
Sempre fico procurando uma resposta para entender por que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, chamou o Dunga para técnico da seleção.
Não é possível que tenha sido só para fazer uma reformulação no time que deu pane na Copa da Alemanha.
Eu sabia que devia haver vários outros motivos.
Um deles é que Dunga não precisa financeiramente do cargo.
É um motivo legal.
Outro é que Dunga, até ser chamado, não rezava pela cartilha de ninguém.
Legal, assim Dunga seria independente…
Mas aí matutei: bem, mas agora, passados quase três anos de trabalho, ele reza pela cartilha da CBF e do Teixeira, pena que dinheiro nunca é demais e não faz mal a ninguém.
Hoje, vendo o anúncio dos jogadores que concorrem aos prêmios da CBF como os melhores do Brasileiro em cada posição, cheguei a outra conclusão: Teixeira chamou Dunga porque, “tecnicamente” falando, os dois são muito, mas muito parecidos.
Se não, vejamos:
1 – os dois são extremamente mal-humorados;
2 – os dois detestam a imprensa em geral (fingem gostar da Globo, mas só a aturam devido a audiência);
3 – os dois parecem dois pitt-bulls prontos para morder a carótida do primeiro que se aproximar;
4 – os dois mesmo quando conseguem uma vitória consagradora não sabem saboreá-la, nem dar seu verdadeiro valor;
Os dois são o raro exemplo de “bicões que se beijam”.