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domingo, 27 de fevereiro de 2011 Notícias | 20:21

De vez em quando milagres acontecem!

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Era tudo o que a dona Patricia Amorim deve ter sonhado, o Flamengo campeão da Taça Guanabara com um gol marcado por Ronaldinho Gaucho.

E o gol de falta foi bonito.

Fez uma curva.

Dentro do Engenhão.

E Ronaldinho dançou com um trenzinho puxado por ele de locomotiva.

Sei lá, reclamaram tanto do Neymar!

Mas a vitória era tão certa contra o Boavista, que não tinha mais lugar nem para um torcedor bem magrinho. A torcida rubro negra comprou todos os lugares.

Na Vila Mais Famosa, passado o sábado pensei que o Adilson ia resistir pelo menos até quarta-feira contra o Cerro Porteño.

Não resistiu! Caiu!

Também quem mandou ele deixar Maikon Leite e Zé “Love” Eduardo de fora para jogar com Keirrison e Diogo?

Adilson disse que ele e o time estavam “sendo vítimas dos desfalques”!

 

Acho que ele estava falando de Robinho e André.

O resto estava tudo lá, a exceção de Ganso.

O que já é um desfalque de bom tamanho, mas com o qual não se sabe bem o que está acontecendo. Seu retorno vem sendo adiado a cada 15 dias. Será que erraram na cirurgia?

Acho o Rogério Ceni fantástico!

O que ele faz em campo é trucagem de filme americano.

Coisa de Steven Spielberg!

Fazia tempo que eu não ouvia o grito de “América campeão”!

Viva a Raposa.

Fábio Júnior neles!

Vai um Mirassol aí?

Pois é, né? As vezes milagres acontecem, se não a palavra milagre não existiria!

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , , , ,

sábado, 26 de fevereiro de 2011 Notícias | 14:39

O real e o irreal!

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Não estou falando de dinheiro, ou melhor vou falar… sim!

Mas vou falar mais dessas coisas que acontecem e surgem dos lugares mais inesperados.

Por exemplo: dá para acreditar que o presidente da CBF interviria numa negociação entre Corinthians e Santos, a respeito do meia Paulo Henrique Ganso?

As notícias davam conta que já estava tudo acertado entre o Corinthians e o jogador!

O próprio Corinthians nega a negociação.

A assessoria do presidente da CBF nega a intervenção.

 

E segundo consta o próprio Ganso não estava interessado em trocar de clube.

Irreal! Se deduz que tudo provavelmente começou por uma informação em off, furada.

Outro exemplo é a decisão da Justiça punindo a CBF e o ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho, principal envolvido no caso da Máfia do Apito, a pagarem uma indenização no valor de R$160 milhões. Outros R$20 milhões terão que ser pagos divididos entre o empresário Nagib Fayad; o ex-árbitro Paulo José Danelon e a Federação Paulista de Futebol, também envolvidos no caso.

Cabe recurso! Então muita água ainda vai passar por baixo dessa ponte antes que se chegue ao fim dessa vergonha.

Mas tudo é real. É a Justiça.

Mais uma: os clubes resolveram romper com o Clube dos 13 para brigar por cotas melhores na transmissão de seus jogos.

Acho legal, mas irreal, apesar de ser verdadeiro.

Irreal pela postura dos clubes, que adotaram o “cada um por si, Deus por todos”!

A força que certamente têm juntos foi diluída. Cada um continua com seu quinhão de força mas alguns com mais como o Corinthians e o Flamengo, e outros com muito menos como o Nacional de Manaus e provavelmente o meu clube de coração, o Itapipoca, do Ceará.

É real, apesar da bagunça em que se transformou o que poderia ser uma bela revolução.

Agora quem tem bala na agulha fala mais alto.

A “Nave Mãe” como diz o meu grande amigo Sílvio Luís, ficou por cima e anunciou que vai negociar diretamente com os clubes. Um a um, pelo menos com os que interessam.

Por trás disso está a ameaça de você só ver os jogos de seu time no Brasileirão pelo “peiperviu” – fica legal aportuguesado!

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011 Notícias | 19:27

A gente quer mais!

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De repente alguém se vira para mim e diz:

- O tal do Ronaldinho Gaúcho que você vive defendendo, não joga nada!

Eu estava me preparando para responder quando alguém emendou:

- E o tal de Neymar que você também vive defendendo, não jogou nada ontem, lá na Venezuela!

