Arquivo de maio, 2007
30/05/2007 - 17:09
VIVA O RODOANEL
Você sabe quanto custa o congestionamento de carros e caminhões nas marginais e na vias expressas de São Paulo? Você sabe quanto gás carbônico é enviado para a atmosfera pelos caminhões que transitam por elas? Quantas centenas de motoqueiros morreram nas marginais? Quantas milhares de pessoas ficaram alérgicas por causa da poluição? ETC. ETC.
Também não sei responder.
Mas sei que isso tem uma solução tão clara quanto a razão. O rodoanel. Uma parte já está pronta, na zona Oeste. O governo estadual acaba de anunciar que até 2010 a alça sul do rodoanel estará pronta. Não temos porque duvidar dessa data, tão real quanto eleitoral. Não importa. Importa é que todos os caminhões que chegam do interior e vão para o litoral e o porto de Santos deixarão de cruzar a cidade. Os problemas acima estarão quase todos resolvidos.
VIVA O TREM PARA GUARULHOS
Escapou numa entrevista pouco divulgada que o governo estadual também estuda, com urgência, fazer uma linha de trem direta do Centro para o Aeroporto Internacional Franco Montoro, em Cumbica. E que essa linha, também será extendida até o Aeroporto de Congonhas. Mesmo que o apagão continue, melhor dormir no trem que no chão do aeroporto. E mais, vai-se fazer o “check-in” na estação do trem, com despacho da bagagem.
VIVA O TREM BALA PARA O RIO DE JANEIRO
Há anos existe o plano . Há anos se sabe que o projeto é tecnica e economicamente viável. O lobby das empresas aéreas e das empresas de ónibus dificultaram muito o debate e a realização de concorrências. Agora, o governo federal, pretende lançar com brevidade o projeto. Dilma Roussef está discutindo a questão em Roma, para obter financiamento internacional. Imagine, ir para o Rio em 80 minutos em vez de ficar uma hora no aeroporto.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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27/05/2007 - 18:37
RESPONDA COM OBJETIVIDADE OUMESMO COM PAIXÀO.
A crise da universidade está aberta. Com as medidas do governador no campo admiistrativo e financeira, com a reação da invasão da reitoria por um grupo de alunos e docentes, com a manifestação de jornalistas, intelectuais, ilustres professores titulares ou aposentados e políticos de toda ordem, a discussão apenas começou. Apesar do esforço e das justificativas de todas as partes, a universidade não vai bem, tem lacunas, carências, contradições e não parece oferecer à sociedade nem diagnósticos nem propostas consistentes para a sua mais completa realização, como todos desejam de uma instituição da tradição e da grandeza da Universidade de São Paulo.
Sabemos que no espírito da lei a universidade pública é gratuita para todos os estudantes, mas sabemos também que a dificuldade de acesso às mesmas, tornou-se privilégio dos alunos com boa formação secundária, dificultando a entrada de alunos menos preparados, oriundos de escolas privadas. Sabemos ainda que os alunos mais pobres acabam indo para universidades privadas pagas, com um sacrifício pessoal ou familiar insuportável, enquanto uma enorme parcela de alunos mais ricos desfrutam do benefício legal de escolas públicas gratuitas.
Desejo levantar, não para criar reações iradas, mas apenas para que os blogueiros possam manifestar suas opiniões uma investigação relevante.
Respondam-me por favor:
VOCÊ É A FAVOR DA UNIVERSIDADE PÚBLICA GRATUITA PARA TODOS, COMO É HOJE?
VOCÊ É A FAVOR DA UNIVERSIDADE PÚBLICA PAGA, PARA TODOS?
VOCÊ É A FAVOR DA UNIVERSIDADE PÚBLICA GRATUITA PARA TODOS OS QUE COMPROVEM RENDA FAMILIAR BAIXA, E PAGA PARA OS RICOS, COM RENDA FAMILIAR ALTA?
