Arquivo de abril, 2007
26/04/2007 - 19:29
NO INCRÍVEL PAÍS DAS LIMINARES
É convicção geral que as decisões judiciais devem ser cumpridas. Estamos todos de acôrdo. Quando a decisão não interessa aos prejudicados há infindáveis recursos.
E quando o prejudicado é a sociedade inteira? E quando o bom senso indica um caminho diferente do juiz? A coisa fica mais difícil. Como nós não elegemos magistrados, não temos como nos vingar das decisões.
Depois de anos de trabalho sério feito pelo Ministério da Justiça e todas as representações da sociedade civil ligadas à questão, inclusíve os representantes da TV Comercial, foi estabelecida uma diretriz fixando os horários adequados à audiência infantil. Foi assim criado um horário nobre (simbólico)para as crianças. A baixaria ficaria para mais tarde, ao arbítrio dos adultos. Pois bem, a referida liminar liberou geral. Sexo,droga, violência e rock and roll estão liberados para qualquer horário. A ABERT exulta
Responsável pelos horários são os país, não o país.O país, governado pelo estado não pode nterferir. Isso é uma idiotice. As crianças têm acesso à televisão independentemente da autorização paterna, em qualquer lar do Brasil, quando há lar.
As últimas liminares brasileiras, relativas ao Bingo, também devem ser respeitadas. As consequências estão aí, para serem saboreadas ou choradas. a liminar que libera os horários de televisão constitue um insulto à sociedade. E não me venham, falar de liberdade de expressão. A Constituição é clara: toda televisão tem que defender os valores da família. Já que não fazem isso, só resta controlar os horários.
Não é o horário nobre que acabou, acabou a nobreza das decisões.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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23/04/2007 - 16:41
Algumas diretrizes do candidato à presidência da Fundação Padre Anchieta – TV Cultura.
Reproduzo alguns dos trechos do texto enviado pelo jornalista Paulo Markun, já indicado como candidato por 18 conselheiros eletivos, aos membros do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta:
Desde o começo da década de 60, a Cultura é um pedaço da minha vida.
Aos 23 anos, já profissional, Vladimir Herzog colocou-me na chefia de reportagem do nosso departamento de jornalismo.
Em 1975, Pacheco Jordão, escolhido por Mindlin para dirigir o jornalismo da TV Cultura, manteve comigo inúmeras conversas sobre o jornalismo da TV Cultura, pois desejava convidar-me para trabalhar com ele.
Em 1988, Roberto de Oliveira, durante a gestão de Roberto Muylaert, levou-me para a Cultura, como comentarista de mídia do Metrópolis, recém lançado.
Dez anos mais tarde, pelas mãos do diretor de jornalismo, Marco Antonio Coelho Filho e do então diretor-presidente Jorge da Cunha Lima, voltei à Cultura como apresentador do Roda Viva. E o atual presidente , Marcos Mendonça me proporcionou o cargo de diretor deste que é, sem dúvida, o mais longevo, influente e respeitado programa de entrevistas da televisão brasileira.
Minha eventual gestão terá como baliza o art. 3º do nosso estatuto: a defesa e o aprimoramento integral da pessoa humana, por meio de sua formação crítica para o exercício da cidadania, valorizando sempre os bens constitutivos da nacionalidade brasileira, no contexto da compreensão dos valores universais.
Meu norte está inscrito entre os art. 220 e 224 da Constituição Federal: as emissoras de televisão devem dar prioridade a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas; promovendo a cultura nacional e regional e estimulando a produção independente. Será vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
A Cultura será mais ainda cultural, informativa, educativa, artística e inovadora.
A educação seguirá sendo um dos nossos pilares e sua difusão se dará por todos os meios eletrônicos – rádio, televisão, internet e novas mídias -.
Nossa missão, como aponta relatório do II Fórum Nacional de TV Públicas, é uma educação capaz de ensinar com a linguagem do veículo e não apenas reproduzir a lição da sala de aula.
Outro esteio já incorporado ao nosso DNA será a programação infantil. Na teledramaturgia, outro destaque da programação.
Será necessário lutar pelo aumento da dotação de recursos públicos.
