A MP DOS GRILEIROS E A PAZ NOS CAMPOS DO SENHOR
O MÍNIMO QUE SE EXIGE PARA A PRESERVAÇÃO DA AMAZÔNIA É A TOLERÂNCIA ZERO. O RESTO É BABOSEIRA.
Desmatamento é como erosão. Começa como um filete que logo se transforma numa avalanche. Não faltam inventores do progresso para justificarem a devastação do meio ambiente. Não faltam bancadas ruralistas, nem bancas de roleta. Não faltam oligarcas armados. Não faltam representantes do povo. Não faltam exploradores travestidos em pregadores evangélicos. Não faltam GRILEIROS com armas jurídicas nas mãos sujas.
Só faltava uma MP recheada como uma empadinha. Ei-la aí, a desmoralizar ainda mais o Congresso Nacional. Abrindo portas e comportas para os grileiros, para os fazedores de deserto, para os madeireiros, para os criadores de gado em lugar errado. Isso já é demais. O Lula precisa vetar a MP desfigurada. Ainda pior do que o soneto, a emenda. Diria melhor, o remendo.
Triste o país que fica feliz com a notícia de que o desmatamento diminuiu um pouco no trimestre passado. Não existe meia honestidade, meia virgindade, meio desmatamento. Marina Silva tinha razão, o infortunado MINC também, até os ingênuos cavaleiros do Green Peace estão com a razão.
Aos criadores que de boa fé acorreram aos apelos da ditadura Militar para se instalarem no Pará, resta um acordo com a natureza e com a lei: reflorestar o percentual exigido, respeitar os recursos humanos e criar seu gado no pasto legal.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags: