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Arquivo de maio, 2008

19/05/2008 - 12:23

INDIANA JONES – HERÓI DA GERAÇÃO ANALÓGICA

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DE NOVO COM INDIANA JONES

Eis que o trio volta à cena: Spielberg, Lucas e Harrison. Devem parecer antediluvianos para os rappers e para as últimas famílias formadas pela webb, sempre há uma última, que carrega o grito da contemporaneidade. Mas, afinal, somos todos filhos de Deus, os analógicos e os digitais.
E assim, nós, analógicos como a arqueologia, vamos aplaudir, em Cannes ou depois, o novo Indiana Jones. A aventura deve ser a mesma, embora o herói mais lento. Seu charme e sua sexualidade não dispensarão uma boa dose de viagra para enfrentar as tigresas fora da jaula. As corridas sensacionais devem ser substituidas pela precisão do chicote, mais fácil de manejar. Quantos às rugas, uma boa maquiagem eletrônica produz melhores efeitos do que os botox da Marta.
As dádivas arqueológicas certamente serão menos impressionantes do que a arca perdida, mas continuam o pretexto para a ação proposta nos roteiros. Essa ação, à Spielberg, vai compensar tudo. E mais, vai nos identificar com um herói da melhor idade, na atualíssima geografia amazônica. Suas chicotadas e sua performance sexual (ainda que com auxilio químico), vão nos deixar orgulhosos de estarmos vivos, diante de tantas oportunidades.
O herói solto no mundo somos sempre nós. Mesmo quando implantados numa cadeira de rodas, nossa imaginação produz heróis como em qualquer adolescente fogoso.
E esse é o mistério pelo qual o cinema não sofreu qualquer revés substancial depois da televisão, da internet e dos i-tudo. Nenhuma arte tem o poder de sedução do cinema, porque nada é mais sedutor do que a fantasia.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/05/2008 - 23:29

DESCONTENTAMENTOS: NA FLORESTA E NA CASERNA

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MARINA ( FLORESTA) SILVA.

Conheci a ministra na casa de Fernão Bracher, levada por sua amiga Vera Roquette. Sua biografia e suas lutas como militante e senadora ja me eram conhecidas. Naquele pequeno envólucro biológico habita uma mulher forte e um espírito resistente. Apesar do imenso desmatamento havido durante o seu mandato no ministério, em todo o território nacional, principalmente na Amazonia, a Ministra do Meio Ambiente tornou-se um símbolo da resistência ecológica. Seu nome é apoiado até pelo Green Peace e louvado em toda a parte. Ninguém duvida de suas lutas.
Brigou com o governador de Mato Grosso do Norte, notório desmatador e rei da soja. Brigou com os predadores de toda ordem, do Oiapoc ao Chui.
Mas, sobretudo, lutou contra uma onda irracional de progresso que justifica qualquer afronta contra a natureza em nome do desenvolvimento e da produção agrícola. Os donos e manipuladores das comodities, encorajados hoje pela alta monumental dos preços agrícolas, querem ampliar as fronteiras a qualquer preço, como se já não tivessemos espaço suficiente para produzir com abundância.
Marina pisou no calo dos defensores dessa política, instalados inclusive no Palácio do Planalto e no Ministério da Agricultura. Paradoxalmente, esses progressistas são atrasados. Marina é que é moderna, quando propõe o desenvolvimento sustentado, ou melhor, quando propunha, pois já está fora do ministério.
Qualquer político que a substitua, tomará posse com a marca da suspeição. Porque se estimulou, com a vacilação política, a demissão de Marina? Esse comportamento, contudo, nunca nos pertenceu, por isso só podemos lamentar.

MILITARES (DESCONTENTES) na ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA.