Publicarei os resultados e pedirei interpretações dos setores mais qualificados da sociedade.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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24/05/2007 - 17:17
MAIS UMA ADVERTÊNCIA DO PROFESSOR LUIZ CARLOS BRESSER PEREIRA
O professor e economista Luiz Carlos Bresser Pereira talvez seja o meu amigo mais antigo. Nossa amizade se perde nas décadas, mas não o suficiente para que eu me esqueça de um temperamento inquisitivo, inquieto pela busca de compreensão dos fatos políticos e artísticos (especialmente cinema, pois escrevia ainda menino críticas para o Tempo, jornal fundado por seu pai).
Nossa convivência, oriunda do relacionamento fraternal de nossas mães, mulheres inteligentes e muito avançadas para a época, ampliou-se sensivelmente com a descoberta da militância católica na juventude, logo secundada pela militância política: campanha do Petróleo é Nosso, publicações estudantís de natureza nacionalista , fundação do Porão, grupo de reflexão econômica, inspirado pelas idéias inovadoras do ISEB. Já estávamos então na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, inteiramente impregnados de uma doutrina desenvolvimentista para salvar o Brasil, para além dos evangelhos da adolescência.
Luiz Carlos se aprofundou muito na experiência jornalística e empresarial, mas principalmente como professor de economia, sempre interessado no desenvolvimento do país. Foi presidente do Banco do Estado, com Montoro, Ministro da Fazenda, com Sarney, Ministro da Administração , com Fernando Henrique.
Hoje, sua maior preocupação como cidadão e economista, é a estagnação conformada em que vive o Brasil, pelo modelo macroeconômico adotado por sucessivos governos do país.
Seu livro, ” Macro Economia da Estagnação”, publicado pela Editora 34, constitui como o próprio subtítulo se atribui, uma crítica da ortodoxia convencional no Brasil pós-1994. Esta obra resulta de reflexões muitas vezes já reveladas em artigos, ensaios, aulas e conferências pronunciadas no Brasil, na FGV e na Sorbonne, em Paris.
As avaliações de Bresser sempre tem dois pés, um do economista fixado com as questões macro econômicas e em particular o comportamento dos burocratas e da sociedade financeira com relação ao câmbio e aos juros. Suas advertências e análises tiveram acentuadada pontuação no desempenho de Gustavo Franco a frente do Banco Central.A atual euforia causada por índices positivos do desempenho financeiro brasileiro, conjugado a uma excepcional fase em que vive a economia internacional, não silencia nem tranquiliza o combatente intelectual. E isso nos leva ao segundo pé de sua obra.
Humanista, Luiz Carlos não se contenta com uma avaliação econômica da realidade, porisso mesmo vem oferecendo muito de sua reflexão à filosofia política.
Sua idéia que nos perdemos do conceito e da prática de nação é preponderante em todos os seus trabalos recentes. Estou de acôrdo em gênero e número com o autor desse livro tão necessário quanto atual.
Sem um reencontro do país com a nação, base de um desenvolvimento forte e indispensável, sem a subsequente redistribuição de rendas que equilibre a reputação financeira com o total descrédito social, sem uma cultura de nação que embase o processo educacional, até os bolsões de euforia serão menores do que a violência e o medo.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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21/05/2007 - 14:06
É CIDADE CIVILIZADA
Quando eu era criança havia na cidade umas cestas de lixo com a seguinte inscrição patrocinada pelo Rotary Clube: CIDADE LIMPA É CIDADE CIVILIZADA.
Evidentemente isso se referia a ruas bem varridas, sem cocô de cachorro, sem papel jogado na calçada. No centro, pelo menos, a população circulante, que já era grande, obedecia à norma.
Hoje, a sujeira ganhou foro de estética. A sociedade de consumo precisa se exibir desenfreadamente. A exposição dos desejos, de toda natureza, ocupa as fachadas, os outdoors e os chamados Totem da Publicidade. Vejam que maravilha. Totem em todas as culturas primitivas, é o símbolo de um animal protetor de uma sociedade, além de que o termo foi-se confundido com uma idéia de adoração, veneração, reverência ou referência.
