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segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Fatos Históricos | 13:48

Guadalajara, do tri e do Pan

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Guadalajara foi, para mim, o berço de um neném bem nascido, forte e tal qual um super-homem… eterno.

Foi ali no estádio Jalisco novinho em folha que vi pela primeira vez o futebol brasileiro vencer uma Copa do Mundo, a mais bela de todas.

Nas cadeiras da tribuna de imprensa super-aquecidas por um sol inacreditavelmente imenso, vi Pelé inventar um chute do meio de campo e surpreender o mundo que via pela primeira vez uma Copa transmitida ao vivo pela televisão.

Foi no Jalisco que vi também o torcedor mexicano inventar a “hola” – a onda – e adaptar o ‘”olé” das touradas ao futebol.

A cidade é linda, avenidas largas, arborizadas, jardins, cafés tipo parisienses, cadeiras de vime, igrejas centenárias e uma auto-estrada de 700 km, em linha reta, que a liga a capital do país, a Cidade do México. Um chope e uma cerveja de ótima qualidade, uma comida típica com salada de abacate e laranja, tortillas e queijaditas com linguiças saborosas (é só tomar cuidado com a pimenta!) e um povo maravilhoso.

É nesse cenário maravilhoso que o mundo vai ter o privilégio de ver provavelmente o mais belo dos Jogos Pan-Americanos de todos os tempos – sei que dizendo isso vou deixar alguns amigos zangados, mas os mexicanos são mestres em festas, sabem se divertir, sorrir, gritar, dançar e cantar muito bonito. Aliás, os restaurantes e bares noturnos sempre têm um cantor com um violão entoando os mais belos boleros de Agustin Lara até Luís Miguel.

E de quebra vamos poder ver pelo iG Usain Bolt, o homem mais rápido do mundo; o melhor vôlei do mundo; o melhor basquete; as maiores promessas do futebol; os maiores nadadores do mundo; atletismo fantástico; remo; e tudo o que se propõe como esporte.

É só ficar de olho no IG que vem aí a melhor cobertura que já se fez sobre um Pan-Americano e descobrir novas paixões.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , ,

quarta-feira, 1 de junho de 2011 Causos do Futebol | 10:37

Causos do Futebol – Los “queridos” Hermanos!

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Tudo começou quando um senhor argentino, o general Júlio Roca, bem intencionado, resolveu criar o que veio a se chamar  Copa Roca, em sua própria homenagem.

Era o ano de 1914, e as relações políticas entre Brasil e Argentina, como sempre, não eram as melhores. O tal general Roca achou, com a aprovação do ministro de relações exteriores do Brasil, Lauro Muller, que um bom joguinho de bola apaziguaria os ânimos, já que os jornais argentinos, como o La Mañana,  falavam até em invasão do território brasileiro.

Dito e feito. O primeiro jogo oficial entre Brasil e Argentina aconteceu no dia 27 de setembro de 1914, pela Copa Roca. O Brasil venceu, 1 a 0, gol de Rubens Salles, no campo “deles”.

Argentinos nos primórdios da rivalidade com o Brasil

A idéia de paz com um jogo de futebol deu e não deu certo. Deu certo porque os argentinos pararam com a história de invadir o Brasil. Mas não deu certo porque a rivalidade política se transferiu para dentro de um campo de futebol.

Desse primeiro jogo em diante foram poucas as partidas entre as duas seleções que não terminaram em pancadaria.

E olha que nesse primeiro jogo o lateral direito brasileiro Lagreca cometeu uma falta em Izaguirre, o ponta da Argentina. Ficou aquela eletricidade no ar, mas bastou Lagreca ajudar o argentino a se levantar e lhe dar um abraço para que a paz voltasse a reinar.

Inclusive, depois do jogo rolou uma seresta entre jogadores dos dois times e torcedores, no próprio campo do Gimnasia y Esgrima, regada a um bom vinho.

A primeira grande briga de que se tem notícia aconteceu num dia de Natal, imaginem, em 1925, na decisão do Campeonato Sul-Americano, na Argentina. O Brasil vencia, 2 a 0, gols de Nilo e Friedenreich, quando o pau quebrou. A torcida invadiu o campo, e os argentinos acabaram empatando e se sagrando campeões.

