iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo de março, 2009

11/03/2009 - 10:41

MEXICO ACOLHEDOR

Compartilhe: Twitter

AGUAS CALIENTES

 

Não há nada mais amável do que um hidrocaliente ou um aguascalientense, isto é, o habitante de Aguas Calientes.

O cara do check-in, geralmente um autista mal humorado, te orienta sobre como se virar num aeroporto americano, carrega a mala para colocar na balança, pergunta que lugar você prefere no avião. Enfim, coisa rara.

Nas ruas ou nas lojas todo mundo está sorrindo, feliz de viver naquele lugar. Ajudam a comprar, não te empurram nada.

No bairro da Feira, quando se chega já tem uma mesinha com tequila, de graça, verdade que numa tacinha minúscula, uma banda que te acompanha pelas ruas até o restaurante que você escolha.

Os garçons parecem lordes ingleses com sotaque mexicano. Você nem pede e já chegam as tequilas e as aguitas. Depois todos os tipos de chile, pimentas enormes recheadas com carne moída, pimenta e nozes. Os músicos tocam de Agustín Lara a músicas regionais. No fim, como aplaudi muito, o cantor me ofereceu um disco do grupo.

Os jantares foram nos museus, no teatro da orquestra sinfônica, nos pátios da cidade, enfim, no meio de uma arquitetura simples, mas de requintada estética.

Todas as casas dão para a rua, como na Espanha. A vida é coisa íntima, se passa dentro, até os jardins são reclusos. Mas enquanto o cidadão está na rua ele é só extroversão.

Não encontrei uma pessoa que não tivesse me sugerido ou convidado para voltar em abril, quando começa a feira internacional, com exposições, gastronomia, touradas durante um mês.

Não consegui guardar o nome de tantas pessoas de quem você gostaria de ser amigo.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/03/2009 - 14:04

UM ENCONTRO COM ZAPATA

Compartilhe: Twitter

TEATRO OU TEMPLO?

 

Quando entrei no Teatro Morelo em Águas Calientes, no México, senti uma grande emoção. Iria falar para 150 representantes de televisões públicas, numa língua que não era a minha, num lugar onde há quase cem anos, Zapata, Pancho Villa e tantos outros heróis mexicanos, nos ensinaram uma coisa extraordinária: que o sentido mais profundo de uma revolução não é produzir violência, mas estabelecer a paz. Pois unindo as forças revolucionárias, rivais e dispersas, naquele mesmo teatro, eles conseguiram não apenas a vitória, mas construir a paz.

Falei dessa emoção e também de um certo constrangimento que sentia.

Afinal, era mais fácil compreender o que se passou há 100 anos, e que a história nos havia transmitido, do que entender o que está se passando em baixo dos nossos pés neste começo do século XX. De fato, nós comunicadores, durante 20 anos não fizemos uma só advertência sobre o sistema que nos levaria a essa tremenda crise econômica, não tivemos a capacidade de uma analise crítica, apenas endossamos o consenso unânime de Washington.

Falei do jornalismo publico, analisei nosso Guia, e conclui falando da responsabilidade de sairmos da alienação e de produzirmos um jornalismo que não fosse simples transmissão do espetáculo da notícia, mas uma compreensão dos acontecimentos.

Por fim, com muita sinceridade, concluí que ali não estávamos num teatro, mas num templo.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/03/2009 - 04:44

A TV CULTURA NO MUNDO

Compartilhe: Twitter

FORUM INTERNACIONAL CONSAGRA MODELO DA TV CULTURA

 

Cento e cinqüenta representantes de todo o mundo, reunidos em Ciudad Calientes, no México discutiram o papel da tecnologia na nova programação das televisões públicas. Além disso, indagaram sobre a relação conteúdo-tecnologia e sobre a estrutura jurídica e administrativa das televisões.

A estrutura da Fundação Pe. Anchieta, já conhecida de muitas emissoras, foi considerada como modelo jurídico-institucional para todas as televisões públicas do mundo. Sua programação infantil é considerada modelar e os Guias da Televisão Pública levados por mim ao encontro, foram disputados por representantes de 18 universidades presentes. 

O único lugar do mundo onde algumas pessoas contestam a qualidade e a necessidade da existência da TV Cultura é no Brasil.

Umas por mera razão ideológica, outras por ignorância intelectual sobre o setor e outros ainda, por razões meramente destrutivas. 

Quarenta anos de uma existência significativa confirmam a opinião internacional.

 

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo