E QUANDO A CHINA COMEÇAR A BEBER VINHO?
Quando você passa pelos vinhedos da Bourgogne, e confere as marcas de vinhos, que estão sempre onde não estamos, certamente vai surpreender-se com o fato de que os melhores vinhos são produzidos em sítios muito pequenos. No Brasil estamos acostumados com essa unidade que é o alqueire, e qualquer produção de uma comoditie responsável é realizada em áreas de mil e mais alqueires. Assim, quando se vê que o melhor vinho do mundo o Romannée Conti é produzido nuns modestos hectares, quase não acreditamos. Os champagne também, na região de Reims, ocupa, cada marca, uma pequena encosta ensolarada.
Perguntei-me e a alguns produtores franceses o que vai acontecer quando os chineses começarem a tomar vinho francês, como hábito, e deixarem de consumir aquele horror que denominam vinho nacional e é servido em todos os banquetes.
Não se tem a resposta, mas já se constatou que a importação atual de champagne pela Rússia e pela China desequilibrou o planejamento da exportação do produto. Os franceses não querem desapontar seus consumidores tradicionais, principalmente os americanos e os ingleses.
Mas isso vai ser bom para os produtores de bons vinhos em outras regiões do mundo, pois somando-se a produção do Chile, da Argentina, da Nova Zelândia, da África do Sul, dos Estados Unidos e dos outros países da Europa, é possível que a produção globalizada
seja capaz de suprir as necessidades da China. Isso, se não introduzirem o bafômetro por lá, depois das olimpíadas.

Suas mensagens destilam uma inteligência ímpar. Muito embora, nas entrelinhas deixam transparecer um quê de renomados escritores e cronistas da minha preferência, que são Millor Fernandes/Arnaldo Jabor.Parabéns .