AINDA A CIDADE MAIS CARA DO MUNDO
Todos os dias constato um novo preço a bsurdo
Muita gente me escreveu dizendo que a sua cidade era mais cara que são Paulo. Não duvido, mas o que comprovo é o custo de vida em São Paulo. Vejam.
Os preços no centro velho costumam ser mais baratos, embora não esteja me referindo à rua 25 de março. Continuo me surpreendendo. Ontem na Três de Dezembro, onde se encontra o melhor bandejão de São Paulo, a quilo, uma loja esportiva oferecia um jeans normal a 300 reais e um bonezinho a 170 reais, o que quer dizer 100 dólares, o que significa o preço de uma gravata do Hermes, a marca mais sofisticada do mundo. Estacionei na Boa Vista, na qual o térreo de edifícios maravilhosos de antigos bancos foi transformado em estacionamento. 15 reais na primeira hora e 6 reais as subseqüentes. Ninguém fica no centro menos de uma hora. De noite sai do centro e fui a um cinema. Era dia de promoção, o cinema custava apenas 4 reais; como velho paguei a metade, isto é, 2 reais. Estacionei o carro, os mesmos 15 reais da cidade. Comprei uma pipoca pequena e um guaraná diet, 12 reais. Enfim, para ir a um cinema de 2 reais, gastei mais de 30 reais. Estava sozinho. Se levasse a família precisaria pedir uma ajuda do BNDES. Curiosidade. Todo mundo me enche em casa que eu preciso comprar um “robe de chambre” e não andar de pijama pelo apartamento. Numa loja importadora do Iguatemi vi um robe de muito boa aparência por 385 reais. Achei caro. Minha filha falou: – Caro, pai, veja, o preço é 3.850 e não 385. Pensei que ela estava delirando. Um sanduíche de bom porte, queijo, presunto ou churrasquinho num fast food está custando 17 reais.
Tudo isso sem inflação, combate duramente oneroso para a população produtiva e consumidora, que paga juros altíssimos para segurar o mais terrível dos males.
