Arquivo de setembro, 2009
30/09/2009 - 14:25
Queixas de um jovem militante
Um membro da Juventude do PSDB, que desde os 14 anos se dedica ao partido, me encontrou na homenagem ao Montoro e ao D. Cândido Padin, realizada pelo Instittuto Jacques Maritain no Mosteiro de São Bento.
Fez queixas amargas, a começar pela decisão do presidente, Senador Sergio Guerra, de ampliar o mandato dos diretórios, sem observar os estatutos do partido. Com essa medida, e como não haverá clima para mudança no ano eleitoral de 2010, fica tudo para quando os eleitos estiverem eleitos, como gostava o Príncipe Lampeduza.
Queixou-se ainda de que os jovens não têm vez nem voz, pois tudo é decidido como uma ação entre caciques, pela qual a figura do companheiro é menos importante do que a do súdito.
Por fim queixou-se de que o tríplice ideário de Montoro foi completamente abandonado: participação, descentralização e parlamentarismo.
Não se aceita participação, nem mesmo oral. Reclama que quando foi fazer um comentário numa reunião recente, um deputado federal impediu-o de falar, exortando-o de que precisamos de mensagens positivas e não de críticas.
A descentralização deve estar enterrada, abaixo do pré-sal, até que surja um novo Montoro.
O parlamentarismo fica relegado para sempre.
Sintoma disso tudo, a significativa mas modesta homenagem a que assistíamos. Veja, disse ele, convidaram dez mil pessoas e a sala não tem nem 150. Do partido, só os oradores oficiais, um representante do governador, eu e você.
O PSDB é o único partido da oposição com possibilidade de eleger um novo presidente da república. A dignidade da oportunidade exige grandeza. “Não se apequene…” já pedia o Serjão, antes de morrer. Repito: “Não se apequenem”. O PSDB foi fundado no momento em que o PMDB estava pequeno, por dentro, e enorme, por fora.
Concluimos, na festa que os monges ofereceram, que o PSDB precisa ser “refundado”, para que não se transforme, no caso de uma vitória eleitoral, num mero PT do vencedor.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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30/09/2009 - 14:20
As queixas de um militante jovem
Um membro da Juventude do PSDB, que desde os 14 anos se dedica ao partido, me encontrou na homenagem ao Montoro e ao D. Cândido Padin, realizada pelo Instittuto Jacques Maritain no Mosteiro de São Bento.
Fez queixas amargas, a começar pela decisão do presidente, Senador Sergio Guerra, de ampliar o mandato dos diretórios, sem observar os estatutos do partido. Com essa medida, e como não haverá clima para mudança no ano eleitoral de 2010, fica tudo para quando os eleitos estiverem eleitos, como gostava o Príncipe Lampeduza.
Queixou-se ainda de que os jovens não têm vez nem voz, pois tudo é decidido como uma ação entre caciques, pela qual a figura do companheiro é menos importante do que a do súdito.
Por fim queixou-se de que o tríplice ideário de Montoro foi completamente abandonado: participação, descentralização e parlamentarismo.
Não se aceita participação, nem mesmo oral. Reclama que quando foi fazer um comentário numa reunião recente, um deputado federal impediu-o de falar, exortando-o de que precisamos de mensagens positivas e não de críticas.
A descentralização deve estar enterrada, abaixo do pré-sal, até que surja um novo Montoro.
O parlamentarismo fica relegado para sempre.
Sintoma disso tudo, a significativa mas modesta homenagem a que assistíamos. Veja, disse ele, convidaram dez mil pessoas e a sala não tem nem 150. Do partido, só os oradores oficiais, um representante do governador, eu e você.
O PSDB é o único partido da oposição com possibilidade de eleger um novo presidente da república. A dignidade da oportunidade exige grandeza. “Não se apequene…” já pedia o Serjão, antes de morrer. Repito: “Não se apequenem”. O PSDB foi fundado no momento em que o PMDB estava pequeno, por dentro, e enorme, por fora.