Atletas de clubes brasileiros nos "bons tempos" do cássico continental

No dia seguinte aconteceu uma passeata na avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, pedindo o fim dos confrontos entre Brasil e Argentina.

Os encontros “esportivos” continuaram, sempre com uma briguinha aqui, outra ali. Uma das mais dramáticas aconteceu no Sul-Americano de 1946, na Argentina.

Para criar um clima bem pesado, os jogadores da seleção argentina desfilaram em volta do campo com o jogador Battagliero numa cadeira de rodas exibindo a perna engessada. Battagliero havia fraturado a perna no jogo anterior, num choque com o grande Ademir Menezes.

Nesse jogo decisivo, decidindo o título, o zagueiro Salomon entrou com tudo numa bola dividida com Jair Rosa Pinto. O brasileiro, com medo do pior, se protegeu e “apenas” calçou a bola, segundo relato dos jornais brasileiros, e o argentino teve fratura exposta.

A partir daí, o que se viu foi um verdadeiro massacre, com jogadores, torcedores e policiais agredindo os brasileiros.

A salvação dos jogadores brasileiros foi que Zezé Procópio, um vigoroso médio volante, prevenido, sempre jogava com uma navalha enfiada na meia.

O brilho da lâmina cortando o ar intimidou um pouco os argentinos. Deu tempo para que os craques brasileiros chegassem ao vestiário. Só o Chico, ponta-esquerda do Vasco da Gama, titular na Copa do Mundo de 50, que, apavorado, resolveu correr dos argentinos pelo campo e foi o último a chegar à porta do vestiário dos brasileiros, que … estava fechada.

Chico apanhou muito até ser puxado para dentro do vestiário.

Mas o caso não terminou por aí. A polícia argentina invadiu o vestiário do Brasil e, com ameaças, praticamente obrigou os jogadores a voltar e continuar a partida.

O Brasil, prudentemente, acabou perdendo.

Não é a toa que Brasil e Argentina, em futebol, nunca serão “hermanos” de verdade.

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

domingo, 18 de outubro de 2009 Notícias | 19:40

Petkovic de volta ao mundo dos craques!

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O Flamengo está definitivamente na luta por uma vaga na Libertadores e sonhando com o título do Brasileirão-2009.

Isso devido a dois nomes: Petkovic – que andou comendo o pão que o diabo amassou, sendo rejeitado por vários clubes – e o técnico Andrade, que com seu jeito esquisito de falar de futebol devolveu ao Flamengo o respeito que sempre merece.

A vitória do Flamengo desta vez não tem qualquer contestação: foi na casa do Palmeiras; não teve qualquer interferência da arbitragem e os gols – os dois de Petkovic – foram de uma beleza fora do comum.

No primeiro o sérvio parecia um guri e não um homem de 37 anos recém completados, passando por meia dezena de adversários e chutando na hora em que ninguém esperava, no ângulo do gol de São Marcos.

O segundo parecia ter a mão de um extraterrestre guiando a bola por um caminho imponderável. Pet bateu um escanteio, a bola passou por todo mundo descrevendo uma curva impossível, e foi surpreendendo são Marcos. Não havia o que fazer, quando ele viu a bola já estava em cima dele.

É o futebol moderno. Na semana passada o Palmeiras era o elegido dos deuses. Esta semana provavelmente, Muricy vai ter que comer aquele mesmo pão que quase jogou Petkovic no ostracismo.

 

Ronaldinho Gaúcho está de volta!

 

Não sou “bidu”, nem adivinho, mas olha a cada jogo que vejo do Milan, vejo um Ronaldinho recuperando aos poucos todo o futebol que já fez dele o mais querido do Brasil.

Hoje ele fez um lançamento de 40 metros para o gol de Alexandre Pato – que foi eleito o melhor jogador da partida – que lembrou os tempos de Gérson, o Canhotinha de Ouro.

Não me queiram mal, nem pensem que estou fazendo campanha, mas acho que neste momento já não existe ninguém melhor do que ele.

 

Vamos voltar a exigir fundamentos!

Acho que nós da imprensa temos obrigação e não é porque os garotos perderam três pênaltis na decisão do Mundial Sub-20! O pessoal de Gana também perdeu 2.

