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Posts com a Tag botafogo

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 Notícias | 18:19

Os cariocas que se cuidem!

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Tenho visto os jogos do Campeonato Carioca.

 

Estou preocupado.

 

Eu sou de lá e comecei a ver futebol indo a Olaria, Bonsucesso, General Severiano, São Cristovão, Laranjeiras e claro, Maracanã.

 

Às vezes as pessoas não entendem porque critico tanto o atual futebol do Rio. É que fui do tempo em que jogo entre clubes do Rio e de São Paulo era pau puro. Mesmo quando o Santos de Pelé foi “adotado” pelo Rio, aconteceram jogos incríveis contra o Botafogo, de Mané Garrincha, Nilton Santos, Didi, Quarentinha, Zagalo, Paulo Valentim. Era 5 a 3 prá cá; 6 a 4 prá lá.

 

Agora quando vejo o Flamengo manquitolando; o Fluminense catando cavaco; o Vasco na segundona; o Botafogo montando e desmontando time todo ano, e América e Bangu quase extintos, fico triste, muito triste.

 

Minhas primeiras viagens internacionais como profissional de jornalismo foram com o Flamengo dos tempos de Fio – ele mesmo, o da música de Jorge Benjor – Tinteiro, Itamar, Mário Braga, o goleiro Ivan, Juarez; e logo a seguir com o América de Edu – irmão de Zico e Antunes – Eduardo (o ponta-esquerda que faleceu num desastre de automóvel quando defendia o Corinthians), Farah. Ica, Sudaco, Ari Caroço no gol, Alemão o central irmão do Manga, Zé Carlos, o pastor Luciano – uma figura maravilhosa, Ita. Passei 3 meses viajando com eles pela América Central, Caribe e norte da América do Sul.

 

O técnico do Flamengo imagine você era Flávio Costa – a própria história viva do futebol brasileiro; e o do América, Wílson Santos, um dos heróis do último campeonato carioca do América, em 1960, derrotando o Fluminense na final, por 2 a 0. Os dois já não estão mais entre nós, mas foram eles que me ensinaram (também devo muito a Evaristo Macedo e Armando Renganeschi, seu Antoninho – do Santos) o que sei de futebol.

 

Foi com esses personagens da história do futebol brasileiro que aprendi o que é ser jogador de futebol. 

 

Assim, tenho todo o direito de ficar preocupado com a proximidade do Campeonato Brasileiro. Tomara que na próxima “janela” todos se reforcem e voltem a dar aos cariocas uma das poucas alegrias que ainda restam ao  povo brasileiro.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , ,

domingo, 1 de fevereiro de 2009 Notícias | 16:59

Vascão ou Mengão? Quem vai levar? (E o Phelps puxa um um fuminho, quem diria!)

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O Campeonato do Rio está dividido: uma semana o Mengão é ajudado pela “arbitragem”, na outra é o Vascão.

 

Está justificado. Afinal são os dois que enchem as “burras” dos pequenos e também dos grandes. Sem os dois o Maracanã e o Engenhão viveriam as moscas.

 

Márcio Braga que outro dia gritou a plenos pulmões:

 

- Acabou o dinheiro!

 

Tem toda razão. Mas seguramente não deve ser o dinheiro dele.

 

Sem o Mengão o futebol do Rio não existe. É só olhar o que aconteceu com o América, o que aconteceu com o Bangu e o que está por acontecer com o Botafogo.

 

Aí, meu amigo, a arbitragem tem que entrar em ação.

 

E o Michael Phelps? Oito medalhas de ouro e um cigarrinho daqueles no canto da boca.

 

Pensei que fossem só os brasileiros que ficaram ricos – tipo Robinho, Ronaldinho Gaúcho, Nenê do basquete – que dão mal exemplos a garotada que os admira.

 

Mas não. Os bem formados em terras desenvolvidas, também são pecadores.

 

É uma vergonha, com diria Boris Casoy.

 

Tomara que não seja verdade.

 

(A Veja deitou e rolou no caso Robinho. ETA, ferro!) 

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 Sem categoria | 14:17

Futebolzinho ruim de assistir!

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A Vila está bonita, mas o time é ruim!

 

O Flamengo está com uma “parceria” estranha: a arbitragem!

