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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 Notícias | 17:14

Os número 9!

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Dizem que Alan Kardec tem parceria com os espíritos.

3 jogos, 4 gols – os 4 do Santos feitos até agora – e uma vaguinha entre os artilheiros do Campeonato.

Afirmam que Adriano nunca mais vai jogar bola.

Ele mesmo anunciou isso quando voltou da Itália pela primeira vez. A diferença está em que antes ele não queria, agora não o querem.

Corre por aí que o Fabuloso está furioso.

Primeiro com seus companheiros de ataque que não tem lá demonstrado uma grande boa vontade em lhe passar a bola; depois com os dirigentes do São Paulo que insistem na contratação de Nilmar, que foi afastado pelo técnico do time do Villarreal, da Espanha, quando confirmou que estava negociando com o São Paulo.

 

A comoção sob suspeita a pequena distensão que sofreu ontem.

Fernandão, 1m90, músculos para todos os lados, cara de centro-avante antigo.

Barba por fazer, guerreiro, precisando por comida na mesa de casa, Fernandão entrou ontem no lugar do veloz mas irregular, Maikon Lerite faltando pouco mais de 5 minutos para o jogo acabar, e num centro de Marcos Assunção, se antecipa à zaga da Catanduvense, para fazer de cabeça o gol que salvou o Palmeiras de sua primeira derrota  no Campeonato.

Os 9 vivem de gols.

Adriano, o Imperador, nem aos treinos do Corinthians vai mais. A partir do momento em que o Andrés Sanchez disse que “ele não tinha mais jeito” até o torcedor que era dele, se desinteressou. É inacreditável como ele está trocando a vida que milhões de pais querem para seus filhos, por uma que deve lhe trazer desilusões.

Luis Fabiano precisa de tempo. Tempo que é longo para os meninos que jogam ao seu lado e curto para ele que sofre com contusões normais pelo peso de seus 32 anos.

 

Fernandão precisa de espaço e de crédito. Ele quer exatamente aquilo que Adriano está abandonando.

Apesar da parceria com os espíritos, a tarefa de Alan Kardec parece ser a mais difícil de todos.

Ele precisa arrumar um jeito de jogar ao lado de Neymar.

Mas quem ocupa o lugar no momento é Borges, artilheiro do Campeonato Brasileiro.

 

Borges 22 gols, cambalhotas espetaculares, saltos mortais.

Kardec espiritual, elevando os olhos aos céus depois de cada gol.

Bom menino, procurando agradecer a quem lhe passou a bola.

Vai pelo mundo dos artilheiros quase despercebido.

Se não encontrar outro caminho, seu destino parece ser o de entrar faltando 15 minutos, como aconteceu o ano passado.

Autor: Michel Laurence Tags: , , ,

terça-feira, 24 de janeiro de 2012 Causos do Futebol | 14:01

Causos do Futebol – O DIA EM QUE O SANTOS “VENDEU” O TIME INTEIRO…

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…menos Pelé!

Foi logo em um dos primeiros números da revista Placar.

Cheguei na redação de Placar ali no antigo prédio da Abril, na marginal do rio Tietê, e avisei:

- Tenho uma matéria legal sobre o Santos (não me lembro o que era)!

- Guarda para a semana que vem – respondeu o chefe da redação, Woyle Guimarães (um dos maiores com quem trabalhei).

Como “guarda para a semana que vem”? E se alguém publicar o mesmo assunto antes da gente?

- Por que? – me arrisquei em perguntar.

- Porque já temos uma matéria muito legal sobre o Santos para a revista desta semana! – respondeu o Woyle.

- De quem é? – perguntei novamente com cuidado.

- Não posso dizer, é segredo, só posso falar que é muito legal e vai fazer um barulho danado.

Fiquei entre angustiado e curioso. Angustiado porque, desde 1967 na Edição de Esportes de O Estado de São Paulo, estava acostumado a ser o autor das matérias quentes do Santos; curioso (e furioso) por uma matéria tão legal e importante ter passado por mim sem que ao menos suspeitasse do que era.

