A REFORMA DO CALÇADÃO DO CENTRO
O CALÇADÃO REPAGINADO
Em almoço dos diretores da Associação Viva o Centro com o Sub-Prefeito da Sé, entre outras, tivemos a boa notícia de reforma do calçadão. A idéia-projeto vai propor uma renovação completa do calçadão como ele é hoje. Teria um piso carroçável para a circulação necessária feita de concreto. Teria uma caixa contínua de concreto para abrigar todos os serviços de gás, luz, telefone, água e iluminação subterrânea. Teria uma calçada como a da Avenida Paulista. Isso depende ainda de um projeto detalhado e um projeto de execução. O custo estimado é de 35 milhões.
O calçadão projetado por Setubal há mais de 30 anos teve sua razão de ser, como ele ainda é, tanto por razões técnicas como políticas. Havia na época um movimento de repúdio ao privilégio do automóvel, que estimulou a construção de um calçadão contínuo e radical em muitas ruas do centro velho como a Rua Direita, a 15 de Novembro, a São Bento, a Álvares de Azevedo. Os calçadões foram feitos de um combinado de ladrilho português e granito. Quase um milhão de pessoas transitava a pé por essas ruas e a aparência estética do calçadão era muito bonita.
Logo surgiram problemas. O espaço público não foi respeitado. Imensas bancas de jornal e outros equipamentos mobiliários ocuparam os espaços dificultando o trânsito de pedestres e de veículos indispensáveis: ambulâncias, bombeiros, carros de segurança de bancos, radio patrulhas etc. A instalação de condutores de fibra ótica e a renovação de outras enfiações elétricas e sanitárias, acabaram por desfigurar a combinação de granito e mosaicos. Esses se mostraram inadequados à circulação. A falta de rebaixamento para o tráfego de emergência criou um caos na circulação.
Com o novo projeto, todas essas situações ficarão bastante controladas e os materiais previstos serão muito adequados ao seu uso.
Queira Deus e o Prefeito, o projeto da Sub-Prefeitura seja executado, apesar da crise.
