28/06/2009 - 18:47
mas o segundo foi….

….MARAVILHOSO.
Eu sou do tempo em que nosso talento era a qualidade exaltada.
Hoje ouço que a seleção é um time que nunca desiste. Luta até o fim!
Preferia antes, sem desmerecer o dia de hoje.
Acho que o ideal seria juntar ontem com hoje.
Ouvi também uma afirmação de Dunga que me assustou:
- Em futebol não existe o passado, nem o futuro, só o presente.
Tomara que ele esteja errado.

Acho que foi uma vitória importante porque no passado – que seria o primeiro tempo – a seleção permitiu que os americanos abrissem 2 a 0. Recuperar numa final um placar adverso de 2 a 0 não é fácil (e Dunga deve ter pensado na frase de antes do jogo).
Acho que Kaká e Robinho faltaram. Ausências sentidas.
Em compensação disseram presente Lúcio, Felipe Melo e por incrível que pareça – apesar de ter perdido um gol certo – até Gilberto Silva.
Acho também que o André Santos tem que tomar cuidado se quiser continuar sendo chamado para a seleção, um pouco mais de modéstia não lhe faria mal nenhum.
No mais Daniel Alves é jogador brasileiro em qualquer posição.
E Luís Fabiano não chega a ser um Ronaldo, mas sabe fazer gols. Perde alguns certos, mas faz outros inesperados, como o segundo depois de todo mundo acreditar que a jogada tinha acabado no chute de Robinho no travessão.
Não gostei da cara do técnico americano, Bob Bradley, depois do jogo, como se tivesse sido uma grande surpresa o Brasil virar o jogo, que para ele devia estar parecendo ganho. E acho que ele merece os parabéns do mundo do futebol (menos da Espanha, é claro). Ele conseguiu montar um time, o que não deve ser fácil lá nos Estados Unidos.
Não gostei também do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, abraçando os jogadores com aquela de falsa modéstia que o caracteriza.
No fim das contas, a seleção está de parabéns, inclusive Dunga, que mesmo deixando algumas dúvidas para o futuro – que Dunga não nos ouça – mostrou farra e determinação.
No nosso caso o “futuro” se chama…Argentina.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: copa das confederações, estados unidos, Seleção brasileira
25/06/2009 - 18:18
Se eu fosse um dos jogadores da seleção brasileira iria assim que o juiz apitou o fim do jogo, cumprimentar Joel Santana.
Ele disse que a África do Sul ia jogar no ataque, sem se preocupar demais com a seleção brasileira.
Muita gente duvidou. Mas quem viu o jogo, sabe que o técnico Joel Santana, 60 anos, cumpriu a palavra.
Não sei o que você que está lendo essas mal traçadas linhas, achou. Mas eu achei que a Africa do Sul, os Bafana Bafana, jogaram uma grande partida. Em momento nenhum tiveram receio do Brasil. Foram francos, em certos momentos até destemidos, jogando o corpo na frente dos chutes e tentando vencer Júlio Cesar, de longe, de perto, de qualquer jeito.
E aí está uma outra história. O que o Júlio está agarrando é brincadeira.
A seleção deve muito a Júlio César. Suas últimas atuações garantiram certa tranqüilidade a Dunga.
E por falar em Dunga… que sorte que ele deu!
E dá!
Trocar André Santos por Daniel Alves aos 35 do segundo tempo. Conseguir uma falta quase dentro da área, que não havia acontecido em 80 minutos de jogo, certamente porque os Bafanas tinham sido instruídos por Joel para evitar as faltas perto da área, foi quase inacreditável.
Pior do que isso: percebi em volta de mim a quase certeza das pessoas acreditando no gol.
E o Daniel Alves recém entrado, bater e marcar, realmente me faz pensar que a gente tem que preservar o Dunga. Permitir que ele continuasse como técnico da seleção, porque certamente o homem ter parceria com… o destino? A sorte? Com Nostradamus? Com você quiser.
Com ele, tenho quase certeza, que é taça em casa.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: áfrica do sul, copa das confederações, daniel alves, dunga, joel santana, Seleção brasileira
24/06/2009 - 18:25

Sim, já sei, você deve estar pensando que estou louco!
Mas, amigo, depois de ver os Estados Unidos dar um chocolate na Espanha, estou chegando a conclusão que os europeus estão jogando um futebol fraquinho, fraquinho.
Pensei numa moça que vinha me escrevendo dizendo que eu não entendo nada de futebol. Que sou um velho caduco, etc porque critiquei o futebol da Espanha, dizendo que eles têm um bom meio de campo para frente, mas um fraquinho meio de campo para trás. Não sei como ela está porque nunca mais me escreveu, provavelmente revoltada por ela “entender” muito mais do que eu e eu estar escrevendo um blog no iG.
É o tal do negócio, o futebol nos prega muitas peças e é por isso que é atraente, surpreendente, apaixonante.
Quem poderia adivinhar que os EUA ganhariam da Espanha? Acho difícil alguém ter apostado em tal absurdo.
Mas em futebol, um esporte, volto a afirmar, jogado com os pés. A lógica às vezes perde o rumo. Deixa a gente louco a ponto de alguns amigos meus já estarem prevendo uma final África do Sul contra os Estados Unidos.
Loucura total.
Eu continuo achando que a seleção brasileira tem momentos de superação brilhantes. Os jogadores achincalhados se recuperam, se sentem humilhados e partem para a “destruição” de qualquer adversário.
Tomara que amanhã Kaká e cia. entrem em campo com espírito de guerreiro.
Se entrarem com “pena de Joel Santana e Bafana, Bafana” vão se dar mal.
Bafana, Bafana, segundo Joel Santana, “play good”.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: áfrica do sul, copa das confederações, Espanha, EUA, Seleção brasileira
21/06/2009 - 18:45