Tive que esperar até o domingo, quando a gente “fechava” a revista que ia às bancas na terça-feira, para que o segredo fosse revelado,

E lá estava na capa: “Nosso repórter comprou meio time do Santos!”.

O jornalista Georges Bourdokan

O autor dessa maravilhosa façanha foi o jornalista Georges Bourdokan.

Ele fala armênio e se fantasiou de sheik árabe para negociar com o vice-presidente do Santos na época, o aposentado do Exército general Osman.

Era tempo de dificuldade financeira no Santos, principalmente devido ao chamado “Elefante Branco”, que era o apelido do Parque Balneário comprado pelo clube, na esquina da avenida Ana Costa com a praia do Gonzaga (acho que é isso), que hoje abriga o hotel Sheraton (ou será que o hotel já não está mais lá?).

Era tempo também do início da fortuna dos países árabes com o petróleo que rareava no mundo e abundava no Oriente Médio.

O diálogo entre Bourdokan e o general Osman foi mais ou menos esse.

- Quanto o senhor quer pelo Carlos Alberto? (o Torres, capitão do Tri).

E o presidente do Santos estipulou um preço.

- E pelo Lima? ( o “Coringa” que jogava em todas).

- “Tanto”, respondeu o presidente.

E assim foi até chegar a Pelé.

- Não, esse não vendo – disse o general.

- Como assim, “não vende”? – reclamou Bourdokan.

- Esse não tem preço – afirmou o vice-presidente.

- Tá bom, ta bom, mas ainda vamos voltar a esse assunto. Agora, quanto o senhor quer por todo o time titular do Santos, menos o Pelé? – foi o cheque mate de Bourdokan.

O pobre do vice-presidente, que nem suspeitava da farsa, pensou, pensou e finalmente deu o preço. 600.000 dólares, um grande dinheiro na época.

Bourdokan se levantou e disse:

- Está bem, vou comunicar aos meus sócios que o senhor não vende o Pelé e que quer essa quantia pelos outros titulares! – cumprimentou o vice-presidente, que com seus assessores já alcançava a porta do gabinete quando ouviu a pergunta:

- E quando terei notícias suas novamente? – perguntava o general Osman!

Bourdokan vacilou um pouco, mas conseguiu responder contendo o riso:

- Terça-feira, presidente. Terça-feira!

O dia em que Placar estaria nas bancas.

PS - Georges Bourdokan é um dos maiores jornalistas que conheci na minha vida.

Autor: Michel Laurence Tags: , , ,

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 Notícias | 19:28

A aula do Barcelona!

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Vejo o Barcelona jogar vez por outra depois daquela exibição na final contra o Santos, como via antes porque vivo do futebol e gosto do futebol.

Acho que qualquer sistema depende dos jogadores. O Barcelona tem jogadores para jogar do jeito que joga, assim como a Holanda tinha Cruyff, Neeskens, Rep, Rensenbrink, van Hanegem, Krol e Jansen em 74 para revolucionar o futebol.

Só não creio que o segredo esteja na base dos clubes, na formação dos jogadores nas categorias inferiores.

Se fosse assim a Holanda teria uma seleção no mesmo nível da de 74 até os dias de hoje. O que não acontece.

Não acredito que o Barcelona, quando essa geração de Messi, Xavi e Iniesta acabar, tenha uma outra no mesmo nível para continuar as glórias conseguidas pela atual. Assim como o Santos de Pelé, Coutinho, Zito, Mengálvio, Pepe, Dorval, e Lima nunca mais foi alcançado mesmo com uma escolinha produzindo alguns craques de primeira linha como Robinho, Diego, Wesley, Neymar e André. Foram 32 anos de espera para o Santos até que surgissem esses nomes para relembrar o passado.

