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domingo, 1 de fevereiro de 2009 Notícias | 16:59

Vascão ou Mengão? Quem vai levar? (E o Phelps puxa um um fuminho, quem diria!)

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O Campeonato do Rio está dividido: uma semana o Mengão é ajudado pela “arbitragem”, na outra é o Vascão.

 

Está justificado. Afinal são os dois que enchem as “burras” dos pequenos e também dos grandes. Sem os dois o Maracanã e o Engenhão viveriam as moscas.

 

Márcio Braga que outro dia gritou a plenos pulmões:

 

- Acabou o dinheiro!

 

Tem toda razão. Mas seguramente não deve ser o dinheiro dele.

 

Sem o Mengão o futebol do Rio não existe. É só olhar o que aconteceu com o América, o que aconteceu com o Bangu e o que está por acontecer com o Botafogo.

 

Aí, meu amigo, a arbitragem tem que entrar em ação.

 

E o Michael Phelps? Oito medalhas de ouro e um cigarrinho daqueles no canto da boca.

 

Pensei que fossem só os brasileiros que ficaram ricos – tipo Robinho, Ronaldinho Gaúcho, Nenê do basquete – que dão mal exemplos a garotada que os admira.

 

Mas não. Os bem formados em terras desenvolvidas, também são pecadores.

 

É uma vergonha, com diria Boris Casoy.

 

Tomara que não seja verdade.

 

(A Veja deitou e rolou no caso Robinho. ETA, ferro!) 

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 Sem categoria | 14:17

Futebolzinho ruim de assistir!

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A Vila está bonita, mas o time é ruim!

 

O Flamengo está com uma “parceria” estranha: a arbitragem!

 

Com 5 a 1 não tem altitude que assuste o Palmeiras.

 

O Santos pegou os jogadores do Botafogo e do Vasco que não ganhavam de ninguém, e botou no time. Está dando no que você está vendo. Não tem Kleber Pereira que dê jeito.

 

Alguém vai dizer: “mas o time está invicto depois de 3 jogos!”.

 

Aconteceu, só isso. No primeiro jogo, o time ganhou de 2 a 0, com as calças na mão; no segundo foi 2 a 1, Deus sabe como e no terceiro ontem, o Peixe mostrou que está fora do páreo.

 

Antes era uma defesa ruim, que não tem quem agüente o Domingos. Agora é uma defesa ruim com um ataque horrível – apenas com Kleber Pereira aparecendo de vez em quanto – e um meio campo em que só o Rodrigo Souto se salva.

 

A arbitragem está marcando pênaltis “maravilhosos” a favor dos mais fortes, claro. Para o Flamengo tudo, até jogando contra um Bangu que a gente não ouvia falar desde os primórdios de minha carreira, lá por volta de 1965/66.

 

Até parece que tem algum “planejamento” tipo: “vamos dar um jeito. O Flamengo tem que chegar; o Corinthians também!”. Fica feio.

 

Acho que nenhum dos dois precisa.

 

O torcedor não é bobo. Percebe tudo, até quando é a favor do time de seu coração. Sabe que se hoje foi na favor, amanhã pode ser contra.

 

Quem manda é o dinheiro.

 

Por falar em dinheiro você viu a cara do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na visita do presidente da FIFA, Joseph Blatter, ao governador José Serra?

 

Rapaz, o homem parecia que ia bater no primeiro que atravessasse seu caminho.

 

Será que é para todo mundo pensar que ele é sério?

 

PS: por favor, desculpem, a falta de textos nos últimos dias. Culpem a Internet e a falta de luz. E principalmente as chuvas. 

Autor: Michel Laurence Tags: , , , ,

sábado, 10 de janeiro de 2009 Notícias | 15:32

Sem dinheiro, tudo é difícil!

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Corinthians, São Paulo e Fluminense saíram na frente.

 

O Corinthians com inteligência.

 

O São Paulo com planejamento.

 

E o Fluminense com um bom patrocinador.

 

Os três reforçaram bem suas equipes.

 

O Santos vem em quarto lugar nessa lista. Depois de contratar Lúcio Flávio e Madson, trouxe Roni, de Portugal, e agora o Grupo Sondas que banca o clube está anunciando Bolaños, da LDU, como novo reforço, mas a diretoria do Peixe diz que não sabe de nada.

