A FOME E O BIO COMBUSTÍVEL
É evidente que tudo o que os carros engolem por dia daria para amenizar a fome mundial em todos os continentes. Mas, alegar, tão enfaticamente, que a fome será o resultado dos projetos de produção de bio combustíveis é um exagero, como declarou o dirigente da FAO, organismo da ONU para a agricultura. O professor José Goldenberg esclareceu amplamente a questão. O plantio de cana no Brasil não vai diminuir em nada a produção de alimentos. Mesmo na Europa, onde o bio combustível é obtido, com pobre rendimento, da beterraba, não será motivo maior para o aumento dos preços de alimentos do que os subsídios que os governos dão aos agricultores. E até mesmo nos Estados Unidos, que produzem o combustível a partir do milho, solução burra, os volumes dessa produção não justificam o aumento do produto. E isso, num produto, que o presidente Lula afirma com propriedade que é o grande alimento das galinhas e dos porquinhos, que nos alimentam na seqüência da cadeia deglutiva.
Os preços atuais e futuros do arroz, do feijão, do milho e da soja estão em alta porque alguns países que não comiam estão comendo. Estão em alta porque os especuladores estão sempre de plantão para consumir o lucro ocioso. Estão em alta porque se aplica pouco na produção e na tecnologia e no financiamento agrícola. Estão em alta porque a África, como sempre, continua abandonada, apesar do imenso espaço que, ali, se pode destinar à agricultura.

E aí a nossa embrapaç salva da privataria collorida e tucanalha efeagaceana, exporta DE GRAÇA ao continente africano, um prolongamento infinito de terras tipo savanas, o cerrado a cá dos trópicos, a técnologia desenvolvida pelos milicos pra ocupação do centro oete brasileiro, um mundão de cerrado. E o ó africano se transforma em grande produtor de grãos e alcol para alimentar a falida e friorenta europa. Como é a vida, o álcool e a técnologia agrícola de cerrado, ambos crias da ditadura, reinventam o Brasil e quiça o terceiro mundo. Gláuber deve mexer no caixão. Viver é muito perigoso, De um modo geral o Brasil deve muito ao Paulinelli, uma pessoa que representa bem essa conquista do cerrado brasileiro.
sds
Jorge bom dia:
particulatmente prefiro rir par não chorar, nenhum agricultor pequeno e médio de hoje ou do passado irá concordar com a tese da monocultura de uma forma geral.Explico:
É evidente que o pobre continua pobre e que continua subnutrido, doce ilusão a frase proferida pelo
sr Lula de que não é culpa do biocombustível, a escassez de grãos no mercado, é claro que é um dos fatores sim, e também esta outra:\\”tá faltano alimento purque o pobre tá cumeno mais!\\”
Caro Jorge, está faltando grãos porque a cada ano que se passa se torna mais inviável ao pequeno e médio agricultor tocar sua própria lavoura.
É muito mais fácil, e menos oneroso ele arrendar suas terras aos grandes do país, conhecidos monocultores de soja e cana pela bagatela de trinta sacos ao ano por alqueire, do que tentar a sorte com algodão, trigo, milho, feijão, arroz , e etc. E ainda por cima ter que enfrentar pragas , geadas, estiagem, preço mínimo injusto, ausência de Pró-agro do BB etc…etc…e etc.`.É muito mais simples arrendar, pois as migalhas recebidas são quase garantidas e ainda se livram do custeio de defensivos, herbicidas, semente, adubo, o Vilão óleo diesel que é o seu maior inimigo e etc…
Acrescente a tudo isso, o preparo da terra: Arar, Gradear , fazer curva- de -nível etc. Resultado meu caro: Adeus meus ideais de ser agricultor , e este quem vos escreve foi um destes plantadores de realidades que tinha sonhos e acreditava em um amanhã melhor!
Anos a fio de sol a sol vc entende Doce ilusão meu caro,Doce ilusão!
Quer entender a realidade nua e crua Jorge: Faça uma experiência inusitada: Promova uma pesquisa com quem é produtor rural entre pequenos e médios nas pequenas cooperativas e pergunte aos mesmo como anda a situação atual de cada um, seu grau de endividamento com os bancos, com as cooperativas, ou ainda por que seus amigos desistiram da lavoura e migraram para os grandes centros em busca de subempregos engrossando a linha da miséria e aumentando a propagação das favelas nas periferías dos centros urbanos etc…
Reparou é uma reação em cadeia e ela é quase impercepitível para analistas do mercado pois é lenta e gradual não se vê por trás da mesa.
Abraços fraternos.
Manoel Ferreira.
Manoel, desculpe, mas acho que vc misturou as coisas. Pequenos agricultores não produzem alimentos para alimentar as massas, isso é coisa do agronegócio. Pequeno é pequeno, não tem escala nem capital ou meio de produção pra produzir em quantidade. Idem agricultura familiar. Pode sobrar e vender em feiras, pro vizinho, etc mas nunca a nivel industrial. Sempre foi assim. No máximo vendem em Ceasa seus hortifrutis mas grão é coisa de gente grande. E o Brasil não destina um quilinho de milho pra fazer etanol, quem faz isso é americano burro e defensor de sua agricultura, pois fazer alcool de milho é burrice, np mínimo. E essa conversa de terra que produzia grão ta produzindo cana é cascata, no Brasil ainda tem muita terra sub ou mal aproveitada, o que não falta é pasto descuidado. E o mundão ta comprando mais comida, sim, é só ver p Realmente produzir é didícil, melhor por o dinheirinho arrendado e curtir a vida.
cont.. é só ver o que índia e china compram pra comprovar isso. E quanto estão comprando de a,imentos, grãos. Ou seja, ta faltando alimento não por causa da cana no Brasil, que isso fique bem claro, senão estaremos fazendo o jogo do inimigo, que ta doidinho pra por o alcool brasileiro e nosso biodíesel na mesma panela do etanol americano… e isso é ser burrinho, no mínimo. E é ilusão achar que a que agricultura no mundo de hoje é coisa de pequeno. No Brasil tomara possamos conviver com os dois tipos, pequenos e grandes, no campo. Mas que produzir grão é coisa de gente grande, não tem a menor dúvida…
sds