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Arquivo de janeiro, 2008

16/01/2008 - 16:10

BRUNO DANIEL É REFUGIADO POLÍTICO NA FRANÇA

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EMBAIXADA NÃO SABIA QUE BRUNO DANIEL É REFUGIADO POLÍTICO

Estive com o jornalista Reali Jr. para buscar sua dedicatória no livro Às Margens do Sena. Conversávamos sobre sua matéria, publicada no O Estado de São Paulo, sobre a presença em Paris, há dois anos, de Bruno Daniel, irmão do prefeito assassinado de Santo André.
Preocupada com a notícia, a embaixadora do Brasil em Paris telefonou para Reali Jr. extranhando que o casal Bruno Daniel, ainda não tivesse entrado em contato com a embaixada. Acontece que Bruno Daniel e sua mulher têm o status de “refugiado político”, concedido pela França, e não podem, nessa condição relacionar-se com o país que motivou o refúgio, nem com suas embaixadas. Celso e sua mulher têm até passaporte concedido pela França, como nformaram esta manhã ao jornalista Reali Jr.
No momento estão ansiosos com o próximo julgamento que envolve a morte do irmão. Sairam do Brasil pelo teor e pela quantidade de ameaças que receberam, sobretudo depois que Bruno externou algumas dúvidas sobre o andamento do processo e do comportamento do governo e do PT relativamente ao assassinato.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/01/2008 - 08:09

REALI JR. ÀS MARGENS DO SENA

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VALE A PENA LER

Da mesma forma que ser correspondente de guerra era o sonho dos grandes jornalistas americanos na Guerra Civil Espanhola e mesmo na Segunda Guerra Mundial, o sonho de grande parte dos jornalistas brasileiros, é ser correspondente em Paris, Londres ou Nova York. Os primeiros, por romantismo, os nossos por um certo complexo diante das metrópoles.
Essa versão de que tudo se passa por lá não deixa de ser verdadeira. As grandes decisões econômicas estão na City de Londres ou em Wall Street. A moda está na Italia e em Paris. A tecnologia está no Silicon Valley. A opera está em Milão e no Metropolitan, em N. York. Todos os ganhadores do Prêmio Nobel moram no Hemisfério Norte, mesmo quando escritores do terceiro mundo.
Reali Jr. está há trinta e quatro anos em Paris. Não foi para lá por nenhum complexo colonial. Foi completar uma carreira já bem sucedida em sua jovem temporada no Brasil e se resguardar da ditadura.
Homem corajoso, jornalista investigativo e com uma rara inteligência social, venceu. E vencer como jornalista, na Europa, é não ser trazido de volta para o Brasil, como afirma a correspondente da Globo há mais de 30 anos.
O sucesso de Reali está no fato que ele construiu um elo entre o Brasil e a França, a partir de uma sólida malha de brasileiros que se interessam pela França e de franceses que se interessam pelo Brasil. Transitórios ou permanentes, ficou amigo de todos. Não tem “panelas” políticas ou literárias. Montou um caldeirão geral na rue Ranelagh onde mora até hoje.
Seu livro, lançado com extraordinário sucesso no Brasil, além do prazer da leitura e da informação que contem, é leitura obrigatória para jovens jornalistas e estudantes de comunicação.
Uma vez o Claudio Abramo me disse. -Um repórter a gente monta em três meses. Dá uma pauta. Manda pra rua. Corrige e, tudo bem. Mas um jornalista precisa ter cultura. Se não tem cultura nunca terá nenhuma importância.
Reali Jr tem essa visão que só a experiência e a cultura trazem. Sobretudo a cultura do país de onde se escreve e do país para o qual se escreve.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/01/2008 - 15:39

RECOMENDAÇÕES: MUSEU DO QUAI BRANLY

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JEAN NOUVEL ÀS MARGENS DO SENA

