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sexta-feira, 21 de novembro de 2008 Gênios do Passado | 17:32

Gênios do Passado – Waldir Pereira (Didi)

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Valdir Pereira, Didi

 

Data do nascimento

8 de Outubro de 1928

 

Local

Campos dos Goitacazes – RJ

 

Clubes

- Como Jogador:

Americano, de Campos – 1946

Lençoense, de Lençóis Paulista – 1946~1947

Madureira – 1948

Fluminense – 1949~1956

Botafogo – 1957~1958

Real Madrid (ESP) – 1959~1960

Botafogo – 1961~1962

Botafogo – 1963

São Paulo – 1964

Botafogo – 1965

Vera Cruz (MEX) – 1965~1966

São Paulo – 1966

- Como Técnico:

Sporting Cristal (PER) – 1962

 

 

Títulos

- Como Jogador:

1950 – Fez o primeiro gol marcado no Maracanã, na inauguração do estádio em amistoso entre as seleções do Rio e de São Paulo, vencido pelos paulistas, por 3 a 1.

1951 – Campeão Carioca pelo Fluminense

1952 – Campeão da Copa Rio pelo Fluminense

1952 – Campeão do Pan-Americano do Chile (primeiro título conquistado no exterior pelo futebol brasileiro)

1955 – Campeão da Taça Osvaldo Cruz pela Seleção

1955 – Campeão da Taça O´Higgins pela Seleção

1957 – Campeão Carioca pelo Botafogo

1957 – Campeão da Taça Osvaldo Cruz pela Seleção

1958 – Campeão do Mundo pela Seleção na Suécia

1961 – Campeão Carioca pelo Botafogo

1962 – Bicampeão Carioca pelo Botafogo

1962 – Bicampeão do Mundo pela Seleção no Chile

1962 – Campeão do Rio-São Paulo pelo Botafogo

1962 – Campeão do Pentagonal do México com o Botafogo

- Como Técnico:

1962 – Campeão Peruano pelo Sporting Cristal

               

Jogos e Gols

Fluminense (1949~1956): 298 Jogos e 91 Gols

Botafogo (1957~1958, 1961~1962, 1963, 1965): 313 Jogos e 114 Gols

Seleção Brasileira (1954~1962) – 68 Jogos e 20 Gols

 

Falecimento

12 de maio de 2001, no Rio de Janeiro

 

 

Histórico

Didi apareceu para o futebol brasileiro em 1948 formando um trio de ataque de imenso talento com Lelé e Isaias no Madureira, do Rio de Janeiro.

 

Didi com a camisa do Fluminense 

 

Se destacou tanto que no ano seguinte foi contratado pelo Fluminense, onde sob o comando de Zezé Moreira fez parte de um time que entrou para a história do clube ao lado de Telê Santana que se multiplicava jogando tanto de ponta-direita – onde ganhou o apelido de Fio de Esperança de Nélson Rodrigues – e centro-avante; o goleiro Castilho, que defendeu o Brasil em 4 Copas do Mundo: 50-54-58-62; Pinheiro, um central que jogou a Copa de 54, na Suíça e como Telê e Castilho, passou a técnico no fim de carreira; Carlyle que nasceu com apenas uma orelha, era um centro-avante mineiro que jogou no Atlético e fazia muitos gols; Orlando “Pingo de Ouro”, pingo por ser pequeno, mas de ouro por jogar um futebol maravilhoso e dono de um temperamento terrível; e Rodrigues “Tatu” que logo depois de ser campeão carioca em 51, foi jogar no Palmeiras.

       

Mas foi no Botafogo e na seleção que Didi atingiu o apogeu de sua carreira como jogador. Foi três vezes campeão carioca e bicampeão mundial.

 

Didi no Botafogo 

       

Didi era uma figura sensacional. Ganhou de Nélson Rodrigues o apelido de Príncipe Etíope por sua elegância tanto dentro quanto fora de campo, onde só se apresentava de terno e gravata impecáveis.

 

Didi e Dona Guiomar em Madri 

       

Se separou da mulher Maria Luiza, quando conheceu uma morena lindíssima, Guiomar, uma atriz, que foi o grande amor de sua vida, mas com quem tinha brigas homéricas, a ponto dela certa vez ciumenta ao extremo, passar a tesoura em todos seus ternos e gravatas.

       

Quando deixou a carreira de jogador Didi foi ser técnico nos Emirados Árabes, onde ganhou um anel de um príncipe, que de tão valioso não mostrava para ninguém.

