ROBERTO MINCZUK E A OSB
ROBERTO MINCZUK
Quando Roberto ganhou o Prêmio Eldorado de Música, com seu difícil instrumento, a trompa, eu era Secretário da Cultura do Governo Montoro. Assisti a interpretação do jovem de 19 anos maravilhado como os expectadores que o consagraram. No dia seguinte, seu pai, regente da Banda Sinfônica da PM, solicitou-me que ajudasse Roberto a ir para Nova York, pois precisava de uma Bolsa de Estudos na famosa escola de música, a Julliard. Conseguimos a Bolsa e creio mesmo que até o governador teve de autorizá-la.
Minczuk foi para a Julliard e o sucesso foi completo, não apenas como trompista (tocou na Orquestra Filarmônica de Nova York) mas, sobretudo, como estudante de regência. Recém formado, tornou-se assistente de grandes maestros. Mais tarde veio para São Paulo e participou ao lado de Neschling da reconstrução da OSESP, como assistente do mestre. Após algumas desavenças com Neschiling, Roberto, já então maestro consagrado no Brasil e reconhecido por outras grandes orquestras do mundo, foi convidado para o trabalho de reerguer a tradicional OSB, Orquestra Sinfônica Brasileira, do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. E lá andou trabalhando com sucesso e ótimos resultados para a OSB.
Há alguns dias soube que os músicos fizeram um motim contra seu comandante e pediram sua cabeça. Confesso que fiquei chocado e muito triste. Roberto tem mais do que talento. É um gênio musical. Com a obstinação de crente, tem energia e doçura. Sua disciplina é feroz. Apesar de jovem, tem o dom da autoridade e a estética do gesto. É um maestro precocemente completo. Compõem em plena juventude, o que só na maturidade se consegue.
Não sei como a coisa ficou. Sei apenas que fui vê-lo reger a OSB na quinta feira, na Sala São Paulo, num concerto patrocinado pelo BBM, o banco descendente do velho Clemente Mariani. Ao terminar a execução do Guarani de Carlos Gomes, após um belo recital da soprano Rosana Lamossa, Roberto foi aclamado, juntamente com a OSB. Cumprimentou a orquestra com as duas mãos levantadas e cumprimentou os músicos pessoalmente.
Deu-nos a impressão que se tratava de um momento indissolúvel.

JCL, peço sua permissão de apresentar um comentário que não condiz com os outros que estão apresentados na tela.
trata-se do assunto …
DIREITOS HUMANOS
É uma matéria que tem como base a Declaração Universal tão importante para a nação e manutenção de um estado democrático, quanto os demais direitos, como o penal, cível, tributário, etc.
A doutrina ora empregada e sua execução dentro de certa parcialidade, é o principal erro, quando discrimina as classes sociais, geralmente posicionando-se contra as ações policiais, que tem seus excessos, é claro, sem levar em consideração que os policiais vêm do mesmo meio que fazem parte os menos favorecidos, os mesmos que defende, pois, são raros os que possuindo uma formação superior ingressem aos quadros básicos de prevenção e combate ao crime. As vítimas de violência praticadas por marginais, são totalmente ignoradas. (A imagem dos criminosos são evitadas pela mídia, cobrindo seus rostos, impossibilitando o reconhecimento por outras pessoas).
Os vencimentos tão baixos (de dois salários mínimos) dos soldados e investigadores, não são suficientes para persuadir um ser humano normal a por o peito na frente de bala na repressão ao crime, hoje tão corriqueiros, que só o fato da passagem de um veículo ocupado por marginais por uma viatura, é o suficiente para que os próprios iniciem um tiroteio contra os policiais, sem levar em conta o perigo que oferecem aos cidadãos que nada têm com isso ou causando acidentes de trânsito (pois os veículos que ocupam não são de sua propriedade, é roubado) e dependendo do local, há quem testemunhe que ”a bala saiu da arma que o policial portava” ou ainda fazendo uma barricada humana para proteger os fora-da-lei. Isto, porque as quadrilhas organizadas prestam aos menos favorecidos, as obrigações o que o Estado, pela ausência e omissão do que teria como dever. Daí a predominância dos criminosos a ponto de não permitirem sequer a presença das instituições nas áreas de seus domínios (por exemplo alguns morros do RJ).
