MARKUN – UM JORNALISTA DA CASA NA PADRE ANCHIETA
UM ESTILO FORTE A SER TESTADO
Paulo Markun entrou a toda na Cultura. Já deixou claro em seu discurso de posse que não será presidente da TV Cultura, mas da Fundação Padre Anchieta e toda sua oportunidade de integrar midias existentes com midias futuras e outras vertentes culturais.
A transmissão da posse, ao vivo, na televisão para os funcionários, e na Internet para todos os interessados, já demonstra sua intenção de integrar todos nessa tarefa, que vai da portaria às ilhas de edição. No mesmo dia reuniu o maior corpo de funcionários em um de nossos estudios, anunciando medidas de contenção de privilégios que agradam a todos, como fechamento do restaurante executivo, fim dos carros para diretores, fechamento do portão das presidências e abertura de um portal para divulgar os conteúdos do Roda Viva, em parceria com a Fapesp. Mas não deixou de prever medidas de contenção que podem envolver demissões em todos os níveis. Até contenção de salas, pois colocou, num moderno conceito de administração, todos os diretores e ele próprio num salão de onde administrarão juntos a casa.
Cumprindo, com muita brevidade, obrigação estatutária de informar o Conselho sobre o novo organograma, não apenas o anunciou como aos nomes de seus titulares.
Vai manter as quatro diretorias estatutárias: Presidente, Markun, vice presidente, Fernando Almeida, diretor admnistrativo e financeiro, Celso Barboza e diretor técnico, José Chaves. Vai criar duas diretorias adjuntas: Diretoria de marketing e vendas, Cícero Feltrin e diretoria de produção, Mauro Garcia. Utilizando um sistema novo de administração vai trabalhar com núcleos de operação: Coordenação, José Vidal Galé; Jornalismo, Paulo Roberto Leandro; Educação, Fernando Almeida; Dramaturgia, Jefferson Del Rios; Música, Fernando Faro; Arte e Cultura, Hélio Goldstein; Infanto/Juvenil, Âmbar de Barros; Eventos e Publicações, Gabriel Priolli; Cidadania e Serviços, Paulo Roberto Leandro e Radio, a confirmar. Terá ainda consultores da presidência: Ricardo Mucci, para Internet e novas mídias e Marco Antonio Coelho,para relações institucionais.
Isso tudo para que?
Claramente para realizar em todas as emissoras atuais e nos meios futuros uma programação ortodoxamente fiel à missão da comunicação pública e inteiramente de vanguarda no que concerne à linguagem, como ele próprio declarou.
Vai dar força a um jornalismo público e inovador, tanto é que já anunciou a divulgação de importante material jornalístico sobre a FARC da Colombia.
Outra coisa fundamental é a promessa de independência intelectual e administrativa.
Declarou a este presidente do Conselho que, em 2008, implantará um orçamento programa que possibilitará o funcionamento realista dos diversos núcleos e uma transparência definitiva da administração financeira.
Com relação ao modelo de financiamento do governo, solicitará a elevação das dotações, pelo menos ao nível das dotações de anos anteriores e ajuda direta o creditícia para a transição digital.
Trabalhará ainda em grande conexão com os Comites do Conselho: programação, marketing, finanças, tecnologia e educação.
Finalmente buscará uma grande integração com o esforço nacional de se fixar o conceito e a prática da televisão pública, em todos os estados e colaborar com a recém anunciada TV Pública Nacional, nos moldes dos princípios consagrados no Forum Nacional de TVs Públicas.
Como se pode ler neste longo POST, é tarefa prá leão, mas o leão já começou a rugir.

Markunlino sairá à caça do virgulino?Óxente, não foi por isso que subiu de cabo à capitão?
já tenho motivos suficientes pra dar todo o meu apoio ao MARKUN, com letras maiúsculas sim senhores)
quero q ele saiba que me coloco completamente à disposição dele e da FPA para ajudar, gratuitamente, naquilo que entenderem que eu possa fazer. sou advogada formada pela USP e se o MARKUN ou a FPA precisarem de meus préstimos advocatícios, estarei sempre disponível e de forma completamente grauita. será uma oportunidade para devolver ao povo o estudo gratuito que sempre tive.
Caro Jorge,
não acredito que seja o colega Hélio Alcântara que tenha escrito todas essas bobagens. Ele é um homem de bom nível!
