LENNON

Uma vez assisti em Las Vegas no “Cirque de Soleil” um espetáculo denominado; Lucy in the Sky with Diamonds. Um tributo aos Beatles.
Mas um tributo aos Beatles vitoriosos no mercado comercial das artes. Os Beatles que venderam milhões de discos e produziram o maior arsenal de notícias jamais produzido pela mídia em torno de roqueiros.
OS EUA x JOHNN LENNON, que assisti sábado a tarde, filme de David Leaf e John Scheinfeld, constitui um tributo a John Lennon, mas numa outra versão dos Beatles, o beatle investido de sua rebeldia revolucionária. A própria alma de John, realimentada por Nova York, os revolucionários de Nova York e a revolução do amor conjugal, Yoko Ono, com quem reconstruiu até a grande ausência do amor materno. John desembarca em N.Y com Yoko Ono. Agrega-se aos melhores personagens da esquerda americana, desde os Panteras Negras aos revolucionários românticos de Greenwich Village. O fundo e o foco do quadro negro é o governo Nixon e a Guerra do Vietnam.
O povo detesta a guerra sem ideais, sem fim, com seus 55 mil mortos. Mas a direita americana vê na guerra e no anátema comunista a razão de sua existência moral e sobrevivência política. No período, para libertar amigos, estigmatizar a guerra e cantar a paz, Lennon produz belíssimas canções, que muitos de nós não conhecemos. Suas canções e seus atos políticos repercutem. O FBI e o próprio Nixon percebem o perigo John Lennon, quando vêem milhões de americanos em frente à Casa Branca cantando seus hinos de guerra pacífica. Começam a perseguição. Querem deportá-lo. John se defende ferozmente. Ama os Estados Unidos e quer ficar ali, mas detesta a guerra. Nixon se deteriora com o Watergate.
John e Yoko conseguem o Green Card. Tem com Yoko um filho americano, Sean, e seriam todos muito felizes. Até que, todos sabem, Lennon é abatido com 5 tiros em frente ao prédio onde morava, no lado West do Central Park, transformado hoje em local de romaria dos que amam a paz a amam os Beatles, porque Lennon é símbolo evoluído de todos eles.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/04/2010 - 10:09

BULLYING – A CRUELDADE ESCOLAR

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Já é difícil para uma criança ou mesmo para um adolescente enfrentar a novidade de uma sala de aulas cheia de estranhos. Ninguém está completamente preparado para enfrentar o inesperado. O ser humano é sempre muito sensível e, por vezes, frágil.
Se você entra numa sala de aula pela primeira vez e alguém lhe diz: – OI!, com alguma delicadeza, parece que você entrou no paraíso. Se alguém faz uma piada, te ofende, te chama de veado ou de gordinha, no caso das meninas, você bem que preferia morrer. Parece que entrou no inferno. Se essas homenagens persistem, em função da sua timidez, ou do medo produzido, seu relacionamento humano vai pro brejo e seu rendimento escolar se anula. Essa situação muitas vezes se transforma em violência física e moral. Exigem que você desempenhe papeis ridículos ou humilhantes. Você então se torna um lixo perante si mesmo e perante os colegas. Em algumas escolas, não poucas, professores não tem condições de impor uma disciplina e muito menos o respeito devido aos semelhantes.
Não sei por que isso acontece. O ser humano não é particularmente perverso, mas numa coletividade, quando pode se exibir ou precisa se afirmar, ganha potencialidades cruéis. Quando é aplaudido no desatino pode se transformar num sádico. Esse círculo vicioso vem tomando conta das escolas de São Paulo, muitas delas na periferia.
Ir a escola transformou-se num castigo. E nós sabemos que sem escola não há futuro, não há destino. Estamos num impasse onde até o nome da ferida é importado: bullying.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/04/2010 - 12:09

COMEÇA A ERA DO CARRO ELÉTRICO

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Há anos que o automóvel elétrico já é tecnicamente viável. Apenas seu uso nunca interessou a industria do petróleo, um dos fatores mais determinantes da economia mundial. Da mesma forma que o etanol, rejeitado por décadas pelo mesmo monopólio.
O petróleo é sempre uma incógnita na balança das finanças internacionais. Seu preço flutua como as ondas, mas sem a mesma regularidade. O petróleo a 150 reais o barril, estimulou a industria do etanol e levou-nos à euforia do petro-sal. Hoje está de novo a 84 dólares o barril. Não importa, é um bem que se extinguirá com o tempo. Contudo ainda tem um papel importante nas decisões econômicas mundiais.
Assim, é bem-vinda a notícia da Renault de que vai produzir carros elétricos no Brasil e de que está buscando a parceria da prefeitura de São Paulo para a necessária instalação de uma infra-estrutura de realimentação da carga elétrica.
Em todos os países foi necessária colaboração para que a industria do carro movido a eletricidade pudesse se consolidar. Assim será no Brasil e devemos cumprimentar o prefeito Kassab e a Renault pela iniciativa. Da mesma forma se poderia criar uma rede de postos de energia, montados pelas distribuidoras, como a CPFL e a ELETROPAULO para que o motorista depusesse carregadores de bateria em toda a malha viária do país.
O carro elétrico não faz barulho, não polui, exige manutenção menos complexa do que a do carro a motor e , no tempo, será muito mais barato do que aquele. Pena que estamos apenas no começo.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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