 

Palmeiras contratou vários mas dois destes e justamente os mais badalados não vão estrear: Marquinhos, que veio do Vitória, operou uma hérnia; e o colombiano Pablo Armero, que seria atração na lateral-esquerda, não vai conseguir atualizar sua documentação a tempo de estrear no Campeonato Paulista.

 

O Flamengo deve dinheiro até para o ginasta Diego Hipolyto e vários atletas de outros esportes amadores. Hoje quando vi que torcedores invadiram a Granja Comary durante o treino do time, pensei no pior, mas ainda bme que os torcedores queriam apenas autógrafos e tirar fotos com seus ídolos.

 

O Botafogo como sempre contrata muita gente… de graça. Mas não se sabe se essas contratações vão dar certo.

 

O Vasco se espelhou no que o Corinthians fez o ano passado para retornar a divisão principal do Campeonato Brasileiro. Mandou muita gente embora e contratou muita gente no lugar. Só que o Corinthians buscou jogadores experientes, os do Vasco são quase desconhecidos, a não ser Carlos Alberto que continua uma incógnita e por estar suspenso não vai poder estrear no Campeonato Carioca.

 

Sem crédito tudo fica muito difícil.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 30 de dezembro de 2008 Causos do Futebol | 20:23

Causos do Futebol – O Poder do Rei!

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Fontana, Pelé e Brito

 

40 graus à sombra.

 

Um Maracanã preguiçoso.

 

Vasco e Santos em campo.

 

Brito e Fontana na zaga do Vasco.

 

Pelé e Toninho Guerreiro pelo lado do Santos.

 

Surpreendente: Vasco da Gama 2 a 0.

 

Faltando pouco mais de 10 minutos para terminar o jogo, Fontana grita para Brito e quase no cangote de Pelé:

 

- Brito, cadê o Rei? Me disseram que tinha um rei em campo, cadê ele?

 

Brito fechou a cara e avisou:

 

- Ô, cara, fica quieto, tá bom do jeito que tá. Fica quieto!

 

Mas Fontana insistiu:

 

- Qual é, Brito? Não estou vendo rei nenhum!

 

E Brito zangado:

 

- Já mandei ficar quieto!

 

Mas Fontana – um zagueiro forte, que dava até na sombra – insistiu, sempre chegando perto de Pelé.

 

De repente Pelé recebeu uma bola açucarada de Lima e pareceu acordar de sua inegável

preguiça real. Driblou um, passou por Fontana driblando uma dessas porradas que o zagueiro costumava aplicar, e chutou forte no canto.

 

E Brito:

 

- Não falei, não falei, para não cutucar a fera!

 

- Que nada – respondeu Fontana –, que nada, rapaz. Foi sorte.

 

Em cima da hora, com um Pelé transtornado, correndo pelo campo todo, o Santos foi ao ataque. Pelé recebeu na entrada da área do Vasco. Os dois zagueiros fecharam em cima dele.

 

Num salto elástico, Pelé passou por cima das pernas de Brito e de Fontana. Aí, foi só chutar forte para o fundo do gol.

 

Só que Pelé continuou correndo, pegou a bola, e se dirigiu a Fontana:


- Muito prazer, eu sou o Rei! 

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , ,

domingo, 21 de dezembro de 2008 Notícias | 20:50

Espírito Natalino!

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Lesaram a LDU!

Roubaram o Holyfield!

O Santos tenta trazer Verón!

Dinamite perdoa Edmundo!

 

O Animal quer voltar atrás. Não quer mais encerrar a carreira este ano… só no ano que vem. Tem gente dizendo que Edmundo está com saudade de Eurico Miranda, que sempre o tratou a ponta-pé! E para que isso aconteça (a volta, claro, não o ponta-pé) ele brigou com Roberto Dinamite, que não topou a briga, e disse que Edmundo pode voltar se quiser.

 

A arbitragem da decisão do Mundial entre LDU, do Equador, e o Manchester United, da Inglaterra, foi totalmente favorável aos ingleses (?) – não sei como é um time inglês. Tem brasileiro, irlandês, escocês, português, africano e até coreano. Você vai argumentar: “mas o homem expulsou um inglês logo no início do segundo tempo!”. Só que, a partir daí, pressionado pela torcida, o juiz apitou tudo a favor do Manchester. Fica todo mundo falando que o Cristiano Ronaldo é a diferença. Não concordo. A diferença é esse goleiro, Van der Sar, que praticou dois verdadeiros milagres em chutes de Manso; é o Rooney, que fez o gol da vitória; e o Anderson, que carrega o piano e jogou uma barbaridade.

