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Arquivo de março, 2008

20/03/2008 - 00:38

A VIRADA NA IGREJA CATÓLICA

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Meu POST sobre o assunto recebeu 35 comentários, a maioria absoluta contra a Igreja e a maioria simples contra o meu artigo.
Mas, fora dos comentários, em meu e-mail jorgeclima@uol.com.br, recebi uma importante correspondência de meu amigo, o grande teólogo Francisco Catão, que preciso ter a coragem de publicar aqui:
Jorge, cheguei a seu blog via página do IG. Lamento a repercussão que teve, pelos comentários que li. Na verdade o que me aborreceu foi sua impropriedade dos termos. Há qualquer coisa no ar, v. farejou, mas errou barbaramente o tiro. Sem querer ensinar o pai nosso ao vigário, diria que a “virada” está se fazendo há muito. Num certo sentido é a característica da vida da Igreja desde o início do pontificado de Leão XIII, em 1878. Estudamos, o Magno Vilela e eu mesmo, num livrinho publicado há tempos pela Best Seller (O monopólio sagrado). Atualmente assume novos perfís. Acredito que o que a caracteriza hoje, mais do que a compreensão do papel do leigo no seio da Igreja, é o esforço, nem sempre confessado, mesmo da hierarquia, de adotar a secularidade como estilo de vida da comunidade cristã inserida no mundo secularizado. Bento XVI caminha nesse sentido, por incrível que pareça e, sob esse ângulo, é muito mais avançado do que seu predecessor. Em Aparecida se fizeram sentir alguns acordes dessa fase atual da virada, como tive ocasião de escrever num artigo, A teologia subjacente em Aparecida, na Revista de Catequese do Instituto Pio XI e publicado também na Ciberciência, revista eletrônica das Paulinas.
Estou à sua disposição para um encontro, se lhe interessar aprofundar esse tema.
No Espírito de Jesus, Francisco Catão.

Em seguida respondi ao amigo Catão, da seguinte forma:
Caro Catão. Meu tiro destinava-se a um alvo bem mais restrito. Essa atitude que começou com a ação católica e se dissolveu com algumas pastorais e atrapalhou bastante a secularização a que vc se refere. Vc tem razão em criticar meu texto. Talvez eu não tenha assimilado o que o Congar me falou pessoalmente: “-Le Christ vient de naitre”, quando externei alguma pressa sobre os atrasos da Igreja. De fato, não há que ser afoito, nem avaliar no tempo político, a trajetória da Igreja. Contudo, a secularização talvez exija uma permeabilidade maior, sobretudo quando há uma total ignorância na avaliação ética dos rumos que a ciência está tomando aceleradamente. Nesse sentido, o conhecimento do homem comum e mesmo do homem douto (chamemo-los ou não de leigos) pode ser importante para uma re-leitura do dogma. “Amo a emoção que corrige a razão”, dizia Georges Bracque, e isso deve fazer parte do mundo secularizado e inserido na mundo secularizado. Vamos conversar sim. Entro com meu faro de cristão, mas não tenho cacife para digerir tantas teologias.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/03/2008 - 17:02

A CRISE DO NEOLIBERALISMO

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CASA DE FERREIRO ESPETO DE PAU

Engraçado. Os americanos passaram vinte anos nos enfiando pela goela a prevalência do mercado sobre todas as outras instituições. Globalização mais mercado seriam os dois elementos fundamentais da consolidação do capitalismo, no ocidente, no oriente e talvez até no universo extra-terreno. Tal convicção acelerou-se depois da queda do Muro de Berlim em todo o mundo. Com uma única pá enterraram o socialismo e a macro-economia keynesiana. Nesse memorial, o Partido Republicano de Reagan e de Bush fizeram o segundo enterro de Roosevelt.
Engraçado. Tudo para inglês ver, sob o aplauso de Tony Blair.
Então,Bush fez despesas de guerra inimagináveis, sem consultar o mercado; reduziu o imposto dos ricos, sem consultar o mercado. Permitiu os empréstimos imobiliários sem qualquer garantia, isso sim, para deixar o mercado correr livremente.
Agora, depois que as trombetas da crise anunciaram o apocalipse, o ortodoxo Federal Research (Banco Central Americano) aumentou os juros para debelar a atual crise. Interfere diretamente no financiamento aos bancos (quebrados por pura irresponsabilidade). O efeito dominó na quebradeira justifica esse súbito fervor intervencionista do estado americano.
Agora, que o barco está afundando, tornaram-se mais keynesianos do que Roosevelt, mas um pouco fora de hora. Não perceberam que o velho Keynes, associado ao melhor pensamento da economia clássica, como recomenda o professor Bresser, já deveria inspirar a política econômica mundial há muito tempo. Mas com a arrogância da má fé, ainda carregam o neoliberalismo no andor do FMI. Até quando?

