O URUGUAI SABE RECEBER
OS DESPOJOS DE DANTE
Os Uruguaios convidaram dezenas de televisões e produtores latino-americanos para conhecerem e mostrarem suas produções de documentários.
Foi uma boa iniciativa da DOC Montevidéu de revelar a quantidade e a qualidade de produções desses filmes realizados no Hemisfério Sul.
Percebe-se a existência de uma realidade supranacional, que transcende os estereótipos do folclore latino-americano.
Há uma revelação nova de identidade continental, de anseios continentais e de um desejo de compartilhar experiências e produções.
Isso tudo numa cidade gelada, com um inverno inusitado de zero graus, que perturba nossas calorias tropicais.
Há por toda parte calor humano, a compensar o frio, delicadeza no trânsito (todos os veículos param quando vem um pedestre com o pé na rua). Levei um tempo para acreditar. Os restaurantes são baratos, as roupas são baratas, isto é, tudo mais compatível com os salários. Por isso mesmo, o pequeno país recebe mais turistas por ano do que o Brasil.
Pena que na crise anterior, a crise Russa, saíram 50 mil pessoas do Uruguai, geralmente jovens, que ainda não voltaram.
A democracia está consolidada e um ex-tupamaro de altíssima erudição, que não pertence nem aos Bancos nem aos Colorados, tem grande chance de ganhar as eleições.
A metrópole acolhedora foi prevista pelo arquiteto italiano Mario Pallanti, que no começo do Século XX, fez um edifício com uma torre de trinta andares, então o prédio mais alto da América Latina. Não satisfeito, construiu outro edifício igual, em Buenos Ayres. Colocou um farol em cima de cada um, pretendendo que eles se comunicassem visualmente e balizassem a grandeza do Rio da Prata.
Acreditando que a primeira guerra iria acabar com a Europa, preparou alguns projetos para receber os eventuais imigrantes. Um deles foi preparar um espaço soleníssimo para receber os despojos de Dante. Impossível, para um italiano culto, imaginar que os restos do grande poeta poderiam ficar apodrecendo numa Europa destruída.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
AÍ ESTÁ NOSSA REALIDADE
Só nos resta ler, refletir, opinar…
mas será que podemos melhorar esta dura realidade?
“O programa Observatório da imprensa, dirigido por Alberto Dines na TVE, abordou uma característica de grande parte da mídia brasileira de hoje – “celebrizar” pessoas medíocres, inexpressivas, sem nenhum mérito.
Jornais, revistas, rádio e TV enaltecem, promovem e tornam famosas pessoas que nada, absolutamente nada fizeram de relevante na vida, em nenhum ramo de atividade.
Esses tipos sem qualquer mérito, mas subitamente guindados à fama, são as chamadas “celebridades descartáveis”, políticos carreirista, socialites (emergentes ou veteranas), dançarinas de rebolado, atores (globais ou não) canastras, pagodeiros que mal sabem falar, autoridades ansiosas por promoção, e outros zeros à esquerda. Hoje, essa gente tem seu momento de fama, amanhã, será descartada pela própria mídia.
Dines tem a sua explicação para essa maciça promoção de gente sem mérito. Ele diz que a mídia promove esses medíocres simplesmente porque não haveria gente de mérito para focalizar. Afirma ele que, se O BRASIL PRODUZISSE BONS ESCRITORES, CIENTISTAS DE GRANDE VALOR, ÓTIMOS ARTISTAS, PENSADORES dignos de atenção etc. a mídia se ocuparia deles, focalizaria suas realizações e os transformaria em celebridades. MAS COMO O PAÍS NÃO TEM GRANDES VALORES EM NENHUMA ÁREA DE ATIVIDADE, a mídia é obrigada a ocupar-se de tipos de segunda, de terceira, de nenhuma categoria.”
TERIA RAZÃO O Alberto Dines?
POIS É, SE O QUE ELE DIZ É VERDADE NÃO IREMOS A LUGAR ALGUM E SEREMOS ETERNOS ATRASADOS…
Aliás, na revista Carta Capital um membro da Academia Brasileira de Letras diz que o Brasil não tinha nenhum escritor a nível universal. Falou que a Argentina tinha de 2 a 3.
Indo pelo que o jornalista expôs no seu texto eu aconselharia O BRASIL IMPORTAR CONHECIMENTO, TECNOLOGIA DE PONTA, E CULTURA DOS EUA E DA EUROPA.
Se paga uma fortuna pelos livros inúteis de um Paulo Coelho, se paga uma fortuna para a Daniela Mercury cantar músicas horríveis em cima de trios elétricos, pagam uma fortuna para irem a estádios de futebol ver chutadores de bola, mas não temos grandes escritores, cientistas, artistas, filósofos, historiadores porque achamos que não é importante gastar em conhecimento.
