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26/02/2007 - 12:09

AMAZÔNIA – TOLERÂNCIA ZERO

O mar vai virar sertão e a amazônia vai virar deserto.

Algumas praias já estão sentindo a sêde do mar, fatalidade produzida pelo aquecimento da Terra. Um mar de soja, cana e eucaliptos pretesta o melhor investimento agrícola do período. O desmatamento incontrolado é o prelúdio do deserto.
Em boa hora a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros) escolhe como tema da Campanha da Fraternidade, a preservação da Amazônia. Chegou a hora de acabar com a enganação institucionalizada. O governo proclama a preservação enquanto seus agentes recebem propina para que os caminhões e predadores circulem a vontade. Representantes (?) do povo aprovam e elogiam o renascimento da SUDAM (Sistema Unificado de Destruição da Amazônia). Técnicos inventam fórmulas de manejo e sustentação: plantam meia dúzia de árvores, como um consolo ético para o corte de milhões de espécies. Só os habitantes da floresta amazônica sabem sobreviver com os bens da mata preservada. Todos os outros, fazendeiros, colonizadores, mineradores e empreiteiros transamazônicos só souberam destruir. Podem nos chamar de retrogrados. Alio-me contra essa noção de progresso, que destroi a vida futura em nome do presente incerto. A única saída é TOLERÂNCIA ZERO NA AMAZÔNIA.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:

5 comentários para “AMAZÔNIA – TOLERÂNCIA ZERO”

  1. Galeno disse:

    Não creio que radicalismos levem a praia segura. Podemos, sim, desenvolver a Amazônia num modelo de sustentabilidade responsável, não meros discursos fantasiosos. Falamos muito desta imensa riqueza e beleza sem sequer colocarmos os pés nela. Fácil, portanto, emitirmos opniões … muitas utópicas e infundadas. viver na Amazônia, com sua complexidade a ser gerenciada, não é tarefa fácil. É tarefa para gente determinada, empreendedora, que conseguem abdicar muitas benécias sulistas em função do prazer do pioneirismo. Nós, Amazônidas, não nos curvaremos a discursos cheios de emoções provenientes de utópicos de carteirinha. Somos racionais, desenvolvimentistas responsáveis e amamos o que o mundo todo adora … mas não se dispõem a por a mão na massa para gerenciá-la a favor da própria humanidade de forma racional e sustentável. A história certamente reconhecerá nosso empenho por fazermos da Amazônia uma Amazônia que produza bens e serviços para este mundo agigantado por 6.5 bilhões de viventes, de forma muito eco-reponspável.

  2. Claudia Maria Ferrei disse:

    Balela, Galeno. Vc está destruindo o que não sabe criar e se não sabe criar, passa a ignorar esse custo. Vc transforma em cinzas o que ainda nem conhece e nem em sua réles existência de 80 anos conseguirá conhecer oque a natureza, em sua fina sintonia (que vc não percebe), levou milhões de anos para ajustar. Só espero que os cegos se fodam primeiro. %!@$&@# Jorge, pq vc não publicou meu comentário de ontem? Tá como a Globo, é?

  3. JORGE DA CUNHA LIMA disse:

    Claudia. Não escondi nada. O blog é novo e teve um problema de bloqueio. É blog não é glob. j.

  4. Adelino Gala disse:

    “Racionais, desenvolvimentistas responsaveis e amam o que o mundo todo adora…” me soa, por enquanto, como uma utopia infundada.
    Me ajude por favor:
    Racionais, o que vc entende por racional? Desenvolvimentista responsavel sob qual criterio de responsabilidade e consciencia?
    Amam o que o mundo todo adora, o que o mundo todo adora de fato?

  5. SAFD disse:

    ASDFASF

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