No estabelecimento das diretrizes de ação para a Cultura será valioso o documento Missão da Televisão Pública, sancionado por este Conselho, bem como os esforços da ABEPEC e os consensos construídos nas duas edições do fórum Nacional de TVs Públicas.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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20/04/2007 - 11:50
SOLIDÃO, LOUCURA E SOLIDARIEDADE
Cho Seung-hui era coreano, baixinho, feio e de poucos amigos. Tinha 23 anos. Poderia até despertar alguma ternura, com seu ar desesperado. Mas se afastava agressivamente das pessoas, talvez pela síndrome de se achar rejeitado. Não usufruia qualquer sociabilidade. Seu hobby íntimo era se apaixonar por meninas que o desprezavam. Amigos não tinha nenhum.O colega de quarto não conseguia ou não queria dirigir-lhe uma palavra. Acrescente-se a essas, a solidão da raça. Nos paises do Norte isso ainda é mais forte.A sociedade hierarquiza as raças segundo os interesses: negócio, esporte, política, sexo, catequese, fama. Raramente a amizade, a convivência afetiva e mesmo a mera convivência social entram nessa lista. É natural que um coreano, relativamente pobre, sinta-se o mais solitário dos mortais.
A solidão não leva necessariamente ao crime. Leva à loucura. E essa loucura é estimulada pelo patrocínio audio visual da violência. Pelo espetáculo da miséria silenciosa das ruas. Pelo “não” que se serve ao semelhante como o não nosso de cada dia. Num campus universitário, onde a felicidade se mede pela vitória pessoal, a solidão torna-se um virus insuportável. O demasiadamente humano se instala na medula do campus, na pior das categorias: a morte. A morte dos outros. Primeiro a menina de olhos dourados. Depois, o resto.
No dia posterior à tragédia, depois do pranto, da investigação, dos cantos fúnebres, brota no campus uma necessidade de afago, de ruidos, de anúncios sensuais dizendo que estamos vivos, que a universidade está viva, que a Virginia está viva. Encobre-se o luto com a bandeira da vida. Uma tênue névoa de solidariedade percorre as mentes e até os corações. Cada ser pretende transformar-se numa vacina contra a violência. Contra as leis que amparam a violência. Contra o patriotismo que se transforma em violência. Contra a honra que se desonra na violência. Contra um presidente que desmoraliza a solidariedade humana.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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14/04/2007 - 19:47
A TV PÚBLICA DO PARÁ DÁ O EXEMPLO
A governadora Ana Julia de Vasconcellos abriu o Forum preparatório do grande encontro de televisão convocado pelo Gil. Sabe o que é televisão pública e comprometeu-se a colaborar com o trabalho da nova diretora, professora Regina Lima. Regina está promovendo uma revolução, sobretudo com a transmissão da programação para as cidades ilhadas na floresta,por meio do sistema de fibras óticas da Embratel.
Na discussão do tema “Missão da Televisão Pública”, proposto por mim e pela Beth Carmona, com um público de 300 pessoas, foram levantadas importantes questões que eu repasso aos comentaristas de meu blog, uma súbita nobreza de barões e condes democraticamente mal criados. Vão as questões:
- Qual o papel do entretenimento na programação da televisão pública? – Como proporcionar uma participação do telespectador na programação? – O que seria um programa de interesse público? – E a questão da identidade e do regionalismo? A linguagem e a estética da televisão pública não são muito conservadoras?
