iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo de fevereiro, 2010

28/02/2010 - 13:37

MINDLIN -UNANIMIDADE DISCRETA

Compartilhe: Twitter

José Mindlin foi uma unanimidade discreta. Todos o admiravam, tanto no mundo empresarial quanto no mundo artístico e intelectual. Construiu, sem ambigüidades, uma dupla carreira, a de empresário e de bibliofo. Foi um empresário inovador, moderno e sério. Só resolveu vender a Metal Leve quando uma das crises econômicas cíclicas destruiu ou ameaçou todas as indústrias de autopeças. No campo das artes foi até o fim,com alguns percalços. O maior deles foi perder a direção do MASP para um grupo ambicioso e amador da alta burguesia. Perda para o Museu, que até hoje repercute negativamente.
Como colecionador de livros foi imbatível. Não só comprou 41 mil exemplares do maior valor intelectual, histórico, artístico e mesmo artesanal como tinha o sentido público de que fazia.
Mais do isso, tinha coragem. Secretário da Cultura de Paulo Egidio, demonstrou grande coragem no episódio no qual a ditadura assassinou o jornalista Wladimir Herzog. Seus depOimentos, suas atitudes, honram sua memória tanto quanto sua biblioteca, doada para a USP.
Será imortal como membro da Academia Brasileira de Letras. Ficará imortal na lembrança de seus bate papo. Será imortal todas as vezes que alguém abrir alguns de seus livros doados ä USP. Ficará imortal pela sua postura política. Construiu uma imortalidade ainda mais sutil, a do encanto pessoal, numa época em que as pessoas insistem em ser tão rudes.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/02/2010 - 19:34

SOS CIDADE – PARTICIPE

Compartilhe: Twitter

Somos beneficiários e vítimas da cidade. Assim, temos uma relação política com a cidade onde vivemos. Não adianta tentarmos fugir desse compromisso.
Mas há também uma tendência brasileira: pensamos todos que somos bons técnicos de futebol bons prefeitos e magníficos críticos de arte. Pessoalmente tenho umas dez sugestões para dar ao Kassab. Minha tentação veio de uma reportagem que mostra um parquinho infantil abandonado e destroçado. Parecia coisa esquecida por um proprietário relapso dizia a repórter.
Pensei que há grandes coisas para a prefeitura fazer, muito além dos mandatos dos titulares. Mas também há pequenas coisas. As grandes coisas assustam porque o prefeito quer projetos que possam inaugurar durante o mandato, e as pequenas porque não causam impacto. Isso é uma visão idiota.
Limpeza é uma pequena grande coisa. Se as regionais prestassem mais atenção nesse detalhe, todo mundo ficaria orgulhoso do prefeito e da cidade.basta fiscalizar os contratos
Manter os parquinhos limpos com boa manutenção dos equipamentos e alguma vigilância traria alegria às crianças, aos pais e a todos que passam ao largo. Já há verbas para isso em todas as Sub-Prefeituras.
A prefeitura deveria ter um paisagista em cada regional. Custaria apenas um salário a mais. Esse cara cuidaria da manutenção, da adequação e da estética das coisas existentes. Projetaria pracinhas e calçadas, com duas finalidades, permeabilização do solo e embelezamento urbano. Buscaria a colaboração dos moradores. Acionaria os grandes viveiros da prefeitura.
Criação de um SOS desapropriação. Isso quer dizer que todas as situações aberrantes, que a prefeitura não percebe e necessitam de desapropriação para resolver o projeto, seriam comunicadas aos órgãos da prefeitura pelo próprio cidadão. Exemplo. Há uma quina na esquina do Cemitério São Paulo (lado trazeiro) com uma pequena oficina que atrapalha todo o tráfego de veículos. Tem um tráfego contínuo, pois o sinal verde está sempre aberto. Os carros precisam fazer uma curva tão aberta que quase colidem outros veículos e entram no muro do cemitério.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/02/2010 - 19:52

