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Arquivo de agosto, 2008

10/08/2008 - 23:24

O NOVO FILME DO JABOR

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JABOR REMEMORA O RIO GLORIOSO DOS ANOS 60

Tive a felicidade, num exílio nacional ameno, de viver no Rio no começo dos anos 60. Eu e minha mulher, estávamos recém casados e fugindo da PM e da turma do Mackenzie, que nos considerava perigosos comunistas, para o Rio de Janeiro, que era lindo. Exilados de esquerda, com alguns recursos, para disfarçar fomos morar no Copacabana Palace, até mudarmos para Ipanema. Tínhamos amigos paulistas, emigrados por outras razões, o Hugo Celidônio, pioneiro dos restauradores de vanguarda e o Ricardo Amaral, perseguido pela CCC. No Rio tinha meus mais ilustres amigos, o Candido Mendes, o Cícero Sandroni, hoje presidente da Academia Brasileira de Letras, o Jabor, com o qual montei a Filmindústria e produzimos o OPINIAO PÙBLICA, o Cacá Diegues, o Antonio Calmon, o Serginho Bernardes, o Miguelzinho Faria e a grande pintora Tereza Simões Correa, casada com o Jabor. Incrível, conviver com um grupo desses. Todos egressos do CPC e de irradiante inteligência. Conseguiam, em pacto com o Rio de Janeiro, produzir a cidade mais alegre do mundo, apesar da ditadura. O aterro redesenhava a paisagem urbana, enquanto Lota se imolava em amores e sacrifícios políticos. Lacerda, em que pesem as divergência políticas, foi o maior governador que passou por ali, desde a vinda da família real. Ipanema regorgitava de canções e de esquinas onde passavam garotas de Ipanema e leõezinhos á Caetano Velloso. Ia-se a pé aos teatros e aos espetáculos de protesto.Carcará, Opinião, a editora de Fernando Gasparian, tudo se confundia com as curvas do violão de Nara Leão, para desenhar o novo coração de Copacabana. O Rio não era só Jobim e Vinicius, mas o que eles simbolizavam. ” Bicicletai meninas do Leblon” conclamava o poeta, siderado em coxas e mulheres gostosas.
Pois bem , 17 anos depois de seu ultimo filme, Jabor vai fazer um filme disso aí., desse Rio inesquecível. Já tem orçamento, caro, mas indispensável, cerca de 9 milhões. Já escolheu atores que vai convidar, um deles o melhor da nova geração, o Wagner Moura. Já tem idéia, roteiro e, como tudo que faz, prepara obra, prima entre os pares de outrora. Começa a filmar em novembro e eu já estou ansioso , pois só a memória sublimada em arte tem a devida consistência.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/08/2008 - 12:41

A CLASSE MÉDIA NÃO VAI AO PARAISO

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A CLASSE MÉD9IA JÁ É MAIORIA NO bRASIL

