Arquivo de fevereiro, 2008
28/02/2008 - 19:35
EDITOR MORTO NA PORTA DO TRABALHO – A TV CULTURA
Ontem um editor de 27 anos da TV Cultura foi assassinado em frente da emissora por um bando de três jovens marginais. Tinha orgulho do trabalho e era arrimo da mãe, que ajudava a sustentar. Era pobre e de manhã trabalhava na Record para aumentar a renda.
A Cenno Sbrigui é uma bela rua arborizada, com uma praça em frente, em torno da qual os funcionários da Cultura e da Gerdau estacionam seus carros. Abriga por vezes algumas barracas de cerveja e cachorro quente. Uma banca diurna de jornais.
De dia parece segura, mas três funcionários sofreram mini sequestros e inúmeros carros já foram roubados.
De noite é um espaço de ninguém. Aliás, por lá circulam garotos de programa, que tanto aumentam como sofrem os riscos de tal atividade. Não há policiamento visível nem regular. Não há boa iluminação. Pegar um carro ou ir atrás de um ónibus é risco consentido. É roleta russa.
Aliás, nesta cidade, ou estamos dentro das prisões das casas, dos apartamentos e das instituições ou estamos no território livre dos delinquentes. Não há mais espaço público. Há espaços condenados. Nós somos os prisioneiros. Só os bandidos têm hábeas corpus.
As vítimas são tantas que nós devemos ser culpados. Culpados por não acender mais uma lâmpada, por não colocar mais um vigia, por não espalhar um alarme em cada poste. Mas sobretudo somos culpados por não gritar , por não cobrar do estado brasileiro, que arrecadou em janeiro o sangue e a nossa alma, uma proteção para todos os meninos de 27 anos que morrem assassinados nesta cidade.
Alexandre Martins de Paula era eleitor e pagava impostos. Mas nunca recebeu em troca a educação gratuita, o seguro saúde. Por fim, não recebeu o direito que tinha, de viver.
Estamos de luto, em cada centímetro quadrado do prédio da TV CULTURA.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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28/02/2008 - 13:21
NATUREZA SELVAGEM
A natureza, em sua beleza, sempre me pareceu neutra. Ao contrário, o homem, em sua constante excitação, sempre nos pareceu selvagem.
“Natureza Selvagem”, o filme de Sean Penn, parece demonstrar o inverso. A natureza contem o maior dos venenos: a solidão. Além disso, esconde animais ferozes e plantas venenosas.
Alex, o jovem brilhante, sai de casa com tudo o que possa caber na mochila da esperança. A generosidade, pois desprende-se da poupança, que doa; desprende-se do carro, que abandona no meio fio; desprende-se da família, murada pela discórdia e, por fim, da segurança em favor da aventura, única utopia que náo abandona jamais um jovem com os olhos iluminados. Alex carrega também o combustível inflamável da retórica: insurge-se contra os preconceitos, a sociedade, a estabilidade, enfim, todos esses “valores” que adornam o universo da acumulação de bens.
Sean Penn participou de tantos filmes , como ator, que deve conhecer o duplo percurso de um homem na estrada e da estrada no homem.
O filme tem duas texturas paradoxais. A decisão com que o personagem se atira no horizonte, desapegado do mundo e dos outros e a doçura dos encontros que contradizem todo o seu uivo contra o mundo. No percorrer, Alex percebe isso, mas não passa recibo ao conforto do afeto. Deixa todos para trás e persegue sua utopia pessoal no encalço do mais distante dos estados americanos: o Alasca.
Não pode haver geografia, nem distância mais adequada a essa moradia cósmica da solidão.
Em cada parágrafo de suas memórias (o personagem de fato existiu) ele assinala esse desejo existencial da contemplação. Só no fim, quando o fim é o fim, descobre em tempo, porque um átimo de vida ainda é tempo, que a felicidade é a partilha, o convivio e o outro.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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27/02/2008 - 12:00
A ESTÉTICA DO SKATE E DA SOLIDÃO ADOLESCENTE
A família unida, a família rompida, a escola boa, a escola ruim, o jet sky, a prancha de surf, o sexo, a droga, a musculação, a balada, a namorada, a cadeia nike e o skate, juntos ou separados, não são capazes de quebrar a perplexidade e a solidão de um adolescente. Nesse cenário, sem utopia, ocorrem a melancolia, que se confunde com a tristeza; a força, que se confunde com a violência e a procura que, ás vezes se transforma em fuga.
