Arquivo de dezembro, 2008
30/12/2008 - 12:26
A GUERRA JUSTIFICA TUDO
Isso de denominar ataques sangrentos de guerra é uma estratégia que não engana mais ninguém, somente engana a Condoleza Rice. Essa senhora, que comanda o Departamento de Estado Americano é o que Montaigne denominava um escravo voluntário. Alguém que se subordina voluntariamente à subserviência dos interesses tiranos e se exclui da liberdade de pensar e de agir. Ao apoiar incondicionalmente os ataques de Israel deixa mais um problema para o Obama. Creio que Israel antecipou esses ataques à Gaza antes que Obama o impedisse. Agora criaram um fato consumado, expondo-se a repulsa do mundo civilizado e produzindo um campo propício ao ódio orquestrado e fanático. Não há previsão possível para o teor de terrorismo de vingança criado por esse ataque de Israel.
Todo terrorismo é um equívoco psicológico dos fundamentalismos religiosos. Neste ataque que Israel chama de guerra contra o Hamas, o equívoco é político. Até quando Israel vai querer vacinar as populações civis inocentes, contra um holocausto de que apenas os arianos ocidentais foram responsáveis e não os muçulmanos, 60 anos depois?
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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27/12/2008 - 17:34
E AINDA RECLAMAM
Um amigo próximo e bom observador esteve na Câmara dos Deputados para acompanhar a uma votação de interesse da classe artística. Ficou por lá durante umas doze horas e se espantou com o fato de que ninguém discutia o conteúdo da proposta em questão. Utilizavam os deputados todo o seu tempo nos gabinetes, para arreglar com o governo as retribuições e concessões que adviriam do apoio à proposta. Tratava-se de um bom projeto. Isso não tinha a menor importância dentro do plenário. Importante era atender aos interesses pessoais, das grandes corporações envolvidas e do governo. Isso acertado, na calada da noite e dos artifícios regimentais, a proposta foi aprovada.
Agora, o Senado e a Câmara ficam a reclamar que o Executivo envia muitas Medidas Provisórias de longas e profundas conseqüências legislativas. Reclamam das interferências do Judiciário, principalmente do Supremo Tribunal Federal em questões que julgam ser de sua alçada.
Na composição tradicional dos poderes democráticos do estado até que poderiam ter razão. Contudo a única coisa que a política não perdoa é o vácuo de poder. Vácuo exige alternativas.
O legislativo, apesar de possuir todas as condições materiais e estruturais, não quer legislar. Como legislar exige projeto, trabalho, presença e acompanhamento, melhor guardar o esforço para os “filet mignon” dos interesses. Então o sacrifício valerá a pena. E o dando-se produz o milagroso recebe-se. O Senado, em manobra manobrada, aprovava a criação de milhares de vagas para vereadores, afrpntando o bom senso e a opinião pública.
Assim, o Executivo vai mesmo mandar tantas medidas provisória quanto as achem necessárias. O STF vai assumir um papel legislativo por sentir-se não apenas responsável pelo entendimento da constituição, como pela aplicação concreta de suas normas, regulamentadas ou não.
Quem mais poderá tirar o congresso da UTI…
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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26/12/2008 - 12:31
THE DAY AFTER
Há anos comemoro o natal no dia seguinte. Foi de início uma festa para amigos com menos fé, menos credenciais na polícia política e mesmo, amigos judeus que não faziam festas em suas casas. O espírito era de um pós- natal, sem peru, sem presentes e até mesmo sem parentes. Fazíamos comidas diferentes, principalmente um arroz de pato. Com o tempo ficou conhecido como o arroz de pato da Maria.
Nos últimos tempos, quando estou no Brasil, a coisa anda mais ortodoxa. Não há mais subversivos, muita gente anda se voltando para a fé, ainda que em plagas orientais. Os judeus estão mais brasileiros do que nós, ecumênicos no altar e na mesa.
As gerações rejuvenescem o Day After, enquanto os pais se acomodam nas memórias e alguma sabedoria. Poderia fazer um brinde de natal, muito especial, a esses jovens, com outra cabe;a, que agora frequentam o day after.