UM CAPOTE NA PAULISTA

Compartilhe: Twitter

EX-PRESS

Assisti. Um capote de Gogol já atrai muita gente. Um capote de Gogol feito na Inglaterra pelo costureiro teatral Amit Lahav atrai muito mais.
Pois o espetáculo da Companhia Gecko, estreado ontem no SESI da Paulista nos apresenta um Gogol inusitado. Imaginem um conto teatralizado no qual se falam tantas línguas que o texto se torna inútil. A música, a coreografia e os sussurros substituem as palavras. Ninguém precisa de tradução simultânea pois a arte é uma linguagem universal. Passa para o espectador toda a instância burocrática. Toda a solidão e toda a ambição humana. Não há amor humano quando o preço é usar um capote de lã com pele de vison.
A peça parece um um musical. Tudo gira entre a alegria de hoje e o dia seguinte. Não há glória sem ressaca.

Saiu. São Paulo abriga uma escolinha para crianças de até 3 anos. As crianças permanecem na escola durante 11 hs. A escola é bilíngüe: inglês e português. Pedagogia individualizada. Preço 5 mil cruzeiros por mês.

De um amigo. Meu celular Samsung, modelo simples, comprado em 2006, custou 1.540 reais.
Ontem comprei um celular Samsung, mesmo modelo, custou 75 reais.
Ambos foram comprados na vivo.

Saiu. Orlando Zapata, preso cubano, morreu depois de 2 meses de greve de fome. O interessante é que nunca ouvi falar de alguém que tivesse morrido por greve de fome. Geralmente conseguem seus objetivos antes da conseqüência fatal. O maior pacifista, que foi Gandhi, fez duas famosas greves de fome e conseguiu libertar a Índia do colonialismo britânico. Em Cuba morreu e o Raul, irmão de Fidel, afirmou que a culpa foi dos americanos.

Eu vi. Há no Vale do Anhangabaú uma enorme fonte desativada ao lado de um mictório gigante, que servia de dormitório aos moradores de rua. Oportuno, agora que fecharam os abrigos noturnos. O tal monumento é um monstro urbano. Impede o fluxo de pedestres da Avenida São João. Aquilo poderia ser uma rambla como a de Barcelona. Não sabendo o que fazer com aquele espaço a prefeitura cercou-o com um painel enorme, caindo aos pedaços. Dentro prolífera uma horta espontânea e muito mato. Ninguém sabe o que vai ser do espaço, nem os funcionários da prefeitura.

Assisti. Um capote de Gogol já atrai muita gente. Um capote de Gogol feito na Inglaterra pelo costureiro teatral Amit Lahav atrai muito mais.
Pois o espetáculo da Companhia Gecko, estreado ontem no SESI da Paulista nos apresenta um Gogol inusitado. Imaginem um conto teatralizado no qual se falam tantas línguas que o texto se torna inútil. A música, a coreografia e os sussurros substituem as palavras. Ninguém precisa de tradução simultânea pois a arte é uma linguagem universal. Passa para o espectador toda a instância burocrática. Toda a solidão e toda a ambição humana. Não há amor humano quando o preço é usar um capote de lã com pele de vison.
A peça é um musical. Tudo gira entre a alegria de hoje e o dia seguinte. Não há glória sem ressaca.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/02/2010 - 15:08

UMM DOCUMENTÁRIO NAS FRONTEIRAS DE HERZOG

Compartilhe: Twitter

Erik Rocha não tem a cara de deus nem do diabo. “– Você é um gringo”, disse-lhe um camponês boliviano, enquanto filmava cena de um comício em um sindicato campesino, num forno ideológico de 45º centígrados.
Conheci o Erik, impossível não contar que é o filho de Glauber Rocha, num festival de vídeos em Montevidéu. Logo percebi que ele era mais do que filho de Glauber. Era ele mesmo: um homem discreto nas proposições, cheio de sonhos e com uma câmera na mão.
Na carteira um filme recém-produzido: Pachamama. Uma viagem com destino certo e narrativa de acaso. Destino: a tríplice fronteira Brasil, Peru e Bolívia. Muito movimento. Linhas de estradas e florestas a cem km por hora. Lembra Rashomon. Movimento produz som, como as linhas de uma partitura. O documentário só se torna estático diante das pessoas. Cinco minutos nos olhos azuis de um caboclinho até que surge um sorriso. Tchau menino. Nenhuma palavra diria mais. A câmera se acalma diante dos conflitos. Tudo é revolução na tríplice fronteira. ”- Você é um gringo.” Nós voltados para o Atlântico. Eles voltados para outros mares. Todos revoltados enquanto a terra for injusta.
A cor da pobreza é a cor de Terras Secas. A cor de Erik é do renascimento cuzquenho.
Pachamama é um documentário a se ver, até mesmo porque enredo é o que se vê.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/02/2010 - 21:32