Pois bem, aqueles famigerados luminosos que atrapalham a visão dos automobilistas, nas marginais, ou aqueles outros destinados aos pedestres, locando terrenos minúsculos para seus totens imensos, são os novos objetos de veneração. Os cartazes do filme “Annual Report”, do Tom Cruise, custaram mais do que toda a verba de produção cinematográfica brasileira em um ano.
Além disso, as fachadas originais se ocultaram com placas, banners, chamadas promocionais, de tal forma que ninguém mais sabe se a arquitetura de uma rua é do começo, do meio ou do fim dos séculos. Escondendo-se as fachadas, não há mais necesidade de preservá-las. A Rua São Bento, a 25 de março e a rua Direita foram as mais sacrificadas. Em baixo dos cartazes há uma cidade perdida dos anos 20, 30 e mesmo 50. Não tinha mesmo sentido ir ao centro para ver cartazes semelhantes aos das novas centralidades. Os cartazes indiscriminados tiraram o caráter da cidade.
Em Barcelona também era assim antes dos jogos Olímpicos e da tremenda campanha pelo embelezamento da cidade feita por toda a sociedade e liderada pelo arquiteto Ferran Ferrer Viana, hoje entrevistado pela FSP. Barcelona ficou uma joia sem os cartazes.
Felizmente, uma sábia lei do Kassab está limpando as fachadas da cidade, retirando os outdoors e os totens. A cidade reapareceu de novo. Está mais bonita e percebida, mesmo pelos que não sabem que a lei existe, mas usufruem os seus efeitos. E mesmo o cuidado recomendado pelo arquiteto espanhol, está sendo observado. Estão recuperando as fachadas, antes degradadas. O futuro não está na ilusão do consumo, mas na contemplação de uma realidade.
MANDE SUA OPINIÀO SEM CERIMÔNIA. HÁ INTERESSES LEGÍTIMOS PREJUDICADOS MAS O INTERESSE DA CIDADE É AINDA MAIOR
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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16/05/2007 - 17:39
DUAS NOSTALGIAS FOTOGRAFADAS
Estive na mesma noite paulistana em duas exposições, tão diversas quanto, emocionalmente idênticas: os roqueiros de Bob Gruen, na FAAP e a Fazenda do Pinhal, de Helena Carvalhosa, no Museu da Casa Brasileira. Trata-se de duas mostras diversas, não complementares, mas ambas clássicas. De um lado, a aristocracia rural paulista, que era de uma simplicidade dignificante, como o tratamento que lhe deu a curadora Helena Carvalhosa; do outro, Bob Gruen que, intimamente, registrou a linhagem do Rock, desde que assistiu ao primeiro concerto dos Rolling Stones, no Madison Square Garden.
Na FAAP, nostálgicos egressos de todas as tribos, compunham um elenco urbano, metropolitano, jovem e literalmente “fashion”, além da presença de alguns exemplares punk. A alegria era contagiante dentro da sala escura, na qual Bob Gruen dava entrevistas, vestido discretamente, como alguém que já alcançou os patamares da história. Basta ver o cabelo black power do começo de carreira e o penteado discreto de hoje. Supla, o curador, vestido de verde claro, como um abacate, produzia com Cacá Rosset um dueto iluminado. Mostrou-se um bom curador. Harmonizou 270 fotos, por época, bandas, solos, entre alguns textos muito adequados do próprio fotógrafo. Tina Turner, Rolling Stones, Ramones, Clash, Kiss, Dolls, Led Zepellin, Alice Cooper, Green Days e Lennon/Yoko, todos em branco e preto, desfilaram nas molduras de Manhattan e Londres.