Essa situação foi crescendo, tomando forma e motivada também por essas omissões é que hoje temos um estado dentro do outro, onde o ilegal se sobrepõe, inviabilizando que os DIREITOS HUMANOS sejam colocados de forma correta.
Tão injusta é a execução dessa doutrina, que quando um ou mais policiais são feridos ou mortos, nenhum agente das organizações defensoras desse direito se manifesta a respeito, como se o POLICIAL NÃO FOSSE UM HUMANO! Nos países de cultura mais aflorada, o policial é CONSIDERADO AMIGO DA POPULAÇÃO. Aqui nem o bombeiro de longa tradição pelos bons serviços prestados, nesses casos tem o merecido apoio de tais agentes.
O crime tão banalizado, fez com que a falta de segurança pelo Estado, provocasse a contratação de segurança particular pela classe mais abastada da sociedade, tanto que seu efetivo ultrapassou o número de pessoal da segurança institucional. Não obstante, vemos a quantidade de viaturas de segurança particular, equipadas com sinais luminosos (giroflex) e sirenes e funcionários uniformizados, (até com semelhança à polícia), uma força privatizada. Além disso, as fortunas gastas com equipamentos modernos, como sensores, câmeras em circuitos fechados, detectores de metais, identificadores diversos, etc. etc., mostra claramente que a criminalidade ultrapassou e muito, a capacidade de combate apresentada pelo Estado e mesmo assim, ainda temos presos que de dentro do presídio, ”comandam” atos criminosos praticados fora deles.
No estado mais rico da nação, tivemos uma mácula registrada por todos os países do globo, quando policiais confrontaram-se à tiros, reivindicando um reajuste que há 14 anos não havia.
O Estado tem de oferecer muitas coisas boas, tanto para o povo como também aos funcionários da Segurança Pública para tentar apagar essa mancha, pelo menos tentar, pela repercussão que teve.
Pior, a criminalidade atingiu as representações populares, é só ver o número de políticos presos no exercício de suas funções.
Querer atribuir aos funcionários que diretamente exercem suas funções in-loco, pelas falhas e deficiências (seja até de planejamento) administrativas do Estado, é promover uma injustiça, não digo que não devam ser responsabilizados por atos que pratiquem deliberadamente, não é isso, mas, que sejam alvo de melhor atenção com atitudes que olhem para os dois lados, caso contrário, poderá causar o desinteresse total pela causa pública e isso é muito ruim. Hoje, poucos são os policiais que se deslocam de suas residências para o trabalho (e vice-versa) ostentando o uniforme e isso já é uma omissão, pois, não sendo reconhecido como tal, não se obriga de imediato tomar qualquer providência em ocorrências que deparar, VEJAM A QUE PONTO ESTAMOS CHEGANDO!
Não quero falar sobre políticos corruptos, mas, no meu entendimento é tão ou mais perigoso que qualquer delinqüente, pois, pelos seus atos danosos à nação, tira o pão e o leite da boca das crianças – impossibilita assistência médica, matando aqueles que dela necessita; ausentando o serviço de saúde não informando ao jovem sobre os riscos que corre usando drogas, (alguns até defendendo o consumo), etc. – diminui a possibilidade de educação de todos, gerando toda ignorância, responsável pela desinformação individual e familiar, o que causa até a prostituição infantil, quando se tem notícia de que uma mãe ignorante, entrega com as próprias mãos a filha a tal finalidade. – proporciona também a deformação de caráter até naquele que NELE se espelha pelos seus MAUS exemplos. DEVERIAM SIM OS REPRESENTANTES DOS DIREITOS HUMANOS SE ATEREM A ESSES PONTOS
TÃO IMPORTANTES E TÃO VIOLENTOS QUANTO A OUTROS FATORES.
É ISSO!