       

Jogando bola “inventou” um chute que foi batizado de “Folha Seca” pela mídia da época. Era um chute em que Didi contorcia tanto o corpo para dar o efeito desejado na bola, que acabou sofrendo dores terríveis na coluna vertebral pelo resto da vida.

 

O gol salvador de "folha seca" contra o Peru

       

Mas foi graças a esse chute que o Brasil se classificou para a Copa de 58, na Suécia, e ganhou seu primeiro título mundial. Jogando contra o Peru no Maracanã, Didi bateu uma falta e fez o único gol do jogo.

     

Em 1970, na Copa do México, Didi viveu um dos maiores dramas de sua carreira. Dirigiu o melhor time que o Peru já formou em sua história no futebol. Deu um imenso trabalho ao grande time do Brasil, mas acabou derrotado por 4 a 2. O time do Peru era tão bom que vários jogadores daquela copa vieram parar no Brasil: Mifflin, no Santos, Gallardo, no Palmeiras, Chale, no Grêmio.

 

Seleção Brasileira Campeã em 1958, na Suécia 

    

Didi foi chamado de “Mister Foot-ball” em 58, pelo mesmo jornalista francês Gabriel Hanot, que também deu a Pelé o apelido de “Rei do Futebol”, Também foi eleito pela imprensa “o melhor jogador da Copa de 58”.

 

Didi entre Garrincha e "Ele" 

 

Didi tinha um talento fenomenal. Fazia lançamentos de 30, 40 metros como se fosse um perito em balística. Quando a bola parava no pé direito de Didi, Garrincha nem olhava para trás. Partia numa velocidade alucinante e via a bola cair bem na sua frente, pronta para ser dominada. Aí, era só partir para cima do adversário, gingar o corpo uma ou duas vezes e ver seu caminho limpo para o gol ou para o centro.

O grande jogador nos grandes jogos se impõe. Na final da Copa de 58 Didi além de ir buscar a bola no fundo do gol de Gilmar, quando a Suécia fez um a zero e com ela embaixo do braço, caminhar calmamente até o meio de campo para dar tempo ao time de se recompor, no reinicio da partida ainda meteu a bola entre as pernas de Gunnar Green considerado o cérebro do time sueco.

 

Depois da Copa de 58 Didi teve seu passe vendido para o Real Madrid, mas não ficou muito tempo por lá. Desentendeu-se com o grande Di Stéfano, argentino de nascimento, que era o grande ídolo da torcida e achou melhor voltar ao Brasil.

 

Didi com o técnico Fleitas Solich (no alto) e com Di Stéfano 

 

Conquistou o bicampeonato mundial no Chile ao lado de um Garrincha inesquecível e passou a pensar seriamente no que faria depois de ser jogador.

 

Didi no time de 62, Bi-campeão Mundial no Chile 

 

Didi também costumava dizer para quem quisesse ouvi-lo que “Deus tinha cometido um grande erro em deixar os grandes jogadores envelhecerem” e acrescentava – modestamente  – “já imaginou eu jogando para sempre ao lado de Pelé? De Zizinho? De Nilton Santos?” e ficava sorrindo como se esse sonho pudesse ser verdade.      

                       

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 19 de novembro de 2008 Notícias | 13:23

Kaká ou Cristiano Ronaldo?

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Kaká X Cristiano Ronaldo

 

Um é evangélico e outro é cristão no nome.

     

Os dois são bons moços.

     

Os dois jogam muita bola.

     

Talvez Kaká jogue mais em direção ao gol.

     

Talvez o português cobre melhor faltas do que Kaká.

     

Talvez o Cristiano esteja sendo beneficiado – não pessoalmente – por um momento no futebol mundial em que o jogador de altíssima qualidade esteja em falta.

     

Talvez Kaká nunca tenha imaginado chegar ao alto como chegou.

     

É bem provável que Kaká adore ouvir o San Siro cantando seu nome: “viemos aqui para ver os gols de Kaká”.

     

Não sei se os torcedores do Manchester United ou da seleção de Portugal fazem canções para Cristiano Ronaldo.

     

Só sei que os dois preenchem um vazio de talento com um imenso talento. Não tão grande quanto o de um Ronaldo Fenômeno ou de um Zinedine Zidane.

     

Mas também querer que o mundo nos abasteça sempre e eternamente com jogadores como esses dois é pedir demais. 

     

Ai, meu Deus, será que depois de Pelé, Maradona, Rivelino, Puskas, Cruijff, Platini, Di Stéfano, Zizinho, etc. os dois foram os últimos?

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , , , , , , , ,

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