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Arquivo de dezembro, 2007

31/12/2007 - 23:59

O FRIO CIVILIZA?

A COMPREENSÃO DAS ESTAÇÕES

Claro que esta é uma questão burguesa para nós que nos encantamos com gente vestida adequadamente, a que o frio sempre obriga. Lembro-me da grande crise econômica da Argentina. Estava na Calle Florida e um senhor muito bem vestido me perguntou se eu queria engraxar o sapato. Imediatamente sentei numa cadeira disponível e ofereci meus sapatos ao elegante senhor. Ele estava de blazer azul marinho, bem composto, e agradeceu muito quando lhe dei uma gorjeta de moeda forte ( que era a do Brasil).

Mas não podemos nos esquecer que as mais belas vestes femininas do mundo são de mulheres africanas que vivem num calor constante.

Isso posto, creio que o que civiliza mesmo é a divisão perceptível das estações. Esperar as estações, saber que há um tempo de frio e um tempo de calor, uma tempo de primavera e uma atmosfera de outono, e que é essa compreensão que dá à vida uma contagem mais delicada do tempo. Quando os dias são todos iguais temos a sensação de que morremos mais depressa.

Assim, estranhei que na Suissa, como acontece nos Estados Unidos, embora inverno, não encontrasse as frutas de verão, facilmente importáveis do Chile. Explicaram-me que o suisso não come frutas fora da estação. Eles esperaram meses para comer o primeiro pêssego da temporada, a primeira cereja. Assim a vida lhes proporciona expectativas e renovação. Tiram roupas alegres do guarda roupa quando chega o verão. A coisa é tão radical que fui uma vez a uma chocolateria e perguntei por um chocolate que eu tinha gostado muito. A moça pediu desculpa e me respondeu: -Esse chocolate é de primavera, nós só produziremos no ano que vem.

Essa questão de tempo não é portanto um simples questionamento burguês. É uma forma civilizada de envelhecer com a natureza. FELIZ ANO NOVO.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/12/2007 - 10:54

SEMPRE AS FRONTEIRAS

UM PAÍS ABERTO

Saí dos Estados Unidos, e mesmo para sair, na averiguação, tirei o sapato, abrí minhas malas, retirei o computador da mochila, saquei o boné, o paletó, o casacão. Os agentes sentiram qualquer coisa no ar ou no bolso do paletó. Perguntaram-me se eu tinha uma lanterna no bolso. Não tinha. Me puseram num chuveiro eletrônico que faz o barulho de descarga sanitária de avião. Não havia nada. Mas a moça insistiu: – Tem qualquer coisa aí!

Meu paletó, meu casação e meu coração passaram de novo pelo detector de terroristas. Nada. Então, deixaram-me gentilmente embarcar. Já tranquilo, com os sapatos nos pés, o paletó no corpo, recoloquei o Lap Top na mochila. Então descobri o perigoso objeto metálico que eles não detectaram, na mochila:uma latinha de pastilha Valda. Tive vontade de ir lá, me explicar com a moça e mostrar as poderosas pastilhas para garganta, mas como o “sense of humour” é mínimo, fui diretamente para o avião da Swiss que me levaria para a Suissa.

Quando o avião já estava aterrisando em Zurique, perguntei ao comissário de bordo se eu não teria que preencher aqueles formulários de entrada. O comissário, muito senhor de si e da Suissa respondeu-me:- Monsieur. Isso aqui não é necessário. A Suissa é um país aberto a todos.

Fechei o bico e fiquei muito feliz em estar num país onde não se preenchem formulários, onde a esteira “nada a declarar” nos leva diretamente para o Taxi, sem qualquer constrangimento.