 

Antes da Segunda Guerra Mundial, a seleção da Áustria era conhecida como o “Wunderteam” – o Time Maravilhoso -; e a da Hungria em 54, espantou o mundo com Puskás, Grosics, Czibor e Hidegkuti, ganhando da então invicta Inglaterra, em Wembley, por 6 a 3.

Dizer que é a base que vai dar continuidade ao sucesso de um grande time, é improvável. O Barcelona pode formar grandes jogadores e nunca ter o mesmo resultado que está conseguindo agora.

Cada jogador é um jogador. Garrincha nunca mais foi igualado, nem vai ser.

Pode surgir um com imensas qualidades, mas será certamente diferente do Mané.

E aí está o segredo da combinação para dar certo. É preciso que tudo se encaixe e que tudo esteja no momento certo, no time certo.

O Cruzeiro de Tostão, Dirceu Lopes e Zé Carlos nunca mais.

O Flamengo de Zico, Adílio e Andrade nunca mais.

 

O Inter de Falcão, Paulo César Carpegiani e Figueroa – que é chileno – nunca mais.

Não estou querendo tirar o valor de Pep Guardiola ou Rinus Michels, que montou a Laranja Mecânica, tanto que vou citar o Flamengo do paraguaio Fleitas Solich, que conquistou o tricampeonato carioca de 53, 54, e 55 destroçando o sistema WM do Fluminense de Zezé Moreira, simplesmente invertendo o jogo da esquerda para a direita, e da direita para esquerda.

A Argentina que forma tantos craques quanto o Brasil, tem uma geração maravilhosa jogando na Europa, mas não consegue nem chegar aos pés do time que conquistou a Copa de 86, no México, porque aquela seleção tinha Maradona e em torno dele uma série de jogadores de alta qualidade. Isso foi há 25 anos!

É evidente que ter uma base formando bons jogadores – que saibam qual o papel que devem desempenhar quando passarem para o time titular – ajuda (até em poupar dinheiro com contratações nem sempre agradáveis), mas o destino tem que favorecer o time com um super-astro, que é o caso de Messi, no Barcelona – e que na seleção da Argentina não consegue brilhar com tanta intensidade, porque o jogo da Argentina é mais lento do que o do Barcelona e Messi precisa da rapidez para que seu talento seja inigualável.   

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 Notícias | 17:32

Como estragar uma imagem!

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Já escrevi e muito, elogiando o presidente do Santos.

O grande problema quando um dirigente de clube faz sucesso, é justamente saber administrar esse sucesso. Se o sucesso subir à cabeça – que é o que geralmente acontece, pode ter certeza que o sucesso vira fracasso. E como isso acontece com muita freqüência até criaram a frase: “o fracasso subiu à cabeça dele”!

O presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro obteve tanto sucesso que provavelmente está se achando o grande responsável pelas conquistas do time de futebol e como sempre acontece danou a fazer coisas que dificilmente conseguirá apagar.

Primeiro acabou com o time de futebol de salão, campeão brasileiro. Está bem, um jogador como Falcão deve custar caro! Mas por que acabar com o departamento? Pode montar um time de boa qualidade bem mais barato do que o atual e provavelmente obter algum sucesso.

Depois acabou com o time de futebol feminino. Está bem, a Marta deve custar uma pequena fortuna. Mas por que acabar com o departamento? O Santos pode ter um time femino bom, que represente bem o clube e a Marta pode ganhar no exterior o que ela merece.

A sensação que fica é a de que gastou uma pequena fortuna – R$7.500.000,00 segundo o noticiário – só com o time de futebol de salão no ano passado, para garantir sua recente reeleição.

E agora coloca o Ganso à venda.

Não sou contra, mas sou contra da forma como foi feito.

Primeiro desvalorizando o jogador – reconheço que Paulo Henrique Ganso tem dado muito trabalho ao clube, criando várias “saias justas” – mas acho que ele ainda é um jogador de quem se aguarda muito. Não sei se ele vai conseguir voltar a ser o que era – suspeito que não – mas mesmo assim ele será um jogador de valor.