O Candido Bracher, por méritos intransferíveis, tornou-se presidente do BBA e membro do conselho do maior banco do país, o Itaú-Unibanco. O Fernando, meu filho, ainda que num ano profissionalmente difícil, fez o milagre de acertar minha vida agrícola: plantou 28 mil mudas de 80 espécies vegetais da mata atlântica e, assim, compensa o desmatamento descarado da mata em São Paulo. Além disso, tornou a fazenda auto-sustentável. A Bia, nova escritora paulistana, ganhou prêmios como o Jabuti e tem a coragem de escrever sobre sua classe social, com grande categoria. O Rodrigo Bresser, jovem gestor de fundos, não caiu no conto do Madoff e dribla a crise com talento. Minha neta Gabriela recebeu da UF, Universidade da Florida, a aprovação “com louvor” por ter obtido as melhores notas em todas as matérias, todos os anos do curso.
Assim, quase pai e avô de toda essa gente, mantenho minha confiança no futuro. Não diria que tudo é marola, mas que navegar é preciso, em qualquer mar.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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24/12/2008 - 14:50
Papai Noel não teve tempo de fazer a crônica da fortuna ou do infortunio neste Natal. Está muito ocupado em preencher o universo de sonhos que invade o coração das pessoas nesta época.
Melhor. Teria que entender aquela multidão amontoada na 25 de março para cumprir o prazer ou o dever de dar presentes. Teria de ficar um hora esperando o taxi ou o mesmo, tempo para catar o próprio carro num estacionamento distante, ou ainda teria que localizar o ónibus que trouxe o infortunado comprador do interior e estacinou sabe deus onde.
Papai Noel teria que decidir se fica do lado da marola ou da tempestade. Se acreditar no presidente vai continuar comprando endoidado e dando presente aos ricos e aos pobres. Se fiar-se nas agências de ratting vai enfiar a cabeça no chão e esperar o pior. Na hipótese de ter colocado as economias no fundo do Madoff, poderá chegar ao extremo, como aquele aplicador francês. Mas Nietszche não é leitura habitual do Papai Noel.
Passou por cima ds enchentes com seu trenó voador, e pode ver as consequências da furia implacável de São Pedro, nome cristão de Jupiter. Mas tudo tem jeito, mesmo em Santa Catarina. Peguei esse flagra de conversa na minha médica. Uma faxineira conversava com a secretária e dizia: ” Fiquei penalizada com essa enchente. A pobre velha com o filho menor no colo, morto. Chorei junto”. Percebendo o tom trágico que se impôs foi logo corrigindo: -”Mas Deus é grande. Depois da tormenta sempre vem a bonança. O Brasil vai sair dessa e de outras”. E logo estava num animada conversa sobre a alegria de viver.
Um cara cujo restaurante no centro vive repleto anunciou-me que aquele era o último almoço, pois tinha fechado o negócio. – Mas isto vive cheio de cliente depois de 30 anos, como é que você vai vender? Ele me respondeu: ´-E verdade, mas no ano que vem pode estar vazio.” Percebi que nem o natal afasta o pior dos inimigos da crise: a desconfiança. Se o cara não acredita, a crise se instala como a neve, sem pedir licença.
As ruas, as árvores, as fachadas, os viadutos estão bonitos e enfeitados. A Av. Paulista é uma festa. De mau gosto, não importa, mas festa. Não há nada que o público goste mais do que o espaço público. A beleza do espaço público, bem mais bonito que sua estética de periferia. Essa é uma dívida permanente do estado ao povo de uma cidade: cuidar da linha do olhar do homem que passa na rua. É nesse foco que o homem comum se apropria da civilização.
Feliz Natal, enquanto a rua está em festa.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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22/12/2008 - 23:10
CHICO MENDES
Todo seringueiro tem um pouco de Robinson Crusoé. Vive numa imensa ilha deserta que é a Amazônia e deve descobrir por conta própria a sobrevivência. Sobreviver não é destruir. É descobrir na própria natureza todos os elementos para levar a vida adiante.
A Amazônia é esse grande desafio de sobrevivência. Na medida em que o homem sobrevive da Amazônia ele faz sobreviver a Amazônia.
A morte de Chico Mendes e o necrológio-elegia que lhe tece a companheira Marina Silva evocam na minha distância antropológica estes sentimentos de respeito.
Respeito, esta claro, sua luta e seu martírio. MAS, ALÉM DISSO, E SOBRETUDO, RESPEITO SUA LIÇÃO. Sua lição é simples: o desenvolvimento da Amazônia está em explorar a Amazônia como ela é. Aquilo não é pasto de vaca nem de pastores evangélicos. Aquilo não é serraria nem marcenaria. Aquilo não é uma imensa câmara de vereadores corruptos. Aquilo não é fazenda de uma nota só nem de um só dono.