Ns França , os Presidentes da República gostam de se imortalizar pela obras culturais que deixam. Desde De Gaulle, por intermédio de seu ministro, o escritor Malraux, Pompidou, Mitterrand e por fim Chirac, todos deixaram obras magníficas. O La Villete, o Centro Pompidou, o Museu D’Orsay, o Museu Picasso, a Opera II e a Biblioteca Nacional, além da própria significação, atraem biliões de euros anulamente para os cofres do turismo cultural francês. Chirac, antes de sair, não deixou por menos, fez o Museu do Quai Branly, quase ao lado do D`Orsay.
Trata-se de um projeto impressionante do arquiteto Jean Nouvel, que ocupa um imenso quarteirão à beira do Sena. Com a colaboração de centenas de mecenas, empresas nacionais e internacionais, foi criado um museu para a compreensão dos homens, da arte e das civilizações de além mar: Oceania, Ásia, África e Américas. Lévi Strauss, do mais alto de sua sabedoria e longevidade, deve estar orgulhoso dessa proeza antropológica, que reúne e sintetisa as obras fundamentais de inúmeros museus especializados no estudo do homem. Por fora, o prédio de Nouvel, belíssimo, contrasta com as edificações clássicas que compõem as margens arquitetônicas do Rio Sena. Seu volume é amenizado pela passagem pública de seu jardim, pois o museu propriamente dito é uma alameda suspensa. O interior, além dos restaurantes, dos serviços e do teatro Lévy Strauss, contêm cinco módulos para exposições e documentações.
A Plataforma das Coleções constitui um percurso geográfico em torno de 3.500 objetos, que constituem a própria referência do museu.
O Rio representa um espaço tátil, principalmente para deficientes, pela forma com que os visitantes podem tocar e olhar o espaço concebido.
A Galeria Suspensa Este propõe seis dossiers expositivos por ano.
A Galeria suspensa Oeste acolhe por 18 meses a grande Exposição de Antropologia e
O Mezanino Multimidia contempla programas enciclopédicos a partir dos quais o visitante pode abordar de forma lúdica as noções fundamentais da pesquisa antropológica.
Este BLOG não é um guia turístico, mas seu autor pode garantir que, apenas para visitar os equipamentos culturais acima referidos, o cidadão precisa de uns cinco dias.
Já o Louvre, pode acupar uma semana na vida de qualquer um.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
12/01/2008 - 16:51

A NATUREZA E OS CUIDADOS PERMANENTES

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A NEVE VOLTA DEPOS DE DOIS ANOS E MEIO

No últimos três anos a Suiça não teve neve. As Estações de ski de média altitude quase faliram. Um desalento inclusive para os franceses que preferem esquiar na Suiça, o que sai muito mais barato, devido ao câmbio.
A culpa é sempre atribuida às mudanças climáticas, incluindo as altas temperaturas do verão, dos dois últimos anos.
Essa situação e as grandes denúncias de Al Gore sensibilizaram politicamente a Europa.
Há uma preocupação dos governos e uma atitude das empresas privadas. Sobretudo nos paises escandinavos o cuidado com a natureza é quase de tolerância zero.
Não se constróem mais prédios sem que a economia de energia seja menor que 70%. Retoma-se a tradição dos velhos páteos andaluzes, mesmo em construções de cinco andares, para ampliar insolação no inverno e resfriamento no verão. Mesmo em paises com pouco sol, a energia solar é explorada ao máximo. Na Noruega construiram uma usina hidroelétrica num encontro do mar com o rio. Isso produz energia na maré alta e na maré baixa. Afirmam que a pororóca no Pará poderia abastecer de energia toda a América Latina. Enfim, estão na frente dos Estados Unidos e do resto do mundo em matéria de preservação e servem de exemplo.
Mas como o clima é caprichoso, este ano neva a vontade em toda a Suiça. As estações de sky já recuperaram em um mês todo o prejuizo passado.
Apesar disso, acredita-se que o destino ecológico do mundo será decidido nos próximos 10 anos.Daí o incrível entusiasmo dos europeus com as próximas eleições norte americanas