O que acho ainda pior é que o presidente do Santos declara que a culpa de ter sido obrigado a fazer o que fez é do GOVERNO, que não lhe deu o patrocínio dos Correios ou da Petrobras! Isso depois de declarar várias vezes que não estava endividando o clube e que tudo estava sendo feito com dinheiro de parceiros e vendendo parte do valor estipulado pela liberação dos melhores jogadores.

E também deixar cair nos ombros de Neymar – que não andam tão fortes assim – e de seu salário – que é enorme – a culpa por ter que acabar com os dois departamentos.

Vai virar bagunça, Pode ter certeza, vai virar bagunça e o presidente já não vai ser tão idolatrado pela torcida quanto vinha sendo.

Autor: Michel Laurence Tags:

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 Notícias | 15:01

A “bomba-relógio” e o “Ganso”!

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Os dois personagens são simpáticos.

Mas vivem um interminável “inferno astral”!

Leio que um dirigente do Corinthians chamou o Adriano, que já foi o Imperador,  de “bomba relógio” em mais essa enrascada “do tiro na mão da moça que estava no banco de trás do carro, no qual Adriano estava no banco do carona. Grifei “banco de trás” porque nesse lugar parece estar a solução para o caso, isentando Adriano de qualquer culpa.

Só que… e o revólver?

De quem era?

Por que foi sacado dentro do carro?

Com qual finalidade?

Desde a volta de Adriano da Itália quando abandonou a Inter de Milão e afirmou que estava encerrando a carreira (situação que nunca foi realmente esclarecida pelo jogador ou pela Inter), nunca mais foi o mesmo grande jogador da década passada.

Sempre esteve envolvido em conflitos e visto na companhia de pessoas complicadas – às vezes classificadas como “traficantes”.

Adriano realmente parece ter o poder de atrair confusão.

Esse último episódio, certamente não será o último. E o pronunciamento do dirigente dá a atender que a paciência do clube está no limite.

Do outro lado está Paulo Henrique Ganso, que teria tudo para ser adorado pela torcida santista não fosse as últimas peripécias do jogador.

Que Ganso sofreu várias contusões e passou por várias cirurgias defendendo o Santos todo mundo sabe. Que desde a primeira contusão séria, quando rebentou os ligamentos, vem lutando para ter seu contrato renovado nas mesmas bases que o de seu amigo, parceiro e protegido Neymar também todo mundo sabe.

Que os dirigentes do Santos se fizeram de mortos – esperando para ver o que ia acontecer com o jogador, se ele ia se recuperar e se voltaria a jogar o que jogava – também é coisa sabida.

Só que Ganso ficou revoltado, e mesmo na volta não jogando o que jogava continuou orientado por um grupo de “amigos”, a fazer exigências e mais exigências.

Agora ele deu um prazo de 10 dias para que os dirigentes do Santos respondessem se estavam interessados em comprar 10 por cento do valor de seu passe, que são dele, por 10 milhões de reais.

Caso findo esse prazo o Santos não manifeste seu interesse, Ganso vai vender os 10% para um grupo de empresários que assim se tornaria sócio majoritário numa provável futura venda do jogador.

10 milhões de reais!

Se fosse um jogo de pôquer “eu pagaria pra ver”!

Foi mais ou menos o que o presidente do Santos fez, quando provavelmente movido por um sentimento de revolta, declarou que ia deixar “Ganso e seus parceiros morrerem abraçados”.

Por trás, disfarçado por essas confusões, parece estar a ânsia de Ganso em fazer sua independência financeira, o que trás também a suspeita de ele não estar completamente certo que irá voltar a ser o que já foi com uma bola nos pés. 

Autor: Michel Laurence Tags: ,

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 Notícias | 17:24

O Santos ficou devendo!