O fato de estarem politicamente acomodados, não impede que algumas lideranças do estamento militar, sobretudo as que frequentam a Escola Superior de Guerra, mantenham e mesmo cultivem uma visão crítica aguçada da política brasileira. Estão atentos às consequências militares das pólíticas desenvolvidas nas reservas amazônicas, estão preocupados com as fronteiras, estão descontentes com os salários e com a obsolescência dos equipamentos das três armas. Os palestrantes recentes da Escola perceberam claramente esse descontentamento que ronda a cabeça de alguns desses líderes. Isso hoje, felizmente, restringe-se às cabeças e não aos quarteis, que estocam armas e alguns ressentimentos. Os militares representam uma certa elite de pensamento crítico, da mesma forma que profissionais liberais e outras lideranças sociais, espalhadas por classes e geografias diversas dentro do país. Intimidaram-se com a repercussão histórica da repressão que praticaram durante mais de vinte anos, mas hoje, fazem parte, como todos nós brasileiros, da cidadania crítica. Isto quer dizer, da cidadania que padece de baixos salários, da cidadania que não participa diretamente das decisões do poder, da cidadania que paga juros exorbitantes em qualquer operação financeira, da cidadania que vê a Amazonia desmatar-se e assim por diante.
Esse fenômeno, recente, mas já percebido, não implica em nenhum processo issurrecional a vista. Apenas, confunde-se com os temores de alguns segmentos que se situam fora do exército de apoiadores do Governo Lula.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/05/2008 - 15:00

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ARTHUR DA TÁVOLA

Os políticos maiores sempre foram afeiçoados à arte. Péricles, em Atenas, tinha especial veneração pela escultura e pela arquitetura. Marco Aurélio, em Roma, pela poesia e pela filosofia. Lourenço de Médici, em Florença, foi o maior patrocinador das artes plásticas. No Brasil mais recentemente, Juscelino foi admirador e patrono da nova arquitetura e da bossa nova. Os maiores compositores sempre foram patrocinados por reis e pela aristocracia quando estes detinham os recursos e algum gosto pelas artes.Algusn deles foram reis menores, mas tiveram o bom gosto de patrocinar Beethoven.
O Senador Arthur da Távola, recém falecido, não precisaria ser lembrado por seu amor à música, posto ter sido um político irrepreensível, que só deixou bons exemplos. Mas, Arthur da Távola amava a música de forma despojada. A música para ele não era apenas um instrumento de fruição pessoal. Em seus programas de rádio e televisão, Távola estimulava o gosto pela música clássica, tanto pela escolha do repertório quanto pela graça com que transmitia informações sobre os autores e suas obras. Foi um divulgador sutil. Conheço, no mundo político, algumas personalidades que tiveram seu primeiro contacto com a música erudita a partir de Arthur da Távola. Assim, ele conseguiu tirar da ignorância musical, não apenas alguns telespectadores, mas até políticos de calibre eleitoral. Foi, a seu modo, um civilizador.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/05/2008 - 15:00

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ARTHUR DA TÁVOLA

Os políticos maiores sempre foram afeiçoados à arte. Péricles, em Atenas, tinha especial veneração pela escultura e pela arquitetura. Marco Aurélio, em Roma, pela poesia e pela filosofia. Lourenço de Médici, em Florença, foi o maior patrocinador das artes plásticas. No Brasil mais recentemente, Juscelino foi admirador e patrono da nova arquitetura e da bossa nova. Os maiores compositores sempre foram patrocinados por reis e pela aristocracia quando estes detinham os recursos e algum gosto pelas artes.Algusn deles foram reis menores, mas tiveram o bom gosto de patrocinar Beethoven.
O Senador Arthur da Távola, recém falecido, não precisaria ser lembrado por seu amor à música, posto ter sido um político irrepreensível, que só deixou bons exemplos. Mas, Arthur da Távola amava a música de forma despojada. A música para ele não era apenas um instrumento de fruição pessoal. Em seus programas de rádio e televisão, Távola estimulava o gosto pela música clássica, tanto pela escolha do repertório quanto pela graça com que transmitia informações sobre os autores e suas obras. Foi um divulgador sutil. Conheço, no mundo político, algumas personalidades que tiveram seu primeiro contacto com a música erudita a partir de Arthur da Távola. Assim, ele conseguiu tirar da ignorância musical, não apenas alguns telespectadores, mas até políticos de calibre eleitoral. Foi, a seu modo, um civilizador.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
13/05/2008 - 15:52

JORGE CALDEIRA NA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS

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O Autor de Mauá entra na imortalidade.

