MELHOR QUE RELAXAR É FORMAR CONTROLADORES DE VÔO
APAGÃO PEDE EFICIÊNCIA E NÃO PACIÊNCIA
É claro que não se formam controladores de vôo em uma semana, mas desde o início da crise, um bom contingente de controladores já poderia estar com o canudo na mão. Há centenas de formandos e recém formados em engenharia que, em pouco tempo poderiam ser aproveitados nessas funções, em completa harmonia com uma laicização dos funcionários existentes.
Não há solução possível dessa crise aguda sem um exército de reserva para impedir que o caos se instale e permaneça indefinidamente. Estamos nesse impasse resultante de uma corporação insatisfeita com os salários, os equipamentos e o modelo de gestão. Estamos produzindo um confronto inútil de hierarquia, quando a questão é técnica. Há momentos em que a eficiência ( pedimos isso ao ministro Saito), torna-se uma virtude mais importante do que a paciência inesgotável (do ministro Waldir Pires).
Não é o caso de relaxar, de gozar, nem de achar que tudo é fruto do progresso irresistível que o país está atravessando. É hora de dosar os vôos, instalar equipamentos, pagar salários de mercado, e encher as salas de controle, com funcionários antigos e novos, formados intensamente, para compensar o tempo perdido (sem qualquer explicação).
Nada justifica a angústia do usuário em todos os aeroportos do país. Como se não bastasse o custo do deslocamento, o stress natural das viagens, o medo de alguns passageiros, há mais de um ano acrescentamos esse coeficiente de insegurança, de falta de informação e nenhuma perpspectiva de solução.
Cada dia nós temos a impressão de que a crise começou hoje. Até quando?

Sou controlador de vôo. Trabalho num aeroporto que nada tem a ver com esses centros congestionados das grandes metrópoles. Nem nos Cindactas, os centros responsáveis pelo controle de vôos no país. Não conheço nenhum dos chamados cabeças desse movimento dos controladores. Diante de tudo isso, tenho a dizer que a Aeronáutica mente quando diz que seus equipamentos são de última geração e que não têm problemas. Mesmo fora dos grandes centros os equipamentos estão defasados e sucateados; toda a Aeronáutica passa por isso: são aeronaves que deixam de voar para fornecerem peças às outras, isso sem contar o principal, a formação correta e satisfatória do militar, que cada vez está mais fraca. Não é justo deixar o usuário pagar o preço da insensatez? Concordo, mas nesse país, sem comando e cheio de incompetência, apenas as atitutes extremas e prejudiciais à sociedade parecem gerar alguma sensibilidade às autoridades. Os usuários do espaço aéreo do país não estão pagando pela má vontade de controladores, mas pela incompetência e desmandos das autoridades tíbias que assumiram o controle desse país. Triste para todos.
Talvez pela minha ignorância quanto ao assunto, mas até agora não cosegui deduzir a quem cabe a maior culpa. A única coisa que me chegou concretamente é que isso tudo teve hora e dia, não para terminar, mas para começar. Esse problema não parece por incompetência ou equipamentos… Esta crise veio por DECRETO de alguns. Equipamentos se defazam, deterioram… mas não todos ao mesmo tempo… e da noite para o dia? Até bem pouco nosso tráfego aéreo era um reloginho… Problemas? …acreditamos. Agora, descambar assim dá muito na vista.
Chupa q eh de UVA! Viva os CTA´s!!!