 O Neymar até que foi normal (apesar que ele fez algumas jogadas sensacionais). Cansado, feliz depois de ser campeão e da goleada sobre o Uruguai, vivendo a glória de ser o maior artilheiro do Brasil no Sul-americano sub-20 de todas as épocas, era normal ele não arrebentar contra o Deportivo Táchira.

Quanto ao Ronaldinho Gaucho não entendi nada.

O cara marcou o gol de cabeça que abriu o caminho da vitória sobre o Treze, de Campina Grande, por 3 a 0. Deu o passe para outro gol e correu o tempo todo tentando solucionar os problemas de um time ainda em formação.

Aí fiquei pensando por que sempre exigimos mais. Por que sempre achamos que o craque está fazendo pouco.

Acho quer tem a ver com nossos sonhos.

Acho que esses caras ficam sonhando ver o Neymar marcando 10 gols, dando chapéu nos gringos, fazendo “o drible da carapeta”, sorrindo para a plateia.

Sabe, ontem vi o Pelé e o Coutinho fazendo uma “tabelinha” de cabeça e Coutinho tirando do goleiro com uma categoria inacreditável, jogando para o fundo das redes..

Claro, foi em filme, um VT velho, mas fiquei achando:

- Poderia ter sido o Pelé a fazer o gol.

A gente sempre quer mais.

Autor: Michel Laurence Tags: , , ,

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 Notícias | 13:29

Os ensinamentos da Copinha!

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Primeiro, o nome é feio para danar: Copa São Paulo de Juniores. Poderiam arranjar um nome mais atraente!

Segundo, fico olhando os jogos, não todos, nem os que fico olhando, olho durante os 90 minutos, que me choca o desnível entre os times dos centros mais desenvolvidos com os que vem lá do Acre, do Amapá, ou de Roraima, até mesmo do Ceará ou do Maranhão. O Corinthians enfia 8, 10 a 0; o São Paulo faz 8 a 0; o Fluminense arrasa, 5 a 1, etc… É legal ver os gols, muitos gols, mas é doloroso ver esses garotos viajaram 42 horas de ônibus para chegar em Araraquara e levar uma lambada de 7 a 0.

 

Acho que seria mais interessante se os Estados menos favorecidos fizessem seleções juntando os melhores de todos os times locais. Daria para assistir e o Brasil veria os melhores jogadores de cada Estado. E não como agora, um bom jogador perdido no meio de muitos medíocres.

Outra coisa que dá para ver é que o jornalismo esportivo não está errado quando denuncia: faltam meias ao futebol brasileiro; ou faltam pontas – os laterais não são pontas, são raros os que sabem cruzar; e também quando os jornalistas avisam “os zagueiros são selecionados pelo tamanho nas peneiras dos clubes” e é verdade. O Corinthians tem até um camaronês, Vincent – que já ganhou o significativo apelido de “Vincentão” pelo tamanho.

E não é só no Corinthians, o Santos também, tem dois “galalaus” do tamanho de um bonde, que geralmente rebatem para onde o nariz estiver apontando.

Acho que Roberto Dias, que começou como médio volante e depois passou para a zaga; ou um Luisinho, do Atlético Mineiro, que formou ao lado de Oscar a zaga da inesquecível seleção brasileira de Telé Santana na Copa de 82, não teriam vez no futebol de hoje, eliminados pelo tamanho.

O que acontece de mais sério é que a garotada disputa a Copinha dando a ela a responsabilidade de um futuro melhor para ele e para toda a família. Então o futebol dos meninos não é mais um jogo coletivo. Nem um jogo em que um time supera ou se iguala a um outro.

Basta a bola chegar aos pés de um menino desses e ver ele tentar se consagrar com um chutão do meio da rua que geralmente sai longe do gol. Ou preferir tentar um chute completamente sem ângulo a passar a bola para um companheiro melhor colocado. Depois é um festival de pedir desculpas batendo no peito, dizendo por mímica “errei, desculpem, errei”.

Mas no lance seguinte comete “o mesmo erro”.

 

É fácil de explicar: o garoto está mais do que instruído que esse é o momento em que pode ganhar um destaque e deixar a pobreza se conseguir um feito que o faça se sobressair.

É uma questão de sobrevivência que nenhum técnico consegue superar.

Com toda sinceridade até agora não consigo me lembrar de um jogador que esteja acima dos outros.