No MUSEU DA CASA BRASILEIRA, o desfile era outro. Um vídeo impressionista sobrepunha bambuzais, alamedas de jabuticabeiras e mangueiras, com os fantasmas dos condes e seus descendentes, que percorriam o cenário com a intimidade de um piano caseiro.
Não as fotos de uma nota só de Bob Gruen, mas fotos de amigos, profissionais e amadores, reunidas em álbuns individuais de terna beleza. Objetos singelos, como as jarras brancas, cuja água lavava os cordões umbelicais recém-cortados.
Um público cerimonioso, bem diverso dos roqueiros da FAAP, tocava o passado com os dedos e os olhares delicados. Até os coquetéis foram diversos. No rock: champagne com canapés. Na Casa Grande: uma taça de vinho tinto com amendoins torradinhos.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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12/05/2007 - 13:55
NO ENCONTRO DE LULA COM O PAPA
Lula compareceu ao encerramento do Forum Nacional de Tv’s Públicas. Depois de ouvir o longo e profundo Manifesto produzido pela sociedade civil e que eu tive a honra de ler,Lula embrulhou o discurso escrito e fez um notável improviso do qual podemos destacar o compromisso com a televisão pública, o desaponto com a televisão aberta que não sabe promover o debate, a chateação com a televisão a cabo que oferece menos qualidade do que promete e a afirmação de que o Brasil terá uma televisão pública de interessante, de qualidade e LAICA.
Quando falou isso, a platéia de cerca de 500 pessoas caiu abaixo e aplaudiu com entusiasmo. Não era uma platéia petista,como afirmaram alguns jornais. Pelo contrário, era a platéia de todas as instituições: televisões estaduais, universitárias, comunitárias, coletivos. blogs, professores.
Acontece que uma visita papal é especial, mas guarda um caráter protocolar de visita de estado. Não é comum nesses encontros circularem documentos que não foram anteriormente acordados. Sua Santidade, contudo, no encontro com Lula, não apenas cobrou de Lula aqueles posicionamentos que divulgou em todos os seus discursos, mas entregou-lhe um documento solicitando posicionamentos do governo brasileiro sobre ensino religioso, aborto e outras questões. Lula, com a habilidade política que Deus lhe deu afirmou duas coisas: Nossa principal luta tem sido em favor da familia brasileira e dos brasileiros. Tudo o que propugnamos é na direção da dignidade da família. Depois, concluiu o debate, falando de sua luta para que o Brasil se tornasse uma nação laica e assim continuasse. O papa elogiou os esforços do presidente e o envelope pouco diplomático foi escanteado como o discurso do encerramento do Forum.
Então, entendi a afirmação de que a nova televisão pública a ser criada seria uma Televisão pública e laica.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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12/05/2007 - 13:52
NO ENCONTRO DE LULA COM O PAPA
Lula compareceu ao encerramento do Forum Nacional de Tv’s Públicas. Depois de ouvir o longo e profundo Manifesto produzido pela sociedade civil e que eu tive a honra de ler,Lula embrulhou o discurso escrito e fez um notável improviso do qual podemos destacar o compromisso com a televisão pública, o desaponto com a televisão aberta que não sabe promover o debate, a chateação com a televisão a cabo que oferece menos qualidade do que promete e a afirmação de que o Brasil terá uma televisão pública interessante, de qualidade e LAICA.
Quando falou isso, a platéia de cerca de 500 pessoas caiu abaixo e aplaudiu com entusiasmo. Não era uma platéia petista,como afirmaram alguns jornais. Pelo contrário, era a platéia de todas as instituições: televisões estaduais, universitárias, comunitárias, coletivos. blogs, professores.