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/03/2008 - 15:47

ESTARRECEDOR

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TV PRECISA DE UM CHOQUE DE CULTURA

Outra noite, a escritora Maria Adelaide Amaral nos contou que observações consistentes mostraram que jovens atores de novela, quando lêem um texto das peças que vão representar, não conseguem entender nada do que lêem. Então memorizam o texto como uma tabuada e na hora da gravação o repetem mecanicamente.
É sabido que a cultura geral desses atores é nula, (com a rara exceção dos que trabalham simultaneamente em teatro ou vieram do teatro para a televisão), mas que a apreensão cognitiva de um texto fosse tarefa impossível, deixa-me estarrecido.
Todos esses meninos e meninas cursaram, pelo menos, até o segundo grau. São portanto alfabetizados e deveriam ter lido alguns livros. Mas o fato demonstra que nada pegou, só o invólucro, arrumado rigorosamente segundo os ditames da moda e as aparências. Geralmente são belíssimos esses meninos e meninas. Tanto que alguns atores recebem cachês robustos para comparecer a festinhas de adolescentes ricos e dansar com as debutantes.
É verdade que os melhores atores jovens que migram para o cinema , para o teatro e mesmo para alguns papéis chave nos seriados, são originários da Globo. Estão ai o Selton de Mello, o Wagner Moura, Manuel Oliveira e o Rodrigo Santoro para provarem que nem tudo está perdido. Mas as emissoras estão preocupadas porque o fenômeno não se observa apenas na Globo e nem apenas com os atores e atrizes de novela. Dentro de alguns anos será impossível produzir dramaturgia ou mesmo um programa como Malhação, a menos que se invente um teatro puramente do inconsciente, no qual os atores só representem as emoções instintivas.
E confesso que não tenho muita certeza se isso não seria melhor do que as novelas lobotômicas.
Mas uma coisa é certa, se essa moçada não tomar um choque de cultura e de teatro, um dia o circo fecha.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/03/2008 - 19:55

CRISE AMERICANA RESSUSCITA ROOSEVELT

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CASA DE FERREIRO ESPETO DE PAU

Engraçado. Os americanos passaram vinte anos nos enfiando pela goela a prevalência do mercado sobre todas as outras instituições. Globalização mais mercado seriam os dois elementos fundamentais da consolidação do capitalismo, no ocidente, no oriente e talvez até no universo extra terreno. Tal convicção acelerou-se depois da queda do Muro de para o mundo. Com uma única pá enterraram o socialismo e a macro economia keynesiana. Nesse memorial o Partido Republicano de Reagan e de Bush fizeram o segundo enterro de Roosevelt.
Engraçado. Tudo para inglês ver, sob o aplauso de Tony Blair.
Então,Bush fez despesas de guerra inimagináveis, sem consultar o mercado; reduziu o imposto dos ricos, sem consultar o mercado. Da mesma forma, recentemente, o ortodoxo Federal Research (Banco Central Americano), aumentou os juros na previsão e na consumação da atual crise. Interfere diretamente no financiamento aos bancos (quebrados por pura irresponsabilidade). O efeito dominó na quebradeira dos bancos justifica esse súbito fervor intervencionista do estado americano.
Estão, agora que o barco está afundando, mais keynesianos do que Roosevelt, mas um pouco fora de hora. Não perceberam que o velho Keynes, associado ao melhor pensamento da economia clássica, como recomenda o professor Bresser, já deveriam inspirar a política econômica mundial há muito tempo. Mas com a arrogância da má fé, ainda carregam o neoliberalismo no andor do FMI. Até quando?