Mas é por ver que o domínio da bola pelos jovens está cada vez mais difícil. É matar e a bola correr dois ou três metros, quando ela deveria como Ronaldo mostrou recentemente naquele gol contra o Santos, ficar paradinha e pronta para ser usada.

Acho que antigamente os jogadores ligavam mais para a qualidade de seu futebol. Hoje eles perdem para bolivianos, venezuelanos e ganeses.

Sei lá, seria bom a mídia tão criticada, olhar para a formação dos garotos, daqui a pouco, se a gente vacilar, podemos começar a perder para as Ilhas Faroé, o Principado de Luxemburgo e Andorra, onde nem campo de futebol tem, porque a cidade fica em cima do morro dos Pirineus, entre a França e a Espanha. É só decida, não tem terreno plano!

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , , , ,

sábado, 5 de setembro de 2009 Notícias | 23:57

Está ficando sem graça!

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Maradona lamenta a derrota de 3x1 para o BrasilA cara do Maradona!

 

Meu Deus, a cara do Maradona!

 

Não vou chegar a ser tão ufanista a ponto de dizer que o time brasileiro foi muito superior. Mas que poderia ter sido de goleada, 5 ou 6, poderia, de tão fácil que foi. Os argentinos ficavam com a bola e a seleção ia chegando ao gol argentino a toda hora.

 

A cara do Maradona!

 

Meu Deus, a cara do Maradona.

 

Parecia até que de tão fácil os jogadores brasileiros estavam duvidando.

 

Antigamente, eles vendiam caro a derrota.

 

Hoje, parecem conformados com a superioridade do futebol brasileiro.

 

Antigamente, num momento como esse, o pau comia.

 

Ainda mais num campinho como esse de Rosário.

 

A cara do Maradona.

 

Meu Deus, a cara do Maradona.

 

Eu não sou a favor da pancadaria, nem quero que os tempos de antigamente voltem. Nada disso, apenas lamento ver uma seleção de tradição. como a da Argentina – não chore por mim Argentina –. se entregando da forma como se entregou hoje.

 

Podem argumentar que eles tiveram a posse de bola, mas isso não quer dizer nada, principalmente se não se sabe aproveitar essa posse.

 

Maradona, que era tão eficiente (olha Mota – com um “t” só –, dizer que Maradona foi o maior de todos é de uma ingenuidade tão grande!) como jogador, não sabe passar aos seus jogadores de hoje as jogadas que devem executar para virar a situação periclitante em que se encontram.

 

A cara de Maradona!

 

Roendo as unhas como um desesperado.

 

O olhar magoado.

 

A face pálida como se lhe faltasse sangue no rosto.

 

Um senhor que merece toda a admiração pelo futebol que jogou, mas que infelizmente tem que se sujeitar a ser criticado como treinador para garantir o sustento da família.

 

Isso porque, sinceramente, acho que nem ele acredita em Maradona como técnico.

 

Quanto mais como salvador da pátria.

 

Meu Deus, a pobre cara de Maradona.

 

Autor: Michel Laurence Tags: , ,

quinta-feira, 12 de março de 2009 Notícias | 16:55

Dunga podia ser mais simples!

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Menos monótono.

 

Menos rotineiro.

 

Menos previsível.

 

Mais audacioso.

 

Mais seguro de si e dos jogadores brasileiros.

 

De repente Felipe Mello que até outro dia era um ilustre desconhecido, agora não pode deixar de ser convocado.

 

Para jogar contra o Equador e o Peru pelas Eliminatórias da Copa de 2010, Dunga poderia ser mais corajoso.

 

Deixa o time mais solto, mais forte no ataque, surpreenda o adversário como contra Portugal, que teve pela frente um time e um futebol completamente diferente daquele que contava encontrar.

 

Empatar com a Colômbia no Brasil é mais valioso do que empatar com o Equador em Quito?


Tanto faz.

 

Você ter o Paraguai liderando as Eliminatórias já é uma paulada na cuca de qualquer um.

 

Então, vamos liberar geral.

 

Vamos ver no que dá.

 

Vi João Saldanha, que não era um especialista como técnico, transformar minhocas em cobras. E encantar todo mundo. O temor estampado no rosto dos adversários.

 

Você vai argumentar: “É, mas tinha Pelé!”.

 

E daí?

