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27/01/2009 - 23:51

JOCKEY – UTOPIAS URBANAS

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UM ENSAIO DE UTOPIAS PARA O TERRENO DO JOCKEY CLUB

Manoel Bandeira, escreveu sobre o Jockey Club do Rio de Janeiro, este verso intrigante:

“OS CAVALINHOS CORRENDO E NÓS CAVALÕES COMENDO”

Em São Paulo, agora que estão querendo desapropriar o Jockey Club, poderiamos dizer:

” OS CAVALINHOS COMENDO E NÓS CAVALÕES CORRENDO”.

Uma das idéias é transformar o terreno mais importante de São Paulo num parque no qual a burguesia saudável iria fazer cooper. Tudo bem. Todo mundo tem direto de fazer seu cooper num parque arborizado.

Mas aquele local, espaço público por excelência, LOCALIZADO entre os bairros mais bonitos da cidade, os Jardins e o Morumbi, servido por carros, trens, ónibus e metro, deve ser pensado como o grande espaço republicano. O grande presente do estado municipal aos doze milhões de habitantes neste aniversário da cidade.

Poderia ser um parque sim, mas com atributos de equipamentos olímpicos. Poderia ser um parque sim, mas com equipamentos culturais de fácil acesso e programação constante. Poderia ser um parque ao lado de um centro de convenções da dimensão de São Paulo.

A enorme praça que é o Jockey Club poderia ser o grande ponto de encontro dessa imensa sociedade multirracial que se comunica dentro de um ” jean”  como se todos fossem iguais a voce. Por perto já temos o Ágora dos muito ricos, a Daslu, clonado no shopping da Cidade Jardim. Vamos, senhor prefeito, fazer o Ágora do cidadão normal que tem ou sonha com um emprego. Que tem anseios criativos e culturais. Que tem vontade de ver gente e ser surpreendido pelo acaso de um encontro. Que tem necessidade da estética do espaço público porque a sua estética pessoal é geralmente muito, muito modesta mesmo.

Como o espaço não dá para fazer um Central Parque, podemos fazer um presépio sem grades, onde cada dia nasça uma novidade para alegrar os cidadãos. Vamos encher os e-mails de idéias, os you tube de idéias, os blog de idéias, para que 300 milhões de reais não sejam gastos numa paisagem para os que já estão empanturrados de paisagens.  

 

 

 

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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