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Arquivo de outubro, 2009

16/10/2009 - 18:57

KANDINSKY NO GUGGENHEIM

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A ESPIRITAUALIDADE E A MÚSICA EM KANDINSKY

Apesar de Kandinsky nunca ter ido aos EUA, 30% de sua obra se encontra lá, no Museu Guggenheim. O resto está no Centre Pompidou e no Lenbachhaus. O grande pintor russo que morreu em 1944 em Paris onde viveu a maior parte de sua vida, manteve uma ampla correspondência com Solomon Guggenheim, que, além de convidá-lo a mudar-se para os EUA, comprou grande parte de sua obra, de quadros, desenhos aquarelas e guaches.
Tudo isso está exposto no Museu projetado por Frank Lloyd Wright, onde milhares de pessoas fazem fila para ver essa retrospectiva completa de Kandisnky.
Subir as rampas do museu é um prazer espiritual, estético e musical.
Advogado, economista e estatístico no fim do Século XIX, Kandinsky decidiu ser artista e mudar-se para uma escola de belas artes em Munich, depois que viu um quadro de Monet e assistiu a uma opera de Wagner.
Sabia desenhar de criança, mas foi em Munich que assumiu a palheta.
Teórico, afirmou o caráter espiritual da pintura. Teórico, estabeleceu a conexão profunda entre a música e a pintura. Nas telas consagrou o abstracionismo e, no decurso de sua difícil trajetória pelas ditaduras de
Stalin e de Hitler, desintegrou as manchas abstratas em notas musicais claras e autônomas. Ler uma partitura de Schoenberg e contemplar um quadro de Kandinsky requer a mesma acuidade intelectual e estética.
Apesar de ser indiscutível que o modernismo começou com a pintura no começo do Século XX, é difícil dizer onde começou o modernismo de um ou de outro artista. Tenho a impressão de que toda a pintura que se inicia com o silêncio do preto até as altas sonoridades do branco, inspirou-se em Kandinsky, e nisso incluo todos os grandes pintores catalães, desde Miró até o nosso contemporâneo Tapies, que felizmente está vivo.
No fim da vida as tintas de Kandinsky se encontraram com a areia, quando as cores fundamentais empalideceram. A sinfonia transformou-se em catedrais. Desde então o espiritual traduziu a alegria e não a condenação.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/10/2009 - 18:47

KANDINSKY NO GUGGENHEIM

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kANDINKY ENTRE A MÚSICA E A ESPIRITUALIDADE

A pesar de Kandinsky nunca ter ido aos EUA, 30% de sua obra se encontra lá, no Museu Guggenheim. O resto está no Centre Pompidou e no Lenbachhaus. O grande pintor russo que morreu em 1944 em Paris onde viveu a maior parte de sua vida, manteve uma ampla correspondência com Solomon Guggenheim, que. Além de convidá-lo a mudar-se para os EUA, comprou grande parte de sua obra, de quadros, desenhos aquarelas e guaches.
Tudo isso está exposto no Museu projetado por Frank Lloyd Wright, onde milhares de pessoas fazem fila para ver essa retrospectiva completa de Kandisnky.
Subir as rampas do museu é um prazer espiritual, estético e musical.
Advogado, economista e estatístico no fim do Século XIX, Kandinsky decidiu ser artista e mudar-se para uma escola de belas artes em Munich, depois que viu um quadro de Monet e assistiu a uma opera de Wagner.
Sabia desenhar de criança, mas foi em Munich que assumiu a palheta.
Teórico, afirmou o caráter espiritual da pintura. Teórico, estabeleceu a conexão profunda entre a música e a pintura. Nas telas consagrou o abstracionismo e, no decurso de sua difícil trajetória pelas ditaduras de
Stalin e de Hitler, desintegrou as manchas abstratas em notas musicais claras e autônomas. Ler uma partitura de Schoenberg e contemplar um quadro de Kandinsky requer a mesma acuidade intelectual e estética.
Apesar de ser indiscutível que o modernismo começou com a pintura no começo do Século XX, é difícil dizer onde começou o modernismo de um ou de outro artista. Tenho a impressão de que toda a pintura que se inicia com o silêncio do preto até as altas sonoridades do branco, inspirou-se em Kandinsky, e nisso incluo todos os grandes pintores catalães, desde Miró até o nosso contemporâneo Tapies, que felizmente está vivo.
No fim da vida as tintas de Kandinsky se encontraram com a areia, quando as cores fundamentais empalideceram. A sinfonia transformou-se em catedrais. Desde então o espiritual traduziu a alegria e não a condenação. como as catedrais.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/10/2009 - 11:51

O CALVARIO DE ROMELL BROOM

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NO CORREDOR DA MORTE EM OHIO