 

Com 5 a 1 não tem altitude que assuste o Palmeiras.

 

O Santos pegou os jogadores do Botafogo e do Vasco que não ganhavam de ninguém, e botou no time. Está dando no que você está vendo. Não tem Kleber Pereira que dê jeito.

 

Alguém vai dizer: “mas o time está invicto depois de 3 jogos!”.

 

Aconteceu, só isso. No primeiro jogo, o time ganhou de 2 a 0, com as calças na mão; no segundo foi 2 a 1, Deus sabe como e no terceiro ontem, o Peixe mostrou que está fora do páreo.

 

Antes era uma defesa ruim, que não tem quem agüente o Domingos. Agora é uma defesa ruim com um ataque horrível – apenas com Kleber Pereira aparecendo de vez em quanto – e um meio campo em que só o Rodrigo Souto se salva.

 

A arbitragem está marcando pênaltis “maravilhosos” a favor dos mais fortes, claro. Para o Flamengo tudo, até jogando contra um Bangu que a gente não ouvia falar desde os primórdios de minha carreira, lá por volta de 1965/66.

 

Até parece que tem algum “planejamento” tipo: “vamos dar um jeito. O Flamengo tem que chegar; o Corinthians também!”. Fica feio.

 

Acho que nenhum dos dois precisa.

 

O torcedor não é bobo. Percebe tudo, até quando é a favor do time de seu coração. Sabe que se hoje foi na favor, amanhã pode ser contra.

 

Quem manda é o dinheiro.

 

Por falar em dinheiro você viu a cara do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na visita do presidente da FIFA, Joseph Blatter, ao governador José Serra?

 

Rapaz, o homem parecia que ia bater no primeiro que atravessasse seu caminho.

 

Será que é para todo mundo pensar que ele é sério?

 

PS: por favor, desculpem, a falta de textos nos últimos dias. Culpem a Internet e a falta de luz. E principalmente as chuvas. 

Autor: Michel Laurence Tags: , , , ,

sábado, 10 de janeiro de 2009 Notícias | 15:32

Sem dinheiro, tudo é difícil!

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Corinthians, São Paulo e Fluminense saíram na frente.

 

O Corinthians com inteligência.

 

O São Paulo com planejamento.

 

E o Fluminense com um bom patrocinador.

 

Os três reforçaram bem suas equipes.

 

O Santos vem em quarto lugar nessa lista. Depois de contratar Lúcio Flávio e Madson, trouxe Roni, de Portugal, e agora o Grupo Sondas que banca o clube está anunciando Bolaños, da LDU, como novo reforço, mas a diretoria do Peixe diz que não sabe de nada.

 

Palmeiras contratou vários mas dois destes e justamente os mais badalados não vão estrear: Marquinhos, que veio do Vitória, operou uma hérnia; e o colombiano Pablo Armero, que seria atração na lateral-esquerda, não vai conseguir atualizar sua documentação a tempo de estrear no Campeonato Paulista.

 

O Flamengo deve dinheiro até para o ginasta Diego Hipolyto e vários atletas de outros esportes amadores. Hoje quando vi que torcedores invadiram a Granja Comary durante o treino do time, pensei no pior, mas ainda bme que os torcedores queriam apenas autógrafos e tirar fotos com seus ídolos.

 

O Botafogo como sempre contrata muita gente… de graça. Mas não se sabe se essas contratações vão dar certo.

 

O Vasco se espelhou no que o Corinthians fez o ano passado para retornar a divisão principal do Campeonato Brasileiro. Mandou muita gente embora e contratou muita gente no lugar. Só que o Corinthians buscou jogadores experientes, os do Vasco são quase desconhecidos, a não ser Carlos Alberto que continua uma incógnita e por estar suspenso não vai poder estrear no Campeonato Carioca.

 

Sem crédito tudo fica muito difícil.

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 6 de dezembro de 2008 Gênios do Passado | 19:05

Gênios do Passado – Bebeto, o do “Filho-Gol”

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Bebeto entrou para a história do futebol mundial não só por ser um dos 96 – diminuindo os que venceram mais uma vez – jogadores brasileiros a ganhar uma Copa do Mundo, a de 94 nos Estados Unidos, como por ter marcado sua imagem comemorando o gol contra os americanos fingindo ninar seu filho recém nascido.