Um frio de zero graus me dava ainda a sensação de que o frio civiliza, mesmo.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/12/2007 - 10:33

UMA BOA SOLUÇÃO PARA OS IDOSOS

THE VILLAGE

Existe, entre Orlando e Gainsville, na Flórida, uma quase cidade, chamada “The Village”, maior do que Alphaville, com uma característica única. Foi feita para pessoas idosas. Ninguém com menos de cinquenta anos pode comprar uma propriedade no bairro. Aliás, são diversos bairros, uma verdadeira Disneylandia da Terceira Idade.
É talvez uma das primeiras experiëncias urbanas temáticas em todo o mundo. E mais, é uma tentativa de vida comunitária. Cada bairro possui casas relativamente pequenas, pois que para casais velhos, mas todas de grande conforto e até mesmo luxo. Há clubes especializados, com assistência de médicos e treinadores. Torneios adequados à idade são realizados, sempre com grandes cerimônias de premiação. Os parques e áreas de passeios são de uma beleza cinematográfica. Tods os velhinhos tem um carrinho de golfe, mas são carros de golfe de todas as marcas: Mercedes, Porsche, Jaguar etc. Há mesmo uns carrinhos de golfe, bossa limousine, para quando as famílias vêm visitar os parentes mais velhos. Interessante que quase ninguém se hospeda na casa dos mesmos, pois há um belo hotel para que os convidados sintam-se a vontade e mantenham um bom relacionamento durante a visita.
Tudo o que se possa imaginar, torneios de tranca, de bridge, de ping pong, de snooker, bilhar, são realizados habitualmente ao lado das competições esportivas.
A solução, que consitutui, além do mais, o maior sucesso imobiliário, visa substituir o envio dos parentes para casas de velhinhos, quando estão completamente sós. Lá não há a menor solidão. Há vida, com todos os seus problemas: ciume, inveja, alegria, colaboração, crítica, perdão, etc.Contudo, constitui uma solução para ricos, pois as propriedades variam de 400 mildólares até 1 milhão, além do custeio de um condomínio repleto de serviços.
Essa vida comunitária contrasta com o isolamento das pessoas nos outros tipos de condomínios de Orlando, Gaisnville e mesmo de Jacksonville. Vizinho é uma realidade apenas para efeitos de considerações de padrão: metragem da casa, tipo de automóvel, tratamento do jardim. As pessoas se cumprimentam mas não se conhecem, e nem se interessam muito. As crianças quebram um pouco a frieza, mas sempre dentro de um padrão elevado de preconceitos.
Por isso mesmo, e pelo contraste, o Village dos velhinhos, é uma lição de solidariedade e convivência.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/12/2007 - 16:26

A MELHOR DISCOGRAFIA DE NATAL NOS EUA

AS RECOMENDAÇÕES MUSICAIS DE MONIQUE BLANCHARD

Home Alone Soundtrack- Carol Of Bells
Kelly Clarkson- O Holy Night
Southside Johnny Lyon- Please Come Home for Christmas
Frank Sinatra- Let it Snow
Jackson Five- I Saw Mommy Kissing Santa Clause
Martina Mcbride- Away In A Manger
Bobby Helms- Jingle bell Rock
Hilary Duff – Santa Clause Is Coming To Town
The Drifters- I’m Dreamin Of A white Christmas
Marlyn Monroe- Santa Baby
Six Pence Non The Rictcher- Christmas Time Is Here
Gerald Levert- Christmas Whithout My Girl
The Eels- Christmas Is Going To The Dogs
Christina Aguilera and Brian Mcknight- Have Yourself A Merry Little Christmas
Sarah Malachlan- Silent Night
Vince Gill- Let There Poeace On Earth
Johnny Mathis- It’s Begining To Look A Lot Like Christmas
Bright Eyes- Blue Christmas
Jewel- Walk In A Winter Wonderland
Elvis- I’ll Be Home For Christmas
Faith Hill- Where Are You Christmas?
She Daisy- Deck The Halls
Mel Torme- Ha Yourself A Merry Little Christmas

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/12/2007 - 19:38

MECANISMOS DE AVALIAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR NOS EUA

COMO SE FAZ UM DENTISTA NOS EUA

O único cuidado que o Brasil toma com o nível do ensino e do aprendizado é a avaliação feita pelo Ministério da Cultura. Estranho, mas compreensível que essa avaliação seja condenada, criticada e abominada pelas escolas públicas e privadas.
Nos EUA há uma forma melhor de segurar a qualidade em alguns setores. No segundo ano do curso superior de odontologia, por exemplo, há um exame de avaliação controlado pela Associacao Americana de Odontologia . Se o aluno não tiver nota 7.5, tenta uma segunda vez. Se não passar fica no segundo ano.
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Para se ter uma idéia, vou descrever a trajetória percorrida por um profissional de odontologia.