A adolescência é um segundo nascimento, com todas as suas dores. O garoto ou garota saem do convívio e da proteção do pai ou da mãe ou de ambos, para respirar o seu próprio caminho, como o bebê. Tem o mundo á sua frente e um vazio em baixo dos pés.
Falo isso, porque isto é um blog, pessoal, e cada um tem sua sua maneira de ser e interpretar. Mas é apenas um prólogo aos fotogramas de Gus van Sant, no seu belíssimo filme “Paranoid Park”.
A estética do skate contêm todos os elementos: a melancolia, a força e a fuga. Na periferia isso se confunde com a nova arte, aquela acrópole de gestos que é a pista de skate. Aquela abundância de signos pintados nos murais da revolução urbana, no ócio desesperado do encontro, sempre em movimento.
O adolescente de van Gus é a mais bela expressão de tudo isso. Qualquer lugar é o ponto de partida para um movimento novo. Alex não titubeia um segundo para aceitar o convite de um desconhecido e ir surfar como pingente do trem de carga. O mesmo Alex que tão dificilmente se deixa amar pela colega mais linda. A tragédia está selada.
Mas o diretor não cai no conto da velocidade, nem da violência, nem do desespero. Tudo são fotogramas de uma qualidade indizível, de uma beleza humana e plástica. E, no fundo, a música de Nino Rota, com a ingenuidade e a ferocidade de Fellini. Fiquei sentado na cadeira, esperando que um juiz me condenasse pelos pecados do mundo. Mas o filme não acaba…
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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26/02/2008 - 12:00
JOGAR FUTEBOL NEGÓCIO É PIOR DO QUE COLHER CANA.
Ronaldo, com um esboço de cabelo “black power”, parece voltar ao mundo dos mortais. Com um ar triste, na entrevista coletiva, falou das preferëncias do coração e das preferências da realidade. Estava incrivelmente concatenado. Mas terá de viver esse parto de nove meses para ver se renasce como estrela ou como um simples morador da Barra.
Diego, apesar da exuberante juventude, também parte para o estaleiro atlético, a ver se no repouso se recupera dos traumas. Jogou oitenta e três partidas seguidas. Ganhou muito dinheiro, mas nem por isso, o ganho torna ético esse massacre do corpo e do espírito. Mente sã, desde os gregos, exige corpo são.
Desde que o futebol, sob o alto patrocínio da FIFA se tornou um dos grandes negócios da terra, os jogadores perderam a sua humanidade, e cada dia mais são produtos, quando não se transformam na própria midia. O jogador out-door é uma clara banalidade. Do sapato ao xampú, tudo lhe é acrescentado à personalidade, de forma visível. O out-door precisa estar exposto o tempo todo. Em cinco campeonatos paralelos, em diversos amistosos, em treinos sem fim.
Enfim. São escravos dos clubes, dos patrocinadores, das federações estaduais, nacionais e federais. Muitos, no ano passado, morreram nesse holocausto. E nem mesmo foram tratados como heróis, porque para os clubes o que interessa é a vitalidade. Fingir que somos imortais, pelo menos até os trinta anos.
Mas quem neste século XXI resiste à tentação de ser estrela, ainda que naquele campo ignóbil do Big Brother, quanto mais no vale dos vales: o Maracanã?
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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25/02/2008 - 10:29
O ALVO
Na América branca, anglo-saxã e protestante, não há muitos cidadãos vocacionados a assassinar um Bush ou um Mac Cain.
Dizia-se ao tempo da primeira visita de um papa aos Estados Unidos, que havia seis mil matadores potenciais de papas. Porisso mesmo a vigilância foi a maior da história do país, quando João Paulo II andou por lá. Há, segndo as estatísticas, uma imensidão de matadores de presidentes irlandeses e católicos e de pregadores negros, nos terraços de Menphis.
Isso me deixa meio apavorado. Não sou americano. Vivo aqui, já suficientemente assustado com os roubos em minha casa e a violência nas ruas. Mas estou torcendo abertamente pelo Partido Democrático (de lá). Particularmente por Obama, embora tenha muita simpatia pela candidatura feminina de Hillary.
Creio que Obama, sobretudo se ganhar a candidatura nesses próximos dias, estará a perigo. Deverá se cuidar. Proteger-se como um astronauta.
O que não haverá, por complô ou por livre iniciativa, de risco nessa indicação. Um negro, embora não descendente de escravos, ultra liberal, aberto, simpático, inteligente, bom orador, formado em Harvard, deve apavorar aquela minoria de débeis mentais para os quais o artigo mais importante da constituição é o porte de armas. As minorias também matam. As minorias também corrompem o espírito. As minorias também fazem lobby. Rezo por Obama, não apenas para que ganhe a candidatura, mas que permaneça vivo depois de conquistá-la.