Acontece que uma visita papal é especial, mas guarda um caráter protocolar de visita de estado. Não é comum nesses encontros circularem documentos que não foram anteriormente acordados. Sua Santidade, contudo, no encontro com Lula, não apenas cobrou de Lula aqueles posicionamentos que divulgou em todos os seus discursos, mas entregou-lhe um documento solicitando posicionamentos do governo brasileiro sobre ensino religioso, aborto e outras questões. Lula, com a habilidade política que Deus lhe deu afirmou duas coisas: Nossa principal luta tem sido em favor da familia brasileira e dos brasileiros. Tudo o que propugnamos é na direção da dignidade da família. Depois, concluiu o debate, falando de sua luta para que o Brasil se tornasse uma nação laica e assim continuasse. O papa elogiou os esforços do presidente e o envelope pouco diplomático foi escanteado como o discurso do encerramento do Forum.
Então, entendi a afirmação de que a nova televisão pública a ser criada seria uma Televisão pública e laica.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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11/05/2007 - 00:10
LULA ENCERRA O FORUM E REABRE A TV PUBLICA NO BRASIL
Nesta sexta feira ás 15h. Lula encerra o FORUM NACIONAL DE TV’S PÚBLICAS, convocado por Gilberto Gil, realizado pelo Governo em conjunto com a ABEPEC, ABTU, ASTRAL E ABCCOM e instituições da sociedade civil, com a presença de 500 personalidades ligadas aos meios televisivos, acadêmicos, artísticos, políticos e empresariais.
Após seis meses de trabalho e quatro dia de reuniões intensas realizadas no Hotel Nacional de Brasília, os delegados presentes ao hostórico evento da televisão pública brasileira, chegaram a alguns consensos importantes sobre a missão da TV Pública, a programação, o financiamento, a digitalização e os marcos regulatórios necessários ao seu melhor funcionamento.
O Forum aplaudiu a criação de uma Televisão Pública Nacional, a ser iniciada pela fusão das emissoras da Radiobrás (TV Nacional) e da ACERP (TVE do Rio de Janeiro e TVE do maranhão) inserida no contexto da televisão pública brasileira, constituida principalmente pelas geradoras públicas estaduais e nacionais, associadas à ABEPEC.
É consenso que as televisões existentes e a serem criadas devem ter uma independência editorial e administrativa e serem geridas por conselhos representativos da sociedade nos quais o governo esteja presente, mas com minoria de membros.
As televisoes deverão contar com verbas públicas estáveis, livres de contingenciamento e humores políticos e buscar outros recursos na sociedade, além da prestação de serviços e participação nos recursos públicos para investimento e produço de programação de caráter público.
O Governo da República deve ajudar a transição das televisões públicas do sistema analógico para o sistema digital, no que diz respeito à produção e à transmissão digital, sobretudo tendo em vista que as datas para o processo de transformação se iniciam em 2 de dezembro na cidade da São Paulo.
No Forum recomendou-se que um processo regulatório seja adotado para a regulamentação da constituição, tendo em vista a diversidade dos tipos de televisão existentes e a complementaridade estabelecida pela Carta Magna. Hoje não existe a definição de outorgas para outro tipo de televisão que não seja educativa ou comercial.
O Forum considera indispensável a adoção, no sistema digital, da multiprogramação. Isso possibilitará um melhor aproveitamento tecnológico do sistema para a criação de grades temáticas de programações infantís, informativas, educativas e culturais, além do uso de um dos canais de programação para a criação de uma rede nacional de televisão pública, liderada por uma televisão pública de caráter nacional.
Na cerimônia de encerramento deverá ser lido por um representante da sociedade civil o histórico MANIFESTO PELA TV PÚBLICA INDEPENDENTE E DEMOCRÁTICA, elaborado pelos participantes do FORUM NACIONAL DE TV’S PÚBLICAS.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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08/05/2007 - 23:23
O PAPA NO CENTRO HISTÓRICO DE SÃO PAULO
O Papa é a figura emblemática da cristandade, o Centro é o espaço emblemático da cidade.