Depois de completar 4 anos de High School, o aluno faz 2 anos de College. As matérias/créditos durante o College já sãodirecionados para a Faculdade de Odontologia. Não há vestibular nos EUA, a seleção é feita depois de uma análise das creditos (GPA do aluno) e uma entrevista (obrigatória). Depois que o aluno é aceito, durante os 4 anos de curso são realizados 2 exames nacionais, controlados pela ADA (American Dental Association).O primeiro deles, chamado de National Board Part 1 (NBI) é oferecido apenas no territorio nacional e inclui matérias básicas pertinentes aos dois primeiros anos de estudo (microbiologia, bioquimica e anatomia dental e geral). O aluno não prosegue no terceiro ano sem passar neste exame. A nota mínima é de 75% de acerto. Depois do aluno passar no NBI, ele concluirá mais dois anos de estudos, com matérias mais clínicas (pediatria, endodontia, periodontia, ortodontia, farmacologia etc). Ao final destes dois anos, todos os alunos de odontologia do país, (hoje o exame pode ser feito pelo computador), prestam o NBII .A nota de corte também é de 75%.
Terminada essa etapa, antes de exercer a profissão, há o exame de licensa (realizado em cada estado) no qual o profissional faz teste clínico envolvendo os pacientes. Este exame é conhecido como Licensing Board. Para dentistas estrangeiros as regras são ainda mais complicadas. Em alguns estados, o candidato precisa ter “green card” para ser elegiveis aos cursos que levam a este exame.
Mesmo que o profissional passe nesse exame num dos estados americanos, ele não poderá clinicar noutro estado, sem prestar o mesmo exame .
Ninguém abre uma clínica ao lado da outra sem antes fazer uma profunda analise demografica, tanto para o clinico geral quanto para especialistas.
O Brasil tem mais faculdades de odontologia do que os Estados Unidos e o Canadá juntos, e nem por isso o acesso da população aos serviços odontológicos
é melhor ou mais em conta.
No Brasil, basta o aluno sair da Faculdade para clinicar a vontade, sem qualquer exame de habilitação clinica. Creio que esses exames intermediários seriam melhores do que a simples avaliação estatística que hoje se realiza no Brasil.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/12/2007 - 12:00

,b>ROUBARAM MAIS UMA VEZ O POVO BRASILEIRO

NA CARA DE SUZANE BLOCH E DE UM TRABALHADOR

É sabido que para o povo sobra apenas o espaço público. E, também as obras de arte expostas em museus de entrada gratuita. Tudo o mais se paga, com ou sem CPMF.

Nesse sentido, a coleção do MASP é acervo do povo brasileiro e não brinquedo de diretores e conselheiros da Fundação Bienal.

Assim, não vejo o roubo do Picasso e do Portinari, com a tranquilidade manifestada pelo responsável do SPHAN, orgão federal incumbido da proteção ao patrimônio artístico nacional.

O museu não tem segurança permanente, de qualidade. Provavelmente a casa dos seus diretores tem um serviço de segurança melhor do que o do MASP.

A sala não tem alarme. Meu Deus. Na Santa Efigiênia você compra alarmes ótimos por preços ridículos.

O andar onde se expõe o maior acervo artístico da América Latina e um dos bons do mundo, tem uma porta de vidro que se arromba com um simples pé de cabra.

Os bons curadores da cidade já avaliaram a qualidade dos quadros roubados. Um Picasso da melhor fase azul (aliás todos os quadros dessa fase são belíssimos) e um Portinari extremamente emblemático, ainda que o autor não tenha o reconhecimento internacional que merece, nos leilões da Southeby.

Ainda que um quadro seja sempre mais importante do que o seu valor financeiro, o MASP não fez o seguro dos mesmos. Claro que seguro é coisa cara. Isso é problema nacional. Deveria ser equacionado pelo governo em sua missão de defender o patrimônio.

Por falar nisso como andam as buscas dos precisosos documentos roubados da Biblioteca nacional?