Jorge Caldeira, eleito para a APL, é autor de uma consagrada biografia do Barão de Mauá, outra de José Bonifácio e, mais recentemente, do Padre Pompeu, o primeiro grande capitalista de São Paulo do período colonial.
A posse do historiador proporcionou uma reflexão bastante profunda sobre o tema do estado nação, democrático. Toda sua obra está baseada na tentativa desses grandes homens de edificarem uma nação. Miguel Reali Jr. que fez a saudação ao novo imortal, insistiu na tese de que uma nação democrática só se forma sob uma base jurídica inspirada pela igualdade. Fernando Henrique Cardoso, presente à cerimônia, concluiu que uma nação só é democrática se todos forem iguais perante a lei, e que esse era o sonho dos biografados de Caldeira e a própria razão de ser de sua obra.

Jorge Caldeira, popularmente chamado Cafu, como bom historiador percorreu a vida de seus antecessores, chamando atenção, como os outros oradores, para o papel democratizador da literatura e respondeu à questão levantada pela antropóloga Ruth Cardoso: Porque entrar hoje para uma academia de letras? Jorge declinou as três razões principais: a imortalidade, o bom convívio e o papel que a literatura exerce na formação de uma nação democrática.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/05/2008 - 08:31

NEIL FERREIRA – DE CARVALHO PINTO A GEORGE HARRISON

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DA OJERIZA À LULA AO FASCÍNIO PELOS BEETLES

Conheço Neil Ferreira desde que as pessoas mais civilizadas frequentavam o Palácio dos Campos Elíseos, capitaneados por Carvalho Pinto, Portugal Gouveia e Plínio de Arruda Sampaio. Carvalho Pinto foi o primeiro político brasileiro a endossar a prática do Orçamento Programa e do Planejamento de Governo (e estava longe de ser um socialista). Seu Plano de Ação, um PAC abrangente e muito consistente, foi tão bem sucedido que, num determinado momento, estávamos inaugurando uma obra por dia. Centenas de foruns, escolas, ambulatórios e até centros tecnológicos. Eu era sub chefe da casa civil e tinha a incumbência de divulgar isso, com a parcimonia de gastos próprias do governador. Eramos jovens e nosso idealismo político era bem maior do nossa experiência. Dois, entre nós, entendiam precocemente de comunicação: Marcus Pereira e Neil Ferreira. Marcus era o Brasil, da cabeça aos pés, tanto é que acabou fazendo a maior coleta de música brasileira jamais feita até então. Neil era o mundo. Advinhava os Beetles e nos falava de Ralph Nader. Não sei qual dos dois, nem em que ordem, mas criamos uma cartilha do Plano de Ação para o povão. Inventamos o pintinho que circulou em milhões de lapelas de pobres e ricos. Quando Janio foi seu candidato à sucessão, acrescentou-se uma vassoura ao pintinho e foi um sucesso. Sobre as grandes e numerosas obras saia um tijolinho nos principais jornais, com o título UMA OBRA POR DIA, exatamente anunciando a inauguração de cada uma delas. Neil era a inspiração de tudo isso.
Depois, como consequencia natural tornou-se um dos mais renomados publicitários do Brasil, sobretudo por tudo o que criou para e na DPZ. Não sei se ele inventou a cerveja, mas tenho a certeza de que ele reinventou o gosto de tomá-la.
De uns tempos para cá, na mais fecunda das solidões, que é a internet, Neil invocou com o Lula. Dedica-lhe diariamente comentários ácidos. No momento da maior consagração do presidente, ele se especializou no avesso: aquilo que não dignifica, mas indignifica o exercício e o uso do poder. Num país sem oposição, ou talvez, com a oposição mais burra de toda a histõria republicana, um pensamento crítico como o de Neil Ferreira, seja necessária, para que tenhamos o contraponto de tanta exaltação.
Nesta semana, o e-mail de Neil deu uma trégua. Mostrou, no e-mail, a homenagem de Eric Clapton a George Harrison. Engraçado. Os Beetles ainda nos dão uma consciência da beleza e do indispensável, bem maior do que todos os nossos políticos. Obrigado, Neil, pela pausa.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/05/2008 - 12:30

