Arquivo de agosto, 2007
30/08/2007 - 15:50
LUIZ GONZAGA BELLUZZO e ORLANDO SENA
Tudo parece já decidido. Belluzzo para a presidência e Orlando Sena para a superintendência da nova televisão pública nacional.
A escolha agrada gregos e troianos tanto pelo alto nível dos escolhidos, como pelo fato de ter agradado o Planalto e o Ministério da Cultura.
Franklin Martins mostrou-se um hábil coordenador, mas a escolha final foi de Lula mesmo.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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27/08/2007 - 17:53
BRASILEIROS – CHILENOS – MEXICANOS
Festival de Curtas promove sessão especial com quatro destaques latinos e seus realizadores
O 18 Festival de Curtas promove sessão especial com quatro filmes, representantes de destaque da produção de curtas-metragens da América Latina, e debate com realizadores, dia 28 de agosto (terça-feira), às 20h, na Cinemateca. A sessão traz o uruguaio “O Quarteto dos Fundos” (Leticia Jorge e Ana Guevara), o chileno “A Rebelião dos Pinguins” (Simon Bergman), o mexicano “Ver Chover” (Elisa Miller) e o brasileiro “Satori Uso” (Rodrigo Grota) e será seguida de um debate mediado pelo jornalista Cléber Eduardo, crítico de cinema e editor da revista virtual Cinética. Todos os diretores estarão presentes no debate.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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24/08/2007 - 19:25
Abre hoje o 18o Festival Internacional de Curta Metragens, idealizado e capitaneado por Zita Carvalhosa. Patrocinado pela Petrobrás e pelo Sesc e sediado na cinemateca brasileira, em São Paulo, trás a visâo do mundo de 48 países expressa em 417 filmes.
É uma imersâo total para quem gosta. É de graça. É exibido em 9 salas em SP, itinerando para Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e São Carlos. A abertura é hoje no SESC Pinheiro, ara convidados.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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23/08/2007 - 00:43
O PLANALTO JÁ CONTA COM O INDICIAMENTO
Sempre as fontes. E elas consideram que o Planalto calcula que haverá indiciamento no STF da turma do Valerioduto.E também consideram que o tempo passará e Lula não sofrerá maiores desgastes.
Com relação ao José Dirceu a torcida está dividida. Uns querem-no solto e de volta.Outros consideram que sua absolvição o fará candidato EM 2010. Enfim, um turbilhão que desagrada os outros cadidato.
O PLANALTO JÁ CONTA COM O INDICIAMENTO
Sempre as fontes. E elas consideram que o Planalto calcula que haverá indiciamento no STF da turma do Valerioduto.E também consideram que o tempo passará e Lula não sofrerá maiores desgastes.
Com relação ao José Dirceu a torcida está dividida. Uns querem-no solto e de volta.Outros consideram que sua absolvição o fará candidato a 2010. Enfim, um turbilhão.
Por outro lado, já fora do Planalto, considera-se indispensável um gesto para redimir o STF da maré de abolvições.
O Brasil está atento. Nunca a TV da Justiça terá tanta audiência.
Por outro lado, já fora do Planalto, considera-se indispensável um gesto para redimir o STF da maré de abolvições.
O Brasil está atento. Nunca a TV da Justiça terá tanta audiência.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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20/08/2007 - 17:57
TUDO O QUE GIRA PARECE FELICIDADE
Horacio Berlinck com sua enorme experiência e amor pela música popular brasileira fez um auditório de terceira geração na FECAP (Fundação Escola de Ccomercio Álvares Penteado) só para abrigar a MPB.
Fui ver o show musical e poético de Arthur Nestrovski. As críticas de Arthur na FSP sempre nos revelaram a qualidade de emoção que os concertos transmitem. Não é um crítico acadêmico, apesar de sua rigorosa formação musical. É um crítico existencialista.
Arthur é além disso muito corajoso ao apresentar-se no palco, na qualidade de compositor, intérprete, letrista e lider da banda. As más linguas sempre dizem que o crítico carrega as maiores frustrações e ressentimentos, geralmente por não tocarem nada do que criticam.
Netrovski com Zé Miguel Wisnick, Celso Sim e Proveta simplesmente arrasam. Com se não bastasse, complementam a banda Marcelo Genessi (teclados e sanfona), Swami Jr (violão sete cordas e baixo) e Sergio Reze (percussão e bateria).
Nesta sexta, sábado e domingo quem viu e ouviu pode considerar-se um privilegiado. Há musica muito alta solta no ar. Há poesias de lembrar Sá Carneiro em todas as canções. Há interpretações inesquecíveis de Celso Sim (confesso que não sabia quem era). Levou o auditório a um êxtase contido quando interpretou a versão brasileira de Schubert, a famosa serenata. Wisnick, compositor requintado, interpretou de maneira comovente suas canções. Sua voz atingiu um grau de comunicação que chega a eletrizar, ele, que nunca foi um cantor profissional. O violão de Arthur ganha um status quase clássico em qualquer das canções. Proveta não precisa da minha opinião, nem da opinião de ninguém, depois de Jobim escrever que só ele estava autorizado a modificar seus arranjos, pois o faria melhor do que ele próprio.Todos conseguiram a mesma elevação, inclusive o solo de piano de Marcelo.