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Sinceramente, amigos, a mim esse negócio de que “era jogo de estreia”, e que “estreia é sempre nervosa” não me convence.

O Santos venceu apertado, como poderia ter goleado. Mas o Kashiwa Reysol poderia ter em certo momento empatado ou até vencer.

Não gosto de estatística em futebol. O jogo da bola tem uma grande dose de sorte e do inesperado, que fazem boa parte de seu encanto.

Mas em momento nenhum o time do Santos me deu a sensação de que sabia exatamente o que estava fazendo. Era um tal de chute pra frente que se der a sorte da bola cair no pé do Neymar ele resolve.

O que determinou a vitória do Peixe não foi a qualidade do jogo coletivo, e sim a qualidade técnica individual de dois ou três jogadores. Neymar fez o primeiro numa jogada dele. Borges ensaiou algumas semanas na Vila o chute que acertou com a perfeição dos goleadores e o que de Danilo, cá entre nós, foi na cobrança de uma falta com tanto efeito que bola passou pelo lado da barreira e chegou até a assustar o goleiro quando ele entrou rente à trave. Puro talento do jogador brasileiro.

Junte-se a isso o reencontro de Neymar Jr. e PH Ganso, que jogou regularmente, mas que de vez em quando fez lembrar o Ganso de dois anos atrás.

Foi ótimo vencer e recolocar um clube brasileiro na final do Mundial de Clubes, mas será que o que o time jogou vai bastar para enfrentar de igual para igual o Barcelona?

Tem mais: o Elano que me perdoe, mas ele não está jogando nada. Acho que falta forma física. A sua substituição foi normal, o que não foi normal foi o Muricy colocar o “artilheiro-espírita” Alan Kardec em seu lugar. O meio campo ficou com menos um e o Kashiwa pressionou. Ainda bem que deu tempo de consertar substituindo Borges por Ibson.

O técnico do Al Saad disse que amanhã vai precisar jogar com 16 jogadores para segurar o Barcelona.

Eu também acho.

Autor: Michel Laurence Tags: ,

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 Comentário | 14:33

Santos ou Barcelona? (ou será Neymar x Messi?)

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De repente a pergunta parece ser uma válvula de escape para quem sai ileso ou machucado do Campeonato Brasileiro.
Vez por outra aqui na redação alguém me pergunta:
- Quem você acha que vai vencer? O Barcelona ou o Santos?
Acho que a pertunta traz atrelada outra pergunta “se Neymar é melhor do que o Messi?”
Acho que é legal o Santos ter convidado Pelé para fazer parte da delegação.
Pena que a verba não tenha dado para levar junto o Lima, o Pepe, o Dorval, o Coutinho, o Zito, o Dalmo, o Mengalvio, o Gilmar e todos os outros que fizeram parte das vitórias de 62 e 63.
Eles só trariam bons fluídos e com eles a mentalidade vitoriosa!
Sinceramente, se a gente for analisar com imparcialidade, acho que o Barcelona está mais preparado, apesar de nos últimos tempos ter andado claudicando – teve mais derrotas do que em anos anteriores.
O Santos ainda me parece em formação, ficou muito tempo sem o time titular completo e deixou de colocar os 11 melhores em campo em vários jogos.
Mas ao mesmo tempo Neymar vai começar o que se pode chamar de “carreira internacional”.
Se ele vencer com o Santos nun ca mais poderão dizer que não sabem “quem é Neymar”!
O time do Barcelona toca a bola em velocidade. Iniesta, Xavi e Messi são infernais.
A gente não pode dizer a mesma coisa do Santos. Falta um pouco de velocidade dependendo de qual jogador está com a bola.
Ganso ainda é uma incógnita! Se estiver bem ao lado de Neymar bem, pode desequilibrar.
Resta sabe se Elano vai conseguir jogar – ou pelo menos repetir um pouco do futebol que jogou quando voltou ao Brasil.
Henrique e Arouca tem que jogar muito para frear as arrancadas de Messi.
Mas nesse aspecto o Santos tem a vantagem de conhecer bem o Barcelona que joga a toda hora na tela de nossas televisões, enquanto não creio que Pepe Guardiola – um técnico inteligente – tenha tantas informações sobre Henrique ou Arouca.
Para finalizar acho que o Santos tem chance – isso se passar pelo Monterrey, do México ou pelo Kashiwa Reysol, do Japão – que será (um ou outro) o adversário do Peixe antes de enfrentar o Barcelona.
Que vai ser emocionante, isso pode ter certeza que vai ser e que Muricy sabe o que deve fazer, isso também é uma certeza.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , ,