 

O gesto foi copiado mundo afora por jogadores também com filhos recém nascidos ou por nascer. Até hoje Robinho celebra seus gols – depois de no início ter copiado Bebeto – chupando o polegar.

 

Por ser mirrado e por muito tempo ter se afastado do futebol brasileiro indo jogar pelo La Coruña, da Espanha, Bebeto, cujo nome é José Roberto Gama de Oliveira, nascido em Salvador, Bahia, no dia 16 de fevereiro de 1964, custou a ter seu futebol reconhecido e valorizado pelos torcedores.

 

Mas seu futebol era brilhante, inteligente a ponto de ser um dos poucos “parceiros” respeitado por Romário. Na Copa de 94 eles formaram uma dupla que lembrou as melhores já vistas em seleções brasileiras. Os dois fizeram um total de 8 gols – 5 de Romário que ganhou a Bola de Ouro – e levaram a seleção ao seu quarto título.

 

Bebeto começou sua carreira no Vitória, de Salvador, em 1981. Dois anos depois se transferiu para o Flamengo onde permaneceu até 1989, e onde disputou 81 jogos, marcando 34 gols. Foi para o Vasco da Gama em 89, onde foi ídolo jogando até 1992 e marcando 28 gols em 53 jogos. Aí seguiu para a Espanha, vendido ao Deportivo La Coruña, onde ficou por 1995, marcando 86 gols em 131 jogos.

 

Em toda sua carreira que só foi encerrada em 2002, jogando no Al-Ittihad, da Arábia Saudita, Bebeto conquistou muitos títulos: foi campeão carioca pelo Flamengo, em 86; campeão brasileiro e da Copa Ramon de Carranza, ns Espanha, pelo Vasco da Gama, em 89; campeão da Copa da Espanha, super Copa da Espanha e do Troféu Tereza Herrera, em 95; foi campeão Baiano e da Copa do Nordeste pelo Vitória, em 97; em 98 foi campeão do Torneio Rio-São Paulo, pelo Botafogo.

 

Além da Copa do Mundo de 94, Bebeto conquistou jogando pela seleção brasileira a Copa América de 89; o Campeonato Mundial sub-20 de 1983 e os Jogos Panamericanos de 87.

Em 92 ganhou a Bola de Prata da Revista Placar e foi artilheiro dos campeonatos: Carioca de 88, com 17 gols; e do de 89 com 18 gols; em 89 foi artilheiro da Copa América com 6 gols; e do Brasileirão de 92, com 18 gols. 

Autor: Michel Laurence Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 21 de novembro de 2008 Gênios do Passado | 17:32

Gênios do Passado – Waldir Pereira (Didi)

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Valdir Pereira, Didi

 

Data do nascimento

8 de Outubro de 1928

 

Local

Campos dos Goitacazes – RJ

 

Clubes

- Como Jogador:

Americano, de Campos – 1946

Lençoense, de Lençóis Paulista – 1946~1947

Madureira – 1948

Fluminense – 1949~1956

Botafogo – 1957~1958

Real Madrid (ESP) – 1959~1960

Botafogo – 1961~1962

Botafogo – 1963

São Paulo – 1964

Botafogo – 1965

Vera Cruz (MEX) – 1965~1966

São Paulo – 1966

- Como Técnico:

Sporting Cristal (PER) – 1962

 

 

Títulos

- Como Jogador:

1950 – Fez o primeiro gol marcado no Maracanã, na inauguração do estádio em amistoso entre as seleções do Rio e de São Paulo, vencido pelos paulistas, por 3 a 1.

1951 – Campeão Carioca pelo Fluminense

1952 – Campeão da Copa Rio pelo Fluminense

1952 – Campeão do Pan-Americano do Chile (primeiro título conquistado no exterior pelo futebol brasileiro)

1955 – Campeão da Taça Osvaldo Cruz pela Seleção

1955 – Campeão da Taça O´Higgins pela Seleção

1957 – Campeão Carioca pelo Botafogo

1957 – Campeão da Taça Osvaldo Cruz pela Seleção

1958 – Campeão do Mundo pela Seleção na Suécia

1961 – Campeão Carioca pelo Botafogo

1962 – Bicampeão Carioca pelo Botafogo

1962 – Bicampeão do Mundo pela Seleção no Chile

1962 – Campeão do Rio-São Paulo pelo Botafogo

1962 – Campeão do Pentagonal do México com o Botafogo

- Como Técnico:

