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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008 Notícias | 13:30

Quem será o melhor?

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Nada de ficar em cima do muro!

 

A briga de poder entre Corinthians e São Paulo está declarada.

 

A impressão que se tem até agora é que Palmeiras e Santos vão ser apenas figurantes no ano que vem.

 

A contratação de Ronaldo Fenômeno pelo Corinthians provocou uma verdadeira revolução no São Paulo.

 

Não há como negar que com o Fenômeno o Corinthians ganha uma importância incrível nas próximas competições.

 

Também não há como negar que pelo menos três das cinco contratações do São Paulo até agora são de um impacto impressionante! Washington é goleador; Júnior César é o melhor lateral-esquerdo do Brasil no momento; e Eduardo Costa é um meio campista incansável.

 

Estou dizendo que Palmeiras será mero coadjuvante apesar de ter comprado esse Marquinho do Vitória que parece ser um ótimo jogador, por estar perdendo Alex Mineiro para o Grêmio.

 

Quando um jogador como Alex se desinteressa por um clube como o Palmeiras, alguma coisa está acontecendo, além do fato de Luxemburgo andar muito quieto tirando férias e provavelmente pescando no Pantanal.

 

O Santos parece mais interessado em reformar e aumentar a Vila Belmiro – o que é ótimo – do que em montar um time forte.

 

Provavelmente o time vai perder Kleber Pereira, que parece doido para deixar a Vila, e diz ter uma proposta “irrecusável” de Dubai. Como o Santos através de seu presidente está disposto a negociar qualquer um – da lista dos que podem ser vendidos fazem parte o lateral Kleber e o meio de campo Rodrigo Souto – é mais do que provável que mesmo a proposta não sendo “irrecusável”, Kleber Pereira vá para a Arábia.

 

A partir do ponto de ter optado por ficar com Márcio Fernandes como técnico. A contratação de Lúcio Flávio – meu Deus sempre que escrevo esse nome me lembro do bandido – não chega a causar um impacto.

 

Eu acho que a “briga” entre Corinthians e São Paulo vai ser feia. Acho também que o São Paulo reagiu e livrou uma pequena vantagem sobre o Corinthians.

 

O ano que vem está chegando.

 

Sei não, mas me parece que se os clubes do Rio não pensarem seriamente em reforços vão voltar a ser ridicularizados no Brasileirão-2009.  

Autor: Michel Laurence Tags: , , , ,

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008 Notícias | 14:10

Ronaldo Fenômeno & “Canalha”?

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Esperei a poeira assentar para discutir aqui uma coisa: “o Ronaldo foi “traíra” com o Flamengo?

Já vi e ouvi várias justificativas para tal parecer.

 

O principal deles é que Ronaldo teria que ter procurado a diretoria do Flamengo e comunicado que estava recebendo uma proposta do Corinthians.

 

Bem, eu sou jornalista esportivo há uma porção de tempo e nunca vi um “grande”, estou falando grande, jogador procurar o clube. Normalmente o clube é quem procura do jogador.

Ronaldo esteve no Flamengo por 4 meses e não recebeu nenhuma proposta.

 

Os dirigentes do Flamengo se contentaram em sorrir e anunciar:

 

- O Fenômeno é Flamengo desde garotinho e está se recuperando na Gávea!

 

E isso era anunciado pelo presidente do Flamengo como se fosse um aval para que Ronaldo jogasse praticamente “de graça” pelo Mengão.

 

A gratidão no profissionalismo não entra nem pela porta de serviço.

 

Como eu disse o clube é quem procura o jogador.

 

Outra coisa intrigante é: “a torcida vai ter que ter paciência com Ronaldo!”, essa frase geralmente é formalizada por jornalistas do Rio e anunciada para que todo mundo subentenda que “Ronaldo não vai jogar nada e vai ter uma série de contusões musculares!”.

 

É aquele “estraga prazer”.

 

Até parece que Ronaldo é um jogador qualquer – pelo menos é o que se entende pela “paciência”.