Abs,
Nelson Valente
Certos erros de linguagem que aparecem na mídia impressa,falada,audiovisual e mesmo na letra de músicas são rápida e inconscientemente assimilados e usados pelo público, que chega mesmo a considerá-los modelos. Freqüentemente ouve-se: ” a TV diz assim”, ” o locutor fala deste modo” , ” a letra da música é assim” ,” o jornal publicou” , ” vi no cartaz, no outdoor”, etc.
Infelizmente, esta é a realidade em que vivemos, tratando-se da relação público e linguagem dos meios de comunicação de massa.
Diante desta real e preocupante situação, urge fazermos tudo o que está a nosso alcance para preservar a pureza desta língua tão bela e tão sonora, falada há quase um milênio, merecedora, portanto, de ser resguardada das distorções grosseiras a que é submetida,freqüentemente, na mídia.
Vejamos alguns exemplos de incorreções colhidas aleatoriamente nos meios de comunicação e que poderiam ser facilmente sanadas:
- “Faz o que eu digo, mas não faça o que eu faço.” (Faze o que eu digo…)
- “Obedeça seu velho. Gaste bem sua mesada.” (Obedeça a seu…)
- “Diga-me com quem andas e eu te direi quem és.” (Dize-me com quem…)
- “Fi-lo por que quilo.” (Fi-lo porque quis)
- “A nível de administração.” (Em nível de ..) (Jorge S.Martins)
Os cartazes, os anúncios, a imprensa, a letra de música populares refletem o desenvolvimento cultural da sociedade da qual todos fazemos parte. Cabe-nos denunciar os maus uso da língua nessas formas de comunicação, para que seus erros não venham a ser motivo de vergonha para nós.
Entre as incorreções que destoam no uso da língua, são freqüentes pequenos descuidos, até perdoáveis, mas há casos de barbarismo contra a pureza da língua nos aspectos sintáticos, regenciais, ortográficos, sem falarmos de troca tão comum de tratamento, como também de organização ilógica de idéias, o que acarreta, freqüentemente, ambigüidades e interpretações errôneas de pensamento.
A língua é uma força biológica: não se pode modificá-la com uma decisão política. Pode-se, quando muito, influenciar o uso. É uma função dos jornalistas, escritores e da mídia. Um bom uso mostra-se pela flexibilidade com que as palavras são aceitas. Todas as línguas estão repletas de palavras estrangeiras que foram naturalizadas.
Os jornais brasileiros (alguns) nos dizem com freqüência que Michael Schumacher, da Fórmula I – pegou a “pole position”, um termo inglês inútil, pois pode dizer perfeitamente que chegou em primeiro lugar ou qualquer coisa parecida. Certa vez, li num jornal que Schumacher, tinha conseguido a “pool position”. Ele devia estar, então, na piscina!
Hoje em dia, as pessoas falam sua língua nativa mais corretamente, lêem mais jornais, mais livros. Isso não significa que a humanidade esteja melhorando e tampouco quer dizer que há menos banalidades, esterótipos e bobagens.
Os editores, os donos de televisão, jornais e os críticos literários não entenderam que houve uma revolução espiritual, que o nível geral subiu.
Os franceses fazem de conta que brigam com o inglês, mas têm medo mesmo é do alemão. Desde a queda de Berlim, a Europa do Leste transformou-se num bolsão de poliglotismo alemão e há muita probabilidade de que o alemão se imponha na Europa! Nunca, no mundo, alguém conseguiu impor a língua estrangeira dominante. Os romanos foram mestres do mundo, mas seus eruditos conversavam em grego entre si. O latim se tornou a língua européia quando o império romano desmoronou. No tempo de Montaigne, o italiano era o vetor da cultura. Depois, durante três séculos, o francês foi a língua da diplomacia. Por que o inglês, hoje? Porque os Estados Unidos ganharam a guerra e porque é mais fácil falar mal o inglês do que falar mal o francês ou o alemão. O que não impede que os franceses falem de uma “colonização” de sua língua pelo inglês.
Contudo, neste momento em que os países lusófonos se unem no fortalecimento da Comunidade Lingüística da Língua Portuguesa: em que se luta para que o português seja reconhecido também como língua oficial da ONU: em que o português vai alcançando o 4º lugar entre as línguas mais falada no planeta. Não podemos deixar que ela se desfigure e se deturpe de maneira tão galopante, como está acontecendo nos meios de comunicação.
Em geral, o erro lingüístico depõe contra quem o cometeu.
Vamos preservar a “Língua nossa de cada dia”.