Fico feliz que o Papa tenha escolhido o Centro e o Mosteiro de São Bento para se hospedar. Estudei lá e guardo boas lembranças. No Centro está localizada a Justiça e a Faculdade de Direito; a Catedral e a Capela do Anchieta e todos os demais templos religiosos da cidade; o sistema financeiro por seus símbolos maiores: as Bolsas; as artes simbolizadas pelo Teatro Municipal e pela Biblioteca Mario de Andrade; a educação, pelo edifício do Caetano de Campos, na Praça da República e pela vocação do centro de se transformar num novo Campus Universitário. Ainda no Centro a memória política da Sé e do Anhangabaú: Prestes, Getúlio, Diretas Já. Com a vinda do Papa, o Prefeito Kassab vai fazer no Triângulo Histórico o que deve ser feito: iluminação perfeita, segurança tolerância-zero, limpeza absoluta das calçadas e das ruas, embelezamento dos jardins, fim da camelagem predatória, fluxo de veículos e pessoas, embelezamento das fachadas e alegria geral, sem qualquer medo de ser feliz.
Em função da visita do Papa, o centro se transformará de espaço emblemático em espaço exemplar. É muito mais fácil iniciar um processo de qualificação urbana num espaço relativamente pequeno, com apôio da sociedade e organização dos instrumentos burocráticos, de que imaginar que isso possa ser feito simultaneamente em toda a cidade.
Kassab pode realizar esse milagre de nos livrar do mau gosto e da violência. Frei Galvão, que fundou uma ordem religiosa no Mosteiro da Luz, não nos faltará.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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07/05/2007 - 15:51
MARKUN É O NOVO PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO PADRE ANCHIETA
AS ELEIÇÕES NA RÁDIO E TELEVISÃO CULTURA
Em Reunião Extraordinária do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, com a maior presença de curadores até hoje registrada, 41 votantes, o jornalista Paulo Markun foi eleito presidente executivo com 38 votos. Na mesma reunião eu, Jorge da Cunha Lima, fui reconduzido à presidência do conselho e Mario Ernesto eleito secretário do conselho. O empresário Luiz Fernando Furquim foi eleito para a vaga do conselheiro Pérsio Arida.
Toda eleição da Fundação é precedida de indicações, embates, debates, mas até hoje todas as candidaturas foram decididas por consenso e as eleições sempre por maioria absoluta de votos.
O último mandato transcorreu em clima de paz, tanto pelo reconhecimento da dinâmica atuação de Marcos Mendonça quanto pelo bom relacionamento com o conselho e esta presidência. O presidente executivo acolheu inúmeras sugestões e observações do conselho e manteve uma relação de diálogo e independência com o governo estadual.
A eleição de Markun marca a primeira indicação vinda dos quadros de funcionários da Fundação, apresentador que é do programa ” Roda Viva” , há mais de 9 anos. Em suas primeiras declarações Markun se compromete com a programação prioritariamente educativa, cultural e de informação e com a marca da inovação na linguagem e nos sistemas de produção.
Os membros do conselho e presidentes eleitos, Paulo Markun e Jorge da Cunha Lima, respectivamente para a presidência executiva e do conselho, e Marcos Mendonça estão unidos nas propostas básicas a serem levadas, amanhã, para o Fórum Nacional de Televisões Públicas: – independência intelectual e administrativa, – busca de verbas estáveis para custeio e manutenção por parte dos governos estaduais:
- criação de um fundo nacional para a produção de programação pelas TVs Públicas, por parte do Governo Federal,
- participação, a partir de suas programações, na programação de uma rede nacional de televisões públicas,
- adoção radical em seu processo produtivo da participação da produção independente,
- condições para a transição do sistema analógico para o sistema digital, tanto na produção quanto na transmissão, a partir de financiamentos do BNDES e mesmo de doações a fundo perdido,
- participação na regulamentação da lei e dos critérios de outorga, tendo em vista as complementaridades indicadas pela Constituição.
- Participar, a partir do dia seguinte da realização do Fórum, dos encaminhamentos das propostas e indicações aprovadas pelo mesmo.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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