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
12/01/2008 - 13:59

WONG KAR WAI EM HOLLYWOOD

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“MY BLUEBERRY NIGHTS”

Foi exatamente em Lausanne, neste mesmo cinema, que assistí meu primeiro filme de Wong Kar Wai. Fiquei impressionado com o seu jeito de filmar, usando a câmera como cúmplice dos detalhes, sempre aberta às intimidades da vida. Câmera ardente, sem pressa, dando ao objeto o tempo de se compreendê-lo. Apartamentos onde pessoas simples jogam baralho. A mulher longilínea encostada no muro, sob a chuva impiedosa. Dois elementos inesquecíveis: as roupas e a música. Um oriente profundo, mas de sentimentos compreensíveis.
No “Blueberry”, novo filme de Wong, o cenario é americano, a vida é dos Estados Unidos, o bar, o casino, o café modesto e os conversíveis emblemáticos. Tudo muito N.York. Mas o olhar é o mesmo dO … The Mood For Love. A câmera percorre vitrines até o fundo da alma. Jude Law está excepcional, com sua beleza e sua ternura, revelando um sentido de espera, como se nada pudesse precipitar os ponteiros de sua rotina. Norah Jones, a cantora, agora atriz, faz o contraponto perfeito. O problema de seu personagem não é dar tempo ao tempo, mas marcar um destino contra a rotina. Todos os outros personagens são incríveis. A mulher que abandona o marido bêbado e apaixonado é antológica, no papel e no desempenho. É uma atriz hebraica. Não me lembro o nome. Natalie Portman surge no final. Parecia uma orientadora de tese, produzida em Las Vegas, para encaminhar Norah Jones ao seu destino. É de uma beleza americana, do tipo Marilyn, num Jaguar conversível. Os coadjuvantes não deixam nada a desejar. O diretor coloca-os todos no mesmo nível existencial. Ninguém é completamente mocinho ou bandido. A câmera os iguala. A vida também.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/01/2008 - 12:59

SARKOSY VAI ACABAR COM A PUBLICIDADE NA TV PÚBLICA

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A TV PÚBLICA FRANCESA EM PERIGO DE VIDA

Sarkosy costuma cumprir com suas declarações, mesmo que contrariem a opinião pública. O simples anúncio, que acarreta uma transferência de publicidade das públicas para as televisões comerciais já proporcionou uma alta considerável de suas ações na Bolsa de Paris. Logo, porém, quebraram a cara pois o espaço publicitário é limitado e eles não o tinham para absorver a “pub” das tvs públicas. Mas isso se resolverá em favor da TF1 e da M6, que receberão mais de duzentos milhões de euros. Para compensar o rombo da rede pública, Sarkosy propõe tomar um percentual das privadas para as públicas, como já se cogitou no Brasil e ainda aumentar a taxa que os usuários pagam pelo uso de televisão em geral. As duas soluções não preenchem o buraco e desagradam a todo mundo. A oposição e os meios intelectuais acreditam que Sarkosy, como todo governante de direita, quer acabar com a televisão pública e reservar para o governo apenas a TV5, divulgadora internacional da política francesa, de que falaremos no próximo blog.Sei que a idéia é acalentada no Brasil por teóricos sérios, mas se pagando quase 50% da cont com dinheiro próprio, qual não será a intervvenção do governo se não tivermos essa saída. E está claro que no Brasil, as toda poderosas televisões comerciais nunca permitirão um repasse direto de seus ganhos. Até hoje não aceitam nem que o governo, através da Secom, nos dê os 4$ do nosso share, como publicidade permanente do governo nas televisões públicas. O problema francês é diferente. Lá eles querem acabar com a TV Pública de outra maneira. Pura ideologia neo liberal.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/01/2008 - 09:55