Até mesmo a decantada base do Santos parece ter se esgotado revelando Neymar, Ganso, Wesley e André.

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011 Notícias | 16:11

É o caos!

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Meu Deus, estamos apenas no quinto dia de um novo ano e as notícias terríveis continuam surgindo, uma depois da outra.

Uma socióloga que tinha sumido estava dentro da mala do carro – e a mala estava aberta!

Ronaldo Fenômeno foi fotografado numa praia. Continua gordo!

A mulher do Fernando Alonso, aquele piloto da Ferrari, invadiu a casa de uma outra mulher (não confunda: não é “uma outra mulher do Alonso”) e armou o maior barraco!

Os presidentes do “Trio de Ferro” procuram sucessores, acho que inspirados na sucessão do ex-presidente Lula.

Roberto Brum, afastado do Santos, ataca Neymar no caso com o ex-técnico Dorival Jr.

E arrasta na sua (dele) denúncia Marquinhos, Edu Dracena e Leo, que também teriam pedido – como ele, Brum – a diretoria que Dorival ficasse.

Acho que essa roupa suja a gente lava na hora. Depois fica feio pacas. Parece vingança!

Ah, como eu escrevi, o Corinthians também está querendo Ronaldinho Gaúcho.

É mais um.

Estão anunciando o fim da novela prá hoje.

Será?

Autor: Michel Laurence Tags: , , , ,

terça-feira, 4 de janeiro de 2011 Causos do Futebol | 13:07

Causos do Futebol – OS SEGREDOS DE JOGAR NO GOL!

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Claudio, ex-goleiro do Santos.

Claudio, Ex-Goleiro do Santos.

Conheci e conheço grandes goleiros.

Mas um em particular foi um grande amigo.

Cláudio foi goleiro do Santos. Talvez poucos se lembrem dele, apesar de ter sido convocado em 1969 por João Saldanha para os jogos das Eliminatórias da Copa de 70.

Jogou pouco no Santos como titular, pelo simples fato de ter Gilmar dos Santos Neves pela frente.

Antes tinha sido goleiro do Fluminense e do Bonsucesso, do Rio, de onde veio para o Santos.

Estudei com o Cláudio no Colégio Franco-Brasileiro, que era ali no início da rua das Laranjeiras, no Rio. Fizemos o admissão juntos quando a gente tinha 12 ou 13 anos.

Da direita para a esquerda: Pepe, Lima, Cláudio (No destaque), Pelé, (não indentificado), Turcão, Djalma Dias e Manoel Maria.

Da direita para a esquerda: Pepe, Lima, Cláudio (No destaque), Pelé, (não indentificado), Turcão, Djalma Dias e Manuel Maria.

Só o reencontrei no Santos.

Ele sempre tinha se preocupado em estudar. O que era raro entre os jogadores de bola naquela época. Falava inglês fluentemente e sonhava se formar em arquitetura, coisa que jurava iria realizar quando parasse de jogar futebol.

Hoje Cláudio não teria a menor chance de jogar num grande clube. Não tinha mais de 1 metro e 77 de altura. Outros grandes nomes como Valdir Joaquim de Moraes (que criou a profissão de treinador de goleiros) e Aimoré Moreira (que foi goleiro da seleção e que era o técnico na conquista do bicampeonato mundial, em 62, no Chile) tinham feito carreira com aproximadamente a mesma altura. Hoje, com menos de 1 metro e 90, nem treina.

Quando eu ia a Santos, eu gostava de ficar conversando com o Cláudio.

Um dia falamos justamente sobre o problema da altura.

- Não sei se você já reparou – começou falando –, mas é tudo uma questão de adaptação.

- Eu sei – respondi –, mas nem sempre…

- Olha – ele me interrompeu – o campo de futebol é formado por figuras geométricas: retângulos, círculos, semi-círculos e mais nada.

- Sim, mas o que isso tem a ver com sua altura? – perguntei.

- Tudo! O gol tem 7 metros e 32 de largura, por 2 e 44 de altura. O goleiro, com qualquer altura que tiver, se ficar embaixo dos paus, vai ter dificuldades em defender uma bola. Se ele der dois ou três passos para fora do gol em direção ao atacante, diminui a largura e a altura.