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/03/2008 - 18:12

JORGE MORI – UM MOZART NA CALÇADA

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TRES JAPONESES NO CCBC

Tenho há anos, em casa, um quadro de um jovem de 13 anos, que assinava J. MORI. Creio que comprei esse quadro de Paulo Cotrim. Sempre fui fascinado pela imagem de uma uma figura chapliniana sentada no murinho baixo de um posto de gasolina, num bairro de São Paulo. Passava um bonde apinhado, que o menino MORI retratou. O jovem, absolutamente precoce, como Mozart, tinha já influência de Takaoka e dos pintores do Grupo Santa Helena. Era jovem mas convivia com muitos artistas. Quase todos o reconheciam como um talento, não apenas nascente, mas consumado.
Fiquei bastante emocionado no Centro Cultural Banco do Brasil, onde fui ver uma exposição comemorativa do centenário da imigração japonesa e deparei, nas paredes, sob a curadoria impecável de Aracy Amaral, com três pintores japoneses: Foujita, Kaminagai e Jorge MORI. Os dois vieram para o Brasil, frequentaram os pintores nos anos trinta, foram amigos de Portinari e Ismael Nery. Kaminagai mais tarde conheceu o jovem pintor Mori e apresentou-o a Foujita. Ambos já estão mortos, mas MORI estava bem vivo na expô do CCBC. Falei do meu quadro. Ele disse: -Deve ser em Pinheiros. Eu vivia pintando lá pelo bairro.
Os três pintores são excepcionais e suas obras difíceis de se expor porque os colecinadores japoneses, do Japão, não emprestam seus quadros. Porisso mesmo devemos todos aproveitar essa oportunidade, ver um casamento nipo-brasileiro de pintores pós-impressionistas, com paisagens bucólicas de uma cidade que não reconhecemos mais: São Paulo nos anos 30 e 40. Vale ainda apreciar o retratista magnífico que foi Foujita. Contudo, o mais singelo deles é Jorge MORI, hoje com 76 anos de idade morando em São Paulo.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/03/2008 - 12:01

NÃO SE RESPEITA MAIS O OFF

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UMA PERDA PARA OBAMA

Samantha Power é uma intelectual de calibre, ganhadora do Pulitzer e autora de bons livros e ensaios. Leciona em Harvard. Enfim, o fino da cultura acadêmica americana.
Inflelizmente, na semana passada, deixou a campanha de Obama, da qual era principal assessora. Tudo porque um jornalista não respeitou o compromisso do off. Off é quando uma pessoa conversa com um jornalista sob a condição de que a questão não será publicada. É uma prática comum e respeitada, até mesmo, porque constitui uma boa forma de se preservar uma fonte.
Samantha, numa conversa em off com um jornalista norte americano, afirmou que Hillary era um monstro. O jornalista publicou e Samantha foi obrigada a pedir demissão, embora continue com grande chance de vir trabalhar com Obama, se ele vencer as eleições.
Samantha acaba de escrever “Chasing the Flame” que será brevemente lançado no Brasil, pela Companhia das Letras, baseado nas lutas do diplomata brasileiro assassinado em Bagdá, Vieira de Mello.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/03/2008 - 12:00

UMA VIRADA NA IGREJA CATÓLICA

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OS LEIGOS VÃO REASSUMIR O SEU PAPEL

Quando a Ação Católica foi enterrada, impedindo a participação dos leigos no apostolado hierárquico da Igreja, inverteu-se a mão, e a hierarquia começou a participar na atividade política dos leigos. As pastorais, sem desmerecer o mérito de algumas ações, colocaram os prelados na praça, participando e influenciando essa atividade dos leigos, no plano social, educacional, ideológico, político e até mesmo religioso.
Isso tirou a força da Igreja que, embora no contexto, se perdeu do texto.
Da mesma forma que a hierarquia intelectual das universidades americanas está dizendo adeus ao neoliberalismo, a hierarquia intelectual da Igreja Católica está muito preocupada com o papel do leigo dentro da Igreja. E os leigos, também, estão mais conscientes. Um sinal disso já apareceu no grande documento produzido pelos bispos reunidos em Aparecida. Outro sinal, o teor que velhos militantes da Ação Católica desejam dar às homenagens ao bispo recentemente falecido, D. Cândido Padin.
D. Cândido foi fundador da JUC, monge beneditino, bispo em diversas dioceses e membro eminente da CNBB. Foi o prelado que melhor compreendeu o papel do leigo no seio da Igreja. Apesar da ortodoxia de Bento XVI, a Igreja latino americana nunca se esqueceu de João XXIII

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/03/2008 - 20:18

UMA HISTORINHA PAULISTANA

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MUITOS SERAO CHAMADOS, POUCOS OS ESCOLHIDOS

Outro dia num belo restaurante de Higienópolis, o Ex sentou-se, como de hábito, de canto para o salão. Os outros convidados, um senador do norte, um candidato à prefeitura de SP e um terceiro, cujo cacife me foge, sentaram-se voltados para o salão e para a porta de entrada. O EX estava falando qualquer coisa importante e percebeu que seus interlocutores não prestavam a menor atenção. Pois, entrara no restaurante, naquele momento, uma mulher de extasiante aparência.A bela moça sentou-se em mesa atrás do EX, que não a viu, mas tentou encaminhar a conversa com os ilustres interlocutores. Ninguém, nem mesmo o austero candidato a prefeito tirava os olhos da recém-aparecida. O senador não ouvia nada que o EX falava. Assim mesmo, tocaram os destinos da República, degustando as especiarias do cardápio. Algum tempo depois, a bela moça levantou-se, sapecou um beijo no EX, dizendo-lhe que era sua eterna admiradora. Os outros ficaram babando.
O EX reconhece que já não manda muito, mas que continua com um enorme prestígio