Concluimos, na festa que os monges ofereceram, que o PSDB precisa ser “refundado”, para que não se transforme, no caso de uma vitória eleitoral, num mero PT do vencedor.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
Tags: PSDB
29/09/2009 - 16:29
Basta um risco do prefeito
As cidades espanholas inventaram uma coisa formidável, uma calçada chamada “ramblas”. São grandes alamedas com duas pistas estreitas de automóvel e um belo calçadão no meio. Espaço contínuo e longo para pedestres, esculturas, tocadores de música, Nas ramblas as pessoas passeiam, flertam, namoram, conversam ou simplesmente vão da origem ao destino.
A Avenida São João que, na verdade, vai do Prédio do Banco do Estado até a Praça Pe. Péricles nas Perdizes é uma “ramblas” natural, apenas interrompida pelo imenso mictório que construíram no Vale do Anhangabaú e, ao fim, pelo Minhocão, que desfigurou o horizonte, o percurso e as edificações laterais.
Mas é fácil salvar a São João. Basta enterrar o mictório e criar uma passagem no nível, para pedestres, alternativa ao Viaduto do Chá. Criar duas vias laterais de automóvel, do Vale até o Largo do Paisandú. Em toda a extensão, no meio, criar um imenso passeio de pedestres, arborizado, para que os paulistanos e os visitantes, tenham um enorme ponto de encontro, hospitaleiro e civilizado ao longo do centro velho e do centro novo.
Não quero exagerar o romantismo, mas imaginem a alegria do povo usufruindo o espaço público, como se fosse seu, o que já acontece um pouco nos domingos da Av. Paulista.
Senhor Kassab. Isso não custaria nada. Apenas uma decisão inteligente de fazer.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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28/09/2009 - 08:22
“Professor não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende”
Num grupo de estudos brasileiros, que frequento, a expositora do mês nos colocou quais os grandes problemas da educação de base. Um deles referia-se à qualidade dos diretores e sua excessiva rotatividade. Isso queria dizer: com diretor bom a escola vai bem. A excessiva transferência liquida a qualidade da escola. Outra coisa importante é o tempo de permanência da criança na escola. Escola pública precisa ensinar e fazer o aluno reter o aprendizado. Então, precisa de aula e lição de casa feita na escola. As razões são óbvias, além da questão da alimentação básica, que alunos de classe social pobre só dispõem na escola. Há inúmeras outras questões colocadas pela relatora de nosso grupo de trabalho, mas a principal causa do baixo nível do ensino é a má qualidade intelectual e profissional de muitos professores. A formação do professor é fraca, o salário do professor é muito baixo e sua rotatividade numa escola também prejudica o relacionamento com alunos, diretores e colegas. O professor precisa de um up grade em todas essas questões. A Secretaria da Educação resolveu encarar uma delas como prioridade: promover uma formação complementar a todos os professores da rede estadual, a partir de aulas presenciais e educação á distância. Isso lhes dará mais títulos, mais créditos para aumentos e promoções e mais competência para lecionar.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
Tags: educação
27/09/2009 - 11:36
O TRIANON DA PAULISTA: UM BOM EXEMPLO
Todos os parques da cidade deveriam ser como o Trianon, na Avenida Paulista. Tem uma dimensão que o freqüentador pode percorrer inteiramente.
É composto de todas as espécies de árvores da Mata Atlântica. Possui caminhos bem calçados para que se possa correr, andar ou fazer cooper sem risco de cair. Possui sanitários para homens e mulheres, bem cuidados e policiados. Possui um sistema de segurança invejável. As crianças podem freqüentar com segurança os parquinhos de madeira roliça projetados em cantos do parque grande. Aos domingos apresenta espetáculos teatrais para os menores e dá aos adultos um prazer raro, na cidade de São Paulo: flanar entre pássaros.
No outros bairros, nos planos do CDHU, nos loteamentos da periferia, nos condomínios que se inventam, deveria ser obrigatória a instalação de parques como o Trianon. De preferência em sítios já arborizados, senão em locais susceptíveis de serem arborizados. O transplante de árvores tem hoje uma tecnologia conhecida. Seu custo é menor do que as decorações paisagísticas que infestam os empreendimentos.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
Tags: MAIS VERDE
26/09/2009 - 15:15
MEIRELLES, CANDIDATO À PRESIDÊNCIA
Já havia previsto que se Meirelles entrasse para o PMDB não seria para ser Senador, Vice de ninguém e muito menos candidato a Governador de Goiás.