A Amazônia é uma floresta, uma geografia exuberante que dá vida a índios, caboclos, seringueiros e cidadãos com algum sentido de honra.
A Amazônia é um grande museu de historia natural. Contem lendas e segredos científicos. Tem alimento abundante nas plantas existentes. Tem medicina ao portador de conhecimentos.
A lição de Chico Mendes é mais ou menos simples: deixem a Amazônia progredir na sua vocação.
Dispensa assassinos e moto serras.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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21/12/2008 - 17:15
ADEUS MATA ATLÄNTICA?
Quando fizemos o tombamento da Mata Atlântica, no alto da Serra do Mar a orquestra sinfônica tocou o hino nacional e nós tínhamos a certeza de que a mata estava salva, com as mais variadas espécies botânicas e zoológicas do Brasil, ainda maiores do que as do Amazonas.
O tombamento conteve a barbárie, com ajuda da população da SOS Mata Atlântica e com alguma ação policial. Isso não impediu que alguns advogados malandros, aliados de peritos e juízes inescrupulosos, fossem buscar indenizações milionárias por prejuízos inexistentes.
Preocupados com o desmate intensivo da floresta amazônica, nem percebemos que a Serra do Mar, estava sendo devastada pelas bordas e pelo miolo. As estatísticas nos mostram que no último ano o desmatamento subiu de 4ª hectares para 400. Isso é uma vergonha numa geografia tão próxima da fiscalização, do IBAMA, do Governo Estadual, das ONG e de toda a sociedade.
Vamos tocar o hino nacional de novo, no alto da Serra, se for necessário. Vamos mobilizar a sociedade civil e pública para reduzir a zero, em 2009, o que resta da mata em todo o Estado de São Paulo.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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20/12/2008 - 18:50
A CAMORRA DOS ESTACIONAMENTOS
Fui assistir ao filme de Matteo Garrone, GOMORRA, premiado em Cannes. Paguei 12 reais pela meia entrada, devido à minha maturidade. Almocei no Bistrô do Reserva Cultural, um ótimo restaurante francês e paguei pelo Farfalle com Tomates Frescos, 19 reais o prato. Depois, vejam o absurdo, paguei 24 reais pelo estacionamento no Multipark da Avenida Paulista. Já nem precisaria assistir ao filme da camorra, depois de ser assaltado pelo estacionamento.
GOMORRA.
Vamos ao filme, propriamente dito. Gomorra não é uma denúncia à máfia italiana, mas uma demonstração de como ela funciona. Demonstração parecida com os filmes de Fernando Meirelles. Gomorra não tem um trilha fácil de acompanhar, porque cada personagem é muito importante, ainda que numa única contextualização. O capo, com sua garganta roca, seus sobrinhos, com crises de realismo e consciência, os peões, serviçais temerosos do poder, as vítimas sempre assassinadas e os menores, todos confundidos na trama violenta. GOMORRA é uma tragédia grega, pois todos os destinos estão traçados de antemão. A vida e a morte tem o mesmo sentido, no desempenho desse destino. A única diferença é que o coro grego do filme de Garrone não está na tela, está na audiência da televisão, nos leitores dos jornais diários, no público do cinema que está assistindo ao filme. O público somos nós, impotentes diante das estatísticas que o diretor exibe no fim do filme, como a vingar-se do próprio roteiro que dirige.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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19/12/2008 - 09:12
Finalmente, depois de 50 dias libertaram a perigosa pichadora da Bienal.
Outros perigosos pichadores das bolsas de valores e dos bolsos públicos continuam soltos e livres, num indulto de natal permanente.
Os prestamistas das Casas Bahia continuam com índices muito baixo de inadimplência, o que revela que devedor pobre brasileiro é muito sério e paga suas prestações com regularidade.
As empresas de coleta de lixo e varreção continuam relapsas. Hoje, com perspectivas de grandes chuvas, a Alameda Pamplona estava imunda, cheia de sacos plásticos e papelão solto or toda a parte. A noite os bueiros estarão entupidos e os emnpresários do ixo tomando champagne reciclada.
Bonito enfeitar ruas , árvores e praças públicas no Natal. A única estética do pobre é o espaço público.
A 25 DE MARÇO está repleta. Mais de um milhão de pessoas no sábado passado. Isso porque ali se pratica a lei do mercado, apesar do IPI, dos juros, das multas. Vende-se barato porque se vende muito. E vende-se muito porque vende-se barato. Barato, no Brasil, quer dizer preço justo, porque o resto é exploração.