Acrescento: Hillary também corre o mesmo rico. É mulher, e contra isso talvez haja mais fanáticos preconceituosos do que contra um negro.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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22/02/2008 - 11:41
OCA. ESPAÇO NATURAL PARA O ACERVO DO MAM
Não consigo entender porque até agora o prefeito Gilberto Kassab, tão dinâmico no embelezamento da cidade, ainda não autorizou a transferência da OCA,(aquele imenso disco voador do Niemayer que baixou no Ibirapuera), para o MAM.
Seria embelezar a cidade por dentro. O MAM possui o maior acervo de arte contemporânea do país. Mais de quatro mil obras estão armazenadas em “depósitos” e arquivos técnicos. Por vezes são desovados em exposições cíclicas e todo mundo se espanta com a qualidade daquela coleção.
É um absurdo que essas obras não estejam em exposição permanente para os cidadãos de São Paulo e milhões de pessoas que nos visitam anualmente.
Com a estrutura técnica e financeira inteiramente a contento, realizando exposições da maior significação todos os anos, promovendo cursos e outras atividades culturais, o MAM se credencia como uma das instituições culturais mais responsável e melhor administrada da cidade.
O pretexto de que a OCA é frequentemente alugada pela prefeitura não tem muito sentido porque a prefeitura não tem como finalidade a locação de imóveis, sobretudo quando a vocação da OCA se confunde com o destino do MAM (Museu de Arte Moderna).
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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21/02/2008 - 18:05
DE FATO, NÃO HÁ LUGAR PARA O PASSADO
Eram três gerações de xerifes no oeste americano. A conquista das fronteiras agrícolas ou pastoris do território produziram o faroeste, no cinema e na realidade. O uso das armas era não apenas recomendado como consagrado na constituição do país. Havia índios pela frente e bandidos pela retaguarda. Mas essa lei da selva produzia coragem, uma certa ética e um comportamento previsível de mocinhos e bandidos. O avô vivia essas práticas; o filho as teorias e o neto, sherife do filme, carrega as dúvidas existenciais de um Texas que reteve a violência sem observar as tradições da violência.
Hoje, mata-se por matar, por neurose, por imposições do mercado de droga, por ódio político, com uma lógica facial tão exclusiva que confere Oscars aos seus portadores. Tudo acontece por acaso. Um ex-combatente do Vietnã encontra um montão de dólares entre um montão de mortos. Dai passa a ser perseguido por um psicopata, cujo propósito era alcançar a mala de dinheiro, matando tudo e todos que estivessem no seu caminho. O sherife faz às vêzes do coro grego, um coro silencioso e perplexo. A luta não termina no clássico confronto entre bandido e mocinho, nem mesmo entre os protagonistas principais. Mortos, como nas boas tragédias, os protagonistas desaparecem. Resta o xerife pai e o xerife filho, num diálogo comovente, tão pouco esclarecedor quanto o monólogo de Hamlet. Resta um grande filme a ser visto.
Diretor: Ethel e Joel Cohen
Atores: Tommy Lee Jones e Javier Barden
Onde: Bristol, Eldorado, Unibanco, UOL, Reserva.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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20/02/2008 - 18:04
AGORA FALTA O SENADO
A Camara dos Deputados aprovou a proposta alternativa à MP que autoriza a criação da TV Brasil. Apesar do caminho da MP não ser o mais adequado a esse tipo de legislação, seu conteúdo quando transformado em lei será muito útil à consolidação da televisão pública no Brasil. Isso por algumas razões que exponho:
1. A MP fixa os princípios que nortearão criação de televisões públicas;
2. Esses princípios foram aprovados após nove meses de debates realizados entre representantes do poder público federal, todas as associações representativas do campo público de televisão e especialistas com notável conhecimento do assunto;
3. A EBC, empresa criada pela MP, vai transformar duas televisões estatais, a Radiobrás e a TVE do Rio de Janeiro, em uma televisão pública, a TV Brasil;
4. Essa televisão terá, além da contribuição orçamentária, taxas permanentes a partir de dotação de contribuições do setor de telecomunicação, sem aumento de impostos; essa televisão terá sua programação fiscalizada por uma conselho com autonomia intelectual e política; a televisão poderá veicular os eventos esportivos, comprados, mas não veiculados pela televisão comercial; a televisão dará prioridade às produções regionais e incentivará a produção independente.