 

Ronaldo vai ser aquele jogador que todo mundo gostaria de ter no time. E que já declarei, se eu tivesse 40 anos a menos – kakakakakaka – gostaria que me dessem a 8 ou a 10 para jogar ao lado dele.

 

Quanto a ser traíra, nunca falei com ele, mas o Ronaldo não me parece ter esse perfil.

Além do mais, eu que passei a maior parte da minha vida no Rio, sempre vi os meus conterrâneos se vangloriarem da malandragem e de dizer que o paulistano é jeca.

 

O carioca é “esperto” e tem aquele jeito de encarar a vida maravilhoso, mas nem por isso devem se permitir achar o resto do Brasil, bobo.   

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 Notícias | 14:33

O Fenômeno enriquece o Corinthians!

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Paulo Borges

 

A ânsia desse pessoal das estatísticas parece insaciável.

 

Já estão levantando quem foi que custou mais caro e esqueceram de citar o que “realmente” foi o mais caro: Paulo Borges, um ponta direita do Bangu, do Rio, que em 1967 custou Cr$1,000.000,00 aos cofres do Corinthians – uma soma quase incalculável hoje em dia.

Quem cometeu essa “loucura” foi o então presidente Wadi Helou.

 

Mas valeu a pena segundo os torcedores do Corinthians: um ano depois, exatamente na noite do dia 6 de março de 1968, Paulo Borges fez o primeiro gol da vitória do Timão sobre o Santos, por 2 a 0, (o segundo foi do gaúcho Flávio “Minuano”) em pleno Pacaembu, levando a Fiel à loucura e quebrando um tabu de 10 anos sem que o Corinthians obtivesse uma vitória sobre o Peixe.

 

Imagine hoje, o Fenômeno está saindo praticamente de graça bancado pela Nike.

 

Naquela época Wadi Helou sofreu uma verdadeira campanha por, no fundo, acabar com o domínio santista.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , ,

domingo, 7 de dezembro de 2008 Notícias | 19:56

Tudo esquisito, mas merecido!

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São Paulo comemora o hexa!

 

Como tudo o que acontece no futebol brasileiro, dirigido por pessoas esquisitas, foram mais uma vez “esquisitos” os acontecimentos que cercaram a última rodada do Campeonato Brasileiro.

 

Juiz sendo retirado da decisão.

 

Gol impedido decidindo a favor de quem foi o melhor.

 

Vinheta da Globo comemorando a conquista do São Paulo para lá de pornográfica.

 

E uma tradição desde que o campeonato começou a ser disputado por pontos corridos: um grande cair.

 

Foi o Fluminense; foi o Palmeiras; foi o Botafogo; foi o Atlético Mineiro; foi o Grêmio; foi a Portuguesa (semi-grande); foi o Corinthians; e, agora, foi o Vasco, ao lado da Portuguesa.

 

Torci muito pelo Vasco, mas não deu.

 

Roberto Dinamite não merecia.

 

Mas Muricy mereceu mais do que todo mundo no campeonato que recuperou a imagem do técnico Celso Roth, que alguns anos atrás não teve seu trabalho reconhecido pela diretoria do Santos, mas que, mesmo assim, descobriu Robinho e Diego para o futebol bonito que me garantem ter acabado.

 

Tomara que não!

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , ,

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008 Notícias | 20:50

Muricy merece o tri!

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Muricy Ramalho, técnico do SP

 

O Fluminense foi brilhante, mas acho que o São Paulo merece o título.

    

É evidente que se o jogo de domingo contra o Goiás, fosse no Serra Dourada, poderia ser mais complicado. Mas em campo neutro e bastando o empate para o São Paulo, acho que o tricolor pode mandar fazer as faixas.

    

Mas eu quero falar do Celso Roth. O cara não amacia, fala coisas desagradáveis e parte da mídia não gosta dele. Estão até afirmando que ele deve ser demitido do Grêmio depois do jogo de domingo.