 

Hoje tem Kaká, que é o melhor do mundo; tem Robinho, que se o técnico deixar jogar, faz as loucuras que contagiam o torcedor e desmoralizam o adversário.

 

Põe só um volante-marcador e tenta reencontrar o futebol que o povo gosta e vai sempre gostar, mesmo que o resultado não venha a ser aquele que todo mundo queria.

 

Não importa.

 

Ou será que existe o temor escondido lá no fundo da alma, de não classificar.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , ,

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 Causos do Futebol | 16:03

Quem inventou comemorar gol?

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Pelé estava sendo xingado pela torcida adversária e de raiva, depois de fazer um gol, deu um soco no ar.

 

O “soco” virou marca registrada do Rei.

 

E a partir daí as “invenções” para assinar os gols não pararam mais.

 

Mas que eu me lembre, o primeiro jogador a marcar seus gols com uma comemoração particular, foi Ambrois, um atacante uruguaio, que jogou as copas de 54, na Suíça, e de 58 na Suécia, pela Celeste, e que defendeu o Fluminense na década de 50.

 

Ambrois – cujas pegadas perdi com o caminhar dos anos – era um artilheiro branquelo, sanguinolento – não no sentido da violência – mas daquele tipo de branco europeu que com o calor e o ardor de uma partida, tinha o rosto tomado pelo sangue e o “pintava” de vermelho.

 

Me lembro perfeitamente do chute colocado, no canto e da corridinha de Ambrois por trás do gol adversário, driblando os fotógrafos e que terminava num semi-círculo para voltar ao campo de jogo e comemorar abraçando os companheiros.

 

Antes dele não me lembro de nenhum outro.

 

Os jogadores só perceberam que os gols eram valiosos para firmarem suas imagens só depois de Pelé.

 

Escrevi isso porque é Carnaval e no carnaval todo mundo samba.

 

E também porque me esqueci como mal educado que sou, de agradecer ao meu amigo Celso Unzelte, comentarista do programa Loucos por Futebol, da ESPN Brasil e professor da Faculdade Cásper Líbero, por ter incluído em seu próximo livro um texto meu sobre o técnico Martim Francisco, que escrevi em Placar, em 1973.

 

Celso, pesquisei fotos do Ambrois mas não achei. E como eu sei que você gosta dessas histórias escrevi assim mesmo, sem ilustrar.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , ,

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009 Notícias | 15:22

“Que bonito é…”

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O gol de Robinho ontem contra uma seleção italiana transfigurada pela raiva, merecia ter ao vivo o fundo musical do inesquecível Canal 100.

 

Sempre que vejo lances como esse me vem a cabeça o mesmo pensamento: porque será que quando o jogo é pra valer, o jogador brasileiro não faz a mesma coisa?

 

São raríssimas as exceções que dão legalidade a regra.

 

O primeiro tempo da seleção ontem – toda desfalcada – foi maravilhoso e revelou principalmente um Ronaldinho Gaúcho em franca recuperação.

 

No segundo tempo, o técnico da Itália, Marcelo Lippi, colocou os “garotos” que precisam de auto-afirmação para jogar. Eles provavelmente, entenderam errado as instruções do treinador, e saíram dando porrada até na sombra.

 

Uma pena, o jogo poderia ter sido bonito.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009 Notícias | 14:49

Robinho é apenas mais um!

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Eu tive um grande amigo, Hedyl Valle Jr., que foi também um dos maiores jornalistas com quem tive o prazer de trabalhar.

 

Um dia ele escreveu: “como é que os dirigentes de clube querem ter homens dentro do campo se fora deles os tratam como meninos mimados?”.

 

Lamentavelmente Hedyl se foi prematuramente e não está vendo os dirigentes do Manchester City tratarem Robinho como um “menino malcriado”. Robinho veio ao Brasil sem autorização do clube e vai pagar uma multa milionária por isso.

 

Ele ganha muito, mas tem que justificar os ganhos dentro e fora de campo.

 

Agora, Robinho, também está sofrendo as conseqüências de ter saído na “balada”. É evidente que “ele tem todo o direito de se divertir na noite” como fui cobrado quando escrevi – e ao que parece não leram direito – que Ronaldo Fenômeno tinha o direito de fazer o que bem entendesse da vida dele inclusive sair na noite, mas que tinha sido uma besteira fazer isso agora com o mundo (e a Fiel Torcida) acompanhando de perto sua recuperação no Corinthians.