 

O Santos quer Verón. Seria bom ou ruim? Mande sua opinião. Dizem que, para inicio de conversa, Verón não disse não. Não disse sim, mas deixou a porta aberta.

 

Finalmente, fiquei vendo, pela BandSports, a luta de Evander Holyfield, 46 anos, contra o gigante russo Valuev, 2,13 metros. Holyfield foi melhor, mas deram a vitória por pontos para o russo. Ficou um sabor de “marmelada”. Ivan Zimmerman desagradou a todos torcendo pelo americano, mas no fim até que ele tinha razão. O americano foi muito melhor.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , , , , , ,

sábado, 13 de dezembro de 2008 Notícias | 18:24

O mercado está fraco!

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Eu pensei que íamos ter um fim de ano bombástico.

 

Depois da contratação de Ronaldo Fenômeno pelo Corinthians e o anuncio que o Flamengo ia contratar Parreira, pensei “opa! Este fim de ano vai dar o que falar!”, mas o Parreira desmentiu a notícia e nem se sabe se ele vai acertar com o Fluminense.

 

 A outra contratação mais humilde do que essas comentadas é a do Dorival Júnior pelo Vasco.

Ah e o Santos que contratou aquele “baixinho” que era do Vasco (que nem parceiro de Sherlock Holmes é, porque se chama Mádson).

 

Se continuar desse jeito, o fim de ano vai ser duro quanto ao noticiário.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , ,

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008 Notícias | 17:41

Rostos de Crianças!

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Todo ano quando um clube importante cai para a segunda divisão o que mais me impressiona são as crianças chorando.

São rostos amargurados, com lágrimas inocentes escorrendo dos olhos na ânsia provavelmente de um desmentido:

- Não, filho, o Vasco não está caindo, é só um pesadelo! Quando você acordar, o Vascão – como você gosta de dizer – estará aí para preencher seu domingo, entre os grandes. Você não vai ter problemas na escola, nem com a turma da rua. A tua camisa negra, faixa branca transversal, cruz de malta vermelha cor de sangue, da raça, encimada por oito estrelas, vai estar passadinha no pé de sua cama. Quando você a vestir, filho, ela vai brilhar e fazer você se sentir o Super-Romário vencendo falsos heróis, como o Vitória de ontem.

Eu sei que o Vitória não tem nada a ver com isso e não é um falso herói, mas para salvar as ilusões dessas crianças traídas pela inocência vale tudo, até uma mentirinha que daqui alguns anos estará completamente esquecida.

Sem querer ser melhor ou pior do que ninguém, ainda bem que existem crianças capazes de chorar por um amor num país como o nosso onde os degraus a serem escalados parecem picos do Everest.

Leandro Amaral

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

domingo, 7 de dezembro de 2008 Notícias | 19:56

Tudo esquisito, mas merecido!

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São Paulo comemora o hexa!

 

Como tudo o que acontece no futebol brasileiro, dirigido por pessoas esquisitas, foram mais uma vez “esquisitos” os acontecimentos que cercaram a última rodada do Campeonato Brasileiro.

 

Juiz sendo retirado da decisão.

 

Gol impedido decidindo a favor de quem foi o melhor.

 

Vinheta da Globo comemorando a conquista do São Paulo para lá de pornográfica.

 

E uma tradição desde que o campeonato começou a ser disputado por pontos corridos: um grande cair.

 

Foi o Fluminense; foi o Palmeiras; foi o Botafogo; foi o Atlético Mineiro; foi o Grêmio; foi a Portuguesa (semi-grande); foi o Corinthians; e, agora, foi o Vasco, ao lado da Portuguesa.

 

Torci muito pelo Vasco, mas não deu.

 

Roberto Dinamite não merecia.

 

Mas Muricy mereceu mais do que todo mundo no campeonato que recuperou a imagem do técnico Celso Roth, que alguns anos atrás não teve seu trabalho reconhecido pela diretoria do Santos, mas que, mesmo assim, descobriu Robinho e Diego para o futebol bonito que me garantem ter acabado.

 

Tomara que não!