Agora a lei deverá ser aprovada pelo Senado. Torna-se importante que o voto dos senadores não seja político-partidário mas considere a urgente necessidade de se criar uma legislação para regulamentar a televisão pública, o que não existe no país.
Se a lei é boa o resto depende da EBC se comportar à altura das expectativas e contribuições já dadas pela sociedade civil. Deverá ter um procedimento coloborativo com as demais televisões estaduais e não querer cooptá-las. Deverá ser pluralista, sobretudo em sua programação jornalística, o que se torna um texte definitivo neste ano eleitoral.
Tanto o presidente do Conselho, economista Luiz Gonzaga Belluzzo, quanto a presidente Tereza Crivinel já afirmaram e reafirmaram esses propósitos.
A última palavra fica com o telespectador que deve ser respeitado como cidadão.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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19/02/2008 - 14:47
Coagulação precoce
O Heródoto, editor jornalístico da CBN e apresentador do Jornal da Cultura deu uma informação que eu pensei que era piada:” – Em São Paulo já tem mais pneus de automóvel rodando do que sapatos andando” .
Pura verdade, constatável a olho nu. Logo após o carnaval sucedem-se os recordes de congestionamento em qualquer hora do dia.
As causas são muitas e velhas. A partir dos anos 50 houve uma priorização do automóvel em relação ao pedestre. Houve uma substituição do trem pelos veículos automotores. Houve uma substituição do transporte coletivo pelo transporte individual. Essas são as velhas. Mas as novas também são relevantes, principalmente o mercado crescente do automóvel devido às suaves prestações de noventa meses. Isso quer dizer que o comprador vai ficar pendurado por quase oito anos. Na metade desse tempo o carro já terá desvalorizado e o comprador continuará devendo um dinheirão. Entram na cidade de São Paulo dois mil carros por dia e as ruas continuam as mesmas.
Soluções óbvias: transporte público coletivo; metro; pedágio urbano; linhas especiais de ónibus; semáforos sintonizados; transporte solidário; variações nos horários do comércio.
Mas isso tudo é politicamente difícil. Transporte público atrapalha a indústria automotiva. Metro custa muito caro e governante não gosta de fazer obra para o outro inaugurar. Pedágio Urbano (solução londrina) seria mais um imposto na carga já abusiva das contribuições. Linhas especiais de ónibus exigem ruas destinadas apenas ao transporte coletivo. Semáforos sincronizados ajudam. O Serra já falou disso na campanha de prefeito. Mas como não se contrataram semáforos com cartão corporativo a solução é difícil. Transporte solidário é um linda solução social, mas com uma assaltante em cada esquina, como dar carona? Variações do horário do comércio exige um mínimo de planejamento e diálogo com os comerciantes, mas isso dá tanto trabalho.
Dentro em breve a grande massa urbana estará rodando de carro, porque não poderá desperdiçar o sacrificio das prestações e a alta burguesia, louca por novidade, deverá estar andando de ónibus e de taxi.
Uma amiga com altos recursos financeiros já está praticando isso. Mas confessou-me que não tem muita pressa para chegar a lugar algum.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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18/02/2008 - 12:55
São Francisco: transfusão de água.
Certa ocasião, um hemocentro francês forneceu sangue de aidéticos a doentes sãos. A saia justa política, posterior ao fato, não devolveu a vida nem a doadores, nem a tomadores.
Água é como sangue. Não se pode dar água ruim para salvar a natureza.
Isso posto, creio que o debate sobre a transposição do Rio São Francisco está muito mal colocado pelo governo e mal discutido pelos contrários. O debate contem uma preliminar que não tem sido discutida com nenhuma ênfase.
O Rio São Francisco é um rio doente: nas nascentes, nos afluentes, no leito assoreado, na água poluida etc.etc.
A primeira providência do governo que, ao que parece, tem um dinheirão disponível para a transposição, seria tirar o rio do seu leito de morte. Desassorear, aumentar a vazão, corrigir a natureza fornecedora de água, impedir a poluição, manter e renovar as matas ciliares, permitir a navegação etc. etc.
Discutir a transposição do rio e iniciar a transposição do rio, independentemente de sua conveniência ou não, é inverter a ordem das coisas. É interferir no tempo das conveniências.
É a mesma coisa do que se fazer um grande plano de transfusão de sangue sem avaliar as condições do doador. Vejam que não estou entrando na discussão específica da transposição, apenas estou a dizer que o rio está moribundo e que ninguém visita essa UTI.
Creio que isso basta para iniciarmos uma discussão.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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