LÉVI STRAUSS EM SÃO PAULO
SÃO PAULO DE LÉVI STRAUSS
Entre 1881 e 1981 a cidade de São Paulo edificou e destruiu o equivalente aos efeitos de duas bombas de Hiroxima. De fato, a cidade inexpressiva do período colonial cresceu vertiginosamente com a economia do café e a presença imigrante. Mas deglutia o próprio crescimento com transformações sucessivas. Lévi Strauss percebeu o fenômeno quando viveu aqui nos anos trinta, trazido para participar da fundação da USP e fazer suas pesquisas com indígenas brasileiros. Notou a velocidade com se fazia e desfazia a cidade. A burguesia ignorante tinha pressa, até para esconder a falta de conteúdo de seu passado. Fernando Barros e Silva, que ocupa a coluna de Clovis Rossi, na FSP, transcreveu dois pensamentos de Leví Strauss, lapidares, sobre as elites paulistanas: “A elite formava uma flora indolente e mais exótica do que imaginava” e considerava que a cultura “ até época recente, era um brinquedo para os ricos”. Creio que Strauss se afeiçoou por São Paulo, apesar de tudo, tanto é que escreveu “Saudades de São Paulo” juntamente com “Saudades do Brasil”. Produziu belas fotografias sobre o centro da cidade, que o Instituto Moreira Salles, conserva com muito cuidado. Sua cultura, sua vida e sua reputação como o maior sociólogo do Século XX, devem muito ao contato profundo que teve com este país e com São Paulo.

Belo texto! Poético… Parabéns!
ontem assisti documentário sobre o mestre na tv senado
grata surpresa em nossa televisão
confirmei simpatias
afinidades e maior admiraçao
amigo de nossa cidade
de nossos índios
de nosso Mário
vou continuar
grata