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , ,

sexta-feira, 28 de novembro de 2008 Gênios do Passado | 16:05

Gênios do Passado – Jair Rosa Pinto, o “Jajá de Barra Mansa”

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Jajá de Barra MansaMauro Ramos de Oliveira, um central inacreditavelmente clássico, bicampeão do mundo com a seleção em 58 e 62, acabava de ser demitido como técnico do Santos. E eu, por ter publicado a notícia na revista Placar antes da demissão acontecer, estava sendo ameaçado de levar um tiro por parte de um dirigente santista.

Pelo menos é do que tinham me prevenido vários jogadores do time.

Assim, eu fazia questão de estar na Vila quase todos os dias.

Naquela manhã, cheguei mais cedo do que nunca em Santos. Ia ser apresentado o novo técnico: Jair Rosa Pinto, ao qual naquela época muitos ainda acrescentavam um “da” – Jair “da” Rosa Pinto – que não existia no nome de um dos maiores jogadores que já vi.

Entrei no vestiário e lá estava ele falando pela primeira vez ao grupo. Era um dos meus ídolos. Eu o tinha visto pela primeira vez jogar e ganhar, em 1951, com o Palmeiras, a Copa Rio (que hoje tentam transformar em competição igual ao mundial interclubes).

Antes do jogo final de 1951 jogo, eu fui com meu pai, Albert Laurence – que era jornalista do Jornal dos Sports, no Rio – ao vestiário da Juventus, da Itália. O time da Vecchia Signora era forte, tinha Boniperti – que depois foi presidente do clube – na ponta-direita. O goleiro era Viola, que perguntou ao meu pai:

- Alguém perigoso no time do Palmeiras? Alguém que eu tenha que tomar cuidado?

- Olha, acho que não vai adiantar muito – explicou meu pai –, porque o número 10 chuta uma barbaridade, e se ele acertar o chute não vai adiantar nada eu te avisar.

Viola saiu do papo sorrindo, e fiquei com a impressão que ele não tinha levado o aviso muito a sério. No jogo, Jair, com suas canelas finas, largou uma bomba. Viola se preparou para a defesa. A bola desviou em cima dele, resultado de um efeito inacreditável.

Então, deixei minhas recordações de lado e passei a prestar atenção ao que ele dizia. Foi aí que notei que ele estava mal vestido. Eu estava acostumado a técnico de paletó e gravata ou com o macacão do clube. Jair, enquanto falava, ia enrolando no peito a camisa “regata” (no Rio seria “de meia”) até chegar quase ao pescoço.

Jair na Seleção BrasileiraDepois do treino, cheguei perto do Afonsinho – o da música e da barba – e disse meio decepcionado:

- Afonso, “po”, o cara é meio desleixado!

- Por que? – perguntou Afonsinho.

- Não sei, o cara enrolou a camisa como um malandro!

- Ora, Michel – respondeu Afonsinho –, deixa de ser preconceituoso. O que interessa é se ele entende de bola!

Jair, o Jajá de Barra Mansa – que nasceu em Quatis, no Estado do Rio, no dia 21 de março de 1921 –, não durou muito como técnico do Santos.

Mas sua carreira como jogador foi brilhante.

Surgiu no Madureira formando um trio de ataque ao lado de Lelé e Isaias que ficou conhecido com “os três Patetas”, mas que jogavam tanto que os três foram contratados pelo Vasco. Foi campeão carioca invicto em 1945, com um time que ficou conhecido como “Expresso da Vitória”.

Em 1947, se transferiu para o Flamengo, onde depois de uma desastrosa derrota para o Vasco, por 5 a 2, foi acusado de ter “facilitado” as coisas, já que o Flamengo chegou a estar ganhando por 2 a 0.

Sua camisa foi queimada em praça pública pela torcida em frente ao estádio da Gávea, e Jair se transferiu para o Palmeiras.

Em 1956, se transferiu para o Santos, onde ajudou na conquista dos campeonatos de 1956, 1958 e 1960 e, principalmente, ajudou Pelé a ser Pelé.

As notícias que tive dele depois de sua passagem como técnico do Santos são de que ele, aos 70 anos, continuava jogando bola.

Jair Rosa Pinto, o Jajá de Barra Mansa, que durante muito tempo só foi conhecido como um dos jogadores que perdeu a Copa de 50, morreu no dia 21 de julho de 2005, aos 84 anos.

Sempre acho que vou ler uma noticiazinha garantindo que Jajá ainda está batendo uma bolinha numa pelada qualquer.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , , , ,

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