O cara foi comprar um Mercedes em Maiami. O vendedor pediu 60 mil dólares por um carrão incrível. Quando ia saindo , sem comprar o carro, o vendedor correu e ofereceuo carro por 38 mil dólares. Nos Estados Unidos um Mercedes está mais barato do que um Corolla no Brasil.
A responsável pela Ação Local Alvares de Azevedo monta todos os anos no Largo da Misericordia uma barraquinha com Papai Noel para tirar fotos lindas dos pedestres. Este ano já tirei a minha junto com o presidente da Viva o Centro, Marco Antonio Ramos.
Aumentou consideravelmente a entrega (delivery) de chopp gelado depois da lei seca. As motos voam, para que os apreciadores não se arrependam. Aviso: ” Não dirija se estiver alcoolizado” .
A Avenida Paulista está em festa. Concertos de Natal no Bradesco. Presépios nos Bancos maiores. Acarajé aos domingos, em barracas cheirosas. Aratesanato da melhor qualidade ao lado do parque e antiguidasdes caras em baixo do MASP (há trinta e oito anos).
Se houvesse segurança esta cidade inteira seria uma festa, porque o paulistano, apesar da fama, é muito alegre, quase tão alegre quanto os baianos.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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18/12/2008 - 15:42
MADOFF – AS LIÇÕES DA EUFORIA E DO CAOS
Glorinha Kalil costuma dizer que é incrível a ingenuidade dos homens cinco minutos antes da tragédia. Eu posso parodiar dizendo que é incrível a ingenuidade dos homens diante de uma aplicação financeira. Mesmo os profissionais aplicam na onda, na ganância da maré alta.
Um malandro americano, ex-presidente da NASDAQ, montou um fundo de 50 bilhões de dólares. Inebriou o investidores, os principais deles instituições ou banqueiros altamente profissionais.
Só de brasileiros houve mais de três bilhões aplicados no fundo de Madoff, que sempre anunciava rendimentos acima do que a credibilidade recomenda. Um Hedged Fund sem acesso aos números, o que no Brasil seria impossível, pois todo fundo deve ser explícito, transparente, com acesso universal. O de Meldoff era, então, um Fundo Caixa Preta. O Santander, um dos maiores bancos do mundo, colocou seu próprio nome nesse fundo de terceiros, como, aliás é habitual e teria levado clientes a prejuízos da ordem de 3 bilhões. O Sinergy, de aplicador ortodoxo e competente como Jorge Paulo, teria aplicado 15% de seu próprio fundo na sirene de Maldoff. O Safra vendeu fundos de Madoff. O Estadão refere-se a um infortunado aplicador brasileiro que está tentando reaver do Madoff, 15 milhõies perdidos em seu fundo. A única coisa que Madoff disse a um seu amigo ilustre, Speilberg, foi : – I am so sorry!!!
Isso me leva a duas conclusões de leigo absoluto na matéria:
Na hora da euforia, a confusão e a incompetência igualam-se à confusão e à incompetência do caos.
Em matéria de controles do sistema financeiro, o Brasil é um dos países mais sérios e melhor regulado do mundo.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
Tags: madoff e os brasileiros
17/12/2008 - 22:16
Tudo bem. A Bienal acaba. As reflexões terão sido produtivas. A gestão futura deve tomar seus cuidados intelectuais e administrativos e a próxima Bienal poderá voltar aos trilhos de uma civilização pós crise.
No mundo, o pândego do Madoff pagou suas fianças de 10 milhões e está livre, apesar de ainda não ter avalistas para a mesma, depois de ter acarreta prejuizos de 50 bilhões de dólares.
Aqui, os juizes e delegados que acusaram o Dantas estão em difícil situação. Transferiram para a forma da investigação o interesse pelos conteúdos criminosos. Banqueiros soltos e delegados na algema moral.
Promotores assassinos viram quase réus de legítima defesa.
Só a pichadora do vazio da Bienal está em cana. Não há habeas corpus que vingue. O prédio é tombado e o crime de lesa parede é inafiançável. A noviça das artes, rebelde, ficará na cadeia até e durante as próximas bienais.
Diante de tanta palhaçada, ficamos com vergonha de exaltar a inteligência. Talvez um pouco de burrice fizesse bem.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
Tags: pichadores eméritos
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