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23/07/2009 - 01:07

UM FILME INESQUECÍVEL DE GUSTAVO ARIJÓN

LA SOCIEDAD  DE LA NIEVE

 

Preparo-me para o encontro de televisão em Montevidéu assistindo os 18 filmes e documentários que me enviaram previamente.

Comecei por “La sociedad de la nieve” , documentário de Gustavo Arijón sobre os sobreviventes do avião uruguaio que caiu nos Andes com um grupo de 43 pessoas, a maioria estudantes, denominado STRANDED, em inglês.

Além da monumental cobertura jornalística que o acidente provocou, o tema transformou-se num Best-seller, de Paul Read e em importante filme de Hollywood.

Gustavo Arijón, cineasta uruguaio, foi amigo dos jovens de 19 anos que partiram alegremente de Montevidéu para uma excursão ao Chile, num avião da Força Aérea Uruguaia, em 1972.

Trinta anos depois sentiu necessidade de realizar um filme mais verdadeiro, que transmitisse a real dimensão do episódio, trágico, heróico, inesquecível e de uma beleza tão dramática que é impossível assisti-lo sem que lágrimas profundas brotem de nossos olhos.

O filme decorre a partir dos depoimentos de homens maduros que participaram da tragédia e voltaram, com parentes seus e dos mortos, amigos e a equipe de filmagem, ao local da tragédia.

Os que sobreviveram à queda e foram se reduzindo no convívio com o gelo e a solidão dos Andes, transformaram-se em espectros de um único desejo: viver.

Para isso solidificaram uma sociedade, fora do mundo, na qual repartiam o fôlego e a fome, o silêncio e o desespero contido. A partir do quinto dia perceberam que só havia uma forma de sobreviver: se alimentarem com a carne dos amigos mortos e amados. Construíram em silêncio essa decisão, com vergonha de se olharem uns aos outros. Produziram pedaços de alimentos que serviam em doses calculadas para resistir ao máximo a esperança de um salvamento. E quando o organismo pediu cálcio, consumiram os ossos triturados. Crentes ou ateus repetiram o mistério do Monte das Oliveiras, no qual o Cristo ofereceu o sangue e a carne para a redenção do mundo. Essa alegoria religiosa consolou-os até o fim e serviu de dique à curiosidade feroz da mídia, após o resgate, ocasião em que um jovem em condições de falar pediu aos jornalistas ensandecidos que respeitassem os mortos, consumidos no mistério da sobrevivência.

O jovem filho de um casal  morto na tragédia e que acompanhou a excursão dos sobreviventes, décadas após o ocorrido, conseguiu falar a um deles: -Meu consolo é saber que meus pais continuam vivos em vocês.

 

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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1 comentário para “UM FILME INESQUECÍVEL DE GUSTAVO ARIJÓN”

  1. janciron disse:

    Vejam o cara que prometeu criar milhões de empregos, que prometeu dar um aumento justo aos aposentados; acabar com a corrupção e injustiças sociais; alem de muitas outras promessas e bla,bla,bla: Agora ele esta é na mordomia convivendo entre aqueles que ele mesmo criticou, comendo caviar bebendo uísque importado e champanhe de mijar nas calças: Enquanto que os aposentados estão abandonados como indigentes em filas do SUS ou INSS sem condições até de comprar seus remédios: E com seus salários defasando a cada dia mais! Mas veja o (CARA) de pau; que figura! E aproveite e veja o currículo da Dilma e o que é preciso para ser Presidente no Brasil!
    Quem defende ou acoberta isso não merece respeito ou consideração, pois faz parte da imprensa vendida!!

    http://protogenescontraacorrupcao.ning.com/photo/photo/listForContributor?screenName=1

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