    

Quero também dizer que o Caio Jr certamente vai ser demitido do Flamengo. Vi uma entrevista do vice-presidente de futebol do Flamengo, Kleber Leite, quase deixando vazar essa informação.

    

 Vamos ter férias movimentadas.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 21 de novembro de 2008 Gênios do Passado | 17:32

Gênios do Passado – Waldir Pereira (Didi)

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Valdir Pereira, Didi

 

Data do nascimento

8 de Outubro de 1928

 

Local

Campos dos Goitacazes – RJ

 

Clubes

- Como Jogador:

Americano, de Campos – 1946

Lençoense, de Lençóis Paulista – 1946~1947

Madureira – 1948

Fluminense – 1949~1956

Botafogo – 1957~1958

Real Madrid (ESP) – 1959~1960

Botafogo – 1961~1962

Botafogo – 1963

São Paulo – 1964

Botafogo – 1965

Vera Cruz (MEX) – 1965~1966

São Paulo – 1966

- Como Técnico:

Sporting Cristal (PER) – 1962

 

 

Títulos

- Como Jogador:

1950 – Fez o primeiro gol marcado no Maracanã, na inauguração do estádio em amistoso entre as seleções do Rio e de São Paulo, vencido pelos paulistas, por 3 a 1.

1951 – Campeão Carioca pelo Fluminense

1952 – Campeão da Copa Rio pelo Fluminense

1952 – Campeão do Pan-Americano do Chile (primeiro título conquistado no exterior pelo futebol brasileiro)

1955 – Campeão da Taça Osvaldo Cruz pela Seleção

1955 – Campeão da Taça O´Higgins pela Seleção

1957 – Campeão Carioca pelo Botafogo

1957 – Campeão da Taça Osvaldo Cruz pela Seleção

1958 – Campeão do Mundo pela Seleção na Suécia

1961 – Campeão Carioca pelo Botafogo

1962 – Bicampeão Carioca pelo Botafogo

1962 – Bicampeão do Mundo pela Seleção no Chile

1962 – Campeão do Rio-São Paulo pelo Botafogo

1962 – Campeão do Pentagonal do México com o Botafogo

- Como Técnico:

1962 – Campeão Peruano pelo Sporting Cristal

               

Jogos e Gols

Fluminense (1949~1956): 298 Jogos e 91 Gols

Botafogo (1957~1958, 1961~1962, 1963, 1965): 313 Jogos e 114 Gols

Seleção Brasileira (1954~1962) – 68 Jogos e 20 Gols

 

Falecimento

12 de maio de 2001, no Rio de Janeiro

 

 

Histórico

Didi apareceu para o futebol brasileiro em 1948 formando um trio de ataque de imenso talento com Lelé e Isaias no Madureira, do Rio de Janeiro.

 

Didi com a camisa do Fluminense 

 

Se destacou tanto que no ano seguinte foi contratado pelo Fluminense, onde sob o comando de Zezé Moreira fez parte de um time que entrou para a história do clube ao lado de Telê Santana que se multiplicava jogando tanto de ponta-direita – onde ganhou o apelido de Fio de Esperança de Nélson Rodrigues – e centro-avante; o goleiro Castilho, que defendeu o Brasil em 4 Copas do Mundo: 50-54-58-62; Pinheiro, um central que jogou a Copa de 54, na Suíça e como Telê e Castilho, passou a técnico no fim de carreira; Carlyle que nasceu com apenas uma orelha, era um centro-avante mineiro que jogou no Atlético e fazia muitos gols; Orlando “Pingo de Ouro”, pingo por ser pequeno, mas de ouro por jogar um futebol maravilhoso e dono de um temperamento terrível; e Rodrigues “Tatu” que logo depois de ser campeão carioca em 51, foi jogar no Palmeiras.

       

Mas foi no Botafogo e na seleção que Didi atingiu o apogeu de sua carreira como jogador. Foi três vezes campeão carioca e bicampeão mundial.