 

A decepção dos que esperavam ele transformar o time em imbatível deve ter sido grande.

 

A verdade é que os jogadores, os melhores claro, estão acostumados a que as pessoas resolvam seus problemas. Eu me lembro de Silva, o Batuta, que foi ídolo no Flamengo e no Corinthians. No Rio ele tinha um dirigente que toda sexta-feira lhe “pagava” a feira. Para que?

 

Silva ganhava bem e quem tinha a responsabilidade de abastecer sua casa era ele mesmo.

Quando não é um dirigente, é o procurador, um assessor, um amigo, o pai, a mãe, o sogro, ou a sogra, todos tentando esconder o Sol com uma peneira quando surge algum problema. 

  

Acho que a idolatria das pessoas vendam os olhos dos idolatrados e dos que idolatram. E dão aos jogadores a sensação que o mundo será para sempre um mar de rosas, que nenhum mal poderá o atingir e que se algo de mal aparecer por seu caminho, o jogador terá sempre alguém para “solucionar” o problema por ele.

 

A vida não é assim. Aí de repente aparece um Zidane pela frente e o resto da história todo mundo conhece.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , ,

terça-feira, 13 de janeiro de 2009 Causos do Futebol | 16:26

Causos do Futebol – Uma Briga Enjoada!

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Preâmbulo

Essa história vai em homenagem a dois grandes amigos: Divino Fonseca um dos maiores repórteres que conheci em minha carreira, gaúcho valente dono de um dos melhores textos do esporte; e Manoel Motta Neto, meu parceiro em inúmeras matérias do Placar, fotógrafo de mão cheia e de sensibilidade insuspeita – devido ao seu tamanho, como você pode ver na foto ao meu lado nos idos de 1973, que lamentavelmente faleceu precocemente.

 

 

 

Copa de 78, Argentina do ditador-general Rafael Videla.

 

Exército por toda parte.

 

Uma das copas mais contestadas da história.

 

A seleção brasileira dirigida por Cláudio Coutinho tinha passado por vários problemas durante sua preparação, inclusive um desentendimento entre o técnico e o maravilhoso Paulo Roberto Falcão, que acabou sendo afastado e ficando no Brasil.

 

Problemas que continuaram no início da Copa com o Brasil tendo enormes dificuldades para conseguir um empate 1 a 1 contra a Suécia, com o juiz Clive Thomas, do País de Gales, anulando um gol de Zico aos 45 minutos do segundo tempo, alegando ter apitado o fim de jogo logo da cobrança do escanteio; outro empate, por 0 a 0, contra a Espanha, com o árbitro Sérgio Gonella, da Itália, não dando um gol legítimo da Espanha, um chute que pegou por dentro do travessão, bateu dentro do gol e saiu e com Amaral que jogou no Corinthians, salvando literalmente em cima da linha outro gol certo da Espanha; e finalmente com um vitória, por 1 a 0, contra a Áustria.

 

Foi assim que o Brasil passou para a segunda fase da Copa, que nesse ano de 78 foi disputada de forma diferente. Das 16 seleções que disputavam a copa naquela época, classificaram-se 8, que foram divididas em dois grupos de 4. Os primeiros classificados de cada grupo disputavam a final e os dois segundos se enfrentavam pelo terceiro lugar.

Mas não pense que a classificação da Argentina para essa segunda fase tenha sido fácil. Os donos da casa foram derrotados pela Itália, por 1 a 0, e foi preciso uma boa mãozinha divina para que o time de Passarela, Fillol e Kempes se classificasse numa vitória sobre a França, por 2 a 1, com um gol de pênalti, cometido visivelmente fora da área.

 

Mas para azar do Brasil, que se classificou em segundo, a seleção teria a Argentina pela frente na nova fase.

 

No primeiro jogo, o Brasil derrotou o Peru, 3 a 0.

 

Aí enfrentou a Argentina no pequenino estádio de Rosário, e num jogo em que o árbitro Karoly Palotai, da Hungria, procurou de todas as maneiras levar a partida até o fim sem expulsar faltosos, inclusive Chicão, do Brasil, que distribuiu pancada para todos os lados, o jogo terminou 0 a 0.