quinta-feira, 10 de novembro de 2011 Notícias | 19:58

Onde foi parar a decência?

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O brasileiro está orgulhoso!

Neymar vai ficar no Santos até 2014!

Derrotamos – mesmo que não sejamos santistas – o Real Madrid e o Barcelona de uma vez só.

Eu também fiquei orgulhoso.

Pensei: finalmente entramos no mercado mundial. Quem sabe dentro de pouco tempo um Messi, um Zidane – voltando a jogar – aceitem uma proposta do Corinthians, do Flamengo, do Internacional, talvez até do Atlético Mineiro. Acho que eles vão preferir o Rio, beira-mar, mulheres lindas, bares com cheiro de maresia, o Cristo Redentor.

Fiquei surpreso quando me dei conta do que eu estava acatando.

Vi que o Banco do Brasil e o Santander vão bancar os prováveis 3 milhões mensais do Neymar.

Não me choquei ainda sob o efeito maravilhoso de ver Neymar por mais dois anos, talvez dois anos e meio, porque ele só poderá ir para a Europa depois da Copa de 2014.

Aí entrei dentro do táxi para ir ao trabalho e o motorista, meu amigo de centenas de idas durante o ano, me perguntou:

- Seu Michel, quantas casas populares podem ser construídas com 2 milhões de reais?

- Não sei – respondi – talvez entre 20 e 30.

O taxista nem piscou.

- É papel do Banco do Brasil bancar o contrato de Neymar?

A pergunta me pegou de surpresa. Fiquei sem saber o que responder.

- Não, não é! – me arrisquei em responder.

- Então, por que o Banco do Brasil está bancando Neymar para o Santos?

Fiquei aturdido. O meu amigo taxista não é demagogo, ele apenas estava raciocinando em cima de um fato.

Cheguei no trabalho!

- Ohohohoh, o Neymar é do Peixe!!!! – cantou um dos meus colegas.

Não tive coragem de dizer que era uma indecência!

Me lembrei que a Petrobras bancou o Flamengo, que os Correios bancam a natação, o Banco do Brasil bancando o vôlei; e quinhentos mil outros contratos desse tipo com empresas meio-estatais que não visam lucro.

Aí vi o presidente do Santos, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, dando uma entrevista dizendo que “era uma infâmia ficarem dizendo que o Banco do Brasil esteja bancando o contrato de Neymar”.

Não sei, o presidente do Santos merece toda a minha admiração e respeito.

Autor: Michel Laurence Tags:

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 Comentário | 17:18

Em terra de cego…

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É o segundo fim de semana dedicado inteiramente ao futebol.

Acompanhei o PAN pela Record News, com o ótimo Heródoto Barbeiro e as maravilhosas aparições de Paulo Henrique Amorim – que era o centroavante impetuoso do nosso time nos tempos de Editora Abril. Só não entendi porque havia sempre um certo tom de “dramaticidade” em tudo o que Eder Luis e Maurício Torres transmitiam. Mas vai ver que eram ordens recebidas.

Mas aí, o Pan quase acabando, voltei para o futebol.

Vi muito de Ceará 1 x 2 Fluminense e quase que somente os gols de Santos 4 x 1 Atlético Paranense. Do Botafogo 1 x 0 Cruzeiro só vi o gol de Loco Abreu, que cabeceia com uma qualidade impressionante.