 

Didi no Botafogo 

       

Didi era uma figura sensacional. Ganhou de Nélson Rodrigues o apelido de Príncipe Etíope por sua elegância tanto dentro quanto fora de campo, onde só se apresentava de terno e gravata impecáveis.

 

Didi e Dona Guiomar em Madri 

       

Se separou da mulher Maria Luiza, quando conheceu uma morena lindíssima, Guiomar, uma atriz, que foi o grande amor de sua vida, mas com quem tinha brigas homéricas, a ponto dela certa vez ciumenta ao extremo, passar a tesoura em todos seus ternos e gravatas.

       

Quando deixou a carreira de jogador Didi foi ser técnico nos Emirados Árabes, onde ganhou um anel de um príncipe, que de tão valioso não mostrava para ninguém.

       

Jogando bola “inventou” um chute que foi batizado de “Folha Seca” pela mídia da época. Era um chute em que Didi contorcia tanto o corpo para dar o efeito desejado na bola, que acabou sofrendo dores terríveis na coluna vertebral pelo resto da vida.

 

O gol salvador de "folha seca" contra o Peru

       

Mas foi graças a esse chute que o Brasil se classificou para a Copa de 58, na Suécia, e ganhou seu primeiro título mundial. Jogando contra o Peru no Maracanã, Didi bateu uma falta e fez o único gol do jogo.

     

Em 1970, na Copa do México, Didi viveu um dos maiores dramas de sua carreira. Dirigiu o melhor time que o Peru já formou em sua história no futebol. Deu um imenso trabalho ao grande time do Brasil, mas acabou derrotado por 4 a 2. O time do Peru era tão bom que vários jogadores daquela copa vieram parar no Brasil: Mifflin, no Santos, Gallardo, no Palmeiras, Chale, no Grêmio.

 

Seleção Brasileira Campeã em 1958, na Suécia 

    

Didi foi chamado de “Mister Foot-ball” em 58, pelo mesmo jornalista francês Gabriel Hanot, que também deu a Pelé o apelido de “Rei do Futebol”, Também foi eleito pela imprensa “o melhor jogador da Copa de 58”.

 

Didi entre Garrincha e "Ele" 

 

Didi tinha um talento fenomenal. Fazia lançamentos de 30, 40 metros como se fosse um perito em balística. Quando a bola parava no pé direito de Didi, Garrincha nem olhava para trás. Partia numa velocidade alucinante e via a bola cair bem na sua frente, pronta para ser dominada. Aí, era só partir para cima do adversário, gingar o corpo uma ou duas vezes e ver seu caminho limpo para o gol ou para o centro.

O grande jogador nos grandes jogos se impõe. Na final da Copa de 58 Didi além de ir buscar a bola no fundo do gol de Gilmar, quando a Suécia fez um a zero e com ela embaixo do braço, caminhar calmamente até o meio de campo para dar tempo ao time de se recompor, no reinicio da partida ainda meteu a bola entre as pernas de Gunnar Green considerado o cérebro do time sueco.

 

Depois da Copa de 58 Didi teve seu passe vendido para o Real Madrid, mas não ficou muito tempo por lá. Desentendeu-se com o grande Di Stéfano, argentino de nascimento, que era o grande ídolo da torcida e achou melhor voltar ao Brasil.

 

Didi com o técnico Fleitas Solich (no alto) e com Di Stéfano 

 

Conquistou o bicampeonato mundial no Chile ao lado de um Garrincha inesquecível e passou a pensar seriamente no que faria depois de ser jogador.

 

Didi no time de 62, Bi-campeão Mundial no Chile 

 

Didi também costumava dizer para quem quisesse ouvi-lo que “Deus tinha cometido um grande erro em deixar os grandes jogadores envelhecerem” e acrescentava – modestamente  – “já imaginou eu jogando para sempre ao lado de Pelé? De Zizinho? De Nilton Santos?” e ficava sorrindo como se esse sonho pudesse ser verdade.      

                       

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