Meirelles sente-se preparado para ser Presidente da República, depois do sucesso da política financeira que capitaneou dentro do governo Lula, e porque a vontade de ser presidente é uma constante no desejo de qualquer brasileiro bem sucedido.
A candidatura de Dilma ainda não acabou, mas também não decolou. Heloisa Helena não vai perder a tribuna de senadora. Seu público apoiará a Marina. O PMDB detesta freqüentar palanques, apenas por princípio. O palanque, para eles, é uma perspectiva de poder ou de barganha. Com Dilma debilitada, Ciro crescendo e Serra na liderança, uma candidatura forte pode até mesmo atrair as atenções de Lula. Ninguém melhor do que o seu presidente do Banco Central, que lhe deve, para a vida, a revelação como homem público. Quem estranhar que Lula estaria apoiando um banqueiro pode também se lembrar de que Meirelles foi Office Boy do Bankboston e depois, de estudos politécnicos e uma longa carreira de bancário, alçou-se presidente internacional do banco multinacional, honraria só concedida a Meirelles, porque o Federal Research americano fez uma exceção para que um estrangeiro presidisse um banco dos Estados Unidos, nos Estados Unidos.
Creio que Serra, Meirelles, Marina e Ciro não pensam noutra coisa. Estarão alinhados no páreo do primeiro turno.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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24/09/2009 - 10:22
LULA E OBAMA NO ONU
Há uma precedência histórica na abertura dos trabalhos da ONU. Primeiro fala o Brasil, depois os Estados Unidos. Este ano, duas grandes estrelas representaram os respectivos países.
Lula é um presidente tarimbado, quase no fim do segundo mandato. Obama, mal passou dos cem dias no governo.
Os discursos pronunciados revelam o tempo dessas experiências.
Lula se encarna no que fala e o que fala se encarna na realidade mundial. O meio ambiente não é um espaço, apenas emblemático, depende da política industrial, da política energética, do equilíbrio entre etanol e pré-sal. Miséria, sem solução no sistema capitalista de produção precisa de subsidio direto, bolsa para matar a fome e impulsionar a pequena economia. Democracia, mesmo quando o protagonista não é nenhuma Brastemp, como o Zelaya, deve ser preservada. Lula não conversa com golpista declarado. Foi aplaudido de pé.
Obama encarna o que fala. Primeiro PHD na presidência dos Estados Unidos, Obama tem um discurso na ponta da língua, ainda que intelectualmente elaborado. Só disse coisa certa quando prevê um redimensionamento da civilização, fim do imperialismo dominador, multilateralismo, respeito e colaboração com a ONU. São princípios e Obama ainda parece um pregador; muito do que prega, prega nos desertos do Centro Oeste, mas prega. Ainda não controla os meandros de Washington, mas já é uma das grandes figuras emblemáticas dos Estados Unidos. Com mais alguns meses seus discursos vão ganhar mais concretude. Foi aplaudido sentado.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
Tags: ONU
22/09/2009 - 17:11
ABEPEC: A REPRESENTAÇÃO LEGÍTIMA DA TELEVISÃO PÚBLICA
A Abepec, para sermos simples, é a ABERT das televisões públicas. Com uma vantagem, não está dividida. Reúne todo o universo das televisões estaduais, concessionárias de televisão educativa e hoje, transformadas em televisão pública.
A ABEPEC substituiu, como represetante dos seus interesses políticos, jurídicos, tecnológicos, financeiros e programáticos, o SINRED, orgão subordinado ao Ministério da Educação.
Em mais de uma década a ABEPEC amadureceu, tanto na unificação das televisões públicas, quanto na participação dos conselhos tecnicos e legislativos da área de comunicação de massa, como na elaboração de leis e encontros do setor. Foi um dos grandes responsáveis pela realização do Io e do IIo Forum Nacional de Televisões Públicas, dos quais resultaram: a criação da EBC; a definição legal dos princípios que regem Televisão Pública e a necessidade da criação com os demais organismos do Campo Público da Televisão, de um Insdtituto Público de comunicação.
Ontem, em Brasília, a ABEPEC realizou as eleições para escolha da nova diretoria que substituirá a diretoria presidida por Antonio Achillis de Minas Gerais.
