Os número 9!
Dizem que Alan Kardec tem parceria com os espíritos.
3 jogos, 4 gols – os 4 do Santos feitos até agora – e uma vaguinha entre os artilheiros do Campeonato.
Afirmam que Adriano nunca mais vai jogar bola.
Ele mesmo anunciou isso quando voltou da Itália pela primeira vez. A diferença está em que antes ele não queria, agora não o querem.
Corre por aí que o Fabuloso está furioso.
Primeiro com seus companheiros de ataque que não tem lá demonstrado uma grande boa vontade em lhe passar a bola; depois com os dirigentes do São Paulo que insistem na contratação de Nilmar, que foi afastado pelo técnico do time do Villarreal, da Espanha, quando confirmou que estava negociando com o São Paulo.

A comoção sob suspeita a pequena distensão que sofreu ontem.
Fernandão, 1m90, músculos para todos os lados, cara de centro-avante antigo.
Barba por fazer, guerreiro, precisando por comida na mesa de casa, Fernandão entrou ontem no lugar do veloz mas irregular, Maikon Lerite faltando pouco mais de 5 minutos para o jogo acabar, e num centro de Marcos Assunção, se antecipa à zaga da Catanduvense, para fazer de cabeça o gol que salvou o Palmeiras de sua primeira derrota no Campeonato.
Os 9 vivem de gols.
Adriano, o Imperador, nem aos treinos do Corinthians vai mais. A partir do momento em que o Andrés Sanchez disse que “ele não tinha mais jeito” até o torcedor que era dele, se desinteressou. É inacreditável como ele está trocando a vida que milhões de pais querem para seus filhos, por uma que deve lhe trazer desilusões.
Luis Fabiano precisa de tempo. Tempo que é longo para os meninos que jogam ao seu lado e curto para ele que sofre com contusões normais pelo peso de seus 32 anos.

Fernandão precisa de espaço e de crédito. Ele quer exatamente aquilo que Adriano está abandonando.
Apesar da parceria com os espíritos, a tarefa de Alan Kardec parece ser a mais difícil de todos.
Ele precisa arrumar um jeito de jogar ao lado de Neymar.
Mas quem ocupa o lugar no momento é Borges, artilheiro do Campeonato Brasileiro.

Borges 22 gols, cambalhotas espetaculares, saltos mortais.
Kardec espiritual, elevando os olhos aos céus depois de cada gol.
Bom menino, procurando agradecer a quem lhe passou a bola.
Vai pelo mundo dos artilheiros quase despercebido.
Se não encontrar outro caminho, seu destino parece ser o de entrar faltando 15 minutos, como aconteceu o ano passado.







O nome ninguém sabe explicar.