PINÇANDO NOTÍCIAS A ESMO

Compartilhe: Twitter

EX-PRESS

Em seu artigo de ontem no Estadão, Jabor elogia Lula e produz um anátema contra os jovens do Partido Comunista, seus ex-companheiros, hoje base de 80% dos quadros do PT.

Benjamin Steinbruch, em sua coluna econômica, virou crítico cinematográfico. Fingiu que não gostou do Invictus, mas elogiou tudo o que está dentro do filme.

Manchete da Folha de ontem sobre Telebrás e José Dirceu é grave mas, no mínimo, confusa. Há uma hipótese de uma empresa ser beneficiada, caso… Estima-se que o negocia renda ao empresário 200 milhões. Fiquei confuso. E os leitores?

O único juiz cujas sentenças não têm apelação é o José Simão. Nem a prescriçao apaga suas piadas.

Há mais de cem anos um dos maiores fatores de insegurança internacional é o petróleo. Agora é a vez das Malvinas, ilhas, territorialmente argentinas e militarmente inglesas, com o belo nome de Falklands. Hoje se busca petróleo em águas profundas das referidas ilhas. Isso quer dizer que a paz entre a Inglaterra e Argentina nunca esteve tão distante.

Alguns analistas do PSDB que consideravam inoportunos os pronunciamentos de FHC sobre o governo Lula estão reconsiderando a questão. Perceberam que cada dia após a crítica, o PT gasta todas as suas energias na defensiva. E mais, constataram que não há nada o mundo que irrite mais o Lula do que Fernando Henrique Cardoso.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/02/2010 - 10:40

ANTROPOFAGIA PARTIDARIA

Compartilhe: Twitter

Por excesso de exposição ou por barreiras impostas pelos caciques, os maiores partidos nacionais não conseguem renovar seus quadros. Na hora das eleições ou não têm candidatos ou tem candidatos demais, sem qualquer expressão.
A prática de atos eleitorais, administrativos e delitos denunciados pela polícia federal, pelas promotorias públicas e pelos tribunais de contas têm retirado do cenário eleitoral e mesmo partidários alguns dos mais tradicionais membros dos partidos políticos. Em outros casos os caciques impedem o crescimento de vocações políticas jovens impedindo sua visibilidade e suas candidaturas a cargos majoritários.
Ninguém pode negar que entre as maiores personalidades políticas do PT estão José Dirceu, José Genoino e José Palocci, impedidos de exercerem plenamente a participação partidária quanto eleitoral por causa do “Mensalão, que a justiça insiste em protelar o julgamento. Assim, até a candidata a presidência vem de outros ninhos. O político mais relevante do DEM, eleito para um dos governos mais difíceis e bem centralizado da nação era avaliado pelos eleitores como um bom administrador. O escândalo mais visível, jamais perpetrado no Brasil, devorou o político, como se ele estivesse exposto, pronto para ser comido na feijoada de Macunaíma. No PSDB, Azeredo se auto devorou, todas as eleições são emolduradas por disputas fratricidas e os quadros fora dos quadrunviratos quase nunca têm oportunidades de crescimento. Fenecem ao sol da planície. Por isso mesmo, os candidatos a todos os cargos majoritários são sempre os mesmos, há anos. O PTB é o ventilador da república, não sobra nem para os kamikaze.
Só o PMBD protege seus afiliados, pois precisa de partidários fortes, com base eleitoral e eleições garantidas. É hoje a maior agencia de cargos do Brasil. Cargos com visibilidade e rentabilidade. Há uma presunção de que ninguém governa no Brasil sem o PMDB.
Nesse painel os partidos se perdem do contexto histórico. Não renovam seus quadros. Empobrecem a democracia. No país com uma das maiores percentagem de jovens do mundo, confiram a idade dos políticos bem colocados. Políticos que resistiram a antropofagia.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/02/2010 - 17:15