Confesso que, para quem anda tão perplexo com o Brasil, apesar de não se sentir minimamente cansado, foi um alento. A nação felizmente não se afirma apenas na Bolsa de Valores. Um único verso de Wisnick pode significar mais do que algumas ações da Petrobrás.O show, no seu todo, constitui um espetáculo bem mais edificante do que algumas CPIs do Congresso.
O Brasil tem uma alma escondida, indispensável à construção de uma nação, que se manifesta vez ou outra, em gestos individuais e coletivos, em acordes musicais, em discursos desesperados, em hinos cotidianos de sobrevivência.
Não sei se Deus é brasileiro, mas se for tem muito com quem conversar.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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20/08/2007 - 17:57
TUDO O QUE GIRA PARECE FELICIDADE
Horacio Berlinck com sua enorme experiência e amor pela música popular brasileira fez um auditório de terceira geração na FECAP (Fundação Escola de Ccomercio Álvares Penteado) só para abrigar a MPB.
Fui ver o show musical e poético de Arthur Nestrovski. As críticas de Arthur na FSP sempre nos revelaram a qualidade de emoção que os concertos transmitem. Não é um crítico acadêmico, apesar de sua rigorosa formação musical. É um crítico existencialista.
Arthur é além disso muito corajoso ao apresentar-se no palco, na qualidade de compositor, intérprete, letrista e lider da banda. As más linguas sempre dizem que o crítico carrega as maiores frustrações e ressentimentos, geralmente por não tocarem nada do que criticam.
Netrovski com Zé Miguel Wisnick, Celso Sim e Proveta simplesmente arrasam. Com se não bastasse, complementam a banda Marcelo Genessi (teclados e sanfona), Swami Jr (violão sete cordas e baixo) e Sergio Reze (percussão e bateria).
Nesta sexta, sábado e domingo quem viu e ouviu pode considerar-se um privilegiado. Há musica muito alta solta no ar. Há poesias de lembrar Sá Carneiro em todas as canções. Há interpretações inesquecíveis de Celso Sim (confesso que não sabia quem era). Levou o auditório a um êxtase contido quando interpretou a versão brasileira de Schubert, a famosa serenata. Wisnick, compositor requintado, interpretou de maneira comovente suas canções. Sua voz atingiu um grau de comunicação que chega a eletrizar, ele, que nunca foi um cantor profissional. O violão de Arthur ganha um status quase clássico em qualquer das canções. Proveta não precisa da minha opinião, nem da opinião de ninguém, depois de Jobim escrever que só ele estava autorizado a modificar seus arranjos, pois o faria melhor do que ele próprio.Todos conseguiram a mesma elevação, inclusive o solo de piano de Marcelo.
Confesso que, para quem anda tão perplexo com o Brasil, apesar de não se sentir minimamente cansado, foi um alento. A nação felizmente não se afirma apenas na Bolsa de Valores. Um único verso de Wisnick pode significar mais do que algumas ações da Petrobrás.O show, no seu todo, constitui um espetáculo bem mais edificante do que algumas CPIs do Congresso.
O Brasil tem uma alma escondida, indispensável à construção de uma nação, que se manifesta vez ou outra, em gestos individuais e coletivos, em acordes musicais, em discursos desesperados, em hinos cotidianos de sobrevivência.
Não sei se Deus é brasileiro, mas se for tem muito com quem conversar.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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17/08/2007 - 16:35
PERDEMOS O BONDE DA OPORTUNIDADE FICAMOS CONDÔMINOS DO SACRIFÍCIO
Nunca houve uma contribuição séria das nações ricas para dirimir a pobreza dos paises pobres no Século XX. As únicas intervenções benéficas se deram dentro dos Estados Unidos com a política de Roosevelt, inspirada em Keynes, para aliviar a miséria decorrente da crise de 29 e preparar o país para um retorno ao desenvolvimento e o Plano Marshall que, depois da guerra promoveu a reconstrução do Japão, país derrotado e de parte da Europa, inclusive a Alemanha, também país derrotado. .
No mais, sobretudo após a guerra fria e a subseqüente queda do Muro de Berlim, a globalização, alicerçada em uma economia aberta, neoliberal, patrocinada pelo FMI, pela academia, pelas nações desenvolvidas, pela mídia e aceita como fundamento do próprio desenvolvimento, promoveram a maior concentração de rendas da história da humanidade, e uma ciranda de investimentos especulativos e irresponsáveis, ao lado de significativos índices de crescimento econômico bruto.