- É. Quanto mais ele sair do gol, mais fecha o ângulo – completei. (Veja a figura)

- Isso mesmo – e ele continuou. Agora, se você traçar retas partindo das traves,  passando pelos ângulos da pequena área, e prolongar essas retas, elas vão encontrar os ângulos da grande área.

- Sim, e daí?

- Isso quer dizer que o goleiro tomando a iniciativa e saindo dois ou três passos na hora da finalização de uma jogada pelos lados das laterais, vai ser muito difícil para o atacante fazer o gol. Os caras da rádio costumam dizer nessas horas: “o goleiro cresceu prá cima do …” ou “o goleiro fechou o ângulo na hora certa….”. E é isso mesmo, o goleiro cresce para cima do atacante, que fica atrapalhado.

Cláudio sorriu:

- Como você está vendo nessas horas a altura influi muito pouco. Precisa ser inteligente e saber jogar no gol para fazer tudo na hora certa.

Levantou, deu uma paradinha e concluiu:

- Agora, meu velho, quando você pega um Pelé pela frente, tudo isso que acabei de falar não adianta nada. Ele nem olha, antes de meter por cima de você!

E saiu rindo.

Cláudio sentia dores no joelho, até hoje não sei qual. Ele jogava de joelheiras para que os adversários também não soubessem. Morreu jovem, nos Estados Unidos, tentando se livrar da doença maldita que atacou seus dois joelhos.

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010 Notícias | 14:41

Neymar vai ser Pelé?

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Fico remoendo em minha cabeça tudo o que aconteceu e acontece com Neymar.

Não tem nada a ver com o que aconteceu com Pelé quando o Rei surgiu para o futebol.

Primeiro – a distância entre Santos e Rio de Janeiro capital da República naquela época, era tão grande quanto a distância hoje entre São Paulo e Abu Dhabi, no Catar. As notícias em 1957, quando Pelé começou a ter destaque, custavam a chegar e quando chegavam falavam de um jogador completamente desconhecido para o público brasileiro em geral

Segundo – não gosto dessa comparação. Nada pode ser comparável a Pelé. O que ele realizou era impossível na época dele, quanto mais nos dias de hoje.

Terceiro – não creio que Neymar vai ser um goleador como Pelé. Acho que Neymar se “diverte” mais do que Pelé jogando.

Pelé aos 18 anos precisava ganhar a vida. Deixar a pobreza de lado, coisa que ele só conseguiu com o passar dos anos.

Neymar já pode ser considerado um cara realizado financeiramente ganhando R$600 mil por mês, fora todas as propagandas e promoções que ele realiza e que lhe rendem uma pequena fortuna.

Pelé anunciava a bicicleta Caloi e não acredito que a Caloi ou o Vitasay lhe rendessem um décimo do que Neymar ganha hoje em dia para simplesmente comparecer ao lançamento do novo aparelho de barbear da Gilette.

Mas o que me faz pensar em igualdade é a facilidade com que Neymar se entrosa pelo seu futebol, em qualquer momento que esteja atravessando.

Pelé era a mesma coisa.

Seus companheiros de time e de seleção falam dele até hoje, 36 anos depois que parou de jogar (para mim o período dos Estados Unidos é apenas um adendo a sua carreira. O fim dela foi aqui, contra a Ponte Preta, na Vila Belmiro, uma derrota por 2 a 0, em 1974) com a mesma admiração do que em 58, Zito, Didi, Bellini e Nilton Santos falavam do “garoto” de 17 anos, que ia estrear contra a União Soviética na Copa da Suécia.

Hoje Neymar chega na seleção sub-20, mete dois gols no jogo-treino contra o Cabofriense, e todos amigos, conhecidos ou companheiros falam dele com uma admiração poucas vezes vista.

Repito: não é Pelé, mas que lembra isso lembra.

Autor: Michel Laurence Tags: , , ,

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 Notícias | 14:37

O pai da ideia da CBF!

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Pouco antes do aniversário de 70 anos de Pelé fui convidado para participar de um programa de esporte da TV Assembléia, que só então fiquei sabendo que faz parte do grupo da TV Cultura.

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Odir Cunha

Lá encontrei velhos e bons amigos. Pessoas como Laerte Mangini, um jornalista fantástico que gosta de futebol e de cavalos puro sangue, com quem trabalhei muitas vezes ao longo de minha carreira.

O programa apresentado por João Rehder, tinha outro convidado, Odir Cunha, um velho companheiro e um grande conhecedor da história do Santos, que trabalhou muitos anos na Folha de S.Paulo.