Não li em nenhum jornal norte americano, mas numa edição do El paiz, da Espanha.
Romell Broom, condenado a pena de morte, saiu do corredor da morte, num presídio de LucasVille, Ohio, para ser submetido a uma injeção letal. Os enfermeiros não encontravam a veia e submeteram o condenado a inúmeras injeções. Na décima oitava picada ainda não haviam conseguido executar o condenado. Suspenderam a execução, não a pena, como recomenda a jurisprudência local, em tais casos, e marcaram para daqui a uma semana.A gulha atingiu o osso que produziu uma dor terrível no condenado.
O advogado de Broom, de 53 anos, fez uma apelação baseada na descrição patética e realista que o condenado fez dos eventos executórios, considerados por ele uma tortura inigualável, posto desde a segunda picada, já surgira um hematoma de boas proporções. Esse relato consta de 31 itens, que parecem um roteiro de filme de terror, no qual o estado americano, se dedica à prática de tortura, durante a aplicação da pena. No décimo sétimo item do relatório o preso descreve: “O chefe dos encarregados da execução disse-me que iam fazer uma pausa e pediu que eu relaxasse.” 18- “Então me descompus. Comecei a chorar porque me doíam muito todos os dois braços inflamados. Os enfermeiros estavam picando em regiões que já estavam inflamadas e com hematomas. Pedi que interrompessem o processo e então pedi que me chamassem o advogado”. A coisa então continuou. Uma enfermeira chefe chegou , pediu uma agulha e ela mesma aplicou a injeção letal. Enquanto a enfermeira tentava a perna, outro tentava o braço. Depois dessa inútil tentativa a chefe recolheu a seringa e agulha e se retirou. Voltaram a minha mão esquerda. Nada. Depois de 18 tentativas pediram de novo que o preso relaxasse. Interromperam a execução. Os funcionários ofereceram café e um cigarro. Ser executado já é uma expectativa terrível, mas o que mais assustava o preso era a hipótese de uma nova sessão de tortura. Broom assinou esse relato perante a notaria pública Márcia Dukes no dia 17 de setembro. Não sei o que aconteceu depois.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/10/2009 - 19:53

O NEW YORK TIMES E A CRISE DO JORNALISMO

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UM CAMINHO PARA OS JORNAIS BRASILEIROS

O NYT percebeu que das notícias soltas e antecipadas em milhões de twitter e outros veículos eletrônicos da comunicação, o que resta para os jornais, é editá-las criticamente para a compreensão mais profunda do cidadão leitor.
Na leitura de uma única edição consegui inteirar-me de tanta coisa do mundo, dos EUA e da cultura, que ao fim da leitura me senti por dentro da informação e do seu significado.
O problema da água na Califórnia é tratado com gravidade e muita informação. A matéria não culpa ninguém, mostra as saídas indicadas para e pelos políticos, técnicos e financistas.
O delicado assunto da canonização do líder gay Harvey Milk, rejeitada pelo governador Schwartzeneger, que agora voltou atrás, é da maior dignidade. Todas as matérias, editoriais e artigos sobre a escolha do Nobel da Paz, presidente Obama, trazem informações preciosas sobre o sistema de decisões dos governantes americanos e os desafios advindos para Obama e para a oposição.
Quando trata o plano da Apple e da Disney para dar uma nova conotação às “Landias”, correndo o risco de uma transformação radical da Dineyworld, sentimos o dinamismo do empresário americano e a capacidade de perceber que o marketing do século XXI já virou de cabeça para baixo.
Berlusconi é colocado no seu devido lugar, seja como líder populista bem sucedido, seja como o bandido notório que pede à justiça privilégios indevidos.
A questão nuclear mapeia, informa sobre quem tem e quem deseja ter armas. Define a bolsa de apostas na corrida. Coloca as posições estratégicas dos EUA e da Rússia, principais protagonistas do estoque atômico.
Sobre o infortunado Afganistão, numa única página compara as posições de todos os líderes americanos: Obama, Biden Jr., Hillary Clinton, Robert Gates, da Defesa e MC Chrystal, o infortunado Comandante das Tropas no Afganistão. É uma informação de fundo, corajosa, sobre divergências internas que podem afetar o ruma da batalha.
O NYT se afasta cada dia mais do espetáculo da notícia para promover a compreensão dos acontecimentos.
Alguns acreditam que a grande reportagem sobre as favelas do Rio de Janeiro, publicada dias antes da decisão olímpica, foi matéria politicamente estratégica. Não creio, nem na má fé nem na coincidência, mas na oportunidade de fazer a matéria, porque na verdade o conteúdo da informação é impecável, com informações que sempre são sonegadas a nós brasileiros.
Os grande jornais brasileiros não terão outro caminho. Produzir editoriais, comentários, reportagens de fundo e notícias contextualizadas. Não se exclua o jornalismo investigativo, mas a serviço da sociedade e não dos interesses dos editores, do poder político e do poder do mercado.
Não há farisaísmo no que afirmou porque tudo isso que proponho é o que também o que falta ao jornalismo da televisão, inclusive o da TV Cultura.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
13/10/2009 - 15:37