PAUL KLEE EM SUA CASA DE BERNA

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UM MUSEU ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA

Paul Klee é suiço, amadureceu em Weimar, viajou pela Itália, França e Egito, tocava violino como um profissional, amava o teatro e assistiu praticamente à todas as operas encenadas na Suiça e na Alemanha, onde morou até que o nazismo o mandasse de volta para Berna. Morreu cedo, em 1940, de esclerodermia, uma doença incurável na época. Como os primeiros impressionistas, compreendeu a natureza e seguidamente a vida: os atores, as bailarinas, o teatro, o circo. Começou com um traço que o acompanhou pela vida inteira, ainda que entremeado de cores. Foi professor, ator, músico, pintor, sobretudo pintor. Sua vida e seu lápis caminharam juntos. Tem a abrangência e o volume de Picasso, mas a oportunidade reduzida de um Mozart, pois como aquele, morreu cedo. É assim, o Mozart do impressionismo, numa versão alemã da pintura, que mudou o mundo da arte, o Bauhaus.
Todo esse acervo é o tributo que a cidade de Berna presta ao seu maior artista no ZENTRUM PAUL KLEE. Um exemplo de museu, peitado pela prefeitura e pela sociedade civil, principalmente a sociedade rica, que por lá, sabe doar dinheiro para as instituições culturais.
É um projeto belíssimo, mas polêmico, de Renzo Piano, o grande arquiteto italiano. A crítica mais comum é de que a obra foi feita para o cidadão sentir-se à vontade e num cenário muito belo, mas que a obra do artista ficou em segundo plano em salas escondidas do sol irradiante que penetra toda a arquitetura do projeto.
Não àchei nada disso. O sol contamina de fato, mesmo no inverno, as salas imensas dedicadas às crianças, à livraria, ao bazar e ao café, como um grande boulevard. Recolhidas e abrigadas do sol estão as salas de exposição permanente e transitórias, os teatros, os auditórios. Confortáveis elevadores e belas escadas de madeira. O guarda roupa é aberto e democrático. Cabides para todos, self service, e pequenos cofres para valores. Os toilletes são perfeitos. A conservação, os guias, estacionamento igualam o conforto e a inteligência. Os trabalhos custaram 110 milhões de francos suiços (1.6 reais). 60 milhões da família Muller, 18 milhões dos fundos da loteria municipal, 32 milhões de parteners e mecenas privados. Isso sem contar a doação de quadros de Klee, feita pelos netos e bisnetos do pintor, de valor incalculável.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/01/2008 - 17:48

OBAMA CONVENCE ATÉ OS REPUBLICANOS

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“L’OBAMANIA” . Os europeus descobrem um novo vírus nos Estados Unidos

Ontem mesmo falei que os americanos estão votando em “caráter”, não em raças ou sexo e nem mesmo na tradição. s interpretações dos jornalistas europeus levam-me a crer que, depois de Bush os americanos querem arriscar numa nova utopia pessoal, num novo desafio e esse desafio se chama Barack Obama. Quando Nancy Assenza, uma eleitora independente que votou para a reeleicao de Bush, agora simpatizante de Obama, se aproximou do candidato em New Hampshire, contou a Obama que tinha um filho de 22 anos no Iraque. Obama apertou-lhe as mãos e disse-lhe: -Mande um e-mail ao seu filho e agradeça o serviço que ele está prestando aos Estados Unidos.
Até eleitores republicanos estão encantados com Obama. Pode ganhar as prévias de N. Hampshire.
E isso quer dizer mesmo que os americanos, sobretudo os jovens e os que estão perdendo seus jovens na guerra; os adultos que estao perdendo confiança na economia, tendo que vender a preços baixos suas casas para pagar a prestação; os velhos que assistem ao estupro da consciência liberal e civil, desejam reconstruir o espírito americano, foram buscar esse modelo num filho de imigrante com uma americana de Kansas.
Obama carrega a força de uma retórica convincente. Fala bem. Fala como os profetas, com frases curtas e convincentes. País do slogan, não é de se admirar que as utopias sejam reveladas em slogans. Credos simples, como os dez mandamentos.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/01/2008 - 16:00