Quando eu era criança havia em São Paulo uma respeitável classe média composta de profissionais liberais, de membros do poder judiciário, da política, do professorado, de médios comerciantes e pequenos industriais. Faziam parte da grande sociedade e, mais do que isso, imprimiam um caráter ético e intelectual à mesma. No centro da cidade conviviam com camadas da aristocracia paulistana, do café, da industria, do comércio e mesmo dos setores financeiros. O centro era uma espécie de território de convergência, pelo comércio, pelos equipamentos culturais e artísticos e pelos bares e casas de chá, muito em voga no período. jÁ na SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, o centro velho foi invadido por camadas populares, de imigrantes e de negros, sobretudo na rua Direita. A cidade pequeno burguesa mudou-se para o outro lado do viaduto, na Marconi e na Barão de Itapetininga, com seus bares, casas de chá, com o Mappin e o comercio fino. Mas o principal foi que uma parte dessa burguesia enriqueceu com a guerra e as oportunidades de comercio e produção industrial, seja com a poupança dos imigrantes, a fortuna dos quatrocentões e os capitais internacionais. A aristocracia se escondeu no país e na Europa
e a classe média ficou meio solitária, entre o proletariado emergente e os quatrocentões fugidios. Ate então essa classe havia produzido os artistas, os acórdãos judiciais, as grandes aulas na universidade e no ensino secundário impecável, os funcionários públicos de grande competência técnica e alta moralidade, os cientistas. Dessa classe médioa sairam de Mario de Andrade a Antonio Cândido.
Hoje, a classe media é apenas uma estatística balizada pelos índices de renda familiar. Perdeu o lugar e o brilho na sociedade, mas ainda desfruta de alguma capacidade de participar dos prazeres da metrópole.
Por isso mesmo, as estatísticas comemoram o fato de que a maioria das famílias brasileiras que atingiram um padrão salarial acima de mil reais por mês, entrou na gloriosa classe média. Entrou, mas entrou pelas portas do fundo. Receberam a carteirinha mas nenhum dos seus privilégios. Uma cidadã da periferia, nessas condições, e consultada por um jornal diário, afirmou que não estava muito orgulhosa de participar dessa classe média, porque nunca tinha a um cinema e não tinha condições de ir só porque o IBGE a tinha mudado de classe social.
Assim é que nem a classe media mais tradicional irá desaguar no paraíso e muito menos a classe média emergente, ali colocada por força dos números e não da evolução social.
O Brasil oferece reais oportunidades mas continua uma farsa.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/08/2008 - 19:15

INAUGURADO HOJE O MIS NA AVENIDA EUROPA

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AS LIÇÕES DO NOVO MIS

Se há uma coisa que não precisa ter fronteiras é um museu. Assim, a abertura do muro entre o MIS e o MUBE, dotando São Paulo de um dos mais belos jardins do Jardim Europa já é um fato auspicioso.
Por outro lado um museu de imagem precisa ser capaz de registrar imagens, editá-las e guardá-las adequadamente. Museu de som também. Pois agora o MIS está bastante equipado para fazê-lo. Dispõe de equipamentos da ” Apple” de última geração, salas de projeção, de produção e montagem e espaços para seminários, porque a outra missão de um museu é promover a reflexão específica.
A nova arquitetura do MIS é de uma qualidade funcional. Os espaços maiores e mais adequados sem a perturbação da luz exterior. Lá pode-se promover tanto exposições como exibições de instalações eletrônicas. O auditório foi depurado de seu mau estado acústico e uma nova sala de projeções foi instalada. A Imprensa Oficial vai instalar sua livraria e só fica faltando um bar e um restaurante, já previstos no projeto arquitetônico. O MIS se recupera no momento em que todos os sonhos que sempre cercaram o museu encontra verbas, vontade política e boa gestão.
Muitas vezes penso que não basta um projeto cultural. São necessários projetos pontuais capazes de restaurar a dignidade dos espaços. Da mesma forma que não pode haver hospital degradado também não podemos abrir ou manter espaços culturais despidos de sentido e de equipamentos.
Felizmente na Avenida Europa se faz um prédio belo erespeitável que não seja destinado aos carros importados.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/08/2008 - 15:44

CHINA OLÍMPICA

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OLIMPÍADA CIVILIZA.