A imprens internacinal acredita que os quadros foram sequestrados a partir de uma orquestração prévia muito bem calculada. Para que? Para onde? Para a contemplação solitária?, posto que dificilmente esses quadros poderão ser colocados no mercado.

É verdade que se roubam obras de arte em todo o mundo, mas não com essa facilidade. Se você respirar muito perto da Mona Lisa, soa um alarme que ensurdece o mundo

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/12/2007 - 19:14

O JARDIM DOS CUMMER’S

OS CUMMER’S LEMBRAM SCOTT FITZGERALD

Na primeira metade do Século XX, nos Estados Unidos, os bilionários quase não pagavam impostos. Por isso mesmo tornaram-se grandes colecionadores de arte, construiram hospitais, financiaram universidades e abriram museus. Até mesmo para limpar a imagem, quando a origem do dinheiro não era muito confortável, faziam filantropia. As orquestras filarmônicas nasceram dessa oportunidade: eram financiadas por esses filântropos.
Nas pequenas cidades o fenômeno se repetiu. Em Jacksonville os Cummer’s compunham o casal mais requintado da cidade. Em sua mansão beira rio, Cummer presenteou sua mulher com o primeiro jardim particular da Flórida. Um jardim de estilo italiano que hoje faz parte do museu que doaram à cidade. Ao contrário da burguesia brasileira que não consegue doar nada ao país onde nasceram e enriqueceram, os americanos bilionários doaram suas fortunas para a construção dos mais famosos projetos culturais dos Estados Unidos. Os Cummer, além da mansão onde viviam, doaram 63 obras, hoje expostas no Museu Cummer, de Jacksonville. Além do estilo de vida de uma familia americana do comêço do Século XX, com suas louças alemãs e chinesas, o museu, eclético e conservador, revela o gosto pela arte acadêmica e barrôca de seus fundadores. Mas apresentam ainda belas peças da antiguidade egípcia, romana e mexicana, além de fragmentos notáveis das ruinas de Pompéia. Dessa forma, a sociedade americana, sobretudo os muito ricos, retribuem ao país, como recomendava John kennedy, o que puderam amealhar em vida. O velho John Rockefeller foi o maior mecenas dessa sociedade. Já no fim do Século XX, os maiores mecenas foram Getty, Bufet e Bill Gates, com diferentes projetos. Destinaram muito pouco aos herdeiros e o resto passaram para a sociedade. Esses paradoxos da vida americana confundem muito a cabeça de um jornalista brasileiro, muito crítico com relação àquela maneira de viver, mas confuso, com relação àquela maneira de ser.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/12/2007 - 20:49

UM GRANDE ESCULTOR NUM MUSEU PROVINCIANO

UMA BOA SURPRESA NO MUSEU DE JACKSONVILLE

Cerdá socializou o urbanismo, com o planejamento de Barcelona, no fim do Século XIX. Acreditou que tornando todas as ruas iguais e todas as casas semelhantes estaria recompondo a igualdade social, tão desigual depois do surto industrial de Barcelona. Corbusier e Niemayer, com uma estética bem mais apurada, perseguem um urbanismo da igualdade. Pena que a sociedade não acompanhe as intenções de seus projetos.
Jacksonville, na costa leste dos EUA, inteiramente capitalista, também possue como quase todas cidades americanas, esse traço regular, com quarteirões quase iguais e que só se distinguem pela dimensão dos terrênos e das construções. O desenho é de uma regularidade absurda, mas a desigualdade é imensa. O urbanismo, embora monótono, hierarquiza a sociedade, diversamente de Cerdá: o portal, o verde da grama, a grandeza das casas idênticas, os enfeites de Natal (luzinhas terceirizadas custam 800 dólares, depois são devolvidas, como os vestidos de noiva da Av. Rebouças), são traços marcantes do modo de viver da alta burguesia.
Jacksonville tem a maior área urbana do mundo. É a maior cidade em extensão de todo universo. Suas ruas são, como já disse, idênticas, mas tem o rio, os lagos e as praias, na beira dos quais se plantaram residências de 12 milhões de dólares, apesar da crise imobiliária.
Fui ao centro (down town), único lugar onde se pode andar a pé, pois o resto são distâncias. Visitei dois museus. Falarei do primeiro, o MOCA. MUSEUM OF CONTEMPORARY ART. É um museu provinciano, mas teve a inteligência de colocar, ao lado de sua coleção permanente, uns “print”assinados, de Picasso, Miró e outros notáveis. E tem um olho bom para exposições transitórias.
Confesso que me regalei, no terceiro andar, com as obras de um escultor japonês chamado MINORU OHIRA.
ESSÊNCIA E MATERIAIS, como se chama a exposição, faz jús ao nome. Trata-se de uma reverência ao mundo natural: primeiro às madeiras, salvas de canteiros de obra ou descartadas em estradas desertas. Essas madeiras são a matéria prima de abstrações subliminares da vida, das sementes e da figura humana. Esculturas curvilíneas de madeiras, em grandes dimensão retratam Santana, e ela se assemelha a um grande seio polido de madeira. Uma linda surprêsa numa cidade sem importância.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/12/2007 - 13:32