OBAMA – UM AFRO AMERICANO NA CASA BRANCA

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AINDA IOWA

A crítica européia continua a repercutir a vitória de Obama em Iowa. Interessante é que quse todos os comentaristas perceberam que não há um negro, uma mulher e um wasp, como candidatos democráticos à presidência dos Estados Unidos. Há, apenas, três americanos com caráter diferente. Obama não corteja nem conta com a totalidade do eleitorado negro. Hillary, talvez, seja mais apreciada pelos eleitores homens. E o elegante Edwards chegou em segundo, inclusive com alguns votos do diminuto eleitorado negro de Iowa.
De fato, 95% do eleitorado de Iowa é branco. Quase 100% conservador. A cor do candidato democrático nunca entrou em discussão na campanha. Ele inclusive não dá prioridade ao assunto, sua bandeira eleitoral está voltada para a política social e quase nunca pra a discriminação. Outro fator que impulsiona Obama é a simpatia dos jovens eleitores, fascinados com o ex-aluno de Harvard, de 46 anos, que aliás é um orador notável.
Hillary não é forte por ser mulher, mas porque é uma mulher preparada para governar. -Estarei pronta, desde o primeiro dia para governar os Estados Unidos, afirmou ela, logo após o resultado de Iowa, no qual chegou em terceiro lugar. Ainda é muito cedo para se desesperar com essa prévia, com mais peso simbólico do que eleitoral.
Tudo parece seguir as profecias de Luther King, em seu inesquecível discurso pronunciado em 28 de agosto de 1963, seis meses antes de ser assassinado, lembrado por Andrés Allemand, jornalista suisso, em seu editorial:
“Eu tenho um sonho de que um dia esta nação se levantará e colocará em prática o seu credo: que todos os homens sejam iguais. Eu tenho um sonho de que um dia meus quatro filhos nao serão julgados pela cor da pele mas pelo tamanho do seu caráter”.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/01/2008 - 13:47

Suiços anunciam o fim da insônia

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PROTEINAS DO LEITE PARA ACABAR COM A INSÔNIA

A prudente imprensa suiça anuncia um complemento alimentar capaz de diminuir sensivelmente a insônia. Não se trata de um medicamento nem de um sonífero, mas é fabricado e distribuido pela Elvea Pharma, de Geneva. As proteinas do leite, contidas nesse produto, são ricas em L-tryptophane, um aminoácido precursor da serotonina (hormönio responsável, entre outros, pelo ciclo do sono). Experiências feitas com o ELVERED, nome do produto, demonstraram um aumento sensível da capacidade de dormir, sem que o cliente acordasse nenhuma vez durante horas de sono. Raphael
Heinzer, responsável pelo Centro de Investigação do Sono, na Suiça, mantem-se cético, mas acredita que a teoria sobre a qual se baseia a produção do Elvered tem algum sentido. Elvea Pharma, por razões de custo fez experiências prolongadas apenas em 67 pacientes, ainda não validados por nenhum protocolo, afirma seu diretor geral Fréderic Bressler. A partir da venda de 6500 caixas do produto, constatou-se uma melhoria de 39% no aproveitamento do sono. Elvered não contem a Valeriana, produto considerado de bons resultados, pelos especialistas. É outra coisa. Tem efeito durável e pode produzir bons efeitos até mesmo quando se interrompe o seu uso.Os médicos, segundo o articulista do 24hs. de Lausanne, afirmam que não importa discutir qual é o melhor, se a Valeriana ou o Elvered, desde que Morfeu nos deixe dormir em paz.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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