Seria de melhor proveito pagar a estadia e todas as mordomias possíveis aos gringos para nos educarmos aos moldes do 1º mundo.
O retorno poderia ser em médio prazo e jamais o Alberto Dines nos exporia tal mal que nos assola: A incapacidade de produzir boa cultura e tecnologia de ponta.
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O Alberto Dines é jornalista, tem 75 anos de idade e 50 e poucos anos ininterrupto de trabalho. Já foi repórter da revista Manchete etc. Por ser um homem de muita bagagem, muito conhecimento e provavelmente um profundo conhecedor do meio acadêmico deste país ele tem suas razões ao fazer este duro comentário a respeito do nosso país.
Na história do mundo somos tupiniquins
Um professor fez esta pergunta em algumas comunidades do Orkut:
“QUAL O MAIOR ACONTECIMENTO HISTÓRICO DA BAHIA?”
E os membros de uma das comunidades responderam com estes comentários:
Nascimento de Castro Alves, a bravura de Maria Quitéria
Nascimento de Caetano, Bethânia, Gil, Wally Salomão, Caymi
Outro diz: “A Bahia é um celeiro de acontecimentos políticos, históricos, culturais que repercutiram no cenário nacional”.
Vendo estas respostas dá-se para perceber o ufanismo exacerbado e bobo deste pessoal.
Tem razão a jornalista da revista Caros Amigos quando escreveu que a classe média brasileira é burra?
O que tem de histórico o nascimento de Caetano, Bethânia, Gil, Wally Salomão e Caymi?
Se fizerem este mesmo tipo de pergunta ao norte americano provavelmente ele dirá que foi A declaração da independência dos EUA, a chegada do homem à lua, a elaboração e assinatura da Constituição americana e muitos responderiam que foi o plano New Deal criado pelo presidente ROOSEVELT para salvar a economia americana e até do mundo.
São fatos que mudaram para melhor os rumos do EUA e do seu próprio povo.
Será que o americano vai dizer que o maior acontecimento histórico do seu país foi o nascimento da Madonna, do Brad Pitt, do Michael Jackson e do cantor de rap Eminem? Duvido!
Aliás, segundo pesquisas o americano filho de operário tem maior facilidade de aprendizado educacional do que filho de brasileiro rico.
Se perguntarem ao francês qual o maior acontecimento histórico de seu país provavelmente eles dirão que foi a Revolução Francesa, a queda da Bastilha, a entrada triunfal de Charles de Gaulle em Paris após a expulsão dos alemães…
Será que o francês vai dizer que o maior acontecimento histórico do seu país foi o nascimento da Brigitte Bardot e do Alain Delon? Duvido!
Muitos ingleses dirão que o maior acontecimento histórico de seu país foi o governo da Elizabete I ou da Rainha Vitória que fizeram deste país uma potencia. Podem até citar os Beatles, mas os Beatles é patrimônio mundial, exerceu um poder enorme no pensamento e nos costumes dos jovens de todo o mundo. Quanto a Caetano e Gil, é influencia ZERO em se falando de mundo.
Estes “gênios” tupiniquins tipo Gil, Caetano e Jorge Amado são cantados em prosa e verso por pessoas da imprensa e pelos proletários mais remunerados e letrados.
Acho que foi o Caetano que falou que o baiano não nasce, estréia. Ora bolas, o povo baiano é um dos mais analfabetos do Brasil.
A Bahia cantada em prosa e verso é a Bahia que segundo a ONU se a mesma fosse um país estaria em 2º lugar em desigualdades sociais só perdendo para Nigéria.
Este pessoal, formadores de opinião, faz parte de uma elitizinha burguesa que joga conforme a maré. Leiam “A máfia do Dendê” na revista Caros Amigos.
E a grande maioria deles temia, eram submissos e idolatravam o ACM.
E ficam estes ufanistas endeusando estes “gênios” que pouco ou nada contribuem para o nosso progresso como verdadeiros heróis da pátria Bahia.
Por aí tem muitos intelectualóides que nunca fizeram nada de prático nem para o estado da Bahia e nem para seu povo. Só sabem cantar músicas horríveis em cima de trios elétricos e muitas vezes patrocinados pelo dinheiro público. Ver a revista Carta Capital.
Está certo uma revista americana quando escreveu em suas páginas que o brasileiro se conforma com muito pouco e que tínhamos como ídolo um lutador de box de nome Tudo Duro.
Eu diria ao internauta que cunhou a frase “A Bahia é um celeiro de acontecimentos políticos, históricos, culturais que repercutiram no cenário nacional”, que de prático estes acontecimentos não valeram de muita coisa à nível nacional.
Assim como a Bahia o Brasil é um país com alto índice de analfabetismo, a grande maioria do seu povo não é politizada, seus fatos históricos são insignificantes se comparar com a história do mundo, a nossa cultura não rompe fronteiras e não exerce influencia na cultura de países desenvolvidos…
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PS. E nem escrevi sobre o nível dos políticos baianos…
Alguns ousam comparar um paisinho daquele com o Brasil.