VINTE ANOS DE METRÓPOLIS NA TV CULTURA

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O UNICO JORNAL CULTURAL DIÁRIO DA TV BRASILEIRA

Em todo o jornalismo de televisão divulgado no Brasil, só há um telejornal diário de caráter cultural, é o METRÓPOLIS, da TV Cultura de São Paulo. Metrópolis divulga eventos culturais relevantes nas áreas de música, artes plásticas, teatro e cinema, mas com um olhar voltado para o novo. Isto quer dizer, dar uma oportunidade constante aos valores desconhecidos da cultura e das artes, posto que os produtos consagrados no mercado comercial das artes, já são sobejamente divulgados pela mídia comercial. Mas isto não quer dizer que os grandes nomes das artes sejam dispensados. Pelo contrário, o próprio cenário do programa apresenta sempre, durante um mês, obra de grandes dimensões de artistas contemporâneos. Pedro Moreira Salles considera a coleção Metrópolis, formada com esses quadros, a mais importante mostra de obras de grande dimensão produzidas no Brasil nos últimos anos. Milhazes, Piza, Tomie, Ianelli, Saciloto, entre os maiores.
Além de Cunha Jr.,tradicional apresentador do programa, seu novo formato inclui a presença de Domingas Person e Paulo Vinicius, novas contratações como apresentadores. Com graça e espontaneidade eles devem estabelecer uma conexão entre os conteúdos, que podem ser os mais elevados, com um público jovem, ausente nas televisões públicas e comerciais. Além disso, Metrópolis, agora, vai ao ar, diariamente as 20Hs30.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/05/2008 - 18:35

MAHLER NA SALA SÃO PAULO

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O MOZARTEUM

O Mozarteum nasceu e se desenvolveu graças ao esforço pessoal de Sabine Lovatelli. Essa alemã, de sólida cultura, e brasileira de grande sensibilidade, concebeu uma estrutura de intercâmbio cultural que produz frutos no Brasil e arrecada fundos aqui e fora do país. Isso é interessante, num país em que raras coisas são feitas com dinheiro de fora, a custo perdido.
Assim, podemos assistir à apresentação de grandes orquestras, solistas de renome e, o que é raro, audições de canto.
Ontem, na Sala São Paulo, que nos enche de orgulho de ser paulistano, paulista e brasileiro, o Mozarteum nos presenteou com Gustav Mahler.
Mahler é o último dos grandes compositores românticos e o primeiro dos grandes compositores modernos. Sua modernidade, como a Vienna da Belle Époque, nasceu com a psicanálise. Em Mahler, além da construção musical, está a revelação da vida. Não apenas os sentimentos exuberantes, mas as melodias populares. A primeira sinfonia, Titã, executada com perfeição pela Bamberg Symphoniker, regida por Jonathan Nott, é um dos mais expressivos exemplos da apropriação da melodia popular e dos sentimentos humanos. Evoca-nos, ainda que a distância, temas que nos falam de perto.
Na Tropa Mágica do Menino, texto musicado por quase todos os músicos da época, Mahler dá uma grande oportunidade ao cantor para revelar que o maior instrumento do canto não é a voz, mas a alma.
Mathias Goerne, o baritono, poderia ser confundido com um professor na universidade de Dusseldorf, como um comedor de salsichas saindo de uma cervejaria de Munich. Tem a face de um homem comum, e só um homem ancorado em sua humanidade, poderia interpretar com tanta docura, a leitura de Mahler para a Trompa Mágica do Menino. O texto, hoje, nos parece babaca, mas a entonação é de tal forma sublime, que o simples “Boa noite”, com que ele encerra a última canção, arrepiou os beneficiários do Mozarteum, na Sala São Paulo.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/05/2008 - 12:06