Todo o mundo, por certo, se admirou com a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim. Uma grandeza de harmonia e de ordem produzindo uma certa estética da organização. A opção pelo percurso histórico seria óbvia tendo em vista a monumentalidade de sua história. A China foi a maior nação do mundo há um milênio e conseguiu inventar quase todas as coisas que definiram o mundo moderno: o papel, a impressão, a pólvora e o uso do cobre.
Há uma crítica justa de que a China não apresenta a face mais democrática, deformada pelas perseguições, pelo Tibete e pelo aparato policial sempre disposto a surrar os adversários como fez com os jornalistas japoneses.
Há mesmo pessoas que consideram que a China não poderia patrocinar uma Olimpíada enquanto o país não se enquadrasse numa verdadeira democracia.
Isso é um exagero. Que nação estaria isenta de culpas democráticas para realizar uma olimpíada na plenitude da democracia? Por acaso os Estados Unidos de Guantânamo e do Iraque? Por acaso o Brasil da violência e da miséria consentidas? Por acaso o Irã das armadilhas atômicas? A Rússia, da Geórgia e da corrupção? A Itália, do Berlusconi e da discriminação racial?
Creio que qualquer nação que possa realizar uma olimpíada tem o direito de pleiteá-la, como o Brasil está pretendendo.
Uma olimpíada não se faz em países puros, mas ajuda a saneá-los, a torná-los mais fraternos e universais. No mínimo ajuda torná-los menos inconscientes. Até na Alemanha de Hitler, Goebels não conseguiu impor sua pérfida estratégia de marketing. Os negros americanos deslustraram as pretensões hegemônicas do atletismo alemão.
Uma Olimpíada civiliza. Civiliza os de dentro e os de fora.
A China que até bem pouco mais nos parecia um bairro chinês de São Francisco, hoje,e percebemos isso na transmissão ao vivo das Olimpíadas, se revela como grande potência, em vias de tornar-se a maior nação do mundo, demográfica e economicamente.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/08/2008 - 10:27

BRASIL; ENTRE O PROGRESSO E A CIVILIZAÇÃO

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VAMOS SER UMA GRANDE POTÊNCIA

Quaisquer que sejam o sucessor de Lula e o sucessor do sucessor de Lula, o Brasil será uma grande potência em mais vinte anos.
A economia se estabiliza por conta das vacinas aplicadas por Fernando Henrique e dosadas pelo Lula. A boa conjuntura internacional dos últimos anos consolidou essa demarragem. A classe operária está virando classe média. Os produtos básicos que o mundo necessita, para comer e para funcionar, estão aqui.
MAS, não podemos confundir progresso com civilização. Uma grande potencia terá sempre soberania, expansão e poder. O progresso poderá garantir um razoável padrão de vida para a população. MAS, se isso for feito na base exclusiva do progresso, nada pode garantir de que haverá um equilíbrio interno e internacional. Sabemos como os poderosos confundem aliados com súditos em toda a geografia da política. Clovis Rossi tem tratado disso com muita sabedoria e até mesmo sem o rancor que ás vezes o invade.
Equilíbrio exige a mesma oportunidade de crescimento cultural. Se todas as camadas da população não puderem se educar com os mesmos utensílios pedagógicos, nunca haverá equilíbrio. Se os cidadãos, por serem pobres, baixinhos ou negros não tiverem as mesmas oportunidades de emprego e de empreendimento não haverá equilíbrio. Enquanto for melhor aplicar no overnight do que numa industria não haverá equilíbrio.Enquanto o lazer for privilégio de uma só camada, o desprazer da vida vai gerar um desequilíbrio insuportável. Enquanto não se respeitar os vizinhos do muro e da fronteira não haverá equilíbrio.
Tudo isso parece óbvio e acaciano, tanto que pode parecer um desperdício de blog. MAS, a enorme euforia produzida por esse pequeno avanço do Brasil, sem que as grandes injustiças sejam minimamente corrigidas e as pequenas oportunidades sejam minimamente concedidas, no máximo nos poderá levar a ser uma nação rica. E, de riquezas mal conduzidas nós já estamos fartos. Basta avaliar os EUA de Bush.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
05/08/2008 - 18:22