RECOMENDAÇÕES PARA UM JOVEM SAIR DA IGNORÂNCIA

AS RECOMENDAÇÕES DE TOMÁS JEFFERSON

Cheguei aos Estados Unidos e logo encontrei na parede da casa do genro e da filha estes pensamentos de Tomás Jefferson, que Bush esqueceu de assimilar na escola.

Regras de conduta

Nunca deixe para amanhã

O que pode ser feito hoje.

Nunca aborreça o outro

Com aquilo que você pode fazer.

Nunca gaste dinheiro

Antes de você obtê-lo.

Nunca compre uma coisa que você não precisa

Só porque é barata.

O orgulho é mais oneroso

Do que a sêde, a fome e o frio.

A gente raramente se arrepende

De comer pouco.

Nada é problemático

Quando é feito com a própria vontade.

Quanto o sofrimento nunca vivido

Nos vai custar agora.

Lide sempre com as coisas

Pelo lado suave.

Pense como você quiser e deixe o outro pensar

Para evitar disputas.

Quando estiver irritado

Conte até 10 antes de falar.

Quando estiver muito irritado

Conte até 100.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/12/2007 - 14:03

UM INDIANO NO CORAÇÃO DO DOLAR

A GLOBALIZAÇÃO DA COR E DA RAÇA

Os países super desenvolvidos da Europa e da América do Norte demonstram uma profunda incompreensão com relação aos trabalhadores de países, cores e raças diferentes das suas. No sistema capitalista de produção, o fenômeno é outro. O número de mexicanos, brasileiros, venezuelanos e argentinos que assumem altas posições em bancos, fábricas e distribuidoras de automóveis, em empresas de informática e grandes lojas de varejo supra nacionais, é cada dia maior. Reuniões das Câmaras de Comércio em São Paulo, parecem mais reuniões da ONU. O que conta, para se tornar um “chairman” dessas empresas é a capacidade de produzir dividendos, demonstrada em empregos anteriores e um bom título acadêmico, para completar.
O caso mais impactante foi a nomeação, como chairman do Citibank, de um jovem indiano, de 38 anos. Sua carreira é relativamente convencional. Com 16 anos mudou-se da India para os Estados Unidos. Cursou a Universidade de Columbia, em N. York. Destacou-se durante e depois do curso. Agora, depois da crise dos “prime”, assume o maior banco dos Estados Unidos, para impor mais rigor e de novo, conquistar credibilidade. E não é nenhum WASP (Branco, anglo saxão e protestante).
Ja a situação dos meninos brasileiros em Boston é bem pior, apesar de um brasileiro já ter sido presidente do BankBoston.. Não conseguem legalizar seus empregos, não conseguem nem carta de motorista e muito menos conseguirão um “green card”. Trabalham no “por fora” sem nenhuma regalia social. Como o dolar está muito desvalorizado não lhes sobra dinheiro para enviar aos familiares no Brasil, grande motivo do êxodo generalizado. Estão voltando em massa para Minas Geraes. Queira Deus que o desenvolvimento lhes proporcione emprego, aqui.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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