Odir me falou sobre a campanha dele de “transformar títulos conquistados pelos clubes no passado em títulos válidos no presente”.

- Por exemplo – me disse ele pouco antes do programa começar – o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, chamado de Robertão, foi o embrião do Campeonato Brasileiro de hoje. Por que então não dar aos clubes que venceram essa competição o mesmo valor que aos campeonatos brasileiros conquistados hoje?

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Time do Palmeiras de 1969, bi-campeão brasileiro no mesmo ano

Eu conhecia esse trabalho do Odir, eu sabia que ele vinha batalhando por essa causa havia muito tempo e concordei com ele.

Claro, a CBF não creditou a Odir Cunha a ideia.

Lançou a determinação como se a ideia fosse dela e claro também cometeu erros como não poderia deixar de ser.

As Taças Brasil conquistadas pelos clubes antes de 1971 também passaram a valer como se fossem Campeonatos Brasileiros.

O que aconteceu?

O Palmeiras em 1969 (se não estou enganado e não vou confirmar nos arquivos) passa a ser campeão brasileiro DUAS vezes em 1969.

Era melhor ter chamado o Odir Cunha para que ele pusesse ordem na casa.

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domingo, 12 de dezembro de 2010 Notícias | 16:07

Fim de ano é festa!

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Estou vendo pelo blog.

O pessoal está em festa, querendo perdoar os inimigos e agraciar os amigos.

Os poetas cantam seus versos em homenagem a quem merece.

Pelo que parece nos clubes acontece quase a mesma coisa.

Falei “quase”!

O presidente do Santos, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, não contente em ter trazido Elano de volta promete uma outra contratação bombástica.

- É um jogador de seleção! – garantiu respaldado pela boa administração.

Estão falando em Zé Roberto, que joga muito.

Estão brigando com o São Paulo por Ricardo Oliveira.

Dizem que pode ser o meio campo Fabrício, que está no Cruzeiro, e esse é o mais provável, apesar do clube precisar urgente de um goleador (agora estão até falando em Adriano, o Imperador (será que ele ainda é Imperador?).

Mas Adriano também faz parte dos sonhos de Corinthians – ao lado do Fenômeno – e do Palmeiras – ao lado do Gladiador, Kleber.

No Corinthians o presidente, Andrés Sanchez, diz que estão quase certas as vinda de Adriano e de Cristian.

Mas o que ouvi falar é que o argentino Carlitos Tévez, eterno ídolo da Fiel, está armando o maior barraco no Manchester City para ser negociado na volta das férias.

Para quem?

Para o Corinthians. Aí a torcida do Corinthians teria: Adriano, Ronaldo e Tévez no ataque.

Sim, porque quem se atreveria a barrar um desses três?

Autor: Michel Laurence Tags: , , ,

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010 Notícias | 17:30

Vamos sentir tua falta!

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De repente eu ouvia aquela voz:

- Ei, señor Mirrel, como estás?

Olhava para o lado e lá estava Ramos Delgado, um sorriso imenso estampado no rosto, cumprindo seu ritual para entrar em campo.

Foi um dos maiores zagueiros que vi jogar.

Nunca vi capacidade igual.

Ele parecia atrair a bola.

Se colocava no caminho dela provavelmente por uma parceria exercida amigavelmente através de muitos anos..

Invariavelmente ela parava em seus pés. Dócil.

Não me lembro de ter visto Ramos Delgado dar um ponta-pé num adversário.

Tirava a bola como um refinado batedor de carteira.

Nas vitórias, que sempre foram muitas enquanto ele jogou, era entrar no vestiário do Santos e ouvir aquele grito acompanhado daquele imenso sorriso:

- Ei, señor Mirrel…

Um dia perguntei a ele:

- Você não sente saudade da Argentina?

Ele sorriu aquele sorriso bondoso de sempre e disse:

- De vez em quando sinto, mas logo passa quando vejo o Carlos Alberto pegar na bola, passar para Lima, que toca para Pelé. Aí, o “Negon” dribla dois ou três e põe  Toninho Guerreiro na cara do gol.

E soltava uma gargalhada, acrescentando:

- Dá para sentir saudade de alguma coisa?

- Vou sentir quando parar de jogar ao lado desses caras.

Hoje ele parou de jogar. E nos começamos a sentir saudade!

Autor: Michel Laurence Tags:

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