1962 – Campeão Peruano pelo Sporting Cristal

               

Jogos e Gols

Fluminense (1949~1956): 298 Jogos e 91 Gols

Botafogo (1957~1958, 1961~1962, 1963, 1965): 313 Jogos e 114 Gols

Seleção Brasileira (1954~1962) – 68 Jogos e 20 Gols

 

Falecimento

12 de maio de 2001, no Rio de Janeiro

 

 

Histórico

Didi apareceu para o futebol brasileiro em 1948 formando um trio de ataque de imenso talento com Lelé e Isaias no Madureira, do Rio de Janeiro.

 

Didi com a camisa do Fluminense 

 

Se destacou tanto que no ano seguinte foi contratado pelo Fluminense, onde sob o comando de Zezé Moreira fez parte de um time que entrou para a história do clube ao lado de Telê Santana que se multiplicava jogando tanto de ponta-direita – onde ganhou o apelido de Fio de Esperança de Nélson Rodrigues – e centro-avante; o goleiro Castilho, que defendeu o Brasil em 4 Copas do Mundo: 50-54-58-62; Pinheiro, um central que jogou a Copa de 54, na Suíça e como Telê e Castilho, passou a técnico no fim de carreira; Carlyle que nasceu com apenas uma orelha, era um centro-avante mineiro que jogou no Atlético e fazia muitos gols; Orlando “Pingo de Ouro”, pingo por ser pequeno, mas de ouro por jogar um futebol maravilhoso e dono de um temperamento terrível; e Rodrigues “Tatu” que logo depois de ser campeão carioca em 51, foi jogar no Palmeiras.

       

Mas foi no Botafogo e na seleção que Didi atingiu o apogeu de sua carreira como jogador. Foi três vezes campeão carioca e bicampeão mundial.

 

Didi no Botafogo 

       

Didi era uma figura sensacional. Ganhou de Nélson Rodrigues o apelido de Príncipe Etíope por sua elegância tanto dentro quanto fora de campo, onde só se apresentava de terno e gravata impecáveis.

 

Didi e Dona Guiomar em Madri 

       

Se separou da mulher Maria Luiza, quando conheceu uma morena lindíssima, Guiomar, uma atriz, que foi o grande amor de sua vida, mas com quem tinha brigas homéricas, a ponto dela certa vez ciumenta ao extremo, passar a tesoura em todos seus ternos e gravatas.

       

Quando deixou a carreira de jogador Didi foi ser técnico nos Emirados Árabes, onde ganhou um anel de um príncipe, que de tão valioso não mostrava para ninguém.

       

Jogando bola “inventou” um chute que foi batizado de “Folha Seca” pela mídia da época. Era um chute em que Didi contorcia tanto o corpo para dar o efeito desejado na bola, que acabou sofrendo dores terríveis na coluna vertebral pelo resto da vida.

 

O gol salvador de "folha seca" contra o Peru

       

Mas foi graças a esse chute que o Brasil se classificou para a Copa de 58, na Suécia, e ganhou seu primeiro título mundial. Jogando contra o Peru no Maracanã, Didi bateu uma falta e fez o único gol do jogo.

     

Em 1970, na Copa do México, Didi viveu um dos maiores dramas de sua carreira. Dirigiu o melhor time que o Peru já formou em sua história no futebol. Deu um imenso trabalho ao grande time do Brasil, mas acabou derrotado por 4 a 2. O time do Peru era tão bom que vários jogadores daquela copa vieram parar no Brasil: Mifflin, no Santos, Gallardo, no Palmeiras, Chale, no Grêmio.

 

Seleção Brasileira Campeã em 1958, na Suécia 

    

Didi foi chamado de “Mister Foot-ball” em 58, pelo mesmo jornalista francês Gabriel Hanot, que também deu a Pelé o apelido de “Rei do Futebol”, Também foi eleito pela imprensa “o melhor jogador da Copa de 58”.

