FLIP – Histórias em quadrinhos e Separações
FLIP – O RAVE DA TERCEIRA IDADE
A primeira rodada da FLIP foi uma verdadeira maratona.
Confesso-me um marinheiro de primeira viagem no HQ. Esses novos traços foram bem delineados com a caneta, o pincel e a simpatia de Rafael Coutinho, Fábio Moon, Gabriel Bá e Rafael Grampa. Provaram que o brasileiro precisa de um primeiro estágio profundo no Brasil, antes da aventura internacional. Demonstraram que é melhor criar um HQ brasileiro e renunciar aos super heróis.
A segunda rodada foi um “porre” de inteligência.
Rodrigo Lacerda pautou a fala com discrição e até uma certa humildade. Sua leitura do último livro “Outra Vida” trás a bela descrição de um parto. As emoções discretas de um pai, a mãe e o avô açougueiro. Rodrigo prefere personagens mais simples, de um mundo fora da classe media liberal dos artistas e jornalistas. Domingos de Oliveira leu um manifesto sobre a inevitabilidade e a dor das separações. Com humor leve, mas negro, recitou as próprias separações em número de cinco, com muita dor e soerguimento.
Afirmou que não há nada banal na vida humana e que toda separação é um alívio, pois faz parte de um bom casamento. E, de prêmio, nos informou como o amor acaba e como acabar um amor dói. Afirma que só há literatura auto biográfica e que Auto Ajuda também é literatura, principalmente em Aeroportos.