O REPTO PARA OBAMA

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UM NOBEL PARA OS EUA ACORDAREM

O eleitorado da Academia Sueca, que escolhe o Prêmio Nobel, não foi ingênuo, nem desatento, ao escolher o recém eleito presidente dos Estados Unidos. Muito menos o escolheu por ele ser negro, o que não lhe incute nenhuma virtude pacifista.
Escolheu-o, pela plataforma que o elegeu. Escolheu-o, porque entende a grande oportunidade que representa, um presidente dos Estados Unidos, vir a concretizar essa plataforma.
Escolheu-o para induzi-lo a ser o que é. Escolheu-o para que os Estados Unidos o acompanhem, apesar das pressões beligerantes dos membros do Partido Republicano.
Apesar da crise, apesar da perda de posição na liderança mundial, os Estados Unidos, maior potência militar do mundo, maior mercado consumidor do mundo, maior celeiro de cientistas e tecnologistas do mundo e ainda a maior potencia econômica do mundo, será uma nação decisiva a impedir as conseqüências dos maiores desafios da humanidade: a guerra nuclear e a destruição do meio ambiente.
Copenhagen não prescinde dos Estados Unidos. A crise do Oriente Médio tampouco. O desarmamento nuclear requer uma atuação fulminante, juntamente com a Rússia. A China ainda tem ligações umbilicais com os Estados Unidos.
Obama é o presidente desse grande país. Ao vestir a camisa do Prêmio Nobel pode mudar o destino do mundo, e merecer o prêmio que ganhou.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
12/10/2009 - 19:57

VACINA CONTRA A COCAINA

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UMA NOVA TENTIVA
CONTRA A DROGA

A edição de domingo do El Paiz, da Espanha, anuncia descoberta de uma vacina contra a cocaína, produzida por farmacólogos de Houston, nos Estados Unidos. A vacina não produz um anti corpo contra o desejo de se consumir cocaína. O que a vacina produz é uma neutralização completa dos efeitos da coca. Assim, o usuário experimenta e a coca não produz nenhuma sensação esperada.
É um pouco diferente da pílula ou da camisinha, que impedem os efeitos da contaminação ou da gravidez, mas não tiram os bons efeitos do prazer.
No caso da vacina, o problema é convencer ou induzir o viciado a tomar a vacina. De qualquer forma, o farmacólogo, informa que ainda vai ampliar as experiências antes de solicitar a aprovação oficial da vacina junto aos órgãos de regulamentação medicinal nos Estados Unidos.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/10/2009 - 06:57

A ATEI VAI DISPONIBILIZAR MAIS DE MIL PROGRAMAS PARA AS TELEVISÕES PÚBLICAS

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A ATEI é uma instituição criada pela Cúpula de Presidentes Ibero Americanos, para ajudar a consolidação das televisões educativas e culturais.
Reúne hoje 160 televisões espanholas, dos países de língua castelhana das Américas e do Brasil.
Com auxilio da TV3 de Barcelona, reuniu seu Conselho Diretor, de que a TV Cultura de São Paulo, faz parte, e tomou importantes deliberações.
A ATEI distribui uma programação televisiva internacional a partir da TEI e um tele jornal a partir a NCI.
Na recente reunião de Barcelona, o conselho deliberou, com aprovação de todos os seus membros, que cada uma das televisões disponibilizaria treze programas de alta qualidade, dos quais fossem detentoras dos direitos autorais, e os colocaria a disposição de cada emissora membro para uma ou mais exibições. Isso possibilitará a criação de um fundo baseado em um banco de programas, imediatamente acessível por essas televisões. Além do fato que essa exibição será gratuita, possibilitará o acesso a um painel cultural da maior diversidade, seja pela variedade de conteúdos, de linguagens televisivas, quanto do formato de produção e sustentabilidade dessas programações realizadas por televisões com status bem diversificados.
Outro projeto, brasileiro, de co-produção, apresentado por Póla Galé, da TV Cultura, foi aprovado e assim, será realizada uma séria de 12 programas, no contexto do Entrelinhas, sobre a visão brasileira de grandes escritores vivos, do México, da Espanha, da Argentina e do Chile.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/10/2009 - 15:32