Estas questões são bem mais interessantes do que o bate boca que vem sendo promovido pelos internautas comentaristas do meu blog,na última semana.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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13/04/2007 - 19:51
ERRAMOS COM E MAIÚSCULO
Quando escrevi meu blog “Uma informação correta sobre as eleições” busquei, como o próprio texto indicava, corrigir informações de “fontes fidedignas”" , mas equivocadas, que causaram graves transtornos à Fundacão. Hoje não quero falar disso, questão superada. A agenda das eleições está clara, dia 7 de maio, e os procedimentos eleitorais já são conhecidos da população.Importante, muito importante é o procedimento inédito do jornal O ESTADO DE SÃO PAULO. Ricardo, o novo diretor de redação informou-me que saíria uma correção da matéria publicada.Imaginei um “erramos”, perdido na massa editorial da publicação. Saiu, no mesmo espaço, com a mesma centimetragem,longa matéria, retificando os equívocos e produzindo novas informações necessárias. E mais, até um pedido de desculpas aos conselheiros, que compareceram inutilmente a uma reunião que não houve. Já fui diretor da Ultima Hora, do Senhor Vogue, da Gazeta, da Cultura e, confesso, nunca ter visto tal procedimento.O mais importante, contudo, foi a informação dada pelo mesmo diretor de que esse será de agora em diante, um procedimento normal do jornal. No conturbado universo da comunicação brasileira a ética desse procedimento deve ser percebida por todos os meios de comunicação. O cidadão e as instituições vão sentir-se bem mais respeitados na sua dignidade.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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09/04/2007 - 22:08
UMA INFORMAÇÃO CORRETA SOBRE AS ELEIÇÕES
Incrível, como um jornal da maior importância, como O Estado de São Paulo, pôde publicar matéria tão furada como a do anúncio da eleição (hoje) de Paulo Markum para presidente da Fundação Padre Anchieta por 45 membros do Conselho Curador. Barriga monumental de repórter que milita há dezenas de anos na imprensa cultural.
Não houve nem havia nenhuma eleição marcada para hoje. Qualquer foca iria procurar uma confirmação antes de publicar tal matéria.
Não havia nenhum candidato, pois só há candidatura, pelos estatutos da Fundação, quando 8 membros do Conselho Curador registram o nome do condidato até 5 dias antes das eleições.
Não há nenhum candidato indicado para presidir o Conselho, pois essa indicação é feita na hora da eleição, conforme tradição de 40 anos.
As eleições serão realizadas no dia 7 de maio, para escolher o Presidente da Fundação Padre Anchieta, o Presidente e o Secretário da Mesa do Conselho e um conselheiro para a vaga de Persio Arida, que demitiu-se por morar na Inglaterra.
Conforme tradição, inúmeros nomes tem sido sugeridos por conselheiros eletivos, representantes da sociedade civil, por conselheiros representantes de instituições e por conselheiros que representam o governo, sobretudo após manifestação pessoal de Marcos Mendonça, feita a amigos e membros do Conselho de que não será condidato à reeleição, pois considera cumprido o seu grande trabalho a frente da instituição, no mandato que lhe foi conferido.
Alguns nomes já foram apreciados pelos conselheiros em reuniões informais, que sempre precedem a indicação final. Desses nomes sobressairam duas indicações de grande relevância, entre outras, o de Eugenio Bucci e o de Paulo Markum. Como Bucci preside, com enorme eficiência e reconhecimento, a Radiobrás, seu nome sempre foi considerado bom, mas inviável. O nome de Paulo Markum ganhou rápido reconhecimento, pois é nome destacado entre os jornalistas da casa, como apresentador do Roda Viva. É homem de comunicação.Tem um passado político que honraria qualquer jornalista. Como intelectual tem importantes obras publicadas. Os representantes do governo no conselho curador também tem elogiado o surgimento desse nome como possível candidato.
Esta é a informação correta sobre a sucessão na Fundação Padre Anchieta Rádio e Televisão Cultura.
LEIAM OA NOVOS COMENTÁRIOS EM CINEMA, ARTE, POLÍTICA E LIVROS
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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06/04/2007 - 17:50
UM MANIFESTO CONTRA O MUNDO MODERNO
Sempre fui um devoto do papa João XXIII, sobretudo pela sua capacidade de renunciar ao poder em favor da compaixão. Foi o grande intérprete evangélico do homem do povo, o homem comum. Pena que não o estejam canonizando.
Por esses e outros motivos nunca simpatizei muito com Ratzinger, o intelectual do Santo Oficio, com seu rígido pensamento teológico. Apenas curvei-me diante da hipótese de um acerto imperceptível do Espírito Santo.
Bento XVI não esconde a que veio. De início e sucessivamente condenou o uso de camisinhas, o aborto, o divórcio, o padre-espetáculo, a liturgia vernacular, enfim, todos esses considerados avanços da racionalidade e da sociedade moderna.