MACHADO DE ASSIS A OLHOS VISTOS

Compartilhe: Twitter

“Uma iconografia de Machado de Assis” publicada pelo Instituto Moreira Salles nos mostra cara e contexto. Helio de Seixas Guimarães e Vladimir Sachetta reuniram 24 imagens, quase sempre retratos , desde 1850 até morte do maior escritor brasileiro. E mais. Caricaturas, alegorias e desenhos. Ao todo umas 50 imagens. Carolina foi contemplada com todas as fotos encontradas. Os autores supõem que esse acervo, que contem ainda manuscritos, cartões, autógrafos, cartões postais de ida e vinda, reúne quase tudo que existe sobre a iconografia de Machado. Não é pouco, pois o resto, Machado destruiu antes da morte e pediu que os amigos destruíssem após o enterro.
“A olhos vistos” é um nome sugestivo para a obra. Cada um de nós terá seu próprio olhar sobre o livro. Algumas coisas me impressionaram. Primeiro. A observação de Machado de que a paisagem acrescentada à natureza era bem menos significativa do que ela. Não se pode dizer que as construções fossem modestas ou feias, mas a paisagem era tão bela que seria difícil a um urbanista acrescentar qualquer coisa ao Rio de Janeiro.
Já o contexto pessoal de Machado era requintado: casa, vestes, til buris, academia. E Carolina, bem mereceu um dos mais belos sonetos de amor de nossa língua.
Com aquela fotografia clássica e difundida de um aristocrata magro, austero, com a barba impecavelmente colada ao rosto e o óculos oval junto aos olhos, 100 anos antes de John Lennon, nunca reparei que Machado era um tremendo dum mulato. Todos tínham conhecimento de seu pé na cozinha, bem mais acentuado do que o de Fernando Henrique, mas as 24 fotos bem impressas no “A olhos vistos” mostram claramente que um dos maiores escritores do Século XIX não descendia da burguesia branca e cruel dos olhos azuis, denunciada pelo Gov. Claudio Lembo. Machado tinha postura de aristocrata e escrita clássica.
Mas, apesar do belo livro editado pelo Instituto, o melhor retrato de Machado e de seu contexto não é obra plástica nem fotográfica. Seus contornos e conteúdo são pura obra escrita.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/02/2010 - 18:17

O DEBATE INÓCUO DA ESTATIZAÇÃO

Compartilhe: Twitter

O grande debate eleitoral de 2010 não vai ser entre Lula e Fernando Henrique, até porque nenhum dos dois é candidato a presidência. O debate vai girar em torno do grau de estatização do estado brasileiro.
Nos últimos vinte anos houve um debate farisaico sobre a questão. O Consenso de Washington de fato promoveu uma discussão universal sobre a questão, mas com uma única pauta: desestatizar ou desestatizar. O mercado seria o único estabilizador da economia. Isso durou até a recente crise da economia . Recém eleito, Obama teve que intervir na economia salvando o sistema financeiro com robusta injeção de dólares.
O debate acadêmico voltou às universidades americanas. É claro que não existe possibilidade de nenhuma solução radical nesse assunto. O estado tem a obrigação de intervir, quando necessário, e de regulamentar, o tempo todo. Sozinho, o mercado estimula o progresso e desestabiliza a civilização.
Mas no debate que se inicia neste ano eleitoral há uma segunda incoerência. O estado brasileiro nunca deixou de ser estatizante, por uma razão permanente. O estado brasileiro é o maior empregador e o maior empreendedor do Brasil. Isso porque o estado brasileiro é um estado arrecadador. Não há produto que possa estabelecer um preço razoável quando o governo embolsa 52% de impostos. Além disso os maiores fundos brasileiros são geridos por políticos e não por técnicos. Inútil o programa da Dilma querer privilegiar vieses ao estilo do PT anterior aos governos do Lula. O governo já está estatizado por essas razões. E nem se pode dizer que Serra tem uma sinalização mais esquerdista do que Lula ou FHC. Esse debate é inútil. Melhor seria saber qual a plataforma dos candidatos, nesse mundo em transformação, quais as soluções criativas, antes de um debate ideológico e saudosista.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/02/2010 - 13:43

