O drible da vaca!
O nome ninguém sabe explicar.
Ou pelo menos até hoje não apareceu ninguém com uma explicação lógica!
O drible é tão bonito e tão eficaz que a gente não se lembra de questionar o nome.
A beleza está na simplicidade do drible.
Bola de um lado, autor do drible do outro.
Geralmente a bola passa pelo lado “podre” do marcador e o autor do drible pelo outro lado.
Aí, é só encontrar a bola do outro lado e partir para o gol só tendo o goleiro pela frente.
Só tem uma solução para o zagueiro: agarrar o adversário.
Se fizer isso pode impedir o gol de acontecer.
Mas também pode ser expulso.
Isso tudo não importa.
Importa a inteligência do lance.
Tão inesperado que pode ser repetido, como aconteceu domingo, no gol do São Paulo contra o Santos.
Lucas repetiu o lance depois do gol.
E passou de novo.
Só não foi gol de novo, porque nessa segunda vez a bola correu mais do que devia e permitiu que Rafael saísse do gol a tempo.
Me lembro de que nos meus tempos de “pelada” quando alguém levava o “drible da vaca” era ridicularizado pelo menos durante dois ou três dias.
Só dá certo quando você sabe se o marcador que surge pela frente é destro ou canhoto. Edu Dracena é destro. A bola passou pela perna esquerda. Lucas pelo lado direito.
Na segunda vez foi a mesma coisa.
Me lembrei do Pelé certa vez perguntando: “e o cara é canhoto?”.
Perguntei: “Por que?”.
E ele: “Vou passar a bola sempre no pé direito dele!”.
Fora isso só a bomba de Paulo Henrique Ganso – que está voltando e pedindo para “por mais água no feijão!” – O gol de Fernandão, do Palmeiras, matando no peito e batendo de voleio e o frango do Renan Ribeiro, do Atlético Mineiro, que deu a vitória ao Cruzeiro. Acho que por essa vez passa, mas garanto que se acontecer uma segunda “vão mostrar a porta da rua pra ele”!













