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29/04/2008 - 12:00

A FOME E O BIO COMBUSTÍVEL

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É evidente que tudo o que os carros engolem por dia daria para amenizar a fome mundial em todos os continentes. Mas, alegar, tão enfaticamente, que a fome será o resultado dos projetos de produção de bio combustíveis é um exagero, como declarou o dirigente da FAO, organismo da ONU para a agricultura. O professor José Goldenberg esclareceu amplamente a questão. O plantio de cana no Brasil não vai diminuir em nada a produção de alimentos. Mesmo na Europa, onde o bio combustível é obtido, com pobre rendimento, da beterraba, não será motivo maior para o aumento dos preços de alimentos do que os subsídios que os governos dão aos agricultores. E até mesmo nos Estados Unidos, que produzem o combustível a partir do milho, solução burra, os volumes dessa produção não justificam o aumento do produto. E isso, num produto, que o presidente Lula afirma com propriedade que é o grande alimento das galinhas e dos porquinhos, que nos alimentam na seqüência da cadeia deglutiva.
Os preços atuais e futuros do arroz, do feijão, do milho e da soja estão em alta porque alguns países que não comiam estão comendo. Estão em alta porque os especuladores estão sempre de plantão para consumir o lucro ocioso. Estão em alta porque se aplica pouco na produção e na tecnologia e no financiamento agrícola. Estão em alta porque a África, como sempre, continua abandonada, apesar do imenso espaço que, ali, se pode destinar à agricultura.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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4 comentários para “A FOME E O BIO COMBUSTÍVEL

  1. Miza Zalak disse:

    E aí a nossa embrapaç salva da privataria collorida e tucanalha efeagaceana, exporta DE GRAÇA ao continente africano, um prolongamento infinito de terras tipo savanas, o cerrado a cá dos trópicos, a técnologia desenvolvida pelos milicos pra ocupação do centro oete brasileiro, um mundão de cerrado. E o ó africano se transforma em grande produtor de grãos e alcol para alimentar a falida e friorenta europa. Como é a vida, o álcool e a técnologia agrícola de cerrado, ambos crias da ditadura, reinventam o Brasil e quiça o terceiro mundo. Gláuber deve mexer no caixão. Viver é muito perigoso, De um modo geral o Brasil deve muito ao Paulinelli, uma pessoa que representa bem essa conquista do cerrado brasileiro.

    sds

  2. MANOEL FERREIRA disse:

    Jorge bom dia:
    particulatmente prefiro rir par não chorar, nenhum agricultor pequeno e médio de hoje ou do passado irá concordar com a tese da monocultura de uma forma geral.Explico:
    É evidente que o pobre continua pobre e que continua subnutrido, doce ilusão a frase proferida pelo
    sr Lula de que não é culpa do biocombustível, a escassez de grãos no mercado, é claro que é um dos fatores sim, e também esta outra:\\”tá faltano alimento purque o pobre tá cumeno mais!\\”
    Caro Jorge, está faltando grãos porque a cada ano que se passa se torna mais inviável ao pequeno e médio agricultor tocar sua própria lavoura.
    É muito mais fácil, e menos oneroso ele arrendar suas terras aos grandes do país, conhecidos monocultores de soja e cana pela bagatela de trinta sacos ao ano por alqueire, do que tentar a sorte com algodão, trigo, milho, feijão, arroz , e etc. E ainda por cima ter que enfrentar pragas , geadas, estiagem, preço mínimo injusto, ausência de Pró-agro do BB etc…etc…e etc.`.É muito mais simples arrendar, pois as migalhas recebidas são quase garantidas e ainda se livram do custeio de defensivos, herbicidas, semente, adubo, o Vilão óleo diesel que é o seu maior inimigo e etc…
    Acrescente a tudo isso, o preparo da terra: Arar, Gradear , fazer curva- de -nível etc. Resultado meu caro: Adeus meus ideais de ser agricultor , e este quem vos escreve foi um destes plantadores de realidades que tinha sonhos e acreditava em um amanhã melhor!
    Anos a fio de sol a sol vc entende Doce ilusão meu caro,Doce ilusão!
    Quer entender a realidade nua e crua Jorge: Faça uma experiência inusitada: Promova uma pesquisa com quem é produtor rural entre pequenos e médios nas pequenas cooperativas e pergunte aos mesmo como anda a situação atual de cada um, seu grau de endividamento com os bancos, com as cooperativas, ou ainda por que seus amigos desistiram da lavoura e migraram para os grandes centros em busca de subempregos engrossando a linha da miséria e aumentando a propagação das favelas nas periferías dos centros urbanos etc…
    Reparou é uma reação em cadeia e ela é quase impercepitível para analistas do mercado pois é lenta e gradual não se vê por trás da mesa.
    Abraços fraternos.
    Manoel Ferreira.

  3. miza zalak disse:

    Manoel, desculpe, mas acho que vc misturou as coisas. Pequenos agricultores não produzem alimentos para alimentar as massas, isso é coisa do agronegócio. Pequeno é pequeno, não tem escala nem capital ou meio de produção pra produzir em quantidade. Idem agricultura familiar. Pode sobrar e vender em feiras, pro vizinho, etc mas nunca a nivel industrial. Sempre foi assim. No máximo vendem em Ceasa seus hortifrutis mas grão é coisa de gente grande. E o Brasil não destina um quilinho de milho pra fazer etanol, quem faz isso é americano burro e defensor de sua agricultura, pois fazer alcool de milho é burrice, np mínimo. E essa conversa de terra que produzia grão ta produzindo cana é cascata, no Brasil ainda tem muita terra sub ou mal aproveitada, o que não falta é pasto descuidado. E o mundão ta comprando mais comida, sim, é só ver p Realmente produzir é didícil, melhor por o dinheirinho arrendado e curtir a vida.

  4. miza zalak disse:

    cont.. é só ver o que índia e china compram pra comprovar isso. E quanto estão comprando de a,imentos, grãos. Ou seja, ta faltando alimento não por causa da cana no Brasil, que isso fique bem claro, senão estaremos fazendo o jogo do inimigo, que ta doidinho pra por o alcool brasileiro e nosso biodíesel na mesma panela do etanol americano… e isso é ser burrinho, no mínimo. E é ilusão achar que a que agricultura no mundo de hoje é coisa de pequeno. No Brasil tomara possamos conviver com os dois tipos, pequenos e grandes, no campo. Mas que produzir grão é coisa de gente grande, não tem a menor dúvida…

    sds

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