QUARTA FEIRA DE CINZAS

Compartilhe: Twitter

Nunca esperei que meus companheiros católicos, nem os evangélicos tivessem muito senso de humor. Apenas esperava que tivessem algum senso de caridade, pois o catecismo de ambos afirma que devemos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. A maioria dos comentários dirigidos ao meu Blog, “O Carnaval é uma Festa Religiosa”, não revelam nenhum amor ao próximo. Pelo contrario, querem desmoralizar um pensamento poético, alegórico, com impropérios, acusações, inclusive desrespeitando a velhice. Tudo muito adequado aos espíritos fundamentalistas, para os quais, “quem não pensa como eu penso, é um imbecil”. Coisa de Taleban, de Chiita, de Bush.
Sou católico, formado na crença de um Deus único, herança do pensamento judaico e da Bíblia, nosso livro comum. Respeito profundamente as crenças politeístas que produziram o mundo clássico, nos quais os deuses, criados pela mitologia e pela poesia, se assemelhavam muito aos homens. Respeito o Buda e outras figuras humanas, cujas virtudes servem até hoje de exemplo aos homens de todas as religiões. Mas desrespeito profundamente os homens que acreditam num Deus único e fazem dessa crença uma fonte de rendas ilimitada para suas respectivas igrejas.
Não deve ser boa a relação de Deus com as pessoas que não amam os seus semelhantes.
Quanto ao carnaval há comentários brilhantes, tanto do ponto de vista histórico quanto sociológico. Quem tiver paciência os encontrará no meio do comentários feitos por leitores tão piedosos, na forma, e tão impiedosos, no coração.
Não me arrependo do meu Blog. Pude escrevê-lo em plena consciência. Não vim de nenhum baile, nem sou dado a prática da cachaça.
Achei a Rosa de Ouro magnífica, oferecendo chocolates às pessoas amargas. Boas não são apenas as pessoas que dão a vida pelo outro, mas as que também sabem dar vida aos outros.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/02/2010 - 22:27

CARNAVAL É FESTA RELIGIOSA

Compartilhe: Twitter

Carnaval 2010

Tudo são deuses no reino de deus. Uma boa árvore é a expressão mais composta de um deus vegetal. Um rio não é um deus em movimento a percorrer a extensão divina da espinha dorsal dos vales. Os homens, por acaso não são deuses em conflito, a expressar a beleza do corpo e da inteligência. O pecado não será o desafio que, contrario senso, prova o que deseja destruir.
Mais do que qualquer liturgia não será o carnaval uma rica manifestação da religiosidade?
Creio que sim. O carnaval busca a alegria. E esse não será um dos desígnios mais humanos? O carnaval exerce a dança, um dos rituais mais antigos da civilização. O carnaval não existe sem música. Claro que o carnaval desperta o desejo da carne, confirmando a afirmação de que o sexo é a manifestação específica a condição humana. Afirma-se que o carnaval propicia os crime, tanto quanto as oportunidades propiciadas pelos dias úteis.
No calendário litúrgico o carnaval antecede por muitos dias a semana da paixão, que a ponta a chegada do outono, no Brasil.
Este ano, devido a El Niño ou as chuvas incessantes, o outono floral se antecipou. As quaresmeiras estão florindo bem antes da Páscoa.
As quaresmeiras também são deuses, cobrando dos homens penitencias antecipadas. Justas penitências. O Século XXI começou muito mal. Se fosse Escola de Samba já teria caído para a segunda divisão No quesito paz, nota zero. No quesito humano, zero. No quesito meio ambiente nota zero. No quesito igualdade, zero. No quesito compaixão, nota zero.
O Século XXI não faz jus ao pensamento de que tudo são deuses no Reino de Deus.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo