
Data do nascimento
8 de Outubro de 1928
Local
Campos dos Goitacazes – RJ
Clubes
- Como Jogador:
Americano, de Campos – 1946
Lençoense, de Lençóis Paulista – 1946~1947
Madureira – 1948
Fluminense – 1949~1956
Botafogo – 1957~1958
Real Madrid (ESP) – 1959~1960
Botafogo – 1961~1962
Botafogo – 1963
São Paulo – 1964
Botafogo – 1965
Vera Cruz (MEX) – 1965~1966
São Paulo – 1966
- Como Técnico:
Sporting Cristal (PER) – 1962
Títulos
- Como Jogador:
1950 – Fez o primeiro gol marcado no Maracanã, na inauguração do estádio em amistoso entre as seleções do Rio e de São Paulo, vencido pelos paulistas, por 3 a 1.
1951 – Campeão Carioca pelo Fluminense
1952 – Campeão da Copa Rio pelo Fluminense
1952 – Campeão do Pan-Americano do Chile (primeiro título conquistado no exterior pelo futebol brasileiro)
1955 – Campeão da Taça Osvaldo Cruz pela Seleção
1955 – Campeão da Taça O´Higgins pela Seleção
1957 – Campeão Carioca pelo Botafogo
1957 – Campeão da Taça Osvaldo Cruz pela Seleção
1958 – Campeão do Mundo pela Seleção na Suécia
1961 – Campeão Carioca pelo Botafogo
1962 – Bicampeão Carioca pelo Botafogo
1962 – Bicampeão do Mundo pela Seleção no Chile
1962 – Campeão do Rio-São Paulo pelo Botafogo
1962 – Campeão do Pentagonal do México com o Botafogo
- Como Técnico:
1962 – Campeão Peruano pelo Sporting Cristal
Jogos e Gols
Fluminense (1949~1956): 298 Jogos e 91 Gols
Botafogo (1957~1958, 1961~1962, 1963, 1965): 313 Jogos e 114 Gols
Seleção Brasileira (1954~1962) – 68 Jogos e 20 Gols
Falecimento
12 de maio de 2001, no Rio de Janeiro
Histórico
Didi apareceu para o futebol brasileiro em 1948 formando um trio de ataque de imenso talento com Lelé e Isaias no Madureira, do Rio de Janeiro.
Se destacou tanto que no ano seguinte foi contratado pelo Fluminense, onde sob o comando de Zezé Moreira fez parte de um time que entrou para a história do clube ao lado de Telê Santana que se multiplicava jogando tanto de ponta-direita – onde ganhou o apelido de Fio de Esperança de Nélson Rodrigues – e centro-avante; o goleiro Castilho, que defendeu o Brasil em 4 Copas do Mundo: 50-54-58-62; Pinheiro, um central que jogou a Copa de 54, na Suíça e como Telê e Castilho, passou a técnico no fim de carreira; Carlyle que nasceu com apenas uma orelha, era um centro-avante mineiro que jogou no Atlético e fazia muitos gols; Orlando “Pingo de Ouro”, pingo por ser pequeno, mas de ouro por jogar um futebol maravilhoso e dono de um temperamento terrível; e Rodrigues “Tatu” que logo depois de ser campeão carioca em 51, foi jogar no Palmeiras.
Mas foi no Botafogo e na seleção que Didi atingiu o apogeu de sua carreira como jogador. Foi três vezes campeão carioca e bicampeão mundial.
Didi era uma figura sensacional. Ganhou de Nélson Rodrigues o apelido de Príncipe Etíope por sua elegância tanto dentro quanto fora de campo, onde só se apresentava de terno e gravata impecáveis.
Se separou da mulher Maria Luiza, quando conheceu uma morena lindíssima, Guiomar, uma atriz, que foi o grande amor de sua vida, mas com quem tinha brigas homéricas, a ponto dela certa vez ciumenta ao extremo, passar a tesoura em todos seus ternos e gravatas.
Quando deixou a carreira de jogador Didi foi ser técnico nos Emirados Árabes, onde ganhou um anel de um príncipe, que de tão valioso não mostrava para ninguém.
Jogando bola “inventou” um chute que foi batizado de “Folha Seca” pela mídia da época. Era um chute em que Didi contorcia tanto o corpo para dar o efeito desejado na bola, que acabou sofrendo dores terríveis na coluna vertebral pelo resto da vida.

Mas foi graças a esse chute que o Brasil se classificou para a Copa de 58, na Suécia, e ganhou seu primeiro título mundial. Jogando contra o Peru no Maracanã, Didi bateu uma falta e fez o único gol do jogo.
Em 1970, na Copa do México, Didi viveu um dos maiores dramas de sua carreira. Dirigiu o melhor time que o Peru já formou em sua história no futebol. Deu um imenso trabalho ao grande time do Brasil, mas acabou derrotado por 4 a 2. O time do Peru era tão bom que vários jogadores daquela copa vieram parar no Brasil: Mifflin, no Santos, Gallardo, no Palmeiras, Chale, no Grêmio.
Didi foi chamado de “Mister Foot-ball” em 58, pelo mesmo jornalista francês Gabriel Hanot, que também deu a Pelé o apelido de “Rei do Futebol”, Também foi eleito pela imprensa “o melhor jogador da Copa de 58”.
Didi tinha um talento fenomenal. Fazia lançamentos de 30, 40 metros como se fosse um perito em balística. Quando a bola parava no pé direito de Didi, Garrincha nem olhava para trás. Partia numa velocidade alucinante e via a bola cair bem na sua frente, pronta para ser dominada. Aí, era só partir para cima do adversário, gingar o corpo uma ou duas vezes e ver seu caminho limpo para o gol ou para o centro.
O grande jogador nos grandes jogos se impõe. Na final da Copa de 58 Didi além de ir buscar a bola no fundo do gol de Gilmar, quando a Suécia fez um a zero e com ela embaixo do braço, caminhar calmamente até o meio de campo para dar tempo ao time de se recompor, no reinicio da partida ainda meteu a bola entre as pernas de Gunnar Green considerado o cérebro do time sueco.
Depois da Copa de 58 Didi teve seu passe vendido para o Real Madrid, mas não ficou muito tempo por lá. Desentendeu-se com o grande Di Stéfano, argentino de nascimento, que era o grande ídolo da torcida e achou melhor voltar ao Brasil.
Conquistou o bicampeonato mundial no Chile ao lado de um Garrincha inesquecível e passou a pensar seriamente no que faria depois de ser jogador.
Didi também costumava dizer para quem quisesse ouvi-lo que “Deus tinha cometido um grande erro em deixar os grandes jogadores envelhecerem” e acrescentava – modestamente – “já imaginou eu jogando para sempre ao lado de Pelé? De Zizinho? De Nilton Santos?” e ficava sorrindo como se esse sonho pudesse ser verdade.