OBAMA E LULA

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O NOBEL E AS OLIMPÍADAS

Estava com alguns espanhóis num encontro de televisão. Pareciam visivelmente felizes com a vitória do Brasil na luta pela Olimpíada. “–Esse Lula é fantástico”, diziam-me eles, “Enquanto Obama falava que desejava homenagear o avô, Lula falava do destino da América Latina, da oportunidade histórica, etc. etc.” O Brasil tinha de ganhar, mesmo.
No dia seguinte encontrei o mesmo grupo, de altos dirigentes de televisões espanholas, e um deles afirmou: ‘-Imaginem, só: o Obama ganhou o Nobel da paz”. Houve um silêncio constrangido até que um deles, mas gaiato, afirmou: “-Foi a justiça de Salomão. Deram o Nobel pro Obama e a Olimpíada para o Lula. Afinal, são os dois políticos mais interessantes do mundo”, concluiu.
Depois de uns brindes ao Lula e ao Obama, todos estavam com pena do Sarkozy, que não levou nada. Então, um boliviano, com um sorriso literário, afirmou:” – Quem tem a Carla Bruni não precisa de Nobel nenhum”.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
06/10/2009 - 09:47

MERCEDES SOSA

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ENTRE AS GRANDES CANTORAS DO MUNDO

As boas cantoras do Século XX foram milhares. As cantoras geniais, que deixaram um rasto inesquecível não foram tantas.
Cada pessoa tem sua lista, suas preferências, como os comentaristas deste BLOG, sempre apaixonados e por vezes exagerados em suas opiniões.
A primeira cantora brasileira que me impressionou, com seu lamento de periferia carioca, foi Aracy de Almeida. Não se situa entre as maiores do mundo, mas seu apito estridente, fere nossos ouvidos burgueses.
O primeiro gênio que ouvi de perto foi Edith Piaf, no Teatro Cultura Artística. Baixinha, quase insignificante, com uma saia preta e uma blusa branca, modestíssima, parecia que entrou no palco para limpar o piano. Do primeiro ao último som, sublimou-se, sublimou-nos, e se eternizou para todos os que ficaram colados nas cadeiras, como objetos do pasmo.
A segunda foi Ella Fitzgerald, que só vi em vídeos e ouvi em CDs memoráveis, disponíveis nas grandes lojas e nos navios piratas, para quem gosta de música e despreza as leis.
A outra grande cantora, de proporções mundiais, é portuguesa. Com seus lamentos mouros, nos prova o quanto os árabes encantaram a península Ibérica. Com suas canções nos transmite o sentimento romântico e doloroso dos portugueses.
No Brasil há grandes cantoras, mas uma, re ensinou o Brasil a cantar. Tinha o timbre perfeito, a dramaturgia adequada, a voz incomparável. Morreu cedo, mas como o jovem Mozart, marcou o espaço definitivamente. Ellis Regina.
Também no Teatro Record, vi e ouvi outra grande cantora: Marlene Dietrich. Não tinha um caráter democrático, mas sua presença ecoou durante toda a segunda grande guerra. “Lily Marlene” eternizou-a ainda mais do que suas pernas longas e brancas.
Mercedes Sosa morreu ontem. Ao contrario de Marlene tinha um caráter definitivamente democrático. Se, cantava a vida, só entendia a vida com liberdade. Foi peregrina das canções latino-americanas e exilada crônica das ditaduras. Não compunha. Sua voz era a mensagem. Sempre escolheu canções de liberdade e dor. Seu timbre nos penetra como um cello ensandecido. Tê-la ouvido foi o bastante para eternizá-la.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
05/10/2009 - 18:12

RIO VS. SÃO PAULO

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Debate ridículo

Meu BLOG saudando o Rio de Janeiro por sua histórica conquista de sediar as Olimpíadas, suscitou um debate ridículo entre detratores recíprocos das duas cidades: São Paulo e Rio. Os comentaristas pareciam crianças mal educadas, numa pelada qualquer, destilando ódio e burrice. Claro que qualquer pessoa é dona do desaforo que a representa, mas as cidades não merecem isso.
São cidades complementares. Tudo o que uma não tem parece que a outra inventa. O Rio produz samba, São Paulo absorve. São Paulo produz automóvel, o carioca desfila com um sorriso dentro do automóvel. O Rio tem a praia e nós sonhamos com a praia. As artes plásticas de um preenchem as galerias dos outros. Os cantores são consagrados nas duas praças, mesmo quando chegam de uma terceira. O Rio, como já disse, tem o desenho mais bonito que deus já fez. São Paulo compensa com a volumetria das construções. Caetano mora no Rio e canta a São João. Chico Buarque é de São Paulo, mas é o grande cantor do rio de janeiro. Não há fronteira, e quanto mais cedo vier o Trem Bala, menos haverá. Se tiver dinheiro, vou praticar a felicidade todas as semanas no Rio. Vamos enterrar o besteirol, gente.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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