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22/12/2008 - 23:10

OS ASSASSINOS DA AMAZONIA

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CHICO MENDES

 

Todo seringueiro tem um pouco de Robinson Crusoé. Vive numa imensa ilha deserta que é a Amazônia e deve descobrir por conta própria a sobrevivência. Sobreviver não é destruir. É descobrir na própria natureza todos os elementos para levar a vida adiante.

A Amazônia é esse grande desafio de sobrevivência. Na medida em que o homem sobrevive da Amazônia ele faz sobreviver a Amazônia.

A morte de Chico Mendes e o necrológio-elegia que lhe tece a companheira Marina Silva evocam na minha distância antropológica estes sentimentos de respeito.

Respeito, esta claro, sua luta e seu martírio. MAS, ALÉM DISSO, E SOBRETUDO, RESPEITO SUA LIÇÃO. Sua lição é simples: o desenvolvimento da Amazônia está em explorar a Amazônia como ela é. Aquilo não é pasto de vaca nem de pastores evangélicos. Aquilo não é serraria nem marcenaria. Aquilo não é uma imensa câmara de vereadores corruptos. Aquilo não é fazenda de uma nota só nem de um só dono.

A Amazônia é uma floresta, uma geografia exuberante que dá vida a índios, caboclos, seringueiros e cidadãos com algum sentido de honra.

A Amazônia é um grande museu de historia natural. Contem lendas e segredos científicos. Tem alimento abundante nas plantas existentes. Tem medicina ao portador de conhecimentos.

A lição de Chico Mendes é mais ou menos simples: deixem a Amazônia progredir na sua vocação.

Dispensa assassinos e moto serras.

 

 

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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