ESCLARECIMENTOS
O livro dos 40 ANOS DA TV CULTURA foi realizado numa ampla cooperação entre historiadores e pesquisadores contratados, o pessoal do ex-núcleo de memória da Fundação Padre Anchieta, os escritório de Rico Lins e e eu próprio. Além de escrever o texto final, orientei os editores no sentido de que todos os capítulos contemplassem a estrutura jurídica, o desenvolvimento tecnológico, a programação adulta e infantil e a administração. Da mesma forma o editor gráfico foi orientado no sentido de montar uma sequência inconográfica capaz de revelar toda a história contada, ainda que não houvesse uma leitura completa dos textos por parte do leitor. Eu próprio pesquisei 40 anos de publicações da Folha de São Paulo e Estadão, em todas as edições que citavam a Fundação Padre Anchieta.
O trabalho foi duro e resultou na mais completa informação sobre a Tv Cultura até hoje produzida.
O Senhor Carlos Augusto, comentarista do Blog em que trato da Greve na Cultura, no dia 11 de agosto, mostrou-se bastante desinformado sobre o livro, mas emitiu suas considerações acusatórias contra o seu autor. Recomendo que o senhor Carlos Augusto leia o livro para se inteirar melhor da saga que fez da Fundação uma das instituições mais respeitadas junto à opinião pública.
Quanto aos dissidios é sabidamente conhecido que durante os meus três mandatos paguei todos os dissidios automaticamente. Apenas em 2003 quando pretendia seguir a mesma orientação, fui advertido por oficio da Procuradoria do Estado de que, se o fizesse, meu ato teria implicações civis e penais, com risco de prisão e reembolso aos cofres públicos dos valores do dissídio. O Estado só pagaria se fosse condenado em última instância. Até agora os empregados e o governo esperam a decisão da Suprema Corte. Mais uma vez o Senhor Carlos Augusto falou o que não sabe.
Já a programação da Cultura naquele período, apresentou o mais elevado jornalismo público, até mesmo porque os jornalistas se prepararam durante meses para fazê-lo. A Ilha Ra Tim Bum, primeiro programa infantil produzido digitalmente, não obteve o mesmo sucesso do Ra Tim Bum, por falhas de roteiro, mas manteve a pontuação tradicional da audiência da casa. O Cocoricó, incialmente concebido pela Beth Carmona, foi completamente reformulado também no meu mandato, quando se introduziu a perspectiva em suas filmagens e os roteiros foram inteiramente modificados, Tornou-se o mais importante programa infantil da televisão brasileira. A Universidade da Madrugada, que introduziu o Café Filosófico na programação, continua sendo o programa mais apreciado pelos adultos da Classe C.
Assim, publico esse blog com os esclarecimentos devidos, porque num simples comentário não disporia de espaço para retificar os preconceitos do navegador Carlos Augusto.