UM FAZIOLI ENTRE CHOPIN E NEPOMUCENO

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COMO CONCILIAR MUSICA COM RESPONSABILIDADE SOCIAL

No canto da sala, o piano Fazioli parecia uma Ferrari, estacionada a espera da grande pianista Cristina Ortiz (Prêmio Van Cliburn e reputação internacional). O acabamento interno do piano lembra os painéis de madeira do Porsche. Mas a analogia apenas sugere o padrão, não a função do instrumento.
Os Fazioli pretendem produzir um piano ainda melhor que os Steinway. Ao fim da audição, o pianista Gilberto Tinetti, comentou que o piano tem uma personalidade diferente dos Steinway, como se fossem duas pessoas, ambas da mais alta qualidade.
Só amor de Paulo Gala pela música torna compreensível a presença de tal piano num apartamento particular, ainda que de magnífica dimensão. Paulo não só aprecia como toca e , tocando, busca agradar a mulher, que comemorou o próprio aniversário com duas proezas magníficas: trazer Cristina Ortiz para inaugurar o piano e oferecer aos convidados a oportunidade de contribuir financeiramente com o projeto em defesa das crianças com paralisia cerebral (COTIC). Bom exemplo, esse de se comemorar com um ato de responsabilidade social.
Cristina Ortiz vive em Londres, onde divulga com resultados os compositores brasileiros do século XX. No concerto, além de inaugurar o Fizioli, deu-nos um exemplo de boa estratégia musical. Tocava um Chopin e um Nepomuceno, um Schumman e um Villa Lobos, um Rachmaninov e um Lourenço Fernandes, sempre colocando na mesma bandeja de prata essas especiarias distantes.
No silêncio exuberante da música, Cristina faz mais pelo Brasil do que muito embaixador estridente.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
05/05/2008 - 12:44

QUEBRANDO A BANCA E A CARA

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PRODÍGIOS DE HARVARD EM LAS VEGAS

O filme QUEBRANDO A BANCA, de Robert Luketic, com Jim Sturgess fazendo papel do jovem prodígio Ben Campbell é bem divertido.
A trajetória do jovem gênio que ia fazer medicina no MIT, mas foi desviado de seu rumo para fazer contagens vantajosas no carteado de Las Vegas e ganhar uma nota preta, é menos ortodoxa do que a de Bill Gates. O primeiro usou o gênio para ludibirar, iniciar uma carreira de prazeres, associado a um crápula, professor em Harvard.
Bill Gates se utilizou do prodígio e da imaginação para reiventar o mundo, oferecendo-lhe um utensílio, sem o qual ninguém é mais o que pretenderia ser. Ganhou muito mais dinheiro e até virou mecenas.
O filme tem muita ação e só recebeu duas estrelas da crítica, por seu caráter moralista. Ninguém entra no prazer sem que o prazer se transforme num vício. Esta parece ser a essência da pregação que orienta os presidentes e os candidatos à presidência nos Estados Unidos, embora nem Clinton, nem o governador de Nova York se tenham deixado emprenhar pela pregação. Mas no final, de forma ambígua, parece que todos aderiram a Las Vegas, os colegas ¨cdf¨¨, Ben que só queria paga a anuidade com o fruto do cassino, a namorada e os próprios fucionários da casa de jogo, que merecem uma boa aposentadoria, porque ninguém é de ferro. Aliás, o filme termina como as CPIS do Congresso Nacional: uma grande e alegre confraternização..

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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