CEBRAPE
O CEBRAPE, fundado há 40 anos por um grupo de intelectuais perseguidos pela ditadura, não foi apenas um pólo importante da redemocratização. Foi, o que é raro no Brasil, um dínamo propulsor de inteligência.
Enquanto o debate da resistência contra o regime militar radicalizava suas posições pró e contra a luta armada, no CEBRAPE, a estratégia era como pensar uma estratégia de pensamento e ação, capazes de minar o regime militar e sensibilizar todas as potencialidades em favor de uma resistência institucional ao regime.
Contribuiu para isso o espírito moderador de FHC, um dos seus fundadores, e a enorme abertura para a diversidade de pensamentos.
Contribuiu para isso, o CEBRAPE ser um centro de estudos, de pesquisas, de debates internos incessantes, capazes de produzir diagnósticos e estratégias sem qualquer dogmatismo autoritário.
A grande equipe de homens maduros e intelectuais de todas as gerações, contribuiu bastante para que o CEBRAPE pudesse sobreviver com trabalhos profissionais de caráter científico e produzir plataformas adequadas à transposição e substituição do regime autoritário.
Os maiores polemistas do grupo, Chico de Oliveira e Fernando Henrique, deram depoimentos eloqüentes sobre o papel do CEBRAPE, sobretudo durante o regime militar, quando se tornaram o foco mais inteligente da resistência brasileira, no encontro comemorativo do SESC – Vila Mariana. O Governador Serra deu um depoimento emocionado sobre sua participação no segundo período da instituição. Henry Gervaiseau fez um documentário sensível e correto sobre a instituição.
Outro grande mérito do CEBRAPE foi municiar o partido de oposição, o MDB, que era uma oposição, mas de centro conservador, com alguns conteúdos de caráter social democrático, capazes de preparar esse e outros partidos para o período da transição democrática.
O CEBRAPE conduziu o melhor pensamento de esquerda do Brasil para uma ação realista, mas corajosa, com a grande ajuda de Franco Montoro e do Cardeal D. Evaristo Arns. Ulisses Guimarães fez a transfusão desse sangue novo para a oposição formal que se esboçava no Brasil.
Por essas e outras razões, FHC e Chico de Oliveira concordaram: VALEU A PENA.
CEBRAPE – A VIDA CONTINUA AOS QUARENTA?
O CEBRAPE, fundado há 40 anos por um grupo de intelectuais perseguidos pela ditadura, não foi apenas um pólo importante da redemocratização. Foi, o que é raro no Brasil, um dínamo propulsor de inteligência.
Enquanto o debate da resistência contra o regime militar radicalizava suas posições pró e contra a luta armada, no CEBRAPE, a estratégia era como pensar uma estratégia de pensamento e ação, capazes de minar o regime militar e sensibilizar todas as potencialidades em favor de uma resistência institucional ao regime.
Contribuiu para isso o espírito moderador de FHC, um dos seus fundadores, e a enorme abertura para a diversidade de pensamentos.
Contribuiu para isso, o CEBRAPE ser um centro de estudos, de pesquisas, de debates internos incessantes, capazes de produzir diagnósticos e estratégias sem qualquer dogmatismo autoritário.
A grande equipe de homens maduros e intelectuais de todas as gerações, contribuiu bastante para que o CEBRAPE pudesse sobreviver com trabalhos profissionais de caráter científico e produzir plataformas adequadas à transposição e substituição do regime autoritário.
Os maiores polemistas do grupo, Chico de Oliveira e Fernando Henrique, deram depoimentos eloqüentes sobre o papel do CEBRAPE, sobretudo durante o regime militar, quando se tornaram o foco mais inteligente da resistência brasileira, no encontro comemorativo do SESC – Vila Mariana. O Governador Serra deu um depoimento emocionado sobre sua participação no segundo período da instituição. Henry Gervaiseau fez um documentário sensível e correto sobre a instituição.
Outro grande mérito do CEBRAPE foi municiar o partido de oposição, o MDB, que era uma oposição, mas de centro conservador, com alguns conteúdos de caráter social democrático, capazes de preparar esse e outros partidos para o período da transição democrática.
O CEBRAPE conduziu o melhor pensamento de esquerda do Brasil para uma ação realista, mas corajosa, com a grande ajuda de Franco Montoro e do Cardeal D. Evaristo Arns. Ulisses Guimarães fez a transfusão desse sangue novo para a oposição formal que se esboçava no Brasil.
Por essas e outras razões, FHC e Chico de Oliveira concordaram: VALEU A PENA.