Jogou um balde de água fria no progresso, alentado desde o iluminismo, pois esse progresso não se confunde com civilização.
Bento XVI abomina a chamada modernidade. Não tolera a missa inspirada no mercado, nem os evangelistas que substituiram o spiritual pelo rock, nem os teólogos que pregam a substituição da ascése pelo perdão desenfreado, nem as famílias que resolvem os problemas com a substituição dos protagonistas, nem uma sociedade que troca a consciência pela alienação e que, por fim opta por um mundo cínico e sem Deus, onde só o poder e o lucro importam.
Nunca lí o Capital, apenas me aproximei da obra filosófica de Marx, mas já dá para entender que o Papa o tenha escolhido como um dos melhores intérpretes da sociedade capitalista.
Bento XVI não quer a expansão da Igreja, mas o seu aprofundamento. Para êle não importa que o Brasil seja o maior país católico do mundo. Quer que o Brasil tenha o melhor catolicismo do mundo. Da mesma forma não canoniza a globalização e essa materialização dos desejos, chamada consumo. Bento XVI não está mais na guerra fria. Quer um outro mundo, completamente diferente deste. E disse isso no seu livro “Jesus de Nazaré” . A base do seu pensamento está na Parábola do Bom Samaritano, que todos conhecemos mas pouco assimilamos. Leva o conceito a uma interpretação política da parábola. É um problema nosso que as populações da África tenham sido roubadas e saqueadas. Fala dos ricos, que se esvaziam a medida que possuem.
Sempre o considerei um moralista. Hoje, tenho que reconhecer que ele deseja uma transformação radical do mundo e dos homens. Se tem razão sobre as coisas do presente e boas profecias sobre as coisas do futuro, veremos.
Cada um de nós tem a sua parábola. O Papa tem a dele.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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05/04/2007 - 20:02
Um trono brasileiro para o Papa
A designer Claudia Moreira Salles foi convidada pelos organizadores da visita do Papa Bento XVI à Aparecida do Norte para projetar um trono de madeira, que será usado na missa a ser celebrada pelo pontífice. O trono, com espaldar alto, foi concebido com diversas madeiras brasileiras e deverá ficar exposto, depois da visita, no Museu de Aparecida.
A marcenaria da Fazenda Santana de Monte Alegre, que conta com verdadeiros mestres de carpintaria mineira e possui um grande estoque de madeiras nobres, compradas legalmente de algumas demolições, será incumbida de executar e produzir o precioso exemplar de mobiliário religiosa, no espírito da mais moderna linha do “design brasileiro”.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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02/04/2007 - 10:20
AFINAL, QUEM É O MAIOR DOS BRASILEIROS?
Pesquisa sobre quem é o brasileiro mais destacado, em todos os setores, foi feita, mas apenas entre um eleitorado de notáveis. O resultado, segundo interpretação do economista Bresser Pereira,da GV,dada em reunião reservada, demonstra que o colégio eleitoral só escolheu personalidades desenvolvimentistas, adeptas do progresso, a partir de um viés nacional-desenvolvimentista. Em disparado primeiro lugar está Getúlio Vargas.Sem comentários. Em segundo, Juscelino Kubistchek, ainda o mais atual dos desenvolvimentistas.Em terceiro, uma surpresa, Oscar Niemayer.Não é político profissional, nem economista, mas sempre foi, como bom comunista, um adepto do nacionalismo e do desenvolvimento econômico e social.Enfim,vnce o espírito esquecido do ISEB. Perdem os economistas do compromisso,do neo-liberalismo, do endosso à globalização. Lula e FHC são grandes ausentes da lista, apesar de Lula ter tido um voto e Fernando nenhum.Os seguintes são José Bonifácio, D. Pedro II e Machado de Assis. Sem dúvida alguma, grandes formadores políticos e literários da nacionalidade. Eu, pssoalmente fico entre Getúlio e José Bonifácio, cada um no seu momento histórico.
E VOCÊ? QUEM Ë O MAIOR DOS BRASILEIROS PARA VOCÊ? Mande sua indicação.
Veja em CINEMA comentário sobre ELEVADO 3.5, vencedor do É Tudo Verdade.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria
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