 

No terceiro jogo o Brasil derrotou a Polônia, por 3 a 1.

 

No mesmo dia só que a noite, a Argentina, derrotou o Peru, por 6 a 0 e no saldo de gols – tinha ganho da Polônia, por 2 a 0 – se classificou em primeiro com direito a disputar a final contra a Holanda, enquanto o Brasil ia disputar o terceiro contra a Itália.

 

Foi necessário contar esses detalhes para que o resto da história seja entendido.  

 

Cobri essa copa de 78 pela Rede Globo, e combinei de encontrar Divino e Motta que ainda estavam no Placar, para a gente tomar uma cervejinha. Os boatos de que a seleção do Peru teria “facilitado” as coisas para a Argentina eram enormes. Saímos do hotel a procura de um bar, mas todos estavam tomados por argentinos eufóricos já cantando a vitória como campeões do mundo.

 

Entramos numa espécie de boate que parecia tranqüila. Completamente vazia. Sentamos pedimos nossas bebidas e começamos a conversar. Para não dizer que a boate estava deserta distante da gente tinha um homem bebendo sozinho.

 

Lá pelas tantas um garçom se aproximou de mim e perguntou:

 

- Aquele senhor pediu para perguntar se podia se juntar a vocês?

 

Consultei a rapaziada e ninguém foi contra:

 

- Claro, diga que ele bem-vindo.

 

O homem chegou, sentou e continuamos conversando. Lá pelas tantas como o homem falava em castelhano comecei a desconfiar. Tentei botar panos quentes sobre a possibilidade do Peru ter se vendido, mas não adiantou.

 

O homem finalmente falou:

 

- Olha, por favor, eu sou peruano.

 

Aí, o Divino explodiu:

 

- Vocês são uns cagões. Vocês se cagaram todo. Tiveram medo da Argentina, se cagaram!

 

Começou a surgir gente de todos os lados, ameaçadores. Nós éramos uns cinco. Levantamos e fomos nos afastando de costas em direção ao balcão do bar. Motta olhou para mim e disse:

 

- Aquele baixinho é o massagista do Peru.

 

- É mesmo? – perguntei – e aquele de revólver na mão o que é?

 

O cara era extremamente parecido com Lampião. Óculos redondos, rosto que ia afinando, revólver que brilhava. Peguei uma garrafa pelo gargalo; Divino queria briga; Manoel Motta era o mais visado pelos peruanos pelo tamanho.

 

Por alguns segundos pensei na morte, foi quando o de óculos redondos veio em minha direção e disse:

 

- Olha, vamos deixar vocês saírem daqui a pedido do nosso chefe. Mas saiam imediatamente.

 

O dono da boate foi mostrando o caminho para fora da boate.

 

Quando saímos, ele gritou:

 

- Ei, brasileiros, vocês nasceram de novo. O homem é filho do PRESIDENTE DO PERU.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , ,

quinta-feira, 20 de novembro de 2008 Notícias | 20:37

Kaká prova que é o melhor!

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Kaká é o melhor!

 

Acho que Cristiano Ronaldo pensou que ia ser “barbada”, que ia passar por cima de Kaká feito um trator.

    

Acho também que ficou espantado quando percebeu que andam o “enganando” lá pela Europa.

    

Não é que o “belo Cristiano” (segundo as mocinhas) não jogue nada. A verdade é que por aqui ele não seria o que os europeus acham que ele é.

    

Existe também o fato de que o “belo Kaká” (segundo as meninas), além de ser belo joga muita bola e é por isso que estourou na Itália em menos de dois anos e fez com que não só a torcida do Milan enchesse os estádios para ver seus gols, como também conquistou todas as italianas e não sei se de quebra muitas européias.

    

Eu sei que em janeiro a FIFA vai “eleger” o Cristiano Ronaldo como o “melhor do mundo” na temporada 2007/08.

   

É preciso que assim seja.

   

Já imaginou se todo ano fosse eleito um sul-americano?

   

Creio (como diria um grande amigo meu juntando as duas mãos que se fosse um “santo padre”) que em 2009 o eleito será o Messi – e aí não terá essa de ser bonitão ou não. Afinal, o Messi joga muita bola, mas não chega a ser um Brad Pitt.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , , , ,

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