Mas mesmo com Neymar fazendo 6 gols (dois foram anulados, sendo que um legítimo) não consegui ficar impressionado com o time do Peixe. Teve um momento no qual o Atlético Paranaense parecia que iria vencer.

Quanto ao Fluminense, fiquei com a impressão de que foi “ajudado” pela arbitragem. E pelo goleiro Fernando Henrique, do Ceará, que falhou no segundo gol do Fluminense, dando um passo para o lado errado, permitindo um chute cruzado de Rafael Sobis. Isso sem falar no primeiro gol, no qual demorou a sair de encontro ao atacante do tricolor das Laranjeiras.

E, olha, ninguém vai me convencer que Rosário, Marquinhos, Carlinhos e mais alguns outros são jogadores para a qualidade que um time como o do Fluminense tem que ter.

No domingo vi o Corinthians sofrer para derrotar o Avaí (já sei, você vai dizer que o Corinthians jogou com menos um). Mas a verdade é que esse sofrimento vem se repetindo a cada rodada e tudo beira a loucura nos jogos do Timão. Tem jogador que não está jogando, e jogador foi feito para jogar – kakakakakaka. O Tite tem um baita de um trabalho, sua de nervoso, ou molha pela chuva, as belas camisas, para armar o time, mas ultimamente tudo leva à dramaticidade que a Record queria que acontecesse no Pan.

O Corinthians me parece o melhor candidato ao título, mas…

Aí, fiquei vendo, pouco a pouco, Vasco 0 x 0 São Paulo.

Sinceramente, eu sei que os cariocas vão cair matando (olha, galera, eu sou daí), mas o Vasco, à exceção de 3 jogadores – e vou citá-los: o goleiro Fernando Prass, Felipe e Juninho Pernambucano – é um time fraco. Eu sei que hoje em dia a dedicação, a garra, e a coragem fazem milagres em futebol. Mas não acredito que o Vasco chegue ao título.

Você deve estar se perguntando: Tá bom, Michel, e aí, quem vai ser campeão?

Sei não, mas acho que está entre Fluminense e Corinthians.

Mas você acabou de dizer que o time do Fluminense é fraco!

Verdade, mas é melhor do que o Vasco.

Mas você acabou de escrever que o time do Corinthians é “inconstante”!

Também é verdade, mas, “em terra de cegos, quem tem um olho é rei”!

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 27 de outubro de 2011 Notícias | 18:52

Ganso e o enigma da esfinge!

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A Esfinge na mitologia colocava um enigma para os homens sobre a vida e a morte.

Acho que o problema de Paulo Henrique Ganso deve ser do mesmo tamanho.

O anúncio de sua liberação para voltar aos treinos e jogos, coloca um problema de vida ou de morte.

O que ele neste momento de decisão pode estar himaginando?

Vou voltar!

Maravilha!

Vou voltar a ter a bola nos pés!

Legal!

Mas… e se doer?

E se estourar de novo?

Como vai ser?

Vou passar a ter a fama de “bichado” para o resto de minha carreira?

O Pedrinho que foi craque no Vasco, nunca mais se recuperou e era chamado de “bichado” por todos.

Agora mesmo está jogando “showbol” e recentemente anunciou sua volta num clube pequeno do Rio de Janeiro!

Deve provavelmente, estar precisando ganhar dinheiro, de outra forma não se sujeitaria a essa aventura.

E eu? O que vai acontecer comigo?

Os médicos me liberaram. Meu Deus, só posso pedir que os santos me protejam.

Pode aparecer um desgraçado, como apareceu na vida do Zico, e arrebentar de novo o meu joelho!

Mas o pior vai ser se o músculo não aguentar e estourar de novo, num lance em que estou sozinho, como das últimas duas vezes.

A Esfinge vai responder nos próximos dias!

Autor: Michel Laurence Tags: ,

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