Nos Estados Unidos, a economia pública foi comprometida pela orientação de Bush: investir em gastos absurdos para promover guerras; diminuir a taxação dos ricos; permitir a ampliação de um perigoso déficit comercial e garantir bons negócios para os financiadores de campanha. Nem o Império Romano agüentaria. No campo privado foi feito um irresponsável e temerário estímulo ao uso do patrimônio imobiliário como garantia de financiamentos para o consumo conspícuo dos cidadãos.
Detonada a crise, oriunda dessas e outras causas, que já afeta todo o mundo, inclusive o Brasil, os Bancos Centrais, que nunca ajudaram os paises ou cidadãos de países pobres, premiam com sua ajuda, os especuladores temerários, que emprestaram sem garantias.
Não há fundamentos que garantam esse circuito de vícios, paradoxalmente condenados pela própria ortodoxia econômica, só aplicada, de fato, entre os pobres.
Ainda que a sustentação das commodities possa aliviar a situação dos paises dependentes, como o Brasil, a lição é e será dolorosa.
Perdemos o bonde da oportunidade e somos condôminos do sacrifício.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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16/08/2007 - 18:18
FACULDADE DE SÃO FRANCISCO – 180 ANOS
O ensino superior chegou tarde ao Brasil: duas faculdades de direito – uma em Olinda, outra em São Paulo. Mas chegou com força.
Produziu dois romantismos, o da poesia e o da justiça.
Grandes poetas, Castro Alves e Álvares de Azevedo, entre os maiores.
Grandes juristas que alentaram o ensino do direito e a prática da justiça.
Grandes políticos, creio que sete presidentes da república.
Produziu grandes movimentos sociais: campanha abolicionista, campanhas contra as ditaduras de 37 e 64, campanha pelas diretas já, campanha pela cassação de Collor.
A TV Cultura comemorou com o que tem de melhor, sua capacidade de fazer televisão, os 180 anos da Faculdade de São Francisco. Produziu um grande show que transmitiu ao vivo.
Paralelamente produziu informação sobre a Carta aos Brasileiros, escrita pelo Professor Gofredo da Silva Telles, que exigia o fim da ditadura militar, entrevistando advogados e juristas que participaram daquela iniciativa política.
Revelar momentos significativos da história do Brasil está no centro da missão de uma televisão pública, que é: “PROMOVER A CONSCIÊNCIA CRÍTICA DO TELESPECTADOR PARA A CIDADANIA”.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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16/08/2007 - 18:18
FACULDADE DE SÃO FRANCISCO – 180 ANOS
O ensino superior chegou tarde ao Brasil: duas faculdades de direito – uma em Olinda, outra em São Paulo. Mas chegou com força.
Produziu dois romantismos, o da poesia e o da justiça.
Grandes poetas, Castro Alves e Álvares de Azevedo, entre os maiores.
Grandes juristas que alentaram o ensino do direito e a prática da justiça.
Grandes políticos, creio que sete presidentes da república.
Produziu grandes movimentos sociais: campanha abolicionista, campanhas contra as ditaduras de 37 e 64, campanha pelas diretas já, campanha pela cassação de Collor.
A TV Cultura comemorou com o que tem de melhor, sua capacidade de fazer televisão, os 180 anos da Faculdade de São Francisco. Produziu um grande show que transmitiu ao vivo.
Paralelamente produziu informação sobre a Carta aos Brasileiros, escrita pelo Professor Gofredo da Silva Telles, que exigia o fim da ditadura militar, entrevistando advogados e juristas que participaram daquela iniciativa política.
Revelar momentos significativos da história do Brasil está no centro da missão de uma televisão pública, que é: “PROMOVER A CONSCIÊNCIA CRÍTICA DO TELESPECTADOR PARA A CIDADANIA”.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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16/08/2007 - 17:44
FACULDADE DE SÃO FRANCISCO – 180 ANOS
O ensino superior chegou tarde ao Brasil: duas faculdades de direito – uma em Olinda, outra em São Paulo, no fim do século XIX. Mas chegou com força.
Produziu dois romantismos, o da poesia e o da justiça.
Grandes poetas, Castro Alves e Álvares de Azevedo, entre os maiores.
Grandes juristas que alentaram o ensino do direito e a prática da justiça.
Grandes políticos, creio que sete presidentes da república.
Produziu grandes movimentos sociais: campanha abolicionista, campanhas contra as ditaduras de 37 e 64, campanha pelas diretas já, campanha pela cassação de Collor.
A TV Cultura comemorou com o que tem de melhor, (sua capacidade de fazer televisão), os 180 anos da Faculdade de São Francisco. Produziu um grande show que transmitiu ao vivo.
Paralelamente produziu informação sobre a Carta aos Brasileiros, escrita pelo Professor Gofredo da Silva Telles, que exigia o fim da ditadura militar, entrevistando advogados e juristas que participaram daquela iniciativa política.
Revelar momentos significativos da história do Brasil está no centro da missão de uma televisão pública, que é: “PROMOVER A CONSCIÊNCIA CRÍTICA DO TELESPECTADOR PARA A CIDADANIA”.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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