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18/10/2009 - 12:37

WEST SIDE STORY 40 ANOS DEPOIS

O GENIO DE LEONARD BERNSTEIN

A primeira vez que estive em NY, no Hotel Roosevelt, um três estrelas grandão mas barato, um porteiro impecavelmente fardado, me aconselhou a ver um musical que estava fazendo o maior sucesso. Nunca tinha visto um musical. Sabia que era uma espécie de opera, com música popular, geralmente alegre.
Quando as grandes cortinas de veludo levantaram, os primeiros acordes de Leonard Bernstein e a coreografia de Jerome Robbins, reunindo as duas gangs de NY, os porto-riquenhos e os “yankies”, no conflitante WEST SIDE, entrei em um parafuso estético.
Sempre que pude, em qualquer lugar, inclusive no Brasil, fui ver musicais: My Fair Lady, South Pacific, Cats, O Fantasma da Opera, O Homem da Mancha, Chicago, Os miseráveis, The Sound of Sounds, Mama Mia, Billy Elliot e, de novo, West Side Story.
Hoje fui rever West Side Story, numa remontagem na Broadway.
O teatro não tinha nenhum jovem e estava super lotado dos mais animados representantes da terceira idade, em Manhattan.
Leonard Bernstein é perfeito, tanto nas orquestrações quanto nas canções, todas inesquecíveis. Elenco que chega à Broadway sabe dançar, sempre e bem. Cantam, com afinação, aquele timbre típico de musicais. Na presente temporada, o tenor Matt Cavenaugh, tem uma voz belíssima, adequada ao romantismo de um Romeu e Julieta urbano. Quem sobressai, contudo, é a contralto, Karen Olivo, que faz o papel de Anita, que lhe valeu uma ovação que se repete cada espetáculo.
West Side Story tem um roteiro inteligente, que conta a anedota clássica de Shakespeare, com toda a densidade dramática do bairro pobre de NY dos anos 50.
Da mesma forma que Billy Elliot, West Side Story é um entretenimento, mas entretenimento que passa pela inteligência antes de se fixar no alvo do coração.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:

2 comentários para “WEST SIDE STORY 40 ANOS DEPOIS”

  1. francine disse:

    Perfeito seu texto, deu até vontade de assistir…
    Parabéns!

  2. José Alfredo disse:

    Não assisti ao musical em teatro, mas o filme faz parte de minha videoteca, entre os preferidos. O clima do bairro novaiorquino, o costume dos imigrantes, a coreografia, a musica e as letras delas são sensacionais. E os atores, todos jovens, muitos deles a caminho de um estrelato. A tensão vivida é latente, prende a atenção e nos envolve. É impossível um jovem dos anos 50/60 não se identificar com a trama. Além de tudo isso, a abertura, a apresentação e os créditos do filme merecem constar na galeria dos clássicos.

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