SILVIO LUIZ BRESSER PEREIRA

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O DOM DA VIDA

Silvio e Luiz Carlos são os amigos mais antigos que a longevidade me proporcionou. Quando éramos bem jovens lancei meu primeiro livro de poesia e pedi que os compradores fizessem declarações num livro para os convidados. Num arroubo adolescente Silvio escreveu: Ao Jorge, amigo que eu admiro e invejo. Pois hoje, em seu velório, face ao semblante tranqüilo de um renascentista do século XVI, posso afirmar com segurança: é o Silvio o amigo que todos admiramos e invejamos, não eu.
Silvio tinha o dom da família. Enquanto grande parte da humanidade se encarrega de desunir o que é inseparável, Silvio sempre se encarregou de unir as coisas divididas. Teve duas vertentes de família e unificou-as numa única. Sua morte é um inventario de harmonias.
Silvio tinha o dom da vida. E vida quer dizer: se expressar e se alegrar.
Desde cedo, enquanto seu irmão indagava, como um bom socrático, ele afirmava. Sabia tudo que estava a seu alcance, até administrar um jornal com 18 anos de idade. Não foi a toa que ajudou o Abílio, seu melhor amigo da FGV, a criar um império. E, quase ao fim, foi até banqueiro. Mas sabia ajudar os amigos, nas crises humanas e políticas. Sabia tudo de política, de economia e até dessa tecnologia quântica que nos auréola o vazio da inteligência.
Desde cedo, sabia aproveitar a vida. Seu, então, quase sogro argumentava em silêncio: é um socialistinha de MG conversível. Gostava da vida. Inaugurou a primeira sauna nos trópicos. Sempre desenhou na agenda algumas orlas náuticas e mesmo, uma quinzena antes de morrer mergulhou nas orlas do Adriático. Gostava sim de viajar: inventou uma estação de ski brasileira em pleno EUA: Aspen. Gostava de música a ponto de promover audições quinzenais de música clássica, sob orientação e aulas do JJ Moraes, seu amigo antigo. Nunca fez nada disso sozinho. Sua família e seus amigos que o digam. 60% dos suchi que comi na vida foram em sua casa.
Até o fim soube respeitar a morte. Durante os nove anos em que o mal se acomodou em seu corpo, o bem iluminou seu espírito. Nunca reclamou de nada, mas conquistou cada minuto de vida. Quando todos o imaginavam por terra, se alçava com alguns recados de coragem. Fez a descida heróica e penosa de uma escada íngreme para proporcionar à filha um casamento inteiro. Quem não se lembra?
Por isso estava tão sereno em seu leito de morte, antes de incendiar-se na eternidade. Por isso nos dá inveja. Inveja da vida.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/08/2008 - 13:00

GILBERTO GIL E GERALD THOMAS

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O SAGRADO DIREITO DE ELOGIAR

Gerald Thomas, colega de Blog no IG, buscou desqualificar meu Blog sobre o carisma e a competência de Gilberto Gil. Utilizou-se, para tanto, de uma dialética vulgar, desmoralizar o interlocutor para desqualificar suas idéias. Pelo fato de eu estar sorrindo e de gravata identificou-me como um bancário ou um dentista, profissões que ele deve considerar as mais reles, no mundo do trabalho. De fato não tenho a expressão pungente de um John Lenon nos trópicos, guardo a cara que Deus me deu. Gerald diz não me conhecer,o que não é difícil, mas afirma categoricamente que não sou artista, apesar do Curriculum, ao lado do blog , enunciar todas as minhas publicações como poeta e romancista.
Gerald Thomas é conhecido, tem algumas produções de notável criatividade e imaginação além de uma grande capacidade mediática de vender seu peixe aos fazedores de opinião.
Pena que tudo o que critica em Gilberto Gil seria apenas a desconsideração do ministro para com o teatro em geral e o seu teatro em particular, defendendo uma corporação, dentro do imenso painel de atividades que o MINC envolve. O que Gil tentou foi uma revisão da Lei Rouanet para que sua verba, paga pela população, seja encaminhada no interesse cultural da mesma e não de empresas do setor privado. E todo mundo acha que aquela lei deve ser revista.
Gil é um grande artista, dentro e fora dos palcos. Os que me atacaram no blog aberto e democrático, realmente me conhecem pouco. Nunca fui puxa saco de Lula nem de ninguém, por isso mesmo minha vida pública nunca foi muito fácil. Fui um dos inspiradores da criação do PSDB, com Montoro, mas deixei a militância política desde que tornei-me dirigente de meio de comunicação, pois não acho compatível exercer simultaneamente os dois púlpitos. Nenhum interesse pessoal prevalecerá jamais sobre minha ética. Emitir opinião favorável a Gilberto Gil é um livre exercício de minha convicção como de minha liberdade de expressão. Os insultos, os rancores ideológicos e os preconceitos sociais não me impedirão de aplaudir o Gil, tanto na vida pública quanto na vida artística.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
03/08/2008 - 21:12