Terminou o primeiro tempo e eu pensei: “rapaz, vou ter que elogiar o Dunga!”.
Aí, a turma me salvou no segundo.
Conseguiram jogar pior do que os italianos em todo o jogo.
Por que será que o time parou?
Alguém vai dizer “porque o jogo já estava ganho!”.
Quem ia se classificar em segundo não tinha nada a ver com o time de Dunga.
Essa resposta sempre me lembra a de Chico Buarque de Holanda para uma moça que lhe perguntou:
- Por que você não faz mais músicas como antigamente?
A resposta veio ágil, rápida, inteligente:
- Porque já fiz!
É isso que acontece hoje no futebol brasileiro. O pior é que é verdade. 3 a 0: o que mais tinha para ser feito?
Fiquei chateado porque eu tinha apostado no Egito. Mas faltou experiência! O Egito tem futebol para o continente africano, mas ainda falta a eles o que faltava ao Brasil entre 1930 e 1958.
Naquela época a experiência era chamada de “organização”. Diziam com certa razão que o futebol brasileiro só evoluía dentro das quatro linhas e nada fora delas.
Hoje a depois de cinco títulos mundiais a gente nunca está satisfeito. Depois de um “chocolate” no primeiro tempo, queríamos outro chocolate no segundo.
“Tinha que ser 6 a 0!”, gritava um amigo meu.
Agora é partir para o bi da Copa das Confederações e ganhar dos argentinos na volta ao futebol tupiniquim, e vencer pela sexta vez a Copa do Mundo no ano que vem…. e depois pela sétima vez em casa.
Dunga é com você e com nosso herói de sempre, Ricardo Teixeira, o imbatível e feroz presidente da CBF.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: copa das confederações, Seleção brasileira
12/06/2009 - 20:27

Acho que finalmente a seleção brasileira, mesmo toda ela jogando no exterior, agora vai “jogar em casa”.
As imagens que chegam da África do Sul me lembram o México de 70, a primeira Copa do Mundo que cobri ao vivo.
O carinho do povo pelos jogadores do Brasil. O nome Brasil que sai das bocas de um povo tão ou mais sofrido que o nosso.
Esse som de Brasil, igual ao som de Brasil gritado pelos povos de países menos favorecidos.
Dos povos acostumados a luta pela sobrevivência.
Ali, talvez em campos e estádios não tão bonitos como os da Inglaterra ou da Alemanha, a bola vai rolar com o amor que a gente via no Brasil nas décadas de 60, 70 e até um pouco da de 80. Tempos bons que nunca chegaram ao ponto de hoje, quando o dinheiro nos é jogado na cara, como o das compras de Kaká e de Cristiano Ronaldo, e chega a ser ofensivo.
O rand da África do Sul pode até não valer igual ao dólar, menos ainda do que o Euro, mas garanto que é um dinheiro arrancado do solo por mãos calejadas, as vezes esfoladas, de um povo que deu ao seu dinheiro o nome de uma montanha onde se localiza a cidade de Joanesburgo, e também a maior reserva de ouro do país.
Não sei, fiquei emocionado, me lembrei do povo mexicano sorrindo e arrancando do fundo de suas almas o grito de Brasil.
Tomara que possamos um dia dividir com eles o carinho que eles tiveram conosco.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: áfrica do sul, copa das confederações, Seleção brasileira
21/05/2009 - 20:37

Não sei se eles vão entrar em campo!
Todo mundo já sabe que a seleção vai jogar com Júlio César; Maicon – ou Daniel Alves – Lúcio, Juan e Kléber; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Luís Fabiano e Robinho.
Mas só o fato de saber que Nilmar, André Santos, Victor, e Ramires estarão com eles me dá a sensação que algo está mudando na seleção.
Talvez eles até entrem em campo. Não sei. Não quero ser do contra antes de acontecer.
Mas eu gostaria de ver Nilmar jogando ao lado de Kaká e Robinho. Ramires entrando no lugar de Felipe – assim como ele entrou no lugar de quem? Nem me lembro!
Só acho que o Victor deve esperar pacientemente sua chance e cultivar a oportunidade que está surgindo.
No mais Dunga continua com o mesmo mau humor de sempre.
Que coisa, um baita emprego, provavelmente um baita salário, treinando o melhor time do mundo e… um mau humor danado.
Autor: Michel Laurence - Categoria(s): Notícias
Tags: copa das confederações, dunga, eliminatórias, Seleção brasileira
Voltar ao topo