AGORA. MENORES DE ESTRADA.
ONDE VAMOS PARAR?
O Centro de São Paulo abriga um número relativamente pequeno de menores de rua. Dizem que há mais ONGs cuidando do assunto do que menores propriamente ditos. Contudo, o assunto é sério, porque os menores preferem viver na rua: tem mais relacionamentos afetivos, tem comida garantida, tem o que fazer; as condições de vida e relacionamento em suas casas ainda são piores do que o das ruas.
Mas na rua se propagam, atuam no campo do pequeno roubo e no tráfego de drogas, além de consumirem cada vez mais crack.
Há contudo uma geografia controlada, uma estatística controlada e a possibilidade de uma ação de cunho social.
O estadão anuncia em reportagem patética, a existência de menores de estrada, meninas que se prostituem a cada 26 km para comprar comida ou fumar crack. São pontos de exploração sexual conhecidos pelos usuários e, às vezes, as meninas cobram apenas dois reais por uma relação sexual para consumirem a droga.
Um levantamento da Polícia Rodoviária aponta a cifra absurda de 1.819 pontos vulneráveis e favoráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes. Pará, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Minas Gerais têm as estradas mais sujeitas a esse tipo de exploração.
Os leitos das estradas nacionais já estavam em ruínas segundo estatísticas feitas pelo próprio IBGE. Agora se transformaram em prostíbulos. Enquanto isso a gente só pensa no PIB.

Jorge
Li o teu currículo aí do lado, neste post a gramática merece mais cuidado. Vou opinar sobre o conteúdo com mais tempo.