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/03/2008 - 19:56

PAULICEIA DESVAIRADA

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UM SIMPLES JEQUITIBÁ

Gilberto Dimenstein é o novo Quixote Urbano. Abriu os olhos sobre a cidade de São Paulo e cada dia descobre uma coisa nova, geralmente boa. Ontem anunciou na CBN a salvação de um Jequitibá, exigida pela população, num dos roteiros do Metro. Uma nova tecnologia será usada para a salvação da velha árvore. Mas o importante não é a tecnologia, mas a exigência da sociedade local. Progresso, Metro, tudo bem, mas deixando por lá o Jequitibá.

O BRASIL MELHOROU.

Mas a cidade de São Paulo piorou. Todos os índices de desenvolvimento social da cidade de São Paulo são lamentáveis. Uma cidade que não para de crescer e virou a meca das imigrações internas e externas para populações muito pobres, com um sistema público de transportes lamentável, com índices de desemprego sempre maiores do que no resto do país, com a entrada de seiscentos veículos novos por dia e 2 milhões de carros velhos que nem pagam impostos, só poderia ter o maior nível de poluição do Brasil, de mortalidade infantil, de repetência escolar e de violência.
Nem mesmo bons administradores sucessivos conseguem resolver essa questão.
São Paulo é um problema do Brasil, pois é a mais complementar das cidades brasileiras. O Metro é uma questão nacional. O saneamento básico é uma questão nacional. O rodoanel é uma questão nacional. Não apenas nacional, mas juntamente estadual e municipal. Não há consciência de que a grande tragédia nacional é a questão urbana, metropolitana. A maioria do desconforto e do sofrimento está nas metrópoles, de que São Paulo é o símbolo mais expressivo.

METRO OU TREM ENTERRADO?

Em Paris, que tem o mais extenso Metro do mundo, as linhas foram concebidas para interligar os bairros da cidade, de forma transversal. Assim pode-se ir de um lugar para o outro, mesmo em pequenas distâncias, de Metro. Somente muito mais tarde foi criado o chamado RER, isto é um conjunto de linhas tipo norte-sul, leste-oeste, voltadas para o atendimento das periferias e dos suburbios, nas quais os carros do metro carregam os passageiros por longos minutos dos centros de Paris para a periferia. Em São Paulo, a concepção original foi do tipo RER, e porisso mesmo o uso dentro da cidade do metro ficou muito difícil nas horas de pico, pois os Metros ficam completamente lotados por passageiros que vão diretamente para o fim da linha. São verdadeiros trens enterrados que por vezes afloram na superfície ou mesmo em pontes elevadas. E mesmo para esse fim o atual Metro é insuficiente, apesar do entrosamento com ónibus e o transporte ferroviário urbano, propriamente dito. São Paulo precisa de linhas interligando linhas, como teias de aranha.
Felizmente o Kassab anunciou que vai destinar, pela primeira vez, no município, 300 milhões de reais para o Metro. Agora, falta ver quanto o governo federal vai custear diretamente, pois através do BNDES já dá boa ajuda.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/03/2008 - 16:20

ALIANÇA PARA O CENTRO HISTÓRICO

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ALIANÇA PELO CENTRO HISTÓRICO

Um projeto muito simples. Transformar o Triângulo do centro histórico de São Paulo (2% de toda área central) num espaço de excelência: limpeza absoluta, iluminação privilegiada, segurança total, retirada de camelôs, cuidado das praças, calçadas impecáveis. Ilusão? Não. Um projeto experimental que será feito pela Prefeitura, pela Viva o Centro e patrocinada por um grupo de empresas lideradas pelas Bolsas, pela nossa Caixa e pela Associação Comercial.
Andréa Matarazzo deu o arranque. Está formado o Comite Executivo: Amaury Pastorello, sub prefeito da Sé, Cel Camilo, Com. do Policiamento do Centro e Antonio Zagatto, da Associação Viva o Centro.
Primeiras medidas: Remanejamento de 72 camelôs portadores de TPU, instalados no Triângulo para a Pça Fernando Costa, local preparado para recebê-los.
Implementar a coleta de lixo. Redução de carroceiros na área. Instalação de containers para evitar os sacos de lixo espalhados nas esquinas. Remanejamento de estacionamentos em Zona Marrom de caminhões, do Largo de S. Francisco para outra área. Instalar central de zeladoria do projeto na Rua Alvares Penteado, para receber sugestões e apoio da população.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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