CICLOVIAS PARA SÃO PAULO
OS CICLISTAS DE SÃO PAULO
Ontem mais de cinco mil ciclistas se reuniram para um passeio comemorativo. Demonstraram que São Paulo gosta de pedalar. Os paulistanos só não fazem da bicicleta um meio habitual de transporte porque a cidade não deixa. Há um risco de vida muito alto. Por diversas razões. Não há as ciclovias prometidas em todas as eleições e não há educação por parte dos motoristas de automóveis e dos caminhões.
Educar é difícil, mas a adoção de punições severas contra os abusos ajudaria um pouco. Fazer ciclovias faz parte de um planejamento civilizado. A cidade tem declives fortes, mas possui áreas imensas que são planas. Do Ceasa ao aeroporto de Congonhas a cidade é plana. No alto da Paulista a cidade é plana. Nas marginais dos rios a cidade é plana. Mas pedalar nesses planos é quase um suicídio.
Uma experimentada ciclista morreu na Paulista. Virou símbolo recente do descaso público pelo assunto.
A vereadora Soninha já lidera a questão e tem condições de levar adiante sua luta. Kassab não será insensível a uma pressão para que as ciclovias entrem nas prioridades de sua gestão.
Então nós poderemos repetir os versos do poeta Vinicius, mas versos cariocas: “-Bicicletai meninas do Leblon!.”
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Agora, nesta legislatura, quem lidera o assunto de mobilidade urbana, e o incentivo do modal de transporte a propulsão humana, integrado no sistema de transporte da cidade, é o Vereador Chico Macena, autor da lei que cria e prepara nossa cidade para ter um sistema cicloviário.
Obrigado Boney. Vamos acionar todo o mundo. jorge
Jorge,
A quantidade de ciclistas na cidade de Sao Paulo e enorme. Aposto que ciclovias ajudariam, e muito, a situacao caotica do transito e da saude de todos. Abracos.
Ando de bike desde pequeno, hoje tenho 37 anos e não largo minha magrela, já tomei um belo chão na paulista num dia de chuva, o passageiro de uma van abriu a porta na segunda pista, nem teve a moral de olhar no retrovisor, me pegou de cheio e fui pro chão. Com certeza não chegou aos pés dos tombos que eu tomava quando praticava um bmx…..rs. O risco de morte é com certeza iminente sem a ciclovia, infelizmente aprendi a fazer disso minha válvula de escape, uso essa adrenalina do perigo para me sentir bem, pedalo como um louco nessa loucura. Espero um dia pedalar como uma pessoa normal, sem correr perigos, numa ciclovia. Amo bike, abraços, Adriano.