HAMLET NUM PAÍS TROPICAL
Não há nada mais atual do que Hamlet.
A peça contempla a questão da traição, do poder, do erotismo e da violação do sentimento humano. Claro que há em Shakespeare um universo ainda mais amplo do que essas circunstâncias óbvias. Mas é com obvio que se constrói a realidade política e social.
Em Shakespeare há sempre dois amores: o amor erótico e o amor sublime. Ambos conduzem à tragédia, como se o amor não fosse uma dádiva da construção mas um elemento da própria destruição. O universo de Shakespeare parece concentrar-se nas cortes, espaço simbólico da realização e condução dos destinos.
Hoje, o espaço do poder republicano tem cenários múltiplos, cada um dos poderes com suas próprias vestes elizabetanas. Só as ditaduras latino americanas concentram a tragédia ou a comédia nos palácios do governo. Os mais shakespereanos dos políticos no Hemisfério Sul, Getulio Vargas e Salvador Allende consumiram-se in loco. Os mais ridículos saíram por ai, com a faixa no peito e o dinheiro na Inglaterra.
Nos governos modernos, o erotismo está na escrivaninha da sala presidencial, não na cama. Quase ninguém precisa seduzir a cunhada. Não há o que um celular ou um prestimoso Polônio não possa trazer aos prazeres do potentado. O falo contemporâneo é a caneta. Nomeia. Demite. Assina. Assassina. Envia Medidas Provisórias e permanentes ao Congresso. O maior dos afrodisíacos é o poder, já dizia Kissinger. E tinha razão. As cunhadas de Nelson Rodrigues, as estagiarias de Clinton e as calcinhas frouxas que Janio divisava do palanque. Dinheiro e sexo são drenados para os dutos com a mesma facilidade. O homem latino americano, confrontado com o poder, é mais fissurado no dinheiro do que no sexo, apesar de sua fama de machão. Aqui, o infortunado Hamlet não precisaria montar nenhuma representação trágica para produzir consciência e arrependimento. A comédia está representada no próprio ato de governar. O Estado não se inspira no Ágora, mas no quesito comédia do Teatro Grego. O Congresso Nacional deixaria Shakespeare atônito com esses personagens surgidos da periferia mas com a majestade dos bufões. O Judiciário é erudito, lento, solene e quase inútil – seus personagens são os mais próximos do padrão clássico, mas não chegam à tragédia. Podemos dizer, sobretudo incluindo o Executivo, que o poder no Brasil não produz tragédias individuais. É cômico. E na comédia, a tragédia são as conseqüências. O protagonista das conseqüências não é o tirano, mas o povo. Apesar da peça ser muito atual, não há a possibilidade de produzir-se um Hamlet na periferia do mundo. O último foi Che Guevara, mas sua mãe era uma mulher honesta.

Pensei que fosse um característica universal. Engraçado!
Será que o sistema financeiro Internacional não poderia ajudar,suspendendo todo e qualquer financiamento ao Brasil,ou a qualquer estado,como forma de pressionar contra o desmatamento.
Penso que todos que são contrários ao desmatamento,deveriam propor tal medida á mídia internacional.
http://www.Elpais.com.REPORTAJE
El pulmón herido
Las tierras de cultivo comen territorio al Amazonas, que se deforesta rápidamente
Vista de satélite de la región oriental del Amazonas
Las regiones selváticas se ven disminuidas por la tala inmoderada y por la necesidades agrarias de las poblaciones- ESA
Este es un fresco preocupante. La imagen muestra el contraste entre la selva tropical amazónica (las zonas verde oscuro), las crecientes zonas de cultivo (los patrones con franjas claras y oscuras), y los terrenos, antes partes de la jungla, destinados a la agricultura (partes verde claro). Esta fotografía de la cuenca amazónica en el estado de Pará, en Brasil, muestra cómo uno de los mayores pulmones de la Tierra pierde terreno.
Esta región del este de la jungla, es regada por los ríos Amazonas (que no se aprecia en la imagen) y Pará, cuyo sedimento color café puede apreciarse en la parte superior derecha de la fotografía. Los brazos oscuros de agua que corren justo por debajo del Pará son los ríos Tocantins, que corren por más de 2.500 kilómetros del sur al norte del país.
Assisti o filme “O INCRÌVEL HULK” mais recente e fiquei envergonhado, quando o cineastra mostrou a favela da Rocinha no Rio de Janeiro, parecendo o “Planeta dos Macacos”.
As favelas são um atestado de incompetência do poder público e uma PROVA DA PERVERSIDADE da CLASSE MÉDIA e ALTA dos brasileiros, principalmente dos cariocas.
O governo ao invés de ir gradualmente erradicando as favelas, construindo conjuntos habitacionais está oficializando uma iniqüidade, atestado do descaso para com as populações de baixa renda.
As favelas continuam a aparecer e crescer e não se vê nenhuma medida para impedí-las, trocando os barracos por apartamentos num programa de desfavelização. Não existe um programa habitacional direcionado para população de baixa renda, a imprensa é omissa e perversa não cobrando dos governantes uma política habitacional, o meu consolo é que para essa elite, também vem o castigo da insegurança e o estigma de pertencer a um país de favelados. Três em quatro cariocas são favelados e dentro de pouco tempo serão a maioria.