Os goleadores (não confundir com gladiadores)!
Vou confessar uma coisa: quando o Mano Menezes chamou o Leandro Damião para a seleção pela primeira vez, imediatamente pensei: coisa de gaúchos!
Não, por favor, não pense que sou contra os gaúchos. Minha mãe nasceu em Porto Alegre. Tenho amigos maravilhosos no Rio Grande do Sul, entre os quais dois que venero até hoje: Divino Fonseca e Ruy Carlos Ostermann. O primeiro foi um dos maiores jornalistas que conheci no tempo da revista Placar; o Ostermann acho que tive a honra de ter sido o primeiro a gravar com ele um comentário para a televisão, a Globo ma época, sabe onde? Na Piazza del Duomo, em Milão, durante um giro da seleção brasileira pela Europa.

Ontem a noite vi boa parte do jogo do Inter contra o Santos. Vi Damião jogar. O Paulo Roberto Falcão disse:
- O Damião é bom, é craque!
Duvidei de um dos meus ídolos. Mas ontem, eu vi, e fiquei sabendo mais uma vez que a gente não pode duvidar de quem conhece, de quem já jogou e muito.
O Damião fez um gol de cabeça na força, derrubando Pará com um simples encontrão.
Vi ele conduzir a bola como é recomendado a ser feito a todo grande camisa 9, sempre com o pé contrário ao zagueiro. Vi ele chutar tanto de direita quanto de esquerda. Vi ele girar em cima do zagueiro para o lado contrário de onde vinha a marcação. Só não fez mais porque a sorte não quis.
Mas ele me deixou a impressão de ser igual a Vavá, César Maluco, Serginho Chulapa, esses caras que “só” sabiam fazer gols.

Já o Borges principal autor do milagre “de 3 gols em 11 minutos” é um cara supreendente.
Fica pouco nos lugares onde “marca território” feito um felino raivoso.
Foi artilheiro no Paraná, em 2005; foi ser artilheiro do Vegalta Sendai, do Japão, em 2006; em 2007-2008-2009 foi artilheiro do São Paulo com seus saltos mortais arrepiantes após cada gol; 2010 esteve no Grêmio; e em 2011 foi contratado pelo Santos, onde claro já o goleador do Campeonato Brasileiro.
Borges não tem a força do Damião, mas tem a habilidade que o gaúcho ainda não mostrou.
Depois de ontem passei a ser um defensor de Damião na seleção.
Talvez venha reivindicar a convocação de Borges.
Acho que seria justo.
Assim como Ronaldinho Gaúcho vem provando ser mais do que justa sua convocação.

Só quero saber como o Mano vai fazer para colocar Ronaldinho e Neymar no mesmo time.
Ronaldinho joga exatamente na mesma faixa de campo, pela esquerda, onde joga Neymar.
Será que segunda-feira, contra Gana, em Londres, Neymar vai ficar no banco? Ou será que Mano vai deslocar Neymar para direita e “atrapalhar” um pouco as infiltradas de Maicon ou Daniel Alves?
Mas não posso deixar de falar do Botafogo. Que campanha! O Caio está conquistando seu lugar entre os técnicos brasileiros.
E isso com apenas – pelo menos neste momento – um jogador de alto nível: o goleiro Jefferson, que ocupa justamente uma posição crucial para um time ir bem numa competição.
Mas acho que o destino está mancomunado com o Vasco da Gama.
São Januário; reviver o Expresso da Vitória, um técnico herói, jogadores a procura de um final feliz como nos filmes americanos… não sei, mas me parece que o Vasco está em primeiro lugar na Roda da Fortuna.









Parecia que estava diante de um “serial killer”!





É evidente que o São Paulo voltou a ser o que é! Um time vencedor.