VIVA BELÉM

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O GRÃO PARÁ

É sempre empolgante uma visita a Belém. Aquela baia de mar em pleno rio. Uma cidade que cheira um passado resplandecente. Uma cultura local que insiste em ser universal. Uma gastronomia forte. Creio que no Brasil há três gastronomias locais relevantes: em Minas, na Bahia e no Pará. O resto são comidas, muito boas mas comidas, nem sempre nossas. O Pará tem danças que nos foram servidas. Uma delas, o lundum, é uma dança erótica, de tal sensualidade que foi proibida solenemente pela santa inquisição no começo do século XIX. Nela, dançando, os homens tem que seduzir as mulheres e vice versa. O requebrado recíproco foi a primeira exigência na historia feminista de um país machista.
Belém teve belos projetos culturais realizados pelo governo tucano, as docas, o hangar, as garças. Tem uma TV pública corajosa, recuperada pelo governo petista, que recuperou da Liberal seus transmissores no distante interior de seus municípios, e multiplicou a potência de seu transmissor central.
Sem falar da Fundação Goeldi, antiga, tradicional e sempre atualizada, temos o Bosque Rodrigues Alves, um pedaço inteiro da mata amazônica, cercado em pleno perímetro urbano, em uma de suas avenidas principais. O bosque é pura floresta, mas não deixa de mostrar o espírito colonialista que sempre nos dominou, foi concebido por Rodrigues Alves, como um novo Bois de Boulogne, do qual imitou apenas uns quiosques, uns coretos e uns laguinhos artificiais. Mas, apesar da inspiração o bosque é maravilhoso. Lá a gente vê de perto a atrocidade de alguns monstros do progresso, detentores de serras elétricas e tratores gigantes, derrubando árvores de 45 metros de altura.
Há também uma cidade abandonada dentro da cidade inteligente. Logo atrás das Docas, a cidade antiga tem azulejos despencando das paredes, ruas sujas e construções novas horríveis. As avenidas são bonitas e largas, mas as construções relaxadas. Olhando a cidade do alto de um mirante, local onde se preservam garças, poderíamos dizer que uma dúzia das grandes empresas que exploram riquezas no Pará, poderiam criar um ” Viva Belém” e recuperar a cidade. Falta pouco, mas sem esse pouco a erosão urbana será inevitável.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
01/08/2008 - 15:52

AINDA O NOVO FORUM DAS TV PÚBLICAS

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De fato foi aprovada na Assembléia da ABEPEC moção autorizando a diretoria pleitear a realização nacional de um Novo forum da TV Pública. Quem votou a proposta foram os associados da ABEPEC, por unanimidade, e não as pessoas presentes, como afirmei ontem. Tereza Crivinel esteve na sessão que aprovou o projeto e não foi subscritora pessoal do mesmo, apenas aquiesceu com o decidido.
Foi também aprovada moção apoiando a Conferência de Televisão a ser realizada na Bahia. Ficou claro que nenhuma dessas reuniões deverá ter carater de revisão da politica de comunicação do governo, consumada com a criação da EBC.
A próxima Assembléia da ABEPEC será realizada em novembro em Santa Catarina.
:encia

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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