Eleição em novos tempos teve duas candidaturas pré-lançadas, de Regina Lima, do Pará e Pola Ribeiro, da Bahia. A disputa propiciou um amplo debate, precedido de visitas dos candidatos às bases da instituição e elaboração de compromissos de campanha previamente distribuidos aos membros eleitores, representantes das emissoras. Pola enfatizou em sua proposta a representatividade política da instituição e Regina, uma colaboração mais direta com as emissoras que são membros da ABEPEC.
Regina saiu vencedora e tornou-se Presidente da ABEPEC. Foi composta a nova diretoria com um critério claro de descentralização, conferindo à cada região do país uma diretoria ou participação nos seus conselhos.
A ABEPEC está madura e deverá ter um papel relevante na próxima Conferência de Comunicação, convocada pelo Governo Federal e que terá efeito em dezembro de 2009.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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20/09/2009 - 15:58
AS MARGINAIS DO TIETÊ
Sou do trem e não abro. Assim, vejo com entusiasmo a integração trem urbano com Metro, o retorno de certa ferrovias, a ampliação urgente do Metro e o Trem Bala para o Rio, custem quanto custar.
Isso não excluiu a existência do presente e de todos os erros praticados no passado remoto e recente em função da industria automobilística e seu respectivo lobby. Exageramos no culto urbano e interurbano das quatro rodas. Pagamos os altos juros do carbono na atmosfera, do congestionamento crônico do tráfego urbano, do custo inestimável do transporte de carga por caminhões e da falta absoluta de poesia na paisagem com o fechamento das ferrovias.
No presente, contudo, duas obras rodoviárias são indispensáveis, para melhorar o trânsito, diminuir a poluição urbana e diminuir o transporte de carga no perímetro urbano. Refiro-me ao Rodo Anel, como obra prioritária e indispensável e às novas faixas da Marginal do Tietê, como obra necessária, apesar dos inconvenientes.
Quanto ao Anel não há nenhum argumento de peso que justifique o embargo ou mesmo a crítica. Quanto às pistas a maior crítica é a da impermeabilização do solo e o corte de árvores adultas. Quanto ao solo, o percentual de impermeabilização é irrisório e pode ser compensado pela fiscalização à liberalidade com que se permite a impermeabilização permanente de outras áreas, em escalas gigantescas. Quanto às árvores é sabido que as novas tecnologias de transplante poderiam criar uma floresta adulta em toda a extensão das marginais, desde que se elimine a idéia idiota de plantar arbustos ou árvores de porte mínimo, que levam vinte anos para crescer.
Isso feito, vamos aos trens.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
Tags: MARGINAIS
18/09/2009 - 12:17
SÓ SOBROU A INTERNET
O Senado aprovou uma reforma eleitoral insuficiente, mas com alguns artigos interessantes como a interdição de candidatura a pretendentes com ficha policial negativa.
Os deputados federais receberam o texto aprovado pelo Senado ás 19hs. Na mesma noite, com velocidade inusitada, aprovaram uma lei, cortando 96 emendas propostas pelos senadores e deixaram apenas a permissão de propaganda eleitoral na Internet.
Tudo o que o Brasil precisa é uma reforma política adequada, proibindo a troca partidária, regulamentando o financiamento de campanha, introduzindo o voto distrital misto, com escolha de candidatos em prévias partidárias, com a proibição de candidatos incriminados, com uma representação mais equilibrada na geografia da República.
Mas ninguém no Congresso quer ouvir falar em reforma política, pois a única reforma que interessa a seus membros é a continuidade sem fim.
Ser parlamentar hoje em dia quer dizer acordo com qualquer governo para garantir-lhe a governabilidade. A mais consagradora vitoria eleitoral de um candidato à presidência não lhe dá condições de governar. Precisa do arreglo, das composições intermináveis e caras, tudo aquilo que o regime parlamentarista eliminaria de cara, porque o vencedor no parlamentarismo monta o governo para realizar um projeto escolhido pelo eleitor.
Ser deputado hoje em dia significa um cacife interminável para negociações legítimas e ilegítimas.
Essas considerações não envolvem qualquer desejo de acabar com a representação legislativa, mas qualificá-la, antes que seja tarde. Ninguém agüenta mais o perfil e o comportamento dos parlamentares. Para resolver isso, só uma reforma eleitoral profunda. Cada candidato à presidência deveria se comprometer pública e antecipadamente com essa reforma, para merecer nosso voto.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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