Que falta de bom senso, tem nada a ver um com o outro.
Deve ser um saco assistir a programas de TV gerados lá.
Aqui também não é lá essas coisas, mas tem diversidade.
Lá todos sabem de tudo sobre o país. Um saco! a previsão do tempo deve ser uma piada: chuva em Montevideo e garoa em Punta del Leste… no outro dia, inverte-se. E só! Credo! viva o Brasil
Olha! Nuncaestve no Urguai que, aliás, acho muito bonito e admiro muito, pois leio muito o que é uma verdadeira viagem. Porém não posso deixar de estranhar o dito aqui pela matéria e pelos comentário, visto que lendo os jornais uruguaios constato baastante pobreza e vioência e a pouco tempo ter assistido a uma reportagem criticando a indiferença do povo para com os turistas. Talvez receba muito “turista” devido aos cassinos.
Recomendo aos que criticam o Uruguai sem ter ido lá, que viagem e vejam com seus próprios olhos.
É um país de nível educacional altíssimo, com muito menos pobreza que o Brasil em qualquer comparação. A população é, na sua maioria, de classe média. Tem a melhor distribuição social da América Latina, muito acima do Chile e da Argentina.
Tiveram uma ditadura militar horrenda, comparável à da Argentina e do Chile, o que fez com que 1/3 dos nascidos no Uruguai vivam no exterior.
Só agora, desde o regime militar, eles voltaram a experimentar algum crescimento econômico e talvez mais dos seus jovens permaneçam por lá nos tempos que se seguem. Mas eles são um país velho pelo mesmo motivo que a Europa é velha: as famílias são pequenas, como em todos os países de maior desenvolvimento social, e a expectativa de vida é, novamente, a maior da América Latina.
É claro que eles têm problemas. Ninguém é perfeito. Mas já fui mais de 8 vezes ao Uruguai, sempre a passeio, e voltaria lá ainda mais vezes, tal é a tranquilidade de passear por lá, a terna acolhida que eles dão aos brasileiros, e a beleza do litoral e do interior – as praias são lindas em toda costa norte, embora só dê para tomar banho no verão.
Tenho amigos de longa data que vivem lá e me ajudaram a descobrir o país deles. Quero muito que o Brasil possa chegar ao mesmo nível de conforto para o seu povo.
Ah, e quem for ler os jornais uruguaios, prepare-se: muito texto, menos fotos, letras pequenas e artigos longos. Quem gosta de livros, esbalde-se: há livrarias até dizer chega em Montevideo.
Abraços
Desculpem. Onde está ‘viagem’, na 1ª linha, substituam por ‘viajem’, pois é o verbo e, não, o substantivo.
O Uruguai é um país pequeno, mas com um grande povo. Se a economia não vai muito bem, a educação continua muito boa. Gente acolhedora, atenciosa, não por formalidade mas por verdadeira gentileza. As pessoas esforçando-se por entender o portunhol canhestro, povo educado não dando mostra de incomodar-se com a balbúrdia dos brasileiros que invadem seus “shoppings” e restaurantes, praças, teatros e cinemas.
A convidativa Montevidéu com sua rambla cheia de gente conversando, passeando, pescando ou apreciando o mar. Famílias inteiras reunidas nas praças tomando mate. Garotada encarapitada nos paredões da beira-mar com seus violões e o mate circulando. Velhos caminhando despreocupados, sem medo de bicicletas ou encontrões de jovens apressados.
O prazer de ver numa feira de livros um jovem vendedor argumentando com jovem frequesa as qualidades dos livros de Vargas Llosa e Gabo, ambos conhecedores de enredos e personagens.
Montevidéu é um cidade outonal, ninguém melhor do que Mario Benedetti para descrevê-la. Praias ventosas, praças amplas, limpas e frequentadíssimas, ruas arborizadas e calçadas movimentadas. Automóvel como meio de transporte e não de ostentação. Motoristas de ônibus solícitos a fazerem-se de guias turísiticos para brasileiros meio perdidos.
Infelizmente a crise econômica levou grande parte de seus jovens a tentar ganhar a vida em outros lugares. Certamente um dia voltarão, pois se quem conheceu o Uruguai quer sempre voltar lá, o que dizer daqueles que nasceram lá e de lá saíram não por insatisfação, mas por dificuldade de emprego.
Qual outro país poderia inscrever na sua a moeda a frase, pronunciada por um general uruguaio: “sean los orientales tan ilustrados quanto valientes”.
Espero voltar lá brevemente, para andar tranquilo à beira-mar, à noite, para andar na incríveis feiras de domingo em Montevidéu onde se vende desde óculos quebrado a livros raros, olhando o passado nos objetos e a cultura nas pessoas.