 

Didi entre Garrincha e "Ele" 

 

Didi tinha um talento fenomenal. Fazia lançamentos de 30, 40 metros como se fosse um perito em balística. Quando a bola parava no pé direito de Didi, Garrincha nem olhava para trás. Partia numa velocidade alucinante e via a bola cair bem na sua frente, pronta para ser dominada. Aí, era só partir para cima do adversário, gingar o corpo uma ou duas vezes e ver seu caminho limpo para o gol ou para o centro.

O grande jogador nos grandes jogos se impõe. Na final da Copa de 58 Didi além de ir buscar a bola no fundo do gol de Gilmar, quando a Suécia fez um a zero e com ela embaixo do braço, caminhar calmamente até o meio de campo para dar tempo ao time de se recompor, no reinicio da partida ainda meteu a bola entre as pernas de Gunnar Green considerado o cérebro do time sueco.

 

Depois da Copa de 58 Didi teve seu passe vendido para o Real Madrid, mas não ficou muito tempo por lá. Desentendeu-se com o grande Di Stéfano, argentino de nascimento, que era o grande ídolo da torcida e achou melhor voltar ao Brasil.

 

Didi com o técnico Fleitas Solich (no alto) e com Di Stéfano 

 

Conquistou o bicampeonato mundial no Chile ao lado de um Garrincha inesquecível e passou a pensar seriamente no que faria depois de ser jogador.

 

Didi no time de 62, Bi-campeão Mundial no Chile 

 

Didi também costumava dizer para quem quisesse ouvi-lo que “Deus tinha cometido um grande erro em deixar os grandes jogadores envelhecerem” e acrescentava – modestamente  – “já imaginou eu jogando para sempre ao lado de Pelé? De Zizinho? De Nilton Santos?” e ficava sorrindo como se esse sonho pudesse ser verdade.      

                       

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sábado, 15 de novembro de 2008 Notícias | 20:28

Botafogo, a ponta do iceberg!

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Bebeto de Freitas

Os problemas financeiros que o Botafogo está enfrentando e claramente expostos por seu presidente, Bebeto de Freitas, são apenas a ponta de um iceberg – e você sabe que essa ponta é apenas uma sétima parte do que está por baixo da água.

O problema foi escancarado porque veio a público que o Botafogo está devendo 3 meses de salários a seus jogadores, fora direitos de imagem e de arena, e de prêmios atrasados.

Carlos Alberto, um meia rebelde, foi embora. Entrou na Justiça atrás de seus direitos.

Bebeto só pode ter crédito junto a bancos – que devido à “crise” mundial também estão em “crise” – se conseguir um fiador forte, respeitado e sabidamente cumpridor de suas obrigações.

Quem vai querer bancar um futebol que nunca conseguiu se equilibrar nas próprias pernas?

É como um homem com mais de 70 anos, desempregado e desacreditado. Todos acham que ele vai morrer a qualquer momento sem honrar a dívida. Aí o velho senhor, honrado em toda seu vida, não tem crédito.

E esse mal, meu amigo, não atinge só o Botafogo. Você sabe tão bem quanto eu que Flamengo, que tem a maior torcida desse País; Santos, que é o clube brasileiro mais conhecido no mundo inteiro; Vasco, que já foi uma potência; Corinthians, que serviu de trampolim para desconhecidos ficarem famosos e escroques se tornarem milionários; e tantos e tantos clubes por esse Brasil, tipo América, Bonsucesso, Jabaquara, Ypiranga, só para citar clubes de centros financeiros mais poderosos, sumiram do mapa.

Agora que o futebol tupiniquim esgotou temporariamente sua maior fonte de rendas – a venda de jogadores – e vai enfrentar uma entressafra pobre e das mais perigosas, qual é a solução?

Me diga: qual é a solução?

Se realmente o poder público cobrar as dívidas de todos, muitos clubes vão fechar.

Ninguém tem como pagar!

Tal qual o velho de 70 anos.

Mas, se insistirem, não só Botafogo vai sumir, mas Flamengo, Corinthians, Vasco, Santos, Atlético Mineiro, Santa Cruz vão sumir e aí como é que cartolas vão encher os estádios?

Futebol não é vôlei. Futebol é o esporte mais popular do planeta.

Quem vai torcer pelo Canos & Tapetes